O Galaxy A37 5G chegou ao Brasil por R$ 3.299 e hoje é encontrado na faixa de R$ 1.700. Nesse preço, ele é uma compra fácil de defender — não pelo desempenho, que é apenas correto, mas por uma combinação que quase ninguém oferece na faixa: seis anos de atualização de Android, certificação IP68, vidro Gorilla Glass Victus+ na frente e no verso e uma câmera principal que subiu de patamar em relação ao A36.
Pelos R$ 3.299 do lançamento, seria difícil recomendar. Pelos R$ 1.700 de hoje, é provavelmente o intermediário mais longevo que dá para comprar — desde que você aceite três limitações reais: não vem carregador, a ultrawide é fraca e a câmera macro existe apenas para engordar a ficha técnica.
Ficha técnica do Samsung Galaxy A37 5G
| Item | Especificação |
|---|---|
| Lançamento | 25 de março de 2026 |
| Tela | 6,70" Super AMOLED, 1080 × 2340 (385 ppi), 19,5:9, 60–120 Hz |
| Brilho | 1.200 nits (modo alto brilho) · 1.900 nits (pico) |
| Processador | Exynos 1480 (4 nm), octa-core |
| Memória | 6 GB + 128 GB · 8 GB + 256 GB · até 12 GB · UFS 3.1 |
| Câmera principal | 50 MP, f/1.8, sensor 1/1,56", pixel 1,0 µm, PDAF, OIS |
| Ultrawide | 8 MP, f/2.2, 123°, sensor 1/4,0" (sem autofoco) |
| Macro | 5 MP, f/2.4 |
| Frontal | 12 MP, f/2.2, sensor 1/3,2" |
| Vídeo | Traseira 4K/30 e 1080p/30-60 com EIS · Frontal 4K/30 e 1080p/30 em HDR 10 bits |
| Bateria | 5.000 mAh, carregamento de 45 W (com fio) |
| Software | Android 16 com One UI 8.5 |
| Atualizações | 6 versões de Android + 6 anos de segurança (até março de 2032) |
| Construção | Gorilla Glass Victus+ (frente e verso), estrutura em plástico, IP68 (1,5 m por 30 min) |
| Dimensões e peso | 162,9 × 78,2 × 7,4 mm · 196 g |
| Conectividade | 5G, eSIM duplo, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4, NFC |
| Extras | Leitor de digital óptico sob a tela, alto-falantes estéreo |
| Preço no Brasil | Lançamento R$ 3.299 · atualmente em torno de R$ 1.700 |
Design e construção
São 7,4 mm de espessura e 196 gramas. Fino para a categoria, mas não leve — os 196 g vêm justamente do que há de bom aqui: vidro dos dois lados.

A Samsung usou Gorilla Glass Victus+ na frente e no verso, com estrutura em plástico no meio. É uma escolha inteligente para a faixa: o plástico na lateral absorve queda melhor que metal e barateia, enquanto o vidro entrega a sensação e a resistência a risco que o comprador percebe todo dia.
O ponto alto é a certificação IP68, com imersão de até 1,5 metro por 30 minutos. Nessa faixa de preço, resistência à água costuma ser IP54 — proteção contra respingo, não contra queda na piscina. É uma das razões mais concretas para escolher esse aparelho.

Também merece nota o Programa de Autorreparo da Samsung, que abrange o modelo. Combinado com seis anos de atualização, é a diferença entre um celular que dura porque você aguenta e um que dura porque foi projetado para isso.
Tela
Painel Super AMOLED de 6,70 polegadas, resolução 1080 × 2340 (385 ppi) e taxa adaptativa de 60 a 120 Hz. O brilho chega a 1.200 nits no modo de alto brilho e a 1.900 nits de pico em conteúdo HDR — números de aparelho bem mais caro, e o suficiente para leitura confortável sob sol forte.

Duas ressalvas honestas. A primeira é a profundidade de cor de 8 bits, contra 10 bits de rivais diretos; na prática, isso raramente incomoda, mas aparece em gradientes.
A segunda é mais relevante para um grupo específico: o painel apresenta oscilação PWM em frequência baixa. Quem é sensível a esse tipo de cintilação — e sente dor de cabeça ou cansaço visual em telas OLED — deve considerar isso antes de comprar. Para a maioria das pessoas, é irrelevante; para quem sofre com o efeito, é decisivo.
Desempenho
A mudança mais significativa da geração está aqui: o A37 abandonou o Snapdragon 6 Gen 3 do A36 e passou ao Exynos 1480, de 4 nm, fabricado pela própria Samsung.
Troca de chip nem sempre é evolução, mas nesse caso foi: o Exynos 1480 supera o Snapdragon do A36 em todos os testes, e a memória ficou cerca de duas vezes mais rápida, mesmo mantendo o padrão UFS 3.1. No uso diário, isso se traduz em navegação fluida, troca rápida de aplicativos e nenhuma hesitação perceptível.
O limite aparece em jogos exigentes. O chip dá conta do recado em títulos populares no Brasil, como Free Fire, mas passa aperto em jogos pesados com gráficos no máximo. Se jogar é a sua prioridade, existem opções melhores por preço parecido — e falo delas mais adiante.
Uma observação importante sobre a versão de entrada: a configuração de 6 GB de RAM e 128 GB é a mais vendida por ser a mais barata, e é justamente a que envelhece pior. Com seis anos de atualização pela frente, 128 GB apertam rápido e 6 GB limitam a multitarefa a médio prazo. Se a diferença de preço para a versão de 8 GB e 256 GB for pequena, ela é o investimento mais sensato desta análise.
Câmeras

