Em um discurso recente no Brics, o presidente Lula reiterou a importância de evitar a concentração do domínio da inteligência artificial no Brics nas mãos de poucos países. Ele defendeu que o desenvolvimento da IA deve ser acessível a todas as nações, especialmente às do Sul Global, para garantir uma distribuição equitativa dos benefícios dessa tecnologia.
Lula também criticou a disseminação de desinformação por grandes corporações e defendeu uma governança justa e equitativa da IA sob a égide das Nações Unidas, com o interesse público e a soberania digital prevalecendo sobre a ganância corporativa. O Brasil propôs uma “Declaração de Líderes sobre Governança da Inteligência Artificial para o Desenvolvimento”, buscando orientar o desenvolvimento e a aplicação da IA de forma responsável e inclusiva.
Neste ano, o Brasil coordena as reuniões dos grupos de trabalho do Brics, com mais de 100 encontros planejados em Brasília. A Cúpula dos Brics, que reunirá os líderes dos países membros, está agendada para julho no Rio de Janeiro.
O Brics é composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de novos membros como Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. Um dos grupos de trabalho é o de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), onde o Brasil propõe temas como Conectividade Universal e Significativa, Sustentabilidade Espacial, Sustentabilidade Ambiental e Ecossistema Digital.
O Posicionamento do Brasil no Brics
Lula destacou que o desenvolvimento econômico atual depende da inteligência artificial e que a distribuição desigual dessa tecnologia pode marginalizar o Sul Global. Ele enfatizou que o Brics deve promover uma governança justa e equitativa, com o Estado no centro dos debates e sob o amparo das Nações Unidas. O objetivo é garantir que o interesse público e a soberania digital prevaleçam sobre os interesses corporativos.
Leia também:
O Brasil propôs uma declaração de líderes sobre a governança da inteligência artificial para o desenvolvimento, visando mitigar os riscos e distribuir os benefícios da revolução digital de forma equitativa. Essa proposta reflete o compromisso do país em promover um desenvolvimento tecnológico inclusivo e responsável.
A presidência brasileira do Brics em 2025 coloca o país em uma posição central para influenciar a agenda global de tecnologia e desenvolvimento. Com a organização de mais de 100 encontros de grupos de trabalho ao longo do ano, o Brasil tem a oportunidade de liderar discussões importantes e promover soluções inovadoras para os desafios do século XXI.
O Ministério das Comunicações já iniciou discussões no GT de TICs, propondo a Conectividade Universal e Significativa como tema prioritário. O objetivo é avaliar indicadores e promover melhorias na conectividade global, garantindo que todos os países tenham acesso às tecnologias digitais e seus benefícios.
Temas Prioritários nas Discussões do Brics
Além da Conectividade Universal e Significativa, o Brasil propôs os temas Sustentabilidade Espacial, Sustentabilidade Ambiental e Ecossistema Digital para o GT de TICs do Brics. As metas incluem a produção de um relatório sobre abordagens em órgãos responsáveis pelo registro da ocupação de órbitas satelitais e o mapeamento das estruturas nacionais de governança para o Ecossistema Digital.
A proposta de Sustentabilidade Espacial visa garantir o uso responsável e sustentável do espaço, evitando a sobrecarga de satélites e a criação de lixo espacial. Já a Sustentabilidade Ambiental busca integrar práticas sustentáveis no desenvolvimento e na utilização de tecnologias digitais, minimizando o impacto ambiental da produção e do consumo de eletrônicos.
O Ecossistema Digital é outro tema crucial, com o objetivo de mapear as estruturas de governança em diferentes países e promover a cooperação internacional para garantir um ambiente digital seguro, inclusivo e inovador. A ideia é que as empresas usem IA para reforçar a proteção de dados.
A Cúpula dos Brics no Rio de Janeiro será um momento importante para consolidar essas propostas e definir uma agenda comum para o futuro da cooperação em tecnologia e desenvolvimento entre os países membros. A expectativa é que os líderes do Brics adotem a “Declaração de Líderes sobre Governança da Inteligência Artificial para o Desenvolvimento” e estabeleçam metas ambiciosas para a promoção de um desenvolvimento tecnológico inclusivo e sustentável.
O discurso de Lula no Brics ressalta a importância de uma abordagem multilateral e cooperativa para a governança da inteligência artificial, com o objetivo de garantir que seus benefícios sejam amplamente distribuídos e que seus riscos sejam mitigados de forma eficaz. O Brasil se posiciona como um líder nesse debate, buscando promover um futuro digital mais justo e equitativo para todos.
Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificiado, mas escrito e revisado por um humano.
Via Mobile Time