Um celular aparentemente barato pode virar prejuízo imediato se o IMEI tiver restrição. Nesse caso, o aparelho pode ser bloqueado nas redes das operadoras e perder funções básicas como chamadas, SMS e internet móvel. A checagem antes da compra evita levar para casa um produto irregular ou com sinal travado.

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O alerta faz parte do Projeto Celular Legal, da Anatel, que mantém páginas de consulta e orientação sobre IMEI atualizadas desde 06/03/2024. A agência mira celulares roubados, adulterados, clonados, não certificados e outros aparelhos fora do padrão regular.

Antes de fechar negócio, confira o IMEI como quem confere o preço

O IMEI é o número que identifica cada aparelho na rede. A consulta pode ser feita na caixa, no adesivo do celular ou ao digitar *#06#. Em modelos com dois chips, a checagem precisa alcançar cada IMEI separadamente.

Isso vale com mais força em aparelhos usados, importados ou vendidos fora de loja confiável. Nesses casos, a Anatel orienta comprar de fornecedor confiável e exigir nota fiscal. A origem do telefone pesa tanto quanto o preço anunciado.

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Onde encontrar o IMEI sem depender do vendedor

  • Na caixa do aparelho.
  • No adesivo colado ao celular.
  • Digitando *#06# no teclado.
  • Em aparelhos dual SIM, verificando os dois números exibidos.

Sinal de alerta: quando números diferentes denunciam um problema

Uma composição visual mostrando a caixa de um celular, a tela do aparelho com o código *#06# aberto e uma consulta de IMEI em uma página oficial no navegador, destacando a comparação entre dois números de IMEI diferentes como sinal de alerta.

Se o IMEI da caixa, o do aparelho e o da consulta oficial não batem, a divergência acende um sinal forte de irregularidade. A Anatel trata esse tipo de diferença como indicativo de possível clonagem, adulteração ou outro problema de procedência.

A recomendação da agência é objetiva: desconfiar de qualquer discrepância e evitar fechar negócio sem nota fiscal. Em celulares irregulares, o problema não fica restrito ao papel; ele pode atingir o funcionamento do aparelho nas redes móveis do país.

O que comparar: caixa, aparelho e consulta online

Onde olhar O que deve coincidir O que acende alerta
Caixa IMEI impresso e legível Número diferente do mostrado no aparelho ou na consulta
Aparelho IMEI exibido ao digitar *#06# ou no adesivo Ausência de número, etiqueta violada ou sequência divergente
Consulta online Mesmo IMEI informado no equipamento Resultado com restrição ou incompatibilidade com o telefone

Se a consulta der restrição, o que acontece com o celular na prática?

Quando o IMEI aparece com restrição, o impacto pode ser imediato no uso diário. O celular pode ser bloqueado nas redes das operadoras, o que atinge chamadas, SMS e acesso à internet móvel.

Na prática, isso transforma um aparelho aparentemente funcional em um telefone limitado para o que mais importa na rotina: falar, receber mensagens e se conectar fora do Wi-Fi. O problema não depende só do estado físico do aparelho; ele está na autorização de uso na rede.

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Antes de receber o produto em casa, a checagem do IMEI e da procedência reduz o risco de encarar um bloqueio depois da compra. A orientação da Anatel é tratar o número de identificação como etapa obrigatória do negócio, não como detalhe do anúncio.

O que fazer antes de receber o aparelho em casa

  • Conferir o IMEI na caixa e no aparelho.
  • Digitar *#06# para ver o número exibido no sistema.
  • Checar os dois IMEIs, se o celular tiver dois chips.
  • Exigir nota fiscal.
  • Comprar de fornecedor confiável.

Para a Anatel, a combinação entre consulta de IMEI e nota fiscal ajuda a separar um negócio regular de um telefone com risco de bloqueio. Em um mercado em que o preço costuma pesar na decisão, essa verificação pode definir se a compra termina em uso normal ou em restrição logo após a ativação.