Principal de dia
A câmera principal é o maior avanço sobre o A36, e não pela contagem de megapixels — que continua em 50 MP —, mas pelo tamanho do sensor, que subiu de 1/1,95" para 1/1,56". Sensor maior capta mais luz, e isso melhora tudo: alcance dinâmico, ruído, definição em sombra.
Vale registrar um detalhe que a Samsung não anuncia: é a mesma câmera principal do Galaxy A57, o modelo acima. Com abertura f/1.8, foco por detecção de fase e estabilização óptica, ela entrega fotos consistentes durante o dia, com o processamento característico da marca — cores levemente saturadas e boa nitidez.


Principal à noite
É onde o sensor maior e a estabilização óptica se pagam. A OIS permite exposições mais longas sem tremido, e o resultado em cena de pouca luz fica bem acima do que a faixa de preço costuma entregar. Não compete com topo de linha, mas resolve foto noturna de rua e ambiente interno sem virar borrão.

Ultrawide
Aqui está a maior concessão do aparelho. São 8 MP com abertura f/2.2 e sensor de 1/4,0" — bem menor que o principal. O A57 usa um sensor de 12 MP na mesma posição, e a diferença aparece.
Some a isso a ausência de autofoco — que, é justo dizer, o A57 também não tem — e você tem uma câmera de uso ocasional: serve para paisagem em boa luz e decepciona no resto. À noite, evite.

Macro
Sendo direto: a macro de 5 MP existe para aumentar a contagem de câmeras no material de marketing. Não é opinião isolada minha — é o consenso de quem testou o aparelho. Ignore-a e use o recorte da principal, que entrega mais detalhe.
Frontal
12 MP com f/2.2 e sensor de 1/3,2". Entrega selfie limpa em boa luz e aceitável em ambiente interno. Nada excepcional, nada problemático.

