Motorola respondeu ao anúncio do iPhone Duo com um vídeo provocativo nas redes, encerrando a linha do tempo do Razr em um novo dobrável compacto em formato livro que ainda não tem nome, ficha técnica nem data.
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- O que a Motorola mostrou (e escondeu) no teaser do novo Razr
- Razr Fold, flips e novo modelo: qual é o “celular dobrável da Motorola” hoje?
- Motorola ou Samsung: qual dobrável faz mais sentido hoje?
- Quanto custa hoje um celular Motorola dobrável e onde entra o próximo?
- Como escolher um celular Motorola hoje: dobrável ou não?
- Onde fica o “desenvolvedor” de celular Motorola e o que falta saber desse novo Razr
O teaser crava que a Motorola não vai ficar restrita ao formato flip: o próximo celular dobrável Motorola Razr aparece como um modelo tipo livro, mais grosso e mais baixo que o Razr Fold atual, desenhado para disputar vitrine diretamente com o Galaxy Z Fold 8 e com o próprio Duo da Apple.
O que a Motorola mostrou (e escondeu) no teaser do novo Razr
No vídeo, a marca corta em sequência 22 anos de Razr, dos flips clássicos ao Razr Fold em formato livro. A última silhueta foge do script: em vez de um flip ou do Fold atual, surge um retângulo mais espesso, com dobras laterais, lembrando um mini livro dobrável, não um shell vertical.
Fora a proporção geral da carcaça, nada de câmera, tela ou processador à vista. A Motorola não menciona nome, tamanho de tela, chip, preço nem janela de lançamento. O recado é de posicionamento de mercado: a empresa se coloca na mesma prateleira de Samsung e, agora, de Apple, que acabou de anunciar o Duo. Quem apostava em só mais um flip na linha do Razr 70 Ultra recebe uma indicação concreta de um segundo formato dobrável Motorola mais compacto.
O passo encaixa com o portfólio atual. Hoje, o celular dobrável Motorola mais completo é o Razr Fold, com tela interna de 8,1" Extreme AMOLED, painel externo de 6,6", Snapdragon 8 Gen 5, câmera tripla de 50 MP e bateria de 6.000 mAh, segundo a página oficial da marca.

Razr Fold, flips e novo modelo: qual é o “celular dobrável da Motorola” hoje?
Na loja oficial brasileira, quem procura um celular dobrável Motorola hoje cai em três famílias distintas:
Razr Fold: dobrável tipo livro, com tela interna de 8,1" e externa de 6,6";
Razr 70 Ultra: flip com tela externa grande, Snapdragon 8 Elite e foco em câmera;
Razr 60 Ultra: flip de geração anterior, ainda à venda, que a própria Motorola descreve como “atualmente o melhor celular dobrável” da marca em uma das seções da página.
O teaser aponta para um novo integrante dessa família, posicionado provavelmente abaixo do Razr Fold em dimensões e também em preço. A Motorola já usa a expressão “dobrável compacto” em material internacional, mas, por enquanto, mostra só a silhueta. Nada oficial de ficha técnica.
Para quem vasculha modelos antigos de celular dobrável Motorola, a linha Razr 60/70 Ultra ocupa esse espaço recente. Já os Razr V3 e os primeiros Razr dobráveis modernos de 2019/2020 aparecem apenas no mercado de usados, sem qualquer suporte oficial.
Motorola ou Samsung: qual dobrável faz mais sentido hoje?
A disputa que o novo teaser reacende fica centrada entre o Razr Fold e a linha Galaxy Z Fold / Flip. A Motorola já escala especificações de topo para brigar com a Samsung, e o novo modelo compacto entra como reforço nesse duelo.
O Razr Fold atual entrega, de acordo com a própria fabricante:
tela interna de 8,1" Extreme AMOLED com brilho de até 6.200 nits e taxa de 120 Hz;
tela externa de 6,6" com até 6.000 nits e 165 Hz;
bateria de 6.000 mAh, que a Motorola chama de “a melhor da categoria” com base em dobráveis tipo fold lançados até março de 2026;
Snapdragon 8 Gen 5 e suporte à moto pen ultra, caneta ativa inclusa na caixa no Brasil, segundo a página local.
