Mafia: The Old Country apresenta limitações em acessibilidade segundo análise

Análise destaca recursos e limitações de acessibilidade em Mafia: The Old Country para jogadores com deficiência.
Atualizado há 10 horas
Mafia: The Old Country apresenta limitações em acessibilidade segundo análise
(Imagem/Reprodução: Tecmundo)
Resumo da notícia
    • Mafia: The Old Country traz uma história ambientada na Sicília do início do século XX e oferece recursos básicos de acessibilidade.
    • Você pode encontrar na análise informações sobre as opções disponíveis para melhorar a experiência de jogadores com deficiências visuais e auditivas.
    • A falta de funcionalidades essenciais como descrição sonora e ajustes visuais pode dificultar a experiência de jogadores PCD.
    • O jogo pode ser atrativo para fãs de história, mas apresenta obstáculos para uma acessibilidade mais completa no gameplay.
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No universo de Mafia: The Old Country, os jogadores são transportados para a Sicília do início do século XX, mergulhando na história de origem do crime organizado. A trama segue Enzo Favara e sua ascensão na família Torrisi, em um cenário brutal repleto de coragem e desafios. O jogo recria a época com muitos detalhes, focando em romance, perigo e as raízes da criminalidade.

O título também integra recursos modernos, como carregamento rápido, áudio 3D e as funcionalidades de resposta tátil e gatilhos adaptáveis dos controles DualSense. Há um modo Free Ride para exploração, mesmo com um mapa mais linear em comparação com jogos anteriores. Visualmente, o jogo se destaca pela direção de arte, apesar de alguns pontos específicos relacionados à Unreal Engine 5. Embora trechos de corridas de carro possam parecer desconectados para alguns, a experiência geral busca ser imersiva.

Mas será que Mafia: The Old Country é um jogo pensado para ser acessível a todos os jogadores, incluindo aqueles com deficiência? A seguir, vamos detalhar as opções e funcionalidades de acessibilidade disponíveis, baseadas na perspectiva de um jogador com baixa visão que realizou esta análise com uma chave de PC fornecida pela equipe de imprensa da 2K.

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Interface, Legendas e Análise de Acessibilidade

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Para promover a inclusão, ter uma interface e legendas que podem ser personalizadas é fundamental. No gameplay de Mafia, foram implementadas algumas opções importantes para os jogadores. É possível alterar o posicionamento da interface na tela, adaptando-a conforme a preferência.

Também existe a funcionalidade de ativar uma interface contextual, o que pode ser útil para pessoas com déficit de atenção ou dislexia, facilitando a compreensão visual. Há ainda a opção de ajustar o tamanho da HUD, embora o seu tamanho máximo possa não ser suficiente para todos. Por fim, o jogo oferece filtros específicos para diversos tipos de daltonismo, visando melhorar a percepção das cores.

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Mesmo com as opções mencionadas, alguns jogadores podem considerá-las limitadas em profundidade. Ícones cruciais, como os de objetivo no mapa, podem se mesclar com fundos de cores semelhantes, dificultando a visualização. Isso pode atrapalhar a navegação durante o gameplay.

Além disso, o jogo não oferece a possibilidade de mudar a cor dos retículos de mira, um ajuste que poderia ser valioso. Outra lacuna é a ausência de legendas ocultas com descrições de sons, um recurso que traria um grande impacto para jogadores com deficiência auditiva, permitindo-lhes compreender melhor o ambiente sonoro do jogo. Honkai: Nexus Anima – Data de lançamento, gameplay e novidades – demonstra a importância de funcionalidades claras no lançamento de jogos.

As legendas do jogo possuem opções de personalização, como tamanho ajustável, diversas cores e a possibilidade de ativar um fundo de leitura, o que facilita a visualização. Essas configurações funcionam de maneira adequada para a maioria, mas ainda assim, o sistema carece de recursos mais avançados. A falta de descrição de sons nas legendas é um exemplo, limitando a experiência para jogadores que dependem exclusivamente de informações visuais.

Dificuldade

Ter modos de dificuldade que se adaptam a diferentes necessidades é um aspecto importante para a acessibilidade em jogos. Nesse sentido, o título da 2K apresenta três opções de níveis: fácil, médio e difícil, permitindo que os jogadores escolham o desafio que mais lhes convém.

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Além disso, há configurações para aqueles que preferem focar na narrativa sem grandes obstáculos. Também existe a opção para quem busca uma simulação mais detalhada, com a possibilidade de dirigir veículos com marcha manual, adicionando um toque de realismo à experiência de jogo.

