O novo iPad mini, chamado de iPad mini 8, troca a tela LCD por um painel OLED de 8,5 polegadas, ganha o chip A20 Pro do iPhone 18 Pro e chega às lojas dos Estados Unidos nesta sexta-feira (6). No Brasil, a Apple já publicou os preços: a partir de R$ 8.499.
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Para quem tem um iPad mini 7, de 2024, ou um modelo mais antigo, o tablet ficou mais fino e leve, virou o primeiro iPad com IP67 e ganhou carga rápida. Também ficou mais caro e manteve os 60 Hz, o ponto mais criticado nas primeiras análises. A Apple chama o lançamento de "a maior atualização de todos os tempos" do iPad mini.
A Apple anunciou o aparelho em 26 de outubro e abriu a pré-venda no dia 28. As primeiras impressões vieram nesta terça (3): o MacRumors publicou um hands-on feito por um videomaker que usou o tablet por cerca de uma semana, e o The Verge e o Tom's Guide divulgaram suas análises.
Tela OLED de 8,5 polegadas, mas sem 120 Hz: segue em 60 Hz
A mudança mais visível está na frente. As bordas ficaram mais finas e a área de tela cresceu de 8,3 para 8,5 polegadas sem aumentar o tamanho do aparelho. O painel Liquid Retina (LCD) deu lugar a uma tela Super Retina XDR OLED, com contraste de 2.000.000:1 nas especificações da Apple. O brilho sobe de 500 para 600 nits em conteúdo comum e chega a 1.200 nits em HDR. No outro extremo, a tela desce até 1 nit, o que ajuda na leitura no escuro, segundo o hands-on do Gizmodo.
Esse OLED não é o mesmo do iPad Pro. O mini usa uma camada única, e não o tandem OLED de duas camadas do modelo topo de linha, por isso fica abaixo dele em brilho. Pela primeira vez, o mini oferece o vidro nano-texture, uma película fosca contra reflexos que custa US$ 100 a mais nos EUA e só está disponível nas versões de 256 GB e 512 GB.
O que não mudou é a taxa de atualização. Sem ProMotion, a tela continua em 60 Hz, igual à do mini 7, enquanto o iPad Pro roda a 120 Hz. A Apple argumenta que o OLED tem tempo de resposta de pixel muito menor que o do LCD, o que reduz o borrão em movimento. David Pierce, do The Verge, não comprou o argumento: "Taxas de atualização importam! (...) Você nota a diferença até ao deslizar e dar zoom. O Apple Pencil parece mais trepidante na tela." Ele ressalva que não considera a ausência de ProMotion um motivo imediato para desistir da compra.
iPad mini 8 x iPad mini 7: a ficha lado a lado

O corpo encolheu de 6,3 mm para 5,4 mm de espessura. O peso caiu de 293 g para cerca de 255 g, segundo o MacRumors, e faz do mini o iPad mais leve que a Apple já fabricou. A câmera frontal foi para a borda horizontal, como nos outros iPads.
| Característica | iPad mini 8 (2026) | iPad mini 7 (2024) |
|---|---|---|
| Tela | OLED Super Retina XDR de 8,5", 60 Hz | LCD Liquid Retina de 8,3", 60 Hz |
| Brilho | 600 nits (até 1.200 nits em HDR) | 500 nits |
| Vidro nano-texture | Opcional (256 GB e 512 GB) | Não |
| Chip e RAM | A20 Pro, 12 GB de RAM | A17 Pro |
| Câmeras | Traseira de 12 MP (vídeo 4K); frontal Center Stage de 12 MP na borda horizontal | Frontal na borda vertical |
| Resistência | IP67 (1 metro por até 30 minutos) | Sem certificação |
| Bateria e carga | Até 10 h (Apple); 50% em 30 min com carregador de 35 W ou mais | Até 10 h; sem essa carga rápida |
| Conectividade | Chip N1 (Wi-Fi 7, Bluetooth 6); 5G sub-6 GHz com modem C2 e eSIM | Wi-Fi 6E |
| Espessura e peso | 5,4 mm; cerca de 255 g | 6,3 mm; 293 g |
| Desbloqueio e porta | Touch ID no botão superior; USB-C com saída para monitor 4K | Touch ID; USB-C |
| Caneta | Apple Pencil Pro e Apple Pencil (USB-C) | Apple Pencil Pro e Apple Pencil (USB-C) |
Chip A20 Pro com um núcleo a menos até 256 GB, IP67 e bateria acima do anunciado
O chip é o mesmo A20 Pro, de 2 nanômetros, que estreou em setembro no iPhone 18 Pro e no iPhone Duo, mas a versão completa só vem no modelo mais caro. Os iPads de 128 GB e 256 GB recebem um A20 Pro com CPU de 5 núcleos e um Neural Engine de 16 núcleos. O de 512 GB leva CPU de 6 núcleos e dois Neural Engines. A GPU tem 7 núcleos em todos. Em relação ao A17 Pro do mini 7, a Apple fala em até 60% mais desempenho de CPU, 2,7 vezes mais em gráficos e 4,5 vezes mais em tarefas de IA. Os 12 GB de RAM igualam o iPad Pro de entrada.

