A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) começou em 10 de junho de 2026 a cobrar das grandes plataformas a adaptação às regras do ECA Digital, com foco em mecanismos de aferição e sinalização de idade. A primeira frente mira App Store, Play Store e Windows e pode alterar a forma como o usuário cria conta, baixa aplicativos e acessa conteúdos por faixa etária.

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O que muda quando a loja do celular começa a pedir mais prova de idade?

A ANPD abriu o monitoramento justamente nas lojas de aplicativos e nos sistemas operacionais, porque é ali que começa boa parte do acesso a serviços digitais no celular e no computador. A orientação preliminar fala em mecanismos de aferição de idade e de sinalização de idade para proteger crianças e adolescentes.

Para o usuário, isso pode aparecer já no primeiro cadastro, na instalação de apps e no acesso a conteúdos restritos por idade. Até agora, a agência não anunciou custo direto ao consumidor. Mas a rotina de entrada em plataformas tende a ficar mais controlada por padrão.

A mudança também pode ser sentida antes mesmo de o aplicativo abrir, se a loja ou o sistema pedir mais confirmação sobre a faixa etária do titular da conta. A ANPD informou que o monitoramento é imediato e que a fiscalização mais dura começa em janeiro de 2027.

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Sinais de que a mudança já pode aparecer no seu próximo cadastro

  • Pedido de verificação de idade já na abertura de conta.
  • Exigência de confirmação extra antes de instalar determinados apps.
  • Bloqueio ou aviso em conteúdos classificados por faixa etária.
  • Mais controles definidos pela loja ou pelo sistema operacional antes do acesso.

Por que Apple, Google e Microsoft viraram o primeiro alvo da ANPD?

Uma tela de smartphone com a abertura de uma loja de apps pedindo confirmação de idade antes do download, ao lado de um menu de configuração com opções de controle por faixa etária e sinalização de conteúdo para crianças e adolescentes.

O primeiro movimento da ANPD mira Apple, Google e Microsoft porque essas empresas sustentam a camada básica do ecossistema digital. Se a regra pega na App Store, na Play Store e no Windows, o efeito se espalha para muitos aplicativos e serviços usados no dia a dia.

A escolha também delimita a fiscalização inicial: a agência quer testar a adequação das plataformas antes de ampliar a cobrança para outros setores. O foco está em lojas de aplicativos e sistemas operacionais, não em todo o mercado digital de uma só vez.

O impacto tende a aparecer de forma diferente conforme o dispositivo. Quem usa celular e tablet pode notar a mudança nas lojas de aplicativos. Quem usa computador pode sentir o peso do monitoramento no sistema operacional.

Plataforma Frente monitorada Onde a mudança pode surgir
Apple App Store Cadastro, download de apps e acesso a conteúdos com restrição etária
Google Play Store Instalação de aplicativos e checagens ligadas à idade
Microsoft Windows Uso do sistema operacional e regras de acesso no computador

Quem pode sentir a mudança primeiro: quem usa celular, tablet ou computador?

Usuários de celular e tablet tendem a notar primeiro qualquer ajuste na instalação de aplicativos, porque o acesso passa diretamente pelas lojas monitoradas. No computador, a mudança pode vir pelo sistema operacional, que também entrou na primeira etapa da fiscalização.

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Como a ANPD começa pelos pontos de entrada do ecossistema digital, o efeito pode alcançar serviços de terceiros sem que eles estejam no alvo inicial. A adaptação das grandes plataformas tende a definir o padrão que outros aplicativos terão de seguir depois.

O cronograma que pode mudar a experiência de acesso já em 2027

A ANPD informou que o monitoramento começou de imediato em 10 de junho de 2026, mas a fase de fiscalização está prevista para janeiro de 2027. Entre uma etapa e outra, a agência deve acompanhar a adequação das plataformas às regras do ECA Digital.

As orientações preliminares já foram publicadas, mas não há anúncio de preço ao consumidor neste momento. O que está em curso, por enquanto, é uma cobrança regulatória sobre como as plataformas vão verificar idade e sinalizar acesso etário.

  • 10 de junho de 2026: início do monitoramento.
  • Etapa inicial: foco em lojas de aplicativos e sistemas operacionais.
  • Apple, Google e Microsoft: primeiros alvos.
  • Janeiro de 2027: início das ações de fiscalização.
  • Até agora: sem anúncio de custo direto ao consumidor.

O desenho da operação mostra uma mudança que começa nas estruturas centrais do acesso digital e pode chegar à experiência cotidiana de cadastro e download antes mesmo de outras áreas do setor entrarem na mira. A ANPD trata essa primeira fase como ponto de partida para a expansão da fiscalização.