Como estudos brasileiros revelam impactos cognitivos do uso excessivo do celular?

Pesquisas locais mostram que o uso exagerado de smartphones pode afetar a memória e atenção de brasileiros jovens.
Publicado dia 8/01/2026
Uso excessivo de celular pode prejudicar memória e atenção dos jovens brasileiros
Uso excessivo de celular pode prejudicar memória e atenção dos jovens brasileiros
Resumo da notícia
    • O uso excessivo de celular tem impacto negativo na memória e na atenção, principalmente em jovens brasileiros.
    • Você pode perceber dificuldades maiores em focar e lembrar informações importantes devido ao uso prolongado de smartphones.
    • Esses efeitos afetam a capacidade de aprendizado e desempenho em ambientes acadêmicos e profissionais.
    • A pesquisa brasileira evidencia também sintomas como ansiedade e estresse associados ao uso intensivo do celular.

O uso excessivo de celular tem chamado a atenção de pesquisadores brasileiros devido aos seus potenciais efeitos nos processos mentais. Estudos científicos Brasil recentes indicam que o excesso de tempo em smartphones pode afetar a memória e atenção, principalmente entre jovens, população altamente conectada digitalmente.

Descobertas recentes sobre a relação entre celular e funções cognitivas

Pesquisas locais apontam que a exposição contínua a dispositivos móveis pode desencadear uma redução na capacidade de foco. O uso prolongado provoca dispersão, dificultando a concentração em atividades que exigem atenção sustentada.

Além disso, especialistas brasileiros têm investigado como a repetida checagem de notificações altera o desempenho da memória operacional. Esse tipo de memória é crucial para tarefas diárias, pois envolve o armazenamento temporário e manipulação de informações.

Estudos científicos Brasil mostram que o hábito de alternar rapidamente entre conteúdos digitais pode reduzir a eficiência do cérebro na retenção de informações relevantes. A chamada “multitarefa digital” aumenta a sobrecarga mental.

Outro ponto importante é o impacto no sono, associado ao uso do celular antes de dormir, o que também interfere nas funções cognitivas e no processamento das memórias.

Dados específicos do cenário brasileiro

Levantamentos feitos no Brasil indicam que um grande percentual da população jovem acessa o celular por múltiplas horas diárias. O uso intenso, aliado a ambientes acadêmicos e profissionais, pode gerar comprometimentos cognitivos detectáveis.

Pesquisadores alertam para consequências como diminuição da capacidade de armazenar e recuperar informações, reflexo direto do uso frequentíssimo de aparelhos móveis. Esses efeitos são medidos por meio de testes neuropsicológicos aplicados em grupos representativos.

Além das funções cognitivas, o uso excessivo está correlacionado a sintomas como ansiedade e estresse, que por sua vez intensificam dificuldades de aprendizado e atenção.

As universidades brasileiras têm se tornado importantes centros para investigações que avaliam hábitos digitais e seus efeitos no desempenho cognitivo e na saúde mental dos estudantes, como indicado pela recente reportagem Celular na universidade: o que alerta a ciência sobre a saúde mental dos jovens brasileiros?.

Aspectos neurocientíficos do uso prolongado do smartphone

Do ponto de vista científico, o cérebro apresenta modificações funcionais em resposta ao uso intenso do celular. Áreas ligadas ao controle executivo, responsáveis por planejar e focar, mostram menor atividade em usuários com exposição excessiva.

A neuroplasticidade, processo que permite adaptações no cérebro, pode ser afetada pela constante interrupção do foco digital. Isso provoca uma relação de compensação, porém limitada, que não beneficia o desempenho cognitivo geral.

Estudos em laboratórios brasileiros, que utilizam exames de neuroimagem, confirmam esse fenômeno, abrindo caminho para estratégias de intervenção que envolvam limites no uso dos dispositivos.

Por fim, a interação entre fatores tecnológicos e biológicos reforça a necessidade de compreender a fundo os impactos para formular políticas de saúde pública e educação digital.

Recomendações para equilíbrio no uso diário do smartphone

Diante desse cenário, instituições de pesquisa e saúde apontam práticas que podem ajudar a minimizar os efeitos negativos. Estabelecer horários específicos para uso do celular, evitar atividades digitais antes do sono e priorizar momentos sem dispositivos são medidas indicadas.

Intervenções em escolas e universidades propõem limitadores de tempo, pausas para descanso e atividades presenciais para desenvolver a atenção e a memória de forma mais eficaz.

Além disso, a educação digital consciente, ressaltando os riscos do uso além do recomendado, é fundamental para que jovens e adultos adotem hábitos mais saudáveis.

O monitoramento por aplicativos que controlam o tempo de tela, uma opção disponível em vários sistemas operacionais recentes, pode ser uma ferramenta útil para qualquer usuário.

Contexto e continuidade das pesquisas locais em tecnologia e saúde

O conhecimento gerado por estudos científicos Brasil sobre os impactos cognitivos do uso excessivo do celular contribui para um debate mais amplo sobre os limites da tecnologia na vida cotidiana. O tema está inserido no contexto de avanços tecnológicos, conectividade e necessidades educacionais.

Novas investigações devem aprofundar a compreensão das relações entre comportamento digital e funções cerebrais, bem como testar intervenções que promovam o bem-estar mental e cognitivo dos usuários.

Além disso, a pauta reforça a importância de integrar tecnologia, saúde e educação para que a população brasileira usufrua dos benefícios digitais sem prejuízos cognitivos.

Também vale considerar as discussões recentes sobre a segurança e privacidade dos usuários, como apontado em reportagens que debatem regulamentações e avanços tecnológicos no Brasil, como no artigo OpenAI lança ChatGPT Health com respostas sobre saúde e privacidade, gratuito.

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.