Autenticação de API é onde mais gente trava no n8n, e quase sempre por um motivo simples: escolher o tipo errado. São basicamente quatro formas — chave em cabeçalho, chave em parâmetro, Bearer token e OAuth2 —, e a documentação da API diz qual usar, ainda que nem sempre com essas palavras. Este texto traduz o que a documentação fala para o que você seleciona no node.

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Neste artigo
  1. As quatro formas, e como reconhecer cada uma
  2. Chave em cabeçalho
  3. Chave em parâmetro de consulta
  4. Bearer token
  5. OAuth2
  6. Onde as credenciais ficam
  7. Um roteiro para quando falhar
  8. Perguntas frequentes

As quatro formas, e como reconhecer cada uma

Se a documentação dizÉOnde vai
"Include your API key in the X-API-Key header"Chave em cabeçalhoCabeçalho com o nome indicado
"Add ?api_key= to the URL"Chave em parâmetroParâmetro de consulta
"Authorization: Bearer <token>"Bearer tokenCabeçalho Authorization
"Authorize the application"OAuth2Fluxo de autorização

Chave em cabeçalho

A mais comum em APIs modernas. Você recebe uma chave longa e ela vai num cabeçalho cujo nome a API define — X-API-Key, apikey, Api-Token, varia.

No n8n, isso é uma credencial de autenticação por cabeçalho genérico: você informa o nome do cabeçalho e o valor. Simples, e o erro típico é digitar o nome errado — a API responde 401 sem dizer que o problema é o nome, não o valor.

Chave em parâmetro de consulta

Formato mais antigo, ainda comum em APIs públicas. A chave vai na própria URL, como parâmetro.

Chave em URL aparece em log de servidor, em histórico de proxy e no registro de execução. Não é o formato mais seguro, e quando a API oferecer as duas opções, prefira o cabeçalho. Quando só oferecer parâmetro, evite deixar o histórico de execuções guardando essas requisições por muito tempo.

Bearer token

Variação padronizada da chave em cabeçalho: sempre no cabeçalho Authorization, sempre com a palavra Bearer antes do valor.

O erro clássico aqui é colar o token já com a palavra Bearer incluída, quando o campo espera só o token — o resultado vira Bearer Bearer abc123, e a API recusa. Se a autenticação falha e você tem certeza de que o token está certo, verifique isso primeiro.

OAuth2

É o mais complexo e o mais seguro, usado quando a API dá acesso a dados de outra pessoa — sua conta do Google, do Slack, do sistema do cliente.

Em vez de uma chave fixa, existe um fluxo: você registra a aplicação no serviço, recebe um identificador e um segredo, autoriza o acesso pelo navegador e o serviço devolve um token temporário que se renova sozinho.

O que costuma dar errado:

  • URL de redirecionamento diferente. O endereço que você cadastrou no serviço precisa ser exatamente o que o n8n mostra. Uma barra a mais reprova.

  • Escopos insuficientes. Você autorizou leitura e o fluxo tenta escrever. A resposta é 403, e a solução é refazer a autorização com os escopos certos.

  • Autorização revogada. Trocar a senha da conta costuma derrubar as autorizações. O fluxo funcionava e parou sozinho — reconecte.

Ilustração de um fluxo de autorização em etapas

Onde as credenciais ficam

Credenciais são cadastradas separadamente dos fluxos e armazenadas de forma criptografada. Os fluxos apenas fazem referência a elas — quem abre o fluxo não vê o valor.

Duas consequências práticas:

Reutilize. Cadastre a conexão com um serviço uma vez e use em todos os fluxos. Ter cinco credenciais do mesmo serviço significa cinco lugares para atualizar quando a chave mudar.

Separe por permissão. Quando o serviço permitir, crie chaves diferentes com o mínimo de acesso necessário para cada uso. Uma credencial que só precisa ler não deveria poder apagar.

Um roteiro para quando falhar

  1. É 401 ou 403? 401 é a credencial; 403 é permissão. Não confunda os dois ou vai procurar no lugar errado.

  2. O nome do cabeçalho está exato? Diferencia maiúsculas em algumas APIs.

  3. Há espaço ou quebra de linha no valor? Colar de e-mail costuma trazer lixo invisível junto.

  4. O token expirou? Alguns têm validade curta e precisam ser renovados.

  5. Funciona fora do n8n? Testar a mesma requisição por fora separa "credencial errada" de "configuração errada no node".

Identifique o tipo pela documentação, cadastre a credencial uma vez, reutilize em todos os fluxos e, ao falhar, comece perguntando se é 401 ou 403.

Perguntas frequentes

Como autenticar uma API no n8n?

Identificando o tipo na documentação da API e cadastrando a credencial correspondente: chave em cabeçalho, chave em parâmetro de consulta, Bearer token ou OAuth2. A credencial é cadastrada uma vez e reutilizada em quantos fluxos precisar.

Qual a diferença entre API key e OAuth2?

A chave de API é um valor fixo que identifica você e não expira sozinha. O OAuth2 é um fluxo de autorização usado quando a API dá acesso a dados de uma conta específica: envolve autorizar pelo navegador e gera um token temporário que se renova automaticamente.

Por que minha autenticação Bearer falha mesmo com o token certo?

Uma causa muito frequente é colar o token já incluindo a palavra "Bearer", quando o campo espera apenas o valor. O resultado é a palavra duplicada no cabeçalho, e a API recusa. Vale conferir também espaços ou quebras de linha coladas junto.

Minha integração OAuth2 parou de funcionar sozinha. Por quê?

Normalmente porque a autorização foi revogada — trocar a senha da conta costuma derrubar os acessos concedidos. Também acontece quando os escopos autorizados não cobrem a operação que o fluxo tenta fazer, o que gera erro de permissão.

As credenciais ficam visíveis nos fluxos?

Não. Elas são cadastradas separadamente e armazenadas criptografadas; os fluxos apenas as referenciam. Quem visualiza um fluxo não enxerga o valor da chave ou do token.