A Samsung Electronics ultrapassou a Micron e assumiu a liderança global da memória automotiva em 2025, com 40% de participação, segundo a Korea JoongAng Daily, com base em dados da S&P Global Mobility. A mudança ajuda a dimensionar como os carros novos ficaram dependentes de chips para telas, navegação, sensores e sistemas de assistência à condução.

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O avanço da Samsung veio, sobretudo, da China, um dos maiores mercados automotivos do mundo. A empresa ampliou a carteira de clientes no país e passou a embarcar mais soluções de memória para montadoras locais, movimento que pesou na conta global. No mesmo período, a Micron recuou para 35%.

Por que o carro novo virou quase um computador sobre rodas

A disputa por memória automotiva está ligada ao aumento de software embarcado nos veículos. Centrais multimídia mais rápidas, mapas em tempo real, sistemas de assistência ao motorista e carros conectados dependem de mais capacidade para processar dados e guardar informações.

A Samsung atua nesse segmento desde 2015 e hoje fornece LPDDR, UFS, SSDs automotivos e GDDR. São peças que entram na arquitetura eletrônica do carro e sustentam funções que ficaram mais comuns nos modelos novos, de infotainment avançado a recursos de condução assistida.

Fontes do setor citadas pela reportagem indicam que o conteúdo de memória por veículo deve continuar subindo até 2030, puxado pela eletrificação e por mais sistemas conectados. Para o motorista, isso aparece no uso cotidiano: resposta mais rápida da central, navegação mais estável e integração maior entre sensores e telas.

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O que muda no volante quando o carro ganha mais memória

  • Central multimídia com resposta mais rápida.
  • Mapas em tempo real com mais dados processados no carro.
  • Sistemas de assistência ao motorista com maior volume de informação.
  • Mais integração entre sensores, telas e comandos de voz.

A virada de 40%: Samsung passa a Micron e muda a disputa global

Uma comparação visual simples entre dois módulos de memória automotiva ou uma ilustração de painel de carro conectado com chips em destaque, acompanhada de um gráfico discreto mostrando a Samsung em 40% e a Micron em 35%, para reforçar a mudança de liderança sem parecer publicidade de marca.

Na comparação com 2024, a Samsung avançou cinco pontos percentuais e chegou a 40% do mercado global de memória automotiva em 2025. No mesmo intervalo, a Micron caiu de 40% para 35%, segundo a S&P Global Mobility.

A mudança reorganiza a disputa entre os dois maiores nomes do segmento, mas não aponta efeito imediato no preço do carro. Por enquanto, o foco está na oferta de componentes para montadoras e na posição de cada empresa em uma cadeia que fica mais estratégica com a expansão dos veículos conectados.

Empresa Participação em 2024 Participação em 2025 Variação
Samsung 35% 40% +5 pontos percentuais
Micron 40% 35% -5 pontos percentuais

Quem ganhou espaço e quem perdeu terreno

A Samsung passou a liderar um mercado que cresce junto com a digitalização dos automóveis. A Micron segue como uma das principais fornecedoras, mas perdeu a dianteira em um segmento em que cada ponto percentual indica mais acesso a plataformas e contratos com montadoras.

Esse rearranjo também reforça a disputa por presença em carros mais sofisticados, que tendem a concentrar mais memória por unidade produzida. A consequência para o mercado pode aparecer ao longo do tempo, em mais disponibilidade de peças e maior competição entre fornecedores.

China puxou a fila — e o efeito pode aparecer primeiro nos carros de lá

A força da Samsung na China foi decisiva para a nova liderança. A empresa ampliou a carteira de clientes em uma das maiores praças automotivas do mundo e passou a embarcar mais soluções de memória para montadoras no país.

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Esse peso chinês mostra como a disputa global passa pela geografia da produção e da venda de carros. Quem entra mais fundo nesse mercado ganha escala, contratos e visibilidade em plataformas que depois podem ser replicadas em outros países.

Para o Brasil, o impacto ainda tende a ser indireto. A liderança da Samsung sugere mais presença em componentes usados em veículos modernos, mas preços e disponibilidade dependem da oferta global, da demanda por inteligência artificial e da capacidade de produção, fatores que vão além do setor automotivo.

O que observar antes de achar que isso já vai mexer no preço do carro

  • A liderança da Samsung é global, não uma mudança imediata no varejo.
  • A expansão veio da China, onde a empresa ganhou mais clientes automotivos.
  • Carros com mais software embarcado tendem a exigir mais memória ao longo dos próximos anos.
  • O preço final também depende de oferta global e da disputa por capacidade industrial.

A virada sobre a Micron confirma uma tendência mais ampla: o carro novo virou um produto cada vez mais dependente de memória. A disputa por esse mercado já acontece na mesma escala das montadoras que hoje vendem software tanto quanto vendem automóvel.