A Sony oficializou um novo Walkman topo de linha de R$ 30 mil, o NW-WM1ZM3, com chassi de cobre livre de oxigênio banhado a ouro e foco total em áudio hi-res.

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Neste artigo
  1. NW-WM1ZM3: cobre, ouro e foco no som hi-end
  2. Trio de novos Walkman mira nicho audiófilo
  3. Walkman não volta à fita, mas segue vivo no digital
  4. Preço, Brasil e o que ainda falta saber

O player chega como parte de uma nova geração de três modelos voltados para audiófilos, todos com amplificação digital proprietária, bateria para até 35 horas de MP3 e preços na faixa de luxo, bem acima de qualquer celular premium.

NW-WM1ZM3: cobre, ouro e foco no som hi-end

No topo da linha está o NW-WM1ZM3, anunciado por US$ 5.899, algo em torno de R$ 30 mil na conversão direta divulgada. O corpo usa cobre livre de oxigênio, material comum em áudio high-end, com revestimento em ouro para reduzir interferências e, segundo a Sony, "elevar ainda mais a qualidade sonora".

A empresa afirma que o projeto leva o cuidado até os cabos internos, com a meta de garantir graves mais potentes, palco sonoro mais amplo e altas frequências mais suaves. A eletrônica usa o amplificador digital S-Master HX, compatível com DSD nativo e saída balanceada de alta potência, além do motor interno de remasterização DSD Remastering Engine, que faz resampling de áudio com resultado descrito pela fabricante como "próximo ao analógico".

Recursos já conhecidos da linha, como DSEE Ultimate com uso de IA para restaurar detalhes em arquivos comprimidos e o processador de vinil para simular textura de LP, continuam presentes. O pacote traz ainda conexões para fone balanceado de 4,4 mm e suporte a MQA e High-Resolution Audio, inclusive em modo wireless via LDAC.

Trio de novos Walkman mira nicho audiófilo

O NW-WM1ZM3 não vem sozinho. A nova geração inclui ainda o NW-WM1AM3 e o NW-ZX900, posicionados abaixo, mas ainda na faixa de luxo. Os dois usam corpo principal em liga de alumínio, enquanto a traseira mantém cobre livre de oxigênio banhado a ouro.

Os três modelos compartilham a mesma base de recursos: tecnologia de amplificação digital S-Master HX, motor de remasterização DSD interno e bateria com média de 35 horas de reprodução contínua de arquivos MP3, com autonomia algumas horas menor ao usar plataformas de streaming, segundo a fabricante.

As telas seguem um padrão de player Android dedicado. O NW-ZX900 é o único diferente, com painel de 5 polegadas, contra 5,5 polegadas dos demais. A interface é personalizada pela Sony e pode ser ajustada pelo usuário.

Nos Estados Unidos, a Sony divulgou os seguintes valores, com conversão direta para real:

  • NW-WM1ZM3: US$ 5.899 (~R$ 30 mil)

  • NW-WM1AM3: US$ 2.999,99 (~R$ 15 mil)

  • NW-ZX900: US$ 1.899,99 (~R$ 9,6 mil)

Na prática, o alvo são colecionadores e entusiastas dispostos a pagar preço de carro usado por um player dedicado, em troca de construção esotérica e foco absoluto na experiência de escuta.

Walkman não volta à fita, mas segue vivo no digital

Apesar da estética nostálgica em posts virais, o lançamento não tem relação com a volta do cassete. A própria Sony mantém a marca Walkman há anos só em players digitais de alta