A NVIDIA colocou no ar um novo superchip para PCs com foco em IA, desempenho e máquinas compactas, mas a Samsung não apareceu na lista inicial de parceiros. No recorte divulgado pela empresa, isso reduz a chance de um Galaxy Book com RTX Spark chegar tão cedo ao mercado.

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Samsung ficou fora da primeira leva: o que isso diz sobre o próximo Galaxy Book?

A apresentação da NVIDIA citou Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP, Lenovo, Microsoft e MSI entre os primeiros fabricantes associados ao RTX Spark. A Samsung não entrou nesse grupo, nem apareceu no material oficial que destacou a nova plataforma para laptops finos e pequenos desktops.

Até aqui, a leitura mais direta é que a empresa sul-coreana não deve lançar, no curto prazo, um Galaxy Book com o novo chip.

Isso não encerra a possibilidade de uma parceria futura, mas mostra que ela não faz parte da estreia comercial da plataforma.

Quem entrou na estreia e quem ficou de fora

  • Entraram: Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP, Lenovo, Microsoft e MSI.
  • Ficou de fora: Samsung, ao menos na primeira divulgação da NVIDIA.
  • Foco inicial: laptops finos e pequenos desktops.
  • Leitura de mercado: a ausência sugere atraso em relação aos primeiros modelos com o chip.

O que esse chip promete no uso real: IA local, bateria e tarefas pesadas

Uma imagem da lista de fabricantes exibida pela NVIDIA durante o anúncio, com os nomes dos parceiros visíveis em destaque e a ausência da Samsung perceptível, para reforçar visualmente que ela não apareceu na primeira leva.

O RTX Spark combina CPU ARM de 20 núcleos, GPU Blackwell RTX com 6.144 CUDA cores, até 128 GB de memória unificada e até 1 PFLOP em IA FP4. A NVIDIA vende a plataforma como base para rodar cargas pesadas sem depender tanto da nuvem.

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No discurso da empresa, isso abre espaço para edição de vídeo de 12K, cenas 3D grandes e modelos de IA local. A proposta também promete ganhos de eficiência energética e bateria em comparação com PCs tradicionais.

A parceria com a Microsoft mira o ecossistema Windows nesses equipamentos.

O desenho técnico também ajuda a entender o foco: não é um chip pensado só para abrir planilhas e navegar na web. A combinação de CPU ARM, memória unificada e aceleração de IA aponta para máquinas que tentam misturar mobilidade com tarefas de criação e desenvolvimento mais exigentes.

CPU ARM de 20 núcleos
GPU Blackwell RTX com 6.144 CUDA cores
Memória Até 128 GB de memória unificada
Desempenho em IA Até 1 PFLOP em IA FP4
Formato-alvo Laptops finos e pequenos desktops

Para quem esse tipo de máquina faz sentido

O público mais evidente é o de criadores de conteúdo, profissionais de IA e usuários que precisam levar trabalho pesado para equipamentos compactos. A NVIDIA também posiciona o chip para quem quer desempenho alto sem migrar para um desktop grande.

O uso doméstico comum não parece ser o centro da proposta. O volume de memória e a aceleração gráfica indicam um produto desenhado para tarefas que hoje costumam ficar em máquinas mais caras, muitas vezes com gabinete maior e consumo mais alto.

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Vai ser barato? Por que esse notebook deve nascer no topo da prateleira

Não há preço oficial para notebooks com RTX Spark. Ainda assim, a forma como a NVIDIA apresentou a plataforma e o tipo de hardware envolvido indicam que ela nasce na faixa alta, longe da entrada e do intermediário.

Referências de sistemas ligados ao novo chip apontam para equipamentos premium, com apelo maior para criadores e entusiastas do que para quem procura um notebook convencional. O posicionamento inicial combina com a promessa de IA local, memória unificada e foco em performance.

Também pesa a lista de parceiros revelada pela própria NVIDIA: os primeiros nomes incluem fabricantes com linhas conhecidas por modelos topo de linha e soluções corporativas ou de criação. A ausência de um anúncio amplo para faixas mais acessíveis reforça esse desenho.

Sinais de que ele não deve caber no bolso de todo mundo

  • Sem preço divulgado: ainda não há valor oficial para os modelos com o chip.
  • Hardware de ponta: CPU ARM de 20 núcleos e até 128 GB de memória unificada.
  • Meta de uso: IA local, vídeo pesado e criação 3D, não tarefas básicas.
  • Primeiros parceiros: fabricantes associados a linhas premium e profissionais.
  • Formato anunciado: laptops finos e pequenos desktops, categoria que costuma estrear acima da média de preço.

A NVIDIA anunciou o RTX Spark em 31 de maio de 2026 e levou a plataforma ao Computex 2026. Por enquanto, a estreia comercial passa longe de um anúncio amplo da Samsung, e isso deixa o futuro do próximo Galaxy Book com o novo superchip em aberto.