Os alto-falantes perderam os furos. No sistema que a Apple chama de Acoustic Display, os tweeters ficam sob o vidro da tela e os woofers emitem o som através dela. O corpo selado permitiu a certificação IP67, que garante resistência a submersão de até 1 metro por 30 minutos.
Na bateria, a Apple anuncia as mesmas 10 horas de navegação por Wi-Fi do modelo anterior, mesmo com uma bateria física ligeiramente menor. O Tom's Guide mediu 14h24 em navegação por Wi-Fi, com a tela a 150 nits, contra 10h36 do mini 7. O resultado vem de uma única rodada de testes, sem confirmação de outros laboratórios. A carga rápida, nova no mini, chega a 50% em 30 minutos, mas exige um carregador de 35 W ou mais. Nos EUA, a caixa traz um carregador de 20 W.
O mini 8 aceita o Apple Pencil Pro e o Apple Pencil (USB-C). As canetas mais antigas não funcionam.
Preço do iPad mini 8 no Brasil e disponibilidade
A loja oficial da Apple no Brasil já lista o iPad mini 8, mas mostra o aviso "Confira em breve a disponibilidade". A empresa não informou quando as vendas começam por aqui, e a data de 6 de novembro vale para os Estados Unidos. Estes são os preços publicados na Apple Brasil:
- Wi-Fi: R$ 8.499 (128 GB), R$ 9.699 (256 GB) e R$ 12.099 (512 GB)
- Wi-Fi + Cellular: R$ 10.499 (128 GB), R$ 11.699 (256 GB) e R$ 14.099 (512 GB)
A página traz também configurações de 256 GB e 512 GB que custam R$ 1.200 a mais (R$ 10.899 e R$ 13.299 no Wi-Fi, R$ 12.899 e R$ 15.299 no celular), sem dizer o que muda nelas. Para ter o A20 Pro completo, de 6 núcleos, o gasto mínimo é de R$ 12.099.
Nos EUA, o modelo de entrada custa US$ 699, US$ 100 a mais que o mini 7, que já tinha subido para US$ 599 em junho. Em relação aos US$ 499 do lançamento de 2024, a alta é de US$ 200. A versão celular custa cerca de US$ 150 a mais, e a capa Smart Folio sai por US$ 79. A Bloomberg chegou a apontar um preço inicial de US$ 799 antes do anúncio. Kyle Barr, do Gizmodo, resumiu o problema ao chamar o tablet de "um cupcake delicioso", que "agora custa tanto quanto um iPhone 17 básico".
No Brasil, a conta aperta mais dentro da própria linha. O mini de 128 GB custa só R$ 500 a menos que o iPad Air com chip M4 (R$ 8.999), que tem tela maior e aceita o Magic Keyboard, ao contrário do mini. O iPad básico, com chip A16, sai por R$ 5.499, e o iPad Pro com M5 começa em R$ 14.999.
Vale trocar? O que pesa para quem tem iPad mini 6 ou mini 7
A recomendação do MacRumors é direta para quem tem um iPad mini 6 ou anterior e usa muito o aparelho: o corpo mais fino, a tela OLED, as bordas menores, o chip mais rápido e a resistência à água "valem o custo". O mini 6, de 2021, foi o último redesenho da linha antes deste.
Para o dono de um mini 7, a troca rende menos. Ganha tela OLED, IP67, carga rápida, Wi-Fi 7 e 38 gramas a menos, mas continua com 60 Hz e a mesma autonomia oficial, e paga mais. Nos comentários do MacRumors, a falta de 120 Hz nesse preço é a queixa que mais se repete entre os leitores.
A Apple ainda não informou quando o iPad mini 8 começa a ser vendido no Brasil nem se a faixa de configurações mais cara corresponde ao vidro nano-texture.




