Empresa de IA lança modelo avançado para simulação de direção autônoma

Wayve apresenta GAIA-2, um modelo generativo de vídeo para aprimorar treinamento e segurança de veículos autônomos.
Atualizado há 21 horas
Empresa de IA lança modelo avançado para simulação de direção autônoma
Wayve lança GAIA-2, revolucionando o treinamento de veículos autônomos com vídeo. (Imagem/Reprodução: Aibusiness)
Resumo da notícia
    • A Wayve, empresa de IA do Reino Unido, lançou o GAIA-2, um modelo generativo de vídeo para direção autônoma.
    • O objetivo é melhorar o treinamento e a segurança de sistemas de IA para veículos autônomos.
    • O modelo permite simular cenários raros e complexos, reduzindo custos e aumentando a eficiência dos testes.
    • A tecnologia pode acelerar o desenvolvimento de carros autônomos mais seguros e confiáveis.
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A Wayve, empresa de inteligência artificial (IA) do Reino Unido, apresentou uma versão atualizada do seu modelo de mundo generativo de vídeo, o GAIA-2. Ele foi desenvolvido especificamente para sistemas de direção autônoma e assistida, focando na criação de cenários de condução virtuais mais detalhados e realistas para treinamento e testes.

GAIA-2: Detalhes do Novo Modelo da Wayve

O GAIA-2 representa um avanço em relação ao seu antecessor, o GAIA-1, que já havia sido apresentado como o primeiro modelo de mundo generativo voltado para autonomia veicular. A nova versão busca estabelecer novos padrões na geração de dados sintéticos.

O objetivo principal da Wayve com esta ferramenta é aprimorar o treinamento, a avaliação e os testes de segurança dos sistemas de IA para condução. A expectativa é que o GAIA-2 possa acelerar o desenvolvimento do software de IA end-to-end da empresa.

Diferente de modelos de geração de texto ou vídeo de propósito geral, como aqueles que permitem gerar imagens no ChatGPT, o GAIA-2 foi construído com foco exclusivo na condução assistida e automatizada. Segundo a Wayve, essa especialização traz diversas vantagens.

A empresa destaca um controle mais apurado sobre a geração das cenas. Isso inclui a dinâmica do veículo autônomo, o comportamento de outros usuários da via e fatores ambientais como a configuração da estrada, condições climáticas e hora do dia.

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Como Funciona o Novo Modelo generativo de vídeo para direção autônoma da Wayve

Outro ponto mencionado é a maior diversidade nos cenários gerados. Como a Wayve opera no Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha, o GAIA-2 foi treinado com um conjunto de dados curado que oferece mais variedade, abrangendo diferentes condições de estrada e tipos de veículos.

Essa diversidade é fundamental para preparar os sistemas de IA para as mais variadas situações encontradas no mundo real. A capacidade de simular cenários de diferentes regiões contribui para a robustez do sistema.

A Wayve também afirma que o GAIA-2 consegue oferecer uma perspectiva surround-view (visão 360 graus) aprimorada dos ambientes de condução. Isso é possível devido à sua coerência espacial e temporal, replicando a configuração de múltiplas câmeras usadas nos testes reais.

Essa replicação da visão multicâmera é importante para que o sistema de IA aprenda a processar informações de diferentes ângulos simultaneamente, assim como faria em um veículo real equipado com vários sensores.

Reduzindo Custos e Ampliando Testes

O benefício central do GAIA-2 é sua capacidade de reduzir o esforço e os custos associados aos testes no mundo real. Antes de qualquer tecnologia de assistência ao motorista ou condução automatizada ser avaliada em vias públicas, os modelos de IA precisam ser validados em inúmeros cenários.

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Isso inclui tanto situações cotidianas quanto eventos críticos de segurança. O GAIA-2 permite realizar essa validação em larga escala, complementando os dados do mundo real com cenários sintéticos que podem ser repetidos e controlados.

A Wayve exemplifica a utilidade disso citando estatísticas: nos EUA, ocorre um acidente a cada 535.000 milhas (aproximadamente 861.000 km) percorridas, e apenas 0,064% deles envolvem colisões com árvores. Capturar dados reais desses eventos raros é impraticável.

A capacidade do GAIA-2 de simular esses cenários raros, mas importantes para a segurança, torna-se extremamente valiosa para o treinamento e a validação dos sistemas de IA. Isso permite testar a resposta do sistema em situações que dificilmente seriam encontradas em testes de campo tradicionais, mostrando o potencial da inteligência artificial em prever e simular eventos complexos.

Validação e Expansão Futura

Jamie Shotton, cientista-chefe da Wayve, comentou sobre a ferramenta: “O GAIA-2 fornece uma maneira de testar sistemática e controlavelmente dados de casos extremos críticos para a segurança em um ambiente virtual, com infinitamente mais testes do que podemos fazer no mundo real”.

Ele acrescentou: “Com realismo e escalabilidade aprimorados, o GAIA-2 acelerará a verificação e validação da tecnologia de condução assistida e automatizada da Wayve globalmente”. Isso reforça o papel da simulação avançada no desenvolvimento de tecnologias autônomas.

O lançamento do GAIA-2 é mais um passo na expansão da Wayve, que ocorreu após a empresa levantar US$ 1,05 bilhão em uma rodada de investimento Série C em maio do ano anterior. Esse investimento demonstra a confiança do mercado na abordagem da empresa para a IA na condução autônoma, um campo onde movimentos estratégicos como aquisições também indicam crescimento.

A contínua evolução de modelos como o GAIA-2 é fundamental para o avanço da tecnologia de veículos autônomos. A capacidade de gerar dados sintéticos realistas e diversificados permite testes mais abrangentes e seguros, aproximando o desenvolvimento de sistemas de condução autônoma confiáveis para uso generalizado.

Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.