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- Mafia: The Old Country traz uma história ambientada na Sicília do início do século XX e oferece recursos básicos de acessibilidade.
- Você pode encontrar na análise informações sobre as opções disponíveis para melhorar a experiência de jogadores com deficiências visuais e auditivas.
- A falta de funcionalidades essenciais como descrição sonora e ajustes visuais pode dificultar a experiência de jogadores PCD.
- O jogo pode ser atrativo para fãs de história, mas apresenta obstáculos para uma acessibilidade mais completa no gameplay.
No universo de Mafia: The Old Country, os jogadores são transportados para a Sicília do início do século XX, mergulhando na história de origem do crime organizado. A trama segue Enzo Favara e sua ascensão na família Torrisi, em um cenário brutal repleto de coragem e desafios. O jogo recria a época com muitos detalhes, focando em romance, perigo e as raízes da criminalidade.
O título também integra recursos modernos, como carregamento rápido, áudio 3D e as funcionalidades de resposta tátil e gatilhos adaptáveis dos controles DualSense. Há um modo Free Ride para exploração, mesmo com um mapa mais linear em comparação com jogos anteriores. Visualmente, o jogo se destaca pela direção de arte, apesar de alguns pontos específicos relacionados à Unreal Engine 5. Embora trechos de corridas de carro possam parecer desconectados para alguns, a experiência geral busca ser imersiva.
Mas será que Mafia: The Old Country é um jogo pensado para ser acessível a todos os jogadores, incluindo aqueles com deficiência? A seguir, vamos detalhar as opções e funcionalidades de acessibilidade disponíveis, baseadas na perspectiva de um jogador com baixa visão que realizou esta análise com uma chave de PC fornecida pela equipe de imprensa da 2K.

Interface, Legendas e Análise de Acessibilidade
Para promover a inclusão, ter uma interface e legendas que podem ser personalizadas é fundamental. No gameplay de Mafia, foram implementadas algumas opções importantes para os jogadores. É possível alterar o posicionamento da interface na tela, adaptando-a conforme a preferência.
Também existe a funcionalidade de ativar uma interface contextual, o que pode ser útil para pessoas com déficit de atenção ou dislexia, facilitando a compreensão visual. Há ainda a opção de ajustar o tamanho da HUD, embora o seu tamanho máximo possa não ser suficiente para todos. Por fim, o jogo oferece filtros específicos para diversos tipos de daltonismo, visando melhorar a percepção das cores.

Mesmo com as opções mencionadas, alguns jogadores podem considerá-las limitadas em profundidade. Ícones cruciais, como os de objetivo no mapa, podem se mesclar com fundos de cores semelhantes, dificultando a visualização. Isso pode atrapalhar a navegação durante o gameplay.
Além disso, o jogo não oferece a possibilidade de mudar a cor dos retículos de mira, um ajuste que poderia ser valioso. Outra lacuna é a ausência de legendas ocultas com descrições de sons, um recurso que traria um grande impacto para jogadores com deficiência auditiva, permitindo-lhes compreender melhor o ambiente sonoro do jogo. Honkai: Nexus Anima – Data de lançamento, gameplay e novidades – demonstra a importância de funcionalidades claras no lançamento de jogos.
As legendas do jogo possuem opções de personalização, como tamanho ajustável, diversas cores e a possibilidade de ativar um fundo de leitura, o que facilita a visualização. Essas configurações funcionam de maneira adequada para a maioria, mas ainda assim, o sistema carece de recursos mais avançados. A falta de descrição de sons nas legendas é um exemplo, limitando a experiência para jogadores que dependem exclusivamente de informações visuais.
Dificuldade
Ter modos de dificuldade que se adaptam a diferentes necessidades é um aspecto importante para a acessibilidade em jogos. Nesse sentido, o título da 2K apresenta três opções de níveis: fácil, médio e difícil, permitindo que os jogadores escolham o desafio que mais lhes convém.
Além disso, há configurações para aqueles que preferem focar na narrativa sem grandes obstáculos. Também existe a opção para quem busca uma simulação mais detalhada, com a possibilidade de dirigir veículos com marcha manual, adicionando um toque de realismo à experiência de jogo.
Um dos recursos que se destaca para a acessibilidade é a opção de pular as seções de locomoção a cavalo. Essas partes podem ser particularmente complicadas para jogadores com baixa visão, principalmente devido ao tamanho reduzido da HUD. O Modo Instinto, que auxilia na identificação de objetivos e inimigos, é uma ajuda valiosa, mas sua funcionalidade é restrita e não se estende ao uso em veículos, o que limita seu alcance.
As sequências de perseguição no jogo frequentemente envolvem cavalos ou carros, e nesses momentos, o combate é uma parte essencial. No entanto, as seções de furtividade são um ponto sensível, pois são obrigatórias e não oferecem alternativas ou assistências. A ausência de auxílios visuais ou sonoros nessas partes torna a experiência muito mais difícil para jogadores com deficiência visual, criando uma barreira considerável para o progresso no jogo.