Vídeo
A traseira grava em 4K a 30 quadros e 1080p a 30 ou 60, com estabilização eletrônica por giroscópio. A frontal também chega a 4K a 30 e grava 1080p em HDR de 10 bits — recurso incomum nessa faixa e útil para quem produz conteúdo com a câmera da frente.
Bateria e carregamento
São 5.000 mAh, a menor capacidade entre os concorrentes diretos. Mas o Exynos 1480 se mostrou bastante eficiente, e a autonomia resultante é longa — o aparelho entrega dia inteiro com folga em uso comum.
O carregamento é de 45 W com fio, e com um carregador compatível o aparelho completa a carga em menos de 70 minutos. Não é dos mais rápidos do mercado, mas é adequado.
E aqui vem o incômodo que precisa estar claro antes da compra: não vem carregador na caixa. Você recebe apenas um cabo USB-C para USB-C, fino e curto. Pior: para atingir os 45 W anunciados, é preciso um carregador compatível com os padrões PD e PPS — não serve qualquer fonte que você tenha em casa. Some esse custo ao preço do aparelho na hora de comparar.
Software e atualizações
Sai de fábrica com Android 16 e One UI 8.5, e este é o argumento mais forte do aparelho: seis versões principais de Android e seis anos de atualizações de segurança, com suporte garantido até março de 2032.
Vale dimensionar o que isso significa. Um celular de R$ 1.700 que recebe atualização de segurança por seis anos custa, em suporte, muito menos por ano que rivais mais baratos abandonados em dois. É a política de atualização mais generosa da faixa, e ela sozinha justifica boa parte da recomendação.
Na conectividade, o pacote é bom: Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4, NFC e eSIM duplo — a possibilidade de duas linhas virtuais é útil para quem separa trabalho e pessoal. A qualidade de chamada é apontada como um dos destaques do aparelho.
Faltam três coisas: Wi-Fi 6 GHz, suporte a Auracast e uma seleção mais ampla de codecs de áudio Bluetooth. A ausência dos codecs é a que mais pesa para quem tem fone bom.
Concorrentes: com quem ele briga no Brasil
Redmi Note 15 5G — cerca de R$ 1.600
O rival mais direto. Chegou por R$ 3.399 e hoje sai por volta de R$ 1.600, cem reais abaixo do A37. Traz tela AMOLED um pouco maior, de 6,77 polegadas, com resolução ligeiramente superior.
Onde o A37 ganha: atualizações (seis versões de Android contra quatro) e conectividade — o Redmi fica em Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.3, contra Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.4 do Samsung. Onde o Redmi ganha: preço e tela um pouco maior.
Para quem troca de celular a cada dois anos, o Redmi é a compra mais racional. Para quem pretende ficar quatro ou mais, o A37 se paga.
Galaxy A57 — o irmão de cima
A comparação mais importante, porque os preços se aproximam bastante no varejo. O A57 usa a mesma câmera principal do A37 — então o ganho fotográfico está concentrado na ultrawide de 12 MP contra os 8 MP daqui.
Se a diferença de preço for pequena, o A57 compensa pela ultrawide melhor. Se for relevante, o A37 entrega quase a mesma experiência fotográfica onde mais importa — na câmera que você realmente usa.
Galaxy A36 — o antecessor
Ainda encontrado e mais barato. A evolução é real e vale o acréscimo: processador superior em todos os testes, memória duas vezes mais rápida e sensor principal maior. Só compre o A36 se a diferença de preço for grande.
Vale a pena?
Vale, na faixa de R$ 1.700 — e não vale pelos R$ 3.299 do lançamento.
Para quem vale: quem quer um celular para durar. A combinação de seis anos de atualização, IP68, vidro Victus+ nos dois lados e programa de autorreparo forma um conjunto pensado para longevidade, e nenhum rival direto oferece isso completo. Também vale para quem valoriza câmera principal consistente e boa autonomia.
Para quem não vale: quem joga títulos pesados — o Exynos 1480 dá conta do básico e passa aperto no resto. Quem usa ultrawide com frequência, porque a daqui é claramente inferior. Quem é sensível a cintilação de tela OLED, pela oscilação PWM em baixa frequência. E quem troca de aparelho a cada dois anos, já que estaria pagando por uma longevidade que não vai usar.
A partir de que preço faz sentido: abaixo de R$ 1.800 ele é uma recomendação tranquila. Entre R$ 1.800 e R$ 2.200, vale checar o preço do A57 antes de decidir. Acima disso, existem opções melhores.
Um conselho final: se a diferença para a versão de 8 GB + 256 GB for de poucas centenas de reais, pague. Com seis anos de vida pela frente, a versão de 6 GB e 128 GB é a que vai limitar você primeiro.
Perguntas frequentes
Qual é o desempenho do Galaxy A37?
Bom para uso diário e limitado em jogos pesados. O Exynos 1480 supera o processador do A36 em todos os testes e trouxe memória cerca de duas vezes mais rápida, o que resulta em sistema fluido e troca ágil de aplicativos. Em jogos exigentes com gráficos no máximo, porém, ele passa aperto.
O que é o novo Samsung A37?
É o intermediário da linha Galaxy A lançado em março de 2026, sucessor do A36. Traz tela Super AMOLED de 6,7 polegadas a 120 Hz, processador Exynos 1480, câmera principal de 50 MP com estabilização óptica, bateria de 5.000 mAh, certificação IP68 e seis anos de atualização de Android.
Qual o processador do Galaxy A37 5G?
O Exynos 1480, de 4 nanômetros e oito núcleos, fabricado pela própria Samsung. Ele substitui o Snapdragon 6 Gen 3 usado no Galaxy A36 e supera o antecessor em todos os testes de desempenho.
Quando vai ser lançado o Galaxy A37?
Ele já foi lançado, em 25 de março de 2026. No Brasil, chegou com preço inicial de R$ 3.299 e hoje é encontrado na faixa de R$ 1.700.
O Galaxy A37 vem com carregador?
Não. A caixa traz apenas um cabo USB-C para USB-C. Para atingir os 45 W de carregamento, é necessário um carregador compatível com os padrões PD e PPS, comprado à parte — custo que deve entrar na conta da compra.
O Galaxy A37 é resistente à água?
Sim, com certificação IP68, que prevê imersão de até 1,5 metro por 30 minutos. É proteção acima da média da faixa de preço, onde o padrão costuma ser apenas resistência a respingos.
Quantos anos de atualização o Galaxy A37 recebe?
Seis versões principais de Android e seis anos de atualizações de segurança, com suporte previsto até março de 2032. É a política mais generosa entre os concorrentes diretos.
Galaxy A37 ou Galaxy A57: qual escolher?
Os dois compartilham a mesma câmera principal, então a diferença fotográfica está na ultrawide — 12 MP no A57 contra 8 MP no A37. Se a diferença de preço for pequena, o A57 compensa; se for relevante, o A37 entrega praticamente a mesma experiência na câmera mais usada.
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