O general Chance Saltzman, líder das Operações Espaciais da Força Espacial dos Estados Unidos, fez um alerta direto: uma guerra no espaço atingirá todas as nações, eliminando qualquer possibilidade de escapar da zona de combate orbital.

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Neste artigo
  1. Zona de combate inevitável na órbita terrestre
  2. Riscos da fragmentação e efeito cascata
  3. Estados Unidos em alerta e a corrida espacial militarizada
  4. Cooperação internacional é a única saída

Zona de combate inevitável na órbita terrestre

Durante a Conferência Global de Chefes das Forças Aéreas e Espaciais de 2026, Saltzman afirmou que a mecânica orbital coloca todos os satélites e ativos espaciais dentro da área de conflito. "Quer queiramos ou não estar na zona de combate, a mecânica orbital colocará todas as nossas capacidades espaciais dentro da zona de guerra espacial", declarou.

Essa afirmação responde a dúvidas sobre a possibilidade de manter o Brasil ou qualquer país fora desse conflito, deixando claro que a órbita terrestre não oferece regiões seguras para evitar a guerra.

Riscos da fragmentação e efeito cascata

O general citou o teste russo de 2022, quando a destruição de um satélite por míssil gerou uma nuvem de destroços orbitais que permanece até hoje. Essa nuvem obrigou a Estação Espacial Internacional a realizar manobras para evitar colisões. A fragmentação de um único equipamento pode criar campos de destroços que ameaçam inúmeras outras espaçonaves, aumentando o perigo para todas as nações com ativos no espaço.

Saltzman alertou que a destruição de satélites em combate pode tornar partes da órbita terrestre inutilizáveis, afetando desde comunicações até missões tripuladas.

Estados Unidos em alerta e a corrida espacial militarizada

O Departamento de Estado dos EUA emitiu alertas globais aos seus cidadãos, principalmente no Oriente Médio, diante da escalada de tensões com o Irã e ataques recentes que já causaram a morte de militares americanos na Jordânia. O país permanece em estado de alerta, inclusive para possíveis conflitos que avancem para o espaço.

O general Mike Minihan, chefe do Comando de Mobilidade Aérea dos EUA, advertiu sobre a possibilidade de guerra com a China, motivada pela situação em Taiwan, e exigiu máxima preparação das tropas americanas para um possível combate em 2025.

Cooperação internacional é a única saída

Saltzman afirmou que o espaço é um domínio compartilhado que obriga colaboração entre todas as nações com atividades espaciais. "Compartilharemos as consequências; portanto, devemos compartilhar a responsabilidade por um domínio espacial seguro, protegido e estável", disse. Ele destacou que a dissuasão deve ser um objetivo global para evitar um conflito sem vencedor.

Durante seu mandato, Saltzman acompanhou a transformação da Força Espacial dos EUA em uma força apta para combate, atuando em operações recentes e se preparando para ameaças crescentes de países como China e Rússia, que já testaram mísseis hipersônicos e armas antissatélites.

Embora o Brasil não esteja diretamente envolvido, acompanha esse movimento global que afeta satélites usados para comunicação, navegação e monitoramento ambiental, essenciais para o país e o mundo.

O general deixará o comando da Força Espacial em agosto. O tenente-general Douglas A. Schiess assumirá, com planos para reforçar o orçamento e a capacidade militar espacial diante dos desafios futuros.