Nvidia lança DLSS 4.5 com suporte a todas as GPUs RTX e atualização gratuita

A Nvidia anunciou oficialmente o DLSS 4.5, trazendo upscaling superior para resoluções baixas e melhor desempenho nos jogos.
Atualizado há menos de 1 minuto
Nvidia lança DLSS 4.5: atualização gratuita que melhora a imagem e o desempenho em jogos com GPUs RTX
Nvidia lança DLSS 4.5: atualização gratuita que melhora a imagem e o desempenho em jogos com GPUs RTX
Resumo da notícia
    • A Nvidia lançou oficialmente o DLSS 4.5, focado em melhorar a qualidade de imagem em resoluções baixas e aumentar o desempenho em jogos em PCs com GPUs RTX.
    • Você pode atualizar gratuitamente seu driver GeForce e aproveitar um upscaling mais limpo com menos artefatos visuais para melhorar a experiência em jogos 1080p e 1440p.
    • O DLSS 4.5 amplia a vida útil dos hardwares RTX, trazendo melhor qualidade e fluidez sem a necessidade de trocar a placa de vídeo.
    • A integração do novo modelo depende dos desenvolvedores atualizarem os jogos, oferecendo suporte para efeitos avançados como ray tracing e redução de latência.

A Nvidia anunciou o DLSS 4.5 como um lançamento oficial focado em melhorar a qualidade de imagem em resoluções baixas e manter altas taxas de quadros em jogos modernos. A nova versão chega como atualização gratuita para todas as GPUs RTX compatíveis, com foco em upscaling mais limpo, menos artefatos visuais e integração mais profunda com recursos de inteligência artificial voltados para games em PC.

Nvidia lança DLSS 4.5 como atualização oficial para toda a linha RTX

A chegada do DLSS 4.5 marca mais um passo da Nvidia no uso de IA para melhorar o visual dos jogos sem exigir que o usuário troque de placa de vídeo imediatamente.

Diferente de rumores ou vazamentos, o recurso foi apresentado como produto oficial, com foco em quem joga em 1080p e 1440p, mas busca resultados próximos ao 4K com menor custo de desempenho.

A proposta segue a mesma base das versões anteriores do Deep Learning Super Sampling, mas com ajustes finos no algoritmo para reduzir ruídos em áreas complexas, como vegetação, sombras dinâmicas e reflexos em tempo real.

Essa estratégia acompanha um movimento mais amplo da indústria de hardware, em que empresas como Intel, AMD e fabricantes de consoles vêm explorando IA dedicada, algo que já apareceu em lançamentos recentes de processadores como o Intel Core Ultra com otimização para IA em jogos e produtividade.

O que muda na prática com o DLSS 4.5

O DLSS sempre teve dois objetivos principais: aumentar a taxa de quadros e melhorar a nitidez da imagem. Na versão 4.5, a Nvidia reforça especialmente o comportamento do algoritmo em resoluções nativas mais baixas, cenário muito comum em PCs intermediários.

Jogadores que utilizam monitores de alta taxa de atualização, como 120 Hz ou 144 Hz, tendem a reduzir a resolução nativa para buscar mais fluidez. Com o novo modelo, a ideia é que o visual fique mais próximo de uma renderização nativa maior, reduzindo o efeito de serrilhado e borrões em movimento.

Outro ponto importante é a redução de artefatos em cenas com muito movimento e partículas, como explosões, efeitos de clima e jogos com muitos elementos em tela ao mesmo tempo. Esse tipo de ajuste é especialmente relevante em títulos competitivos e em produções com grande foco em efeitos visuais.

Esse uso de IA gráfica se conecta a um cenário em que a própria indústria discute como a inteligência artificial interfere em outros campos, de segurança digital até a relação com grandes empresas de tecnologia, tema presente em debates sobre o avanço de plataformas como a Google e o papel da Alphabet no mercado financeiro brasileiro.

Compatibilidade com GPUs RTX e como a atualização será distribuída

A Nvidia mantém a mesma lógica das versões anteriores do DLSS: o recurso é exclusivo da família RTX, que conta com núcleos de IA dedicados (Tensor Cores). Segundo a empresa, o DLSS 4.5 poderá ser utilizado em todas as placas compatíveis que já rodavam as versões anteriores do recurso.

Na prática, isso significa suporte para linhas RTX 20, RTX 30 e RTX 40 em desktops e notebooks, incluindo modelos mais recentes exibidos em feiras internacionais, onde Nvidia e AMD vêm apostando em laptops com chips otimizados para IA e jogos de alta performance.

A distribuição do novo algoritmo segue dois caminhos principais. Primeiro, via atualização do driver GeForce, que inclui o suporte básico ao recurso. Depois, pela integração direta em cada jogo, já que o DLSS precisa ser implementado pelos desenvolvedores através de kits e bibliotecas disponibilizados pela própria Nvidia.

