O governo brasileiro está investindo pesado no futuro da inteligência artificial (IA) no país. A meta é ambiciosa: criar um grande modelo de linguagem (LLM) totalmente brasileiro, que impulsione o desenvolvimento de sistemas de IA e que valorize a cultura nacional. Essa iniciativa promete colocar o Brasil no mapa da inovação tecnológica, garantindo que o país não fique para trás na corrida global pela IA.
Brasil quer criar seu próprio LLM para IA
A ideia de criar um LLM para IA brasileira surgiu durante uma entrevista do secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Henrique Miguel, ao site Mobile Time. Segundo ele, o projeto faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
O projeto ainda está em fase de planejamento, mas o MCTI já está buscando parcerias com outros governos e empresas privadas para viabilizar a iniciativa. A ideia é garantir que o Brasil tenha um modelo de linguagem robusto e eficiente, capaz de atender às necessidades do país.
Além do LLM, o PBIA também prevê a aquisição de um supercomputador e investimentos em data centers. Outro ponto importante é o projeto de lei que regulamenta a IA no Brasil, que já foi aprovado no Senado, mas ainda precisa passar por outras etapas até ser sancionado.
Como será o LLM nacional?
A proposta do governo é que o LLM seja alimentado pelas principais bases de dados públicas do Brasil. Essas bases de dados ainda precisam ser organizadas e estruturadas para garantir que o modelo de linguagem tenha acesso a informações relevantes e de qualidade. A ideia é que o LLM tenha o português como idioma nativo, o que é fundamental para que ele possa compreender e reproduzir a cultura brasileira.
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O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) também está trabalhando em um projeto paralelo para criar uma base de dados a partir de informações do governo, que será utilizada para alimentar o LLM. Essa iniciativa é importante para garantir que o modelo de linguagem tenha acesso a dados atualizados e relevantes para o contexto brasileiro.
Uma das grandes preocupações do MCTI é a questão dos direitos autorais. O governo quer garantir que o LLM seja treinado com materiais que respeitem os direitos autorais, evitando problemas legais e garantindo a integridade do projeto. Essa preocupação é ainda maior diante das acusações de que empresas como a Meta estariam utilizando materiais piratas para treinar suas IAs.
Segundo o secretário Henrique Miguel, o treinamento do LLM deve ser feito de forma a preservar as bases de dados. Ele ressalta que, ao utilizar um LLM de fora, não há garantias sobre o destino das informações e dados utilizados no treinamento. Por isso, a criação de um modelo nacional é fundamental para garantir a segurança e a privacidade dos dados brasileiros.
Inspiração no DeepSeek
O projeto do LLM brasileiro será inspirado no DeepSeek, a plataforma chinesa de IA que tem chamado a atenção do mercado global. O DeepSeek se destaca por conseguir funcionar com uma estrutura menos robusta de GPUs, sem comprometer o desempenho. Essa característica é importante para reduzir os custos de treinamento e manutenção do LLM brasileiro.
O LLM e o chatbot servirão como base para o desenvolvimento de sistemas de IA no Brasil, permitindo que empresas e pesquisadores criem soluções inovadoras e eficientes. A expectativa é que o LLM brasileiro impulsione o desenvolvimento de diversas áreas, como saúde, educação, agricultura e segurança pública.
A criação de um LLM para IA brasileira é um passo importante para garantir que o país tenha autonomia e soberania tecnológica. Com um modelo de linguagem próprio, o Brasil poderá desenvolver soluções de IA que atendam às suas necessidades e que valorizem a cultura nacional. Resta aguardar os próximos capítulos dessa história e torcer para que o projeto saia do papel o mais rápido possível.
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