Por que o Brasil ainda luta para absorver inovações em games no CES 2026?

Apesar das inovações globais apresentadas no CES 2026, o mercado brasileiro enfrenta desafios únicos para sua adoção.
Publicado dia 7/01/2026
CES 2026 traz avanços em games, mas Brasil enfrenta barreiras econômicas e tecnológicas
CES 2026 traz avanços em games, mas Brasil enfrenta barreiras econômicas e tecnológicas
Resumo da notícia
    • O CES 2026 exibiu diversas inovações em realidade virtual, inteligência artificial e dispositivos gamer de última geração.
    • Você pode sentir o impacto do alto custo e da infraestrutura limitada na acessibilidade desses novos jogos e dispositivos no Brasil.
    • O mercado brasileiro de games sofre com barreiras econômicas, regulamentares e tecnológicas que retardam a absorção dessas inovações.
    • Iniciativas em educação e políticas públicas são essenciais para a expansão e competitividade da indústria de games nacional.

O CES 2026 trouxe uma vez mais uma enxurrada de novidades tecnológicas e inovações em games, destacando avanços em realidade virtual, inteligência artificial e dispositivos de última geração. No entanto, o setor brasileiro ainda enfrenta obstáculos para integrar essas novidades de forma plena. Esse cenário resulta não apenas de dificuldades econômicas, mas também de questões estruturais e regulatórias que limitam a rápida absorção dessas tecnologias.

Barreiras econômicas e o custo do acesso às inovações

Um dos principais desafios enfrentados para a adoção das novas tecnologias apresentadas no CES 2026 é o alto custo desses dispositivos e serviços. O consumidor brasileiro sente no bolso o impacto dos impostos e tarifas de importação que encarecem consoles, acessórios e jogos, tornando-os menos acessíveis.

Além disso, a menor renda média do consumidor em comparação a mercados como os Estados Unidos ou Europa reduz o poder de compra, afastando parte do público das últimas inovações em games. Isso limita a expansão do mercado e desestimula investimentos locais em desenvolvimento e infraestrutura.

Outro fator econômico é o custo da conectividade, que ainda pode ser alto em várias regiões do país. Mesmo com iniciativas para ampliar a internet de alta velocidade, há uma desigualdade clara entre centros urbanos e áreas rurais, dificultando a experiência completa com jogos online e plataformas que demandam conexão constante.

Projetos de inclusão digital como a Starlink Lite têm sido debatidos para promover a acessibilidade à internet fora dos grandes centros, mas ainda são discutíveis em sua efetividade para o mercado brasileiro, especialmente no setor de entretenimento digital.

Leia também:

Infraestrutura tecnológica e o ecossistema gamer nacional

O Brasil possui um cenário promissor no desenvolvimento de games, com direito a diversos estúdios locais produzindo títulos de destaque. Contudo, a infraestrutura necessária para uma absorção mais rápida das inovações globais ainda precisa avançar.

Questões como a qualidade da conexão de internet e o acesso irregular a tecnologias de ponta interferem na experiência do usuário final; isso afeta desde o desempenho de jogos online até o uso de acessórios de realidade virtual e inteligência artificial apresentados no evento.

A falta de investimentos consistentes em pesquisa e desenvolvimento também limita a criação de novas soluções locais. Para o mercado brasileiro se destacar, é importante que haja fomento da indústria interna, com incentivos para startups e empresas de tecnologia especializadas em jogos.

O crescimento dos consoles, como o PlayStation 6, e o lançamento de jogos que marcam a nova geração são destaque do CES 2026 e impactam diretamente o mercado em escala global, mas esse impacto ainda chega de forma mais lenta ao Brasil devido a esses gargalos.

Regulamentação e ambiente de negócios no Brasil

Apesar do interesse crescente no setor de games, a regulação brasileira ainda carece de modernização para acompanhar a velocidade das inovações tecnológicas. Aspectos legais relacionados à importação, tributação e direitos digitais influenciam diretamente a forma como as novidades são disponibilizadas.

A burocracia para abertura e operação de negócios ligados a games impacta o ambiente de inovação local e restringe o crescimento do mercado. Muitas vezes, empresas e desenvolvedores se veem desestimulados a apostar em novos projetos por enfrentar desafios legais e fiscais.