Esse formato de adoção por jogo também conversa com outras iniciativas do mercado de games, como plataformas de distribuição digital que oferecem títulos otimizados com recursos extras ou jogos gratuitos por tempo limitado, como já aconteceu em promoções da Epic Games para Android e PC.

Atualização gratuita e o que o jogador precisa fazer

Um dos pontos de atenção para quem tem uma placa RTX é que o DLSS 4.5 chega como atualização gratuita. Ou seja, não há cobrança extra pelo novo recurso, nem necessidade de adquirir softwares adicionais.

O usuário precisa manter o driver GeForce atualizado e verificar se o jogo utilizado já recebeu suporte à nova versão. Em muitos casos, a seleção entre versões antigas e a mais recente do DLSS acontece dentro do próprio menu gráfico do jogo.

A empresa também costuma ativar configurações recomendadas automaticamente pelo software GeForce Experience, ajustando qualidade e desempenho de acordo com o hardware detectado, algo útil para quem não quer perder tempo testando opções avançadas.

Essa tendência de entregar novos recursos via software também tem sido seguida em outros segmentos de tecnologia, como atualizações de sistemas operacionais móveis, exemplificado por casos em que fabricantes lançam novas versões de interface e recursos de estabilidade focados em dispositivos já existentes no mercado.

Foco em upscaling de baixa resolução e qualidade de imagem refinada

O grande destaque técnico do DLSS 4.5 está na forma como o algoritmo lida com resoluções mais baixas. Até aqui, o uso intenso de upscaling podia gerar ruídos visíveis em texturas finas, bordas de personagens e textos dentro do jogo.

Com o novo modelo de rede neural, o sistema tenta preservar mais detalhes em cenários complexos, como folhas de árvores, fios de energia e grades metálicas. Em monitores grandes, esse tipo de melhoria faz diferença direta na sensação de nitidez.

Outra área citada pela empresa é o tratamento de cenas com muita iluminação dinâmica e reflexos, algo comum em títulos que usam ray tracing. O DLSS 4.5 tenta manter esses efeitos mais estáveis quadro a quadro, reduzindo tremulações ou mudanças bruscas em superfícies espelhadas.

Esse comportamento se aproxima de discussões sobre qualidade de imagem em outras telas de consumo, como TVs Mini LED e QLED, onde o equilíbrio entre brilho, contraste e definição é constantemente avaliado, inclusive em reviews de televisores que comparam custo, tecnologia e usabilidade para o público brasileiro.

Jogos que devem receber suporte ao DLSS 4.5

Como em versões anteriores, a adoção do DLSS 4.5 depende da parceria com estúdios. A Nvidia costuma anunciar listas de jogos que recebem suporte no lançamento e outros que serão atualizados ao longo dos meses seguintes.

Títulos de grande orçamento, jogos competitivos populares e lançamentos focados em PC costumam estar entre os primeiros a adotar a tecnologia, já que o público dessas categorias busca constantemente mais fluidez e melhor resposta visual.

Em alguns casos, o DLSS é lançado em conjunto com atualizações de conteúdo, temporadas novas ou expansões, já que os estúdios aproveitam a visibilidade para destacar melhorias gráficas, modos adicionais e correções gerais de desempenho.

Esse tipo de integração com atualizações de jogos também aparece em outros títulos famosos, como produções para celulares e consoles que recebem temporadas com novos mapas, arenas temáticas e ajustes de jogabilidade para manter o interesse contínuo da base de jogadores.

Desempenho, configurações recomendadas e relação com outras tecnologias de IA

Na prática, o ganho de desempenho do DLSS 4.5 dependerá de três fatores principais: o jogo, a resolução nativa escolhida e a placa de vídeo utilizada. Quanto mais pesado o título e mais limitada a GPU, maior tende a ser o benefício percebido.

Os modos tradicionais do DLSS – como Quality, Balanced e Performance – devem continuar existindo, com ajustes internos para aproveitar melhor o novo modelo de IA. Em resoluções como 1080p, o modo focado em qualidade tende a ser o mais utilizado, enquanto em 4K a opção de desempenho pode ser mais atrativa.

É provável que a Nvidia incentive o uso combinado do DLSS com recursos como ray tracing e tecnologias de redução de latência, especialmente em jogos competitivos, onde cada milissegundo pode fazer diferença.

Essa combinação de IA gráfica e otimizações de software reflete um movimento mais amplo no setor, em que empresas também exploram inteligência artificial em áreas como criação de conteúdo, saúde digital e automação, a exemplo de ferramentas que prometem respostas especializadas em temas sensíveis com foco em privacidade e regulação local.

Relação com outras soluções de escalonamento de imagem

O DLSS 4.5 convive em um cenário em que outras soluções de escalonamento já estão disponíveis, como o FSR da AMD e o XeSS da Intel. Cada tecnologia segue sua própria abordagem, com diferenças na dependência de hardware dedicado e na forma de integração com jogos.