Um dos recursos que se destaca para a acessibilidade é a opção de pular as seções de locomoção a cavalo. Essas partes podem ser particularmente complicadas para jogadores com baixa visão, principalmente devido ao tamanho reduzido da HUD. O Modo Instinto, que auxilia na identificação de objetivos e inimigos, é uma ajuda valiosa, mas sua funcionalidade é restrita e não se estende ao uso em veículos, o que limita seu alcance.

As sequências de perseguição no jogo frequentemente envolvem cavalos ou carros, e nesses momentos, o combate é uma parte essencial. No entanto, as seções de furtividade são um ponto sensível, pois são obrigatórias e não oferecem alternativas ou assistências. A ausência de auxílios visuais ou sonoros nessas partes torna a experiência muito mais difícil para jogadores com deficiência visual, criando uma barreira considerável para o progresso no jogo.

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Falta ainda a inclusão de opções de alto contraste e de um sinal sonoro de alerta, que seriam importantes para a percepção do ambiente. Quebra-cabeças, como a abertura de cofres que exigem a decifração de senhas em documentos sem a ajuda de um leitor de tela, permanecem como desafios inacessíveis.

Embora seja possível finalizar o jogo no modo fácil, a experiência para jogadores com deficiência pode apresentar obstáculos consideráveis ao longo do gameplay. Isso exige que o jogador encontre soluções criativas ou simplesmente evite certas partes do jogo.

Controles

No que diz respeito aos controles, Mafia: The Old Country disponibiliza um conjunto de opções que são consideradas padrão no mercado de jogos. Entre elas, estão o remapeamento de botões, permitindo que o jogador reorganize os comandos conforme sua preferência.

Há também a escolha entre segurar ou pressionar rapidamente para ativar a corrida do personagem. Outras configurações incluem a sensibilidade da câmera e da movimentação, além da possibilidade de trocar os eixos XY, oferecendo alguma flexibilidade. Apesar dessas opções básicas funcionarem bem, o jogo carece de ajustes para a zona morta e de configurações pré-definidas para jogadores canhotos ou destros, o que seria um diferencial em termos de acessibilidade.

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Gameplay

Ao analisar o gameplay sob a ótica da acessibilidade, o jogo de Mafia: The Old Country oferece um conjunto limitado de soluções. O título conta com apenas duas opções principais para facilitar a interação. A primeira é a possibilidade de desligar os quick time events, que são sequências de botões que exigem reflexos rápidos.

A segunda é a mira automática, embora sua utilidade seja restrita em diversas situações. Essas poucas ferramentas indicam que, no geral, o gameplay não foi amplamente desenvolvido com muitos recursos para auxiliar jogadores com deficiência, deixando a experiência aquém do ideal para esse público. The Rogue of Prince of Persia e a reflexão sobre o tempo na jogabilidade explora como a mecânica de jogo pode impactar a experiência dos usuários.

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Vale a Pena?

Do ponto de vista narrativo, Mafia: The Old Country oferece uma experiência que busca ser envolvente e com uma duração comparável a uma maratona de série. A história é considerada divertida e cativante. Contudo, quando o foco se volta para a acessibilidade, o jogo não atende às expectativas.

Embora apresente recursos básicos, como os filtros para daltônicos e a opção de pular as seções a cavalo, faltam ferramentas consideradas essenciais para uma inclusão mais ampla. Isso inclui a ausência de legendas alternativas, configurações de alto contraste e sinais sonoros de alerta. Mesmo com um mapa relativamente pequeno e linear, diversas mecânicas que poderiam ter sido adaptadas para facilitar a jogabilidade não foram implementadas. Lost Eidolons: Veil of the Witch lança versão 1.0 para PC e consoles em outubro, e a acessibilidade é um tema crescente em todos os lançamentos.

Dessa forma, a experiência oferecida aos jogadores PCD pode ser frustrante, exigindo que eles improvisem soluções para contornar as limitações do jogo, o que não é ideal. Em resumo, o novo título da franquia Mafia pode ser atraente para quem busca uma boa história, mas não é a escolha mais recomendada para jogadores com deficiência.

Aqueles que decidirem explorar a Sicília neste título devem estar cientes de que o jogo tinha potencial para ser muito mais acessível, mas falhou em incorporar funcionalidades simples. Para ficar por dentro de outras análises de acessibilidade em jogos e novidades do mundo da tecnologia, acompanhe os conteúdos do Voxel e do TecMundo.

Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.