▲
- A demanda global por inteligência artificial aumentou o preço da memória RAM em até 40% em 2024.
- Você pode enfrentar preços mais altos na compra de notebooks, smartphones e PCs com maior desempenho.
- Essa alta dificulta o investimento em inovação por empresas brasileiras e afeta a inclusão digital.
- Fabricantes ajustam produtos para equilibrar preços, enquanto o mercado tecnológico adapta-se às novas exigências.
O aumento de até 40% no preço da memória RAM em 2024, impulsionado pela demanda global gerada pela inteligência artificial, já começa a afetar consumidores e empresas no Brasil. Esse cenário eleva o custo de dispositivos eletrônicos e freia o ritmo de inovação tecnológica no país, gerando preocupações sobre o acesso a ferramentas essenciais para o dia a dia e o trabalho.
Por que a memória RAM está mais cara?
O mercado global de memória RAM enfrenta uma pressão crescente devido ao avanço acelerado da IA, que exige chips com maior capacidade e desempenho. A demanda para alimentar servidores, data centers e dispositivos inteligentes está em alta, o que provoca escassez e reajustes nos preços.
Além disso, desafios na cadeia de produção, como limitações em matérias-primas, custos crescentes de fabricação e logísticas, impactam ainda mais o custo final do produto. Embora o Brasil não seja produtor significativo de chips de memória, sofre efeitos diretos do aumento internacional.
O impacto se estende aos fabricantes que abastecem o mercado brasileiro, provocando reajustes principalmente em notebooks, smartphones e PCs, que são fundamentais para atividades cotidianas, educação e trabalho remoto.
É importante destacar que outras tendências tecnológicas simultâneas, como o lançamento oficial do Samsung Galaxy S26 Ultra, trazem dispositivos com especificações robustas que exigem mais memória, potencializando o aumento da demanda e dos preços.
Quem sente esse aumento no bolso?
Consumidores finais percebem mais no momento da compra de novos dispositivos, principalmente quem busca modelos com maior desempenho ou atualização. A alta do preço da memória RAM encarece notebooks para estudantes, profissionais freelancers, e usuários domésticos.
Empresas pequenas e médias, que dependem da tecnologia para manter a competitividade, enfrentam dificuldades para investir em inovação devido aos custos elevados de componentes essenciais. Isso impacta setores variados, até mesmo startups brasileiras, que já enfrentam desafios para manter lucros em 2024, como apontado por estudos recentes.
Além disso, há um efeito indireto na oferta de serviços tecnológicos. A automação por IA pode até reduzir custos em algumas áreas, contudo, o capital inicial para infraestrutura, incluindo memória RAM, está mais caro, criando um contraponto à promessa de economia.
O resultado disso é claro: menos acesso a equipamentos atualizados significa menor produtividade e dificuldade para acompanhar a curva tecnológica mundial, o que pode dificultar a inclusão digital no país.
Tendências e adaptações do mercado nacional
Algumas companhias adaptam seus preços ou investem em parcerias para contornar a crise de preços. Um exemplo é a venda por R$ 1,4 bilhão anunciada pela TOTVS na área de cloud e IA, mostrando que há movimentações estratégicas para reforçar infraestrutura, mesmo com ambientes custosos.
Fabricantes e varejistas também têm oferecido versões com menor capacidade de memória para manter preços mais acessíveis, equilibrando demanda e oferta. No entanto, essa estratégia pode afetar a experiência do usuário, que busca desempenho para atividades diárias, vídeo conferências, edição e jogos.
Paralelamente, a popularização da inteligência artificial traz soluções como o Google Gemini, que influencia o mercado no Brasil e pode consolidar o duopólio da IA, adicionando novas camadas às necessidades de hardware e software no país.
Essas iniciativas, alinhadas a tecnologias emergentes, indicam caminhos possíveis para enfrentar a pressão sobre preços e manter o país alinhado às tendências globais de tech, mesmo com limitações orçamentárias.
Implicações para o consumidor e para o setor de tecnologia
O aumento do preço da memória RAM repercute em diversas frentes, desde a decisão de compra do usuário até a capacidade de desenvolvimento tecnológico local. Para muitos brasileiros, isso significa optar por dispositivos mais simples ou adiar a renovação dos equipamentos.
Em setores como educação, onde o ensino híbrido e remoto depende de computadores, essa condição pode elevar a exclusão digital, limitando o acesso a recursos educacionais avançados. Por outro lado, o cenário abre espaço para discussões sobre políticas públicas mais eficazes para o desenvolvimento tecnológico.
No campo empresarial, as maiores despesas exigem planejamento financeiro mais rigoroso, e investimentos em automação e IA podem enfrentar barreiras temporárias. O fortalecimento da indústria local de componentes e incentivos para produção nacional podem ser respostas estratégicas a médio e longo prazo.
Vale destacar que, apesar do cenário desafiador, o mercado tecnológico segue atento a lançamentos e novidades, como o recente anúncio oficial do Samsung Galaxy S26 com tela de privacidade integrada, o que mantém o interesse do consumidor na busca por inovação mesmo em tempos de custo elevado.
Resumo dos pontos principais sobre o aumento da memória RAM no Brasil em 2024
- Demanda global de IA pressiona preços da memória RAM, afetando o mercado brasileiro.
- Escassez de matérias-primas e custos maiores na produção aumentam o valor final.
- Consumidores têm menos opções com bom custo-benefício, impactando estudantes, profissionais e freelancers.
- Empresas enfrentam desafios para investir em inovação devido ao custo ampliado da infraestrutura.
- Fabricantes ajustam produtos para tentar equilibrar demanda e preço, nem sempre satisfazendo o usuário final.
- Movimentações estratégicas, como fusões e investimentos no setor tecnológico, apontam para adaptações necessárias.
- O cenário reforça discussões sobre inclusão digital e desenvolvimento tecnológico no país.
O aumento dos preços da memória RAM é um fator relevante que pode influenciar o ritmo de modernização do Brasil em 2024. Embora haja esforços para mitigar os impactos, o desafio de equilibrar custos e inovação deve estar presente na agenda de empresas, governo e consumidores nos próximos meses, acompanhando a evolução de tendências globais como o crescimento da IA e o avanço tecnológico dos dispositivos móveis.