Além disso, a legislação sobre conteúdos digitais ainda está em desenvolvimento, especialmente com a expansão de tecnologias ligadas a inteligência artificial, o que pode afetar desde o desenvolvimento de jogos até a comercialização em plataformas digitais.

O investimento público e privado em políticas que incentivem o setor é essencial para superar essas barreiras e permitir que o Brasil acompanhe as tendências globais apresentadas em eventos como o CES 2026.

O papel da cultura gamer e da educação tecnológica

A cultura gamer no Brasil é forte e crescente, refletida em eventos, comunidades e presença digital ativa. No entanto, a absorção das inovações tecnológicas depende também de um conhecimento mais aprofundado e crítica tecnológica entre os usuários.

A educação relacionada a tecnologias emergentes, desenvolvimento de jogos e hardware é fundamental para que o mercado brasileiro consiga acompanhar as tendências. A capacitação técnica em universidades e cursos voltados para games pode estimular a produção de conteúdo e soluções mais adaptadas ao contexto local.

Além disso, a experiência do jogador brasileiro, que muitas vezes prioriza aspectos diferentes dos jogos, como revelam pesquisas sobre preferências em câmeras de celulares e outros dispositivos, também influencia no tipo de inovação que encontra maior adesão.

O avanço da inteligência artificial nos jogos e a integração de dispositivos, como assistentes virtuais avançados, mostram-se tendências nos lançamentos recentes, mas sua popularização ainda esbarra na necessidade de maior compreensão e adaptação cultural.

Eventos internacionais e retrospetivas, como as disponibilizadas pelo YouTube e outras plataformas, ajudam a ampliar a visão do público e desenvolvedores brasileiros, conectando-os ao panorama mundial das tecnologias digitais.

Oportunidades abertas pelo mercado global e o futuro da indústria nacional

O mercado global de games está em expansão constante, com investimentos significativos em novas tecnologias como realidade aumentada, realidade virtual e inteligência artificial. O CES 2026 destacou várias dessas soluções, podendo inspirar mudanças no mercado brasileiro.

O surgimento de dispositivos específicos, como tablets gamers com processadores avançados apresentados por marcas reconhecidas, reforça a tendência de diversificação do acesso ao entretenimento digital.

Apesar dos desafios, o interesse dos brasileiros por jogos e novas tecnologias permanece elevado, abrindo espaço para que o mercado nacional amadureça e se torne competitivo internacionalmente.

Para isso, esforços integrados entre governo, empresas e instituições educacionais são fundamentais para estruturar um ambiente propício que facilite a adoção e a inovação no setor no Brasil.

À medida que o país enfrenta e supera suas dificuldades de infraestrutura, regulação e acesso, o consumo e desenvolvimento de tecnologias apresentadas em eventos como o CES 2026 poderão crescer, colocando o Brasil em destaque na indústria global de games.

O CES 2026 trouxe uma vez mais uma enxurrada de novidades tecnológicas e inovações em games, destacando avanços em realidade virtual, inteligência artificial e dispositivos de última geração. No entanto, o setor brasileiro ainda enfrenta obstáculos para integrar essas novidades de forma plena. Esse cenário resulta não apenas de dificuldades econômicas, mas também de questões estruturais e regulatórias que limitam a rápida absorção dessas tecnologias.

Barreiras econômicas e o custo do acesso às inovações

Um dos principais desafios enfrentados para a adoção das novas tecnologias apresentadas no CES 2026 é o alto custo desses dispositivos e serviços. O consumidor brasileiro sente no bolso o impacto dos impostos e tarifas de importação que encarecem consoles, acessórios e jogos, tornando-os menos acessíveis.

Além disso, a menor renda média do consumidor em comparação a mercados como os Estados Unidos ou Europa reduz o poder de compra, afastando parte do público das últimas inovações em games. Isso limita a expansão do mercado e desestimula investimentos locais em desenvolvimento e infraestrutura.

Outro fator econômico é o custo da conectividade, que ainda pode ser alto em várias regiões do país. Mesmo com iniciativas para ampliar a internet de alta velocidade, há uma desigualdade clara entre centros urbanos e áreas rurais, dificultando a experiência completa com jogos online e plataformas que demandam conexão constante.

Projetos de inclusão digital como a Starlink Lite têm sido debatidos para promover a acessibilidade à internet fora dos grandes centros, mas ainda são discutíveis em sua efetividade para o mercado brasileiro, especialmente no setor de entretenimento digital.