Enquanto a solução da Nvidia exige núcleos de IA específicos nas GPUs RTX, outras alternativas tentam ser mais abertas, funcionando inclusive em placas de gerações anteriores e até em produtos concorrentes. Isso gera um ambiente de comparação constante entre qualidade, desempenho e compatibilidade.

Para o jogador, essa disputa pode resultar em mais opções dentro do menu gráfico, com diferentes modos de escalonamento, nitidez ajustável e controles avançados de pós-processamento para personalizar a experiência.

Esse tipo de variedade também tem aparecido em outros segmentos de tecnologia de consumo, em que fabricantes lançam múltiplas linhas de produtos com recursos de IA, telas expansíveis e sistemas de tradução ao vivo, ampliando o leque de escolhas e exigindo mais atenção do usuário na hora de definir o que faz sentido para seu uso diário.

Principais pontos da atualização DLSS 4.5

Para organizar melhor o que muda com a nova versão, vale resumir os destaques em uma lista simples, voltada para quem já usa DLSS ou pensa em ativar o recurso em breve.

  • Disponibilizado como atualização gratuita via driver GeForce para placas RTX compatíveis.
  • Foco em melhorar o upscaling em resoluções baixas, preservando mais detalhes finos.
  • Redução de artefatos em cenas com muito movimento, partículas e reflexos.
  • Compatível com múltiplas gerações de GPUs RTX em desktops e notebooks.
  • Integração dependente de cada jogo, por meio de atualizações dos desenvolvedores.
  • Melhor sinergia com efeitos avançados como ray tracing e recursos de baixa latência.
  • Orientado especialmente a jogadores que buscam mais FPS sem abrir mão da nitidez.

Esses pontos ajudam a entender onde o DLSS 4.5 se encaixa no dia a dia de quem joga no PC e como ele pode conviver com outros recursos já existentes nas configurações gráficas.

O DLSS 4.5 dentro da evolução dos PCs para jogos

A nova versão do DLSS não surge isolada. Ela faz parte de um ciclo em que o hardware de PC passa a ser pensado cada vez mais para IA, desde o chip gráfico até o processador principal.

Fabricantes de processadores e placas de vídeo vêm anunciando modelos com núcleos dedicados a tarefas de aprendizado de máquina, ao mesmo tempo em que notebooks e desktops ganham recursos específicos para tradução, reconhecimento de fala e aceleração de algoritmos complexos.

No universo dos games, isso significa que tecnologias de reconstrução de imagem, geração de quadros adicionais e redução automática de ruído tendem a se tornar padrão em mais títulos, especialmente à medida que ferramentas para desenvolvedores ficam mais simples de integrar.

Essa transição acontece em paralelo a mudanças em outros mercados digitais, como o de robôs humanoides e assistentes inteligentes, em que a IA é apresentada não apenas como diferencial, mas como parte central de novos modelos de negócios e serviços.

Como o jogador pode se preparar para aproveitar o DLSS 4.5

Para quem já possui uma placa RTX, a preparação passa por passos bem diretos. Manter o sistema operacional atualizado, o driver recente e verificar se os jogos favoritos receberam patches com suporte ao novo modelo.

Em alguns casos, pode ser interessante testar diferentes modos de DLSS dentro de cada jogo, comparando fluidez e nitidez em situações típicas de uso, como partidas competitivas, cenas abertas em mundos de exploração ou momentos com muita ação.

Usuários com monitores de alta taxa de atualização podem priorizar o equilíbrio entre FPS e qualidade, enquanto quem joga em telas 4K talvez prefira ativar modos mais agressivos de escalonamento para obter taxas estáveis próximo de 60 quadros por segundo.

Essa personalização lembra também discussões mais amplas sobre configuração ideal de dispositivos, seja em celulares, seja em TVs ou notebooks, onde o ajuste fino entre desempenho, consumo e qualidade visual se torna cada vez mais parte do dia a dia de quem acompanha tecnologia.

DLSS 4.5 e o próximo passo da IA em jogos para PC

Com o lançamento oficial do DLSS 4.5, a Nvidia reforça a aposta em IA como eixo central da experiência de jogo no PC, e não apenas como complemento opcional.

Ao oferecer o recurso como atualização gratuita e compatível com múltiplas gerações de RTX, a empresa amplia a base de usuários que podem testar o novo modelo sem trocar de placa de vídeo imediatamente.

Para os jogadores, isso significa mais uma ferramenta para estender a vida útil do hardware, ganhar desempenho em títulos recentes e experimentar níveis de qualidade gráfica que antes exigiam GPUs bem mais potentes.

À medida que desenvolvedores adotam o novo modelo em seus jogos e que o ecossistema de IA em hardware continua avançando, soluções como o DLSS 4.5 tendem a se tornar parte comum da experiência de jogo, influenciando tanto a forma como os títulos são produzidos quanto as expectativas de quem monta um PC gamer nos próximos anos.

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.