Genspark lança Super Agent, um agente de IA versátil para tarefas complexas

Conheça o Super Agent da Genspark, um agente de IA que automatiza tarefas complexas, desde planejamento de viagens até criação de conteúdo multimídia.
Atualizado há 16 horas
Genspark lança Super Agent, um agente de IA versátil para tarefas complexas
Descubra o Super Agent da Genspark: sua solução inteligente para tarefas complexas!. (Imagem/Reprodução: Venturebeat)
Resumo da notícia
    • A Genspark lançou o Super Agent, um agente de IA que executa tarefas complexas sem supervisão.
    • O objetivo é oferecer uma solução autônoma para automatizar processos e melhorar a produtividade.
    • Você pode economizar tempo com tarefas como planejamento de viagens e criação de conteúdo multimídia.
    • Empresas podem integrar o agente para simplificar fluxos de trabalho e reduzir a dependência de múltiplas ferramentas.
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A corrida para desenvolver um AI agent general mais versátil está ganhando força. A startup Genspark, sediada em Palo Alto, revelou o Super Agent, um sistema autônomo focado em executar tarefas do mundo real, desde planejar viagens até fazer ligações com voz sintética realista. Esse movimento amplia o cenário competitivo por agentes inteligentes capazes de coordenar múltiplas ferramentas sem necessidade de supervisão constante.

Como o Genspark Super Agent se diferencia na disputa por agentes de IA

O Genspark Super Agent emprega uma rede orquestrada com nove modelos de linguagem diferentes, mais de 80 ferramentas e mais de dez conjuntos de dados próprios. Esse arranjo colabora para resolver demandas que vão muito além dos assistentes baseados apenas em texto, entregando resultados completos de processos complexos.

Em uma demonstração pública, o sistema organizou uma viagem de cinco dias para San Diego, calculando distâncias a pé entre os pontos turísticos, elaborando rotas de transporte público e fazendo reservas por ligação. A chamada levou em conta alergias alimentares e preferências de assento para o restaurante.

Outro teste mostrou como o Super Agent montou um vídeo de culinária, gerando passos da receita, roteirizando a sequência visual e adicionando narração. Já em um terceiro cenário, criou um episódio animado no estilo South Park, abordando temas políticos recentes, com roteiro, animação e áudio.

Apesar do apelo inicial parecer voltado a consumidores finais, a tecnologia aponta para agentes autônomos mais completos, prontos para automatizar fluxos de trabalho multimodais e com várias etapas, cruzando criação com execução de tarefas.

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Visualização da lógica e facilidade de uso como trunfos da plataforma

Uma característica interessante é que o Super Agent deixa claro seu raciocínio. O usuário acompanha, em tempo real, os motivos de cada decisão, quais ferramentas estão sendo ativadas e a rota traçada para alcançar o resultado. Isso amplia a transparência, aspecto valioso para quem desenvolve soluções empresariais, reforçando confiança no sistema.

Outro ponto que facilita a adoção: a plataforma funciona direto no navegador, sem instalação e sem precisar criar conta. Usuários podem testar as capacidades do agente rapidamente e de forma anônima. Enquanto isso, concorrentes como o Manus exigem fila de espera, dados pessoais e rede social para acesso beta, o que restringe a experimentação inicial.

Segundo o cofundador Eric Jing, o grande desafio tem sido coordenar múltiplos modelos, dados e ferramentas para entregar respostas completas a problemas reais. A startup atraiu, até agora, cerca de US$ 160 milhões em investimentos para evoluir essa abordagem.

Esse avanço dialoga com o que empresas já buscam hoje, como soluções que conectem análise de dados, geração de relatórios automáticos e rotinas multitarefas, substituindo vários softwares pontuais por plataformas unificadas.

Estratégias técnicas para superar barreiras na orquestração de agentes

Muitos sistemas limitam seu desempenho justamente por travarem ao tentar coordenar diversas APIs e modelos de linguagem simultâneos. O Genspark tenta contornar isso usando seleção dinâmica de submodelos e rotas técnicas baseadas em busca e recuperação, ajustadas sob medida durante o uso.

