Apple recorre contra mudanças da App Store que proíbem cobrança de taxas

Apple questiona decisão judicial que limita cobrança de taxas na App Store e gera controvérsia com desenvolvedores.
Atualizado há 9 horas
Apple recorre contra mudanças da App Store que proíbem cobrança de taxas
(Imagem/Reprodução: Macrumors)
Resumo da notícia
    • A Apple declarou à Nona Corte de Apelações que a ordem que impede cobrança de taxas por direcionamento fora da App Store é inconstitucional.
    • Você poderá ter mudanças nos métodos de pagamento e cobrança de taxas na App Store dependendo da decisão final da justiça.
    • A decisão impacta desenvolvedores e usuários ao alterar regras de preços e links para compras externas.
    • O caso envolve debates sobre direitos de propriedade intelectual e limites judiciais nas plataformas digitais.
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A Apple declarou hoje à Nona Corte de Apelações que a ordem judicial que a proíbe de cobrar taxas de desenvolvedores que direcionam para compras fora da App Store é inconstitucional. A empresa argumenta que a decisão a privou de seus direitos de compensação pela sua propriedade intelectual, estabelecendo um precedente para outras companhias.

Logotipo da App Store em fundo preto

A juíza Yvonne Gonzalez Rogers, que supervisiona o processo Apple vs. Epic Games, emitiu a primeira ordem em 2021. Ela exigia que a Apple permitisse aos desenvolvedores adicionar links em seus aplicativos, direcionando clientes para opções de compra externas na web.

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A Apple não precisou implementar essas mudanças na App Store até 2024. Ao fazê-lo, a empresa começou a cobrar uma taxa de 12% a 27% sobre as compras realizadas através desses links. Essa prática gerou novas controvérsias com a Epic Games.

A Epic Games retornou à juíza, alegando que a Apple estava cobrando “taxas injustificadas” e deveria ser acusada de desrespeito à corte. Para desenvolvedores que buscam otimizar seus processos, ferramentas eficazes são essenciais, e a questão das taxas pode impactar a viabilidade de muitos projetos de apps e jogos, incluindo melhores jogos multiplayer local para iPhone e iPad.

Gonzalez Rogers concordou com a Epic, afirmando que a Apple estava em “violação intencional” da ordem inicial. Em abril de 2025, a Apple recebeu um mandato mais detalhado, que a obrigava a permitir links sem taxas e sem controle sobre a forma como esses links são apresentados nos aplicativos.

Isso representou uma vitória significativa para a Epic Games e outros desenvolvedores insatisfeitos com as taxas cobradas para direcionar usuários para a web. A Apple implementou as modificações, mas decidiu recorrer da decisão judicial.

Mudanças na App Store e Direitos de Propriedade

A Apple defende que as taxas de 12% a 27% que cobrava e as regras de design para links que havia implementado estavam em conformidade com a ordem original. A decisão de abril, que forçou as mudanças na App Store, argumentou que a Apple não seguiu o “espírito da liminar”.

Em vez disso, teria utilizado uma “interpretação duvidosamente literal”, um ponto que a Epic destacou em sua própria petição ao tribunal. A Apple, por sua vez, argumenta que essa é uma justificativa fraca que levou a uma expansão da liminar além do que a lei permite.

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A empresa afirmou que a nova liminar impõe, “com detalhes meticulosos, novas regras de design e formatação e dita as mensagens que a Apple pode transmitir aos seus próprios usuários em sua própria plataforma.” Tais requisitos violariam a Primeira Emenda, forçando a Apple a veicular mensagens com as quais discorda.

Segundo a Apple, a Epic insiste no “espírito” da liminar original e na suposta má-fé da Apple. Contudo, o desrespeito civil depende da violação dos termos reais de uma liminar, o que, de acordo com a Apple, a Epic não consegue provar de forma significativa.

A Apple argumenta que deveria ter o direito de solicitar compensação por suas tecnologias protegidas por propriedade intelectual. Além disso, a empresa acredita que o tribunal deveria ter forçado o cumprimento da liminar original, em vez de reescrevê-la com novos termos que proíbem a cobrança de taxas.

A gigante da tecnologia enfatizou que a “nova e abrangente regra de comissão zero” imposta pelo tribunal distrital não é proporcional ao dano alegado pela Epic. Para a Apple, essa medida impõe uma sanção punitiva indevida e configura uma expropriação inconstitucional.

Implicações da Decisão Judicial

Caso a Nona Corte de Apelações considere a liminar atualizada legal, a Apple sugere que o recente parecer da Suprema Corte no caso Trump v. Casa (PDF) seja levado em conta. Essa decisão afirma que os tribunais não têm autoridade para emitir liminares universais “mais amplas do que o necessário para fornecer alívio completo” aos autores do processo.

Como a Epic Games é a única parte autora nesse caso, a Apple argumenta que a liminar que modifica as regras da App Store para todos os desenvolvedores é excessivamente abrangente. A empresa insiste que a liminar deveria ser adaptada apenas à Epic e aos seus interesses específicos.

A Apple ressalta que a Epic nunca demonstrou como exigir que a Apple permita todas as formas de compras externas para qualquer desenvolvedor, e proibir a cobrança de comissão sobre tais compras, seria necessário para remediar completamente os danos da Epic, especialmente para transações que não a envolvem.

Pelo contrário, a Apple aponta que a Epic reuniu amici curiae (amigos da corte) para descrever como desejam direcionar tráfego utilizando as tecnologias protegidas por PI da Apple a custo zero, e não para a Epic Games Store. Além disso, a integração de novas funcionalidades no iOS 26 e sistemas como o HyperOS 3 da Xiaomi em dispositivos Apple, mostra a complexidade da plataforma.

A Apple defende que exigir que a empresa permita transações externas para serviços como Spotify, Microsoft ou Amazon não beneficia a Epic de forma alguma. Nem é necessário para reparar qualquer dano sofrido pela Epic, que inclusive possui um grande leque de jogos e aplicativos populares.

A Apple busca que a nova liminar seja anulada, e que a liminar original seja reavaliada para determinar se ela é excessivamente ampla. Esse cenário envolve debates sobre o papel da plataforma e o direito de empresas como a Apple de definir os termos de uso de sua propriedade intelectual, como quando um designer cria réplica do iMac G3, destacando a importância do design original da empresa.

Atualmente, a Apple precisa permitir que todos os desenvolvedores nos EUA forneçam links para sites externos sem restrições de design ou cobrança de taxas. Se a corte de apelações decidir a favor da Apple, a empresa poderá alterar novamente as regras da App Store para reimplementar as taxas.

Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificiado, mas escrito e revisado por um humano.

Via MacRumors.com

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.