No lado flip, o Razr 70 Ultra usa Snapdragon 8 Elite, tela externa grande, acabamento em PANTONE Orient Blue e, segundo a Motorola, o “melhor sistema de câmeras em um flip” e “melhor bateria da categoria” entre dobráveis em formato flip vendidos aqui até março de 2026.
Samsung ainda domina em maturidade de software e variedade de acessórios, mas a ficha técnica e as declarações oficiais da Motorola colocam o Razr Fold e o Razr 70 Ultra como rivais diretos — ou superiores — em bateria, brilho de tela e câmera, área em que a marca cita selo de ouro do DXOMARK para o Fold. O novo dobrável compacto da Motorola ocupa justamente esse vão: oferecer algo mais portátil sem abrir mão de parte desses números.
Quanto custa hoje um celular Motorola dobrável e onde entra o próximo?
A Motorola não divulga ainda nenhum preço para o novo Razr compacto. Para medir o impacto no bolso, o caminho é olhar o que já está à venda na loja brasileira: a própria empresa informa que os celulares flip Motorola variam hoje de R$ 5.499 a R$ 9.999, com promoções pontuais derrubando alguns modelos para algo próximo de R$ 3.500.
Esse é o patamar de entrada real para quem quer um celular dobrável Motorola: algo na casa dos cinco mil reais em preço cheio, menos quando surge alguma oferta mais agressiva. O Razr Fold aparece listado, mas sem preço preenchido no momento — cenário típico de produto recém-lançado ou em fase de reajuste.
No mercado global, o Razr Fold foi anunciado a partir de US$ 1.899, segundo fichas oficiais, o que sustenta o lugar dele no topo do portfólio. O novo Razr compacto que a Motorola apresentou no teaser tende a ficar abaixo desse valor. O vídeo indica que a marca mira justamente o “miolo” da faixa premium, hoje ocupado por Samsung, Google e, em breve, pela Apple com o seu iPhone dobrável.
Como escolher um celular Motorola hoje: dobrável ou não?
Com a grade atual, a escolha, na prática, se desenha assim:
quer experimentar dobrável gastando menos: Razr 60 Ultra em promoções abaixo dos R$ 5 mil;
quer flip atual com câmera e chip topo de linha: Razr 70 Ultra com Snapdragon 8 Elite;
quer dobrável tipo livro para produtividade e caneta: Razr Fold com tela de 8,1" e moto pen ultra;
quer esperar algo mais compacto que o Fold: o novo Razr em formato livro que acabou de ser mostrado.
Quem não se importa em abrir mão da tela que dobra encontra mais retorno por real na linha Edge/Moto G, que concentra volume e especificações mais vantajosas e não carrega o sobrepreço típico de dobráveis. A própria Motorola sinaliza, nas comunicações de portfólio, que dobrável funciona como vitrine, não como produto de massa.
Outro ponto prático: qualquer celular Motorola recente, dobrável ou não, roda Android com interface leve, alguns apps próprios e os tradicionais Moto Actions. O pacote de atualização dos dobráveis topo de linha chega a sete anos de Android, segundo a marca em fichas internacionais do Razr Fold, o que coloca a empresa no mesmo patamar da política que Samsung e Google usam para sustentar aparelhos de quase dois mil dólares.
Onde fica o “desenvolvedor” de celular Motorola e o que falta saber desse novo Razr
Quem procura “onde fica o desenvolvedor do celular Motorola” esbarra em uma estrutura corporativa bem definida: Motorola Mobility LLC, dona da linha Razr, é hoje uma subsidiária da Lenovo. A empresa mantém raízes históricas em Chicago, mas opera globalmente, com times de design, engenharia e marketing distribuídos entre Estados Unidos, China e outros polos. O rodapé legal do Razr Fold aponta a Motorola Mobility como responsável pelo produto e a Lenovo como controladora.
Do novo celular dobrável Motorola que cutuca a Apple, a lista de pendências continua extensa. Falta nome comercial, tamanho de tela, capacidade de bateria, chip, política de atualização específica, preço em real e, principalmente, data de venda no Brasil. O vídeo deixa claro apenas que a Motorola entra na mesma janela de lançamentos que terá Galaxy Z Fold 8 e iPhone Duo.
O relógio agora gira em torno da própria Apple: se o iPhone dobrável chegar forte em câmera e bateria, a cobrança em cima desse novo Razr vai subir bem além do impacto de um teaser em rede social.