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Esse método tem relação com o CoTools, desenvolvido pela Universidade Soochow, um novo protocolo que mantém modelos básicos congelados enquanto pequenos módulos administram a avaliação e a ativação inteligente de ferramentas. Dessa forma, amplia-se a eficiência sem precisar recorrer só a longos ajustes manuais.

Outro recurso empregado é o Model Context Protocol (MCP), um padrão aberto e em crescimento que enriquece a troca de contexto e histórico entre as etapas do agente, ajudando o sistema a manter coerência nas decisões mesmo em tarefas longas, além de facilitar ajustes na orientação da tarefa.

A combinação dessas estratégias torna o Super Agent ajustável conforme o problema, melhorando sua “dirigibilidade” por usuários finais e equipes técnicas, sem tornar o sistema uma caixa-preta acessada apenas por especialistas.

Comparativo da proposta com o agente Manus e grandes corporações

O Manus, criado pela empresa chinesa Monica, chamou atenção ao usar múltiplos agentes para automatizar tarefas em nuvem como agendamento, análise financeira ou triagem de currículos, tudo com código aberto e integração ágil. Mesmo sem modelos próprios, superou OpenAI no benchmark GAIA, focado justamente em testar automação para tarefas reais.

Genspark, porém, relata desempenho superior no mesmo teste: 87,8% de acerto, contra 86% do Manus, apoiando-se em arquitetura própria e maior arsenal de ferramentas conectadas. Ambos avançam além das limitações atuais, buscando orquestração mais ampla.

Enquanto isso, gigantes dos EUA preferem abordagens específicas, focadas em segmentos empresariais. O Microsoft Copilot, por exemplo, atua dentro do Office e da nuvem, ajustado para tarefas pré-definidas, assim como a Amazon com o Nova Act, que fornece ações via SDK amarradas ao seu ambiente.

Essas soluções priorizam segurança e integração, mas ainda exigem orientações detalhadas e não exploram plena automação. Já startups como Genspark usam liberdade para testar múltiplos modelos e acelerar o ritmo de inovação.

Perspectivas ampliadas para agentes escaláveis no ambiente corporativo

Empresas podem considerar desnecessário um AI agent general que faça reservas ou vídeos engraçados, mas a evolução dessas plataformas aponta para automação extensiva em áreas como formatação de dados regulatórios, onboarding de clientes ou criação multiformato de conteúdo.

Esses agentes, cada vez mais flexíveis e independentes, podem reduzir o uso simultâneo de várias ferramentas, simplificando o fluxo e ampliando a produtividade com infraestrutura mais leve. A integração fácil e o ajuste personalizado fortalecem essa tendência, inclusive no apoio a profissionais de marketing, professores, recrutadores, designers e analistas.

Dentro desse movimento, a disputa acirrada por criar agentes realmente gerais deve mexer não apenas no mercado de SaaS, mas também nas plataformas de automação já consolidadas, abrindo espaço para usos inéditos no dia a dia das organizações e usuários comuns.

Esse novo patamar expande discussões técnicas crescentes, como as relacionadas a melhorias nos assistentes virtuais baseados em IA e integração com buscadores, exemplificadas nas tentativas atuais da Microsoft de superar o Google e deixar sua busca mais inteligente, detalhadas neste artigo.

Além do aspecto competitivo, ferramentas emergentes como o Super Agent também geram interesse em quem quer combater alucinações ou erros gerados por modelos de linguagem, tema que vem ganhando espaço no debate sobre confiabilidade das IA.

E ainda: o cenário reforça iniciativas que unem novos métodos de interação por voz, texto e imagem a recursos de automação, tendências que influenciam o desenvolvimento de assistentes multimodais, inclusive em dispositivos móveis, refletindo no que está em teste nas interfaces mais recentes das fabricantes, como detalhado nesta análise.

Com ciclos rápidos e maior combinação de modelos, bancos de dados e agentes especializados, empresas e usuários estão diante de uma fase onde as soluções autônomas tendem a se tornar mais confiáveis e adaptáveis, transformando o modo como a IA é empregada tanto para tarefas cotidianas quanto para demandas profissionais especializadas.

Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.