Infraestrutura tecnológica e o ecossistema gamer nacional

O Brasil possui um cenário promissor no desenvolvimento de games, com direito a diversos estúdios locais produzindo títulos de destaque. Contudo, a infraestrutura necessária para uma absorção mais rápida das inovações globais ainda precisa avançar.

Questões como a qualidade da conexão de internet e o acesso irregular a tecnologias de ponta interferem na experiência do usuário final; isso afeta desde o desempenho de jogos online até o uso de acessórios de realidade virtual e inteligência artificial apresentados no evento.

A falta de investimentos consistentes em pesquisa e desenvolvimento também limita a criação de novas soluções locais. Para o mercado brasileiro se destacar, é importante que haja fomento da indústria interna, com incentivos para startups e empresas de tecnologia especializadas em jogos.

O crescimento dos consoles, como o PlayStation 6, e o lançamento de jogos que marcam a nova geração são destaque do CES 2026 e impactam diretamente o mercado em escala global, mas esse impacto ainda chega de forma mais lenta ao Brasil devido a esses gargalos.

Regulamentação e ambiente de negócios no Brasil

Apesar do interesse crescente no setor de games, a regulação brasileira ainda carece de modernização para acompanhar a velocidade das inovações tecnológicas. Aspectos legais relacionados à importação, tributação e direitos digitais influenciam diretamente a forma como as novidades são disponibilizadas.

A burocracia para abertura e operação de negócios ligados a games impacta o ambiente de inovação local e restringe o crescimento do mercado. Muitas vezes, empresas e desenvolvedores se veem desestimulados a apostar em novos projetos por enfrentar desafios legais e fiscais.

Além disso, a legislação sobre conteúdos digitais ainda está em desenvolvimento, especialmente com a expansão de tecnologias ligadas a inteligência artificial, o que pode afetar desde o desenvolvimento de jogos até a comercialização em plataformas digitais.

O investimento público e privado em políticas que incentivem o setor é essencial para superar essas barreiras e permitir que o Brasil acompanhe as tendências globais apresentadas em eventos como o CES 2026.

O papel da cultura gamer e da educação tecnológica

A cultura gamer no Brasil é forte e crescente, refletida em eventos, comunidades e presença digital ativa. No entanto, a absorção das inovações tecnológicas depende também de um conhecimento mais aprofundado e crítica tecnológica entre os usuários.

A educação relacionada a tecnologias emergentes, desenvolvimento de jogos e hardware é fundamental para que o mercado brasileiro consiga acompanhar as tendências. A capacitação técnica em universidades e cursos voltados para games pode estimular a produção de conteúdo e soluções mais adaptadas ao contexto local.

Além disso, a experiência do jogador brasileiro, que muitas vezes prioriza aspectos diferentes dos jogos, como revelam pesquisas sobre preferências em câmeras de celulares e outros dispositivos, também influencia no tipo de inovação que encontra maior adesão.

O avanço da inteligência artificial nos jogos e a integração de dispositivos, como assistentes virtuais avançados, mostram-se tendências nos lançamentos recentes, mas sua popularização ainda esbarra na necessidade de maior compreensão e adaptação cultural.

Oportunidades abertas pelo mercado global e o futuro da indústria nacional

O mercado global de games está em expansão constante, com investimentos significativos em novas tecnologias como realidade aumentada, realidade virtual e inteligência artificial. O CES 2026 destacou várias dessas soluções, podendo inspirar mudanças no mercado brasileiro.

O surgimento de dispositivos específicos, como tablets gamers com processadores avançados apresentados por marcas reconhecidas, reforça a tendência de diversificação do acesso ao entretenimento digital. Um exemplo disso é o recente anúncio do tablet gamer da Black Shark com chip Snapdragon 8 Gen 3.

Apesar dos desafios, o interesse dos brasileiros por jogos e novas tecnologias permanece elevado, abrindo espaço para que o mercado nacional amadureça e se torne competitivo internacionalmente.

Para isso, esforços integrados entre governo, empresas e instituições educacionais são fundamentais para estruturar um ambiente propício que facilite a adoção e a inovação no setor no Brasil.

À medida que o país enfrenta e supera suas dificuldades de infraestrutura, regulação e acesso, o consumo e desenvolvimento de tecnologias apresentadas em eventos como o CES 2026 poderão crescer, colocando o Brasil em destaque na indústria global de games.

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.