Falta ainda a inclusão de opções de alto contraste e de um sinal sonoro de alerta, que seriam importantes para a percepção do ambiente. Quebra-cabeças, como a abertura de cofres que exigem a decifração de senhas em documentos sem a ajuda de um leitor de tela, permanecem como desafios inacessíveis.
Embora seja possível finalizar o jogo no modo fácil, a experiência para jogadores com deficiência pode apresentar obstáculos consideráveis ao longo do gameplay. Isso exige que o jogador encontre soluções criativas ou simplesmente evite certas partes do jogo.
Controles
No que diz respeito aos controles, Mafia: The Old Country disponibiliza um conjunto de opções que são consideradas padrão no mercado de jogos. Entre elas, estão o remapeamento de botões, permitindo que o jogador reorganize os comandos conforme sua preferência.
Há também a escolha entre segurar ou pressionar rapidamente para ativar a corrida do personagem. Outras configurações incluem a sensibilidade da câmera e da movimentação, além da possibilidade de trocar os eixos XY, oferecendo alguma flexibilidade. Apesar dessas opções básicas funcionarem bem, o jogo carece de ajustes para a zona morta e de configurações pré-definidas para jogadores canhotos ou destros, o que seria um diferencial em termos de acessibilidade.

Gameplay
Ao analisar o gameplay sob a ótica da acessibilidade, o jogo de Mafia: The Old Country oferece um conjunto limitado de soluções. O título conta com apenas duas opções principais para facilitar a interação. A primeira é a possibilidade de desligar os quick time events, que são sequências de botões que exigem reflexos rápidos.
A segunda é a mira automática, embora sua utilidade seja restrita em diversas situações. Essas poucas ferramentas indicam que, no geral, o gameplay não foi amplamente desenvolvido com muitos recursos para auxiliar jogadores com deficiência, deixando a experiência aquém do ideal para esse público. The Rogue of Prince of Persia e a reflexão sobre o tempo na jogabilidade explora como a mecânica de jogo pode impactar a experiência dos usuários.

Vale a Pena?
Do ponto de vista narrativo, Mafia: The Old Country oferece uma experiência que busca ser envolvente e com uma duração comparável a uma maratona de série. A história é considerada divertida e cativante. Contudo, quando o foco se volta para a acessibilidade, o jogo não atende às expectativas.
Embora apresente recursos básicos, como os filtros para daltônicos e a opção de pular as seções a cavalo, faltam ferramentas consideradas essenciais para uma inclusão mais ampla. Isso inclui a ausência de legendas alternativas, configurações de alto contraste e sinais sonoros de alerta. Mesmo com um mapa relativamente pequeno e linear, diversas mecânicas que poderiam ter sido adaptadas para facilitar a jogabilidade não foram implementadas. Lost Eidolons: Veil of the Witch lança versão 1.0 para PC e consoles em outubro, e a acessibilidade é um tema crescente em todos os lançamentos.
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Dessa forma, a experiência oferecida aos jogadores PCD pode ser frustrante, exigindo que eles improvisem soluções para contornar as limitações do jogo, o que não é ideal. Em resumo, o novo título da franquia Mafia pode ser atraente para quem busca uma boa história, mas não é a escolha mais recomendada para jogadores com deficiência.
Aqueles que decidirem explorar a Sicília neste título devem estar cientes de que o jogo tinha potencial para ser muito mais acessível, mas falhou em incorporar funcionalidades simples. Para ficar por dentro de outras análises de acessibilidade em jogos e novidades do mundo da tecnologia, acompanhe os conteúdos do Voxel e do TecMundo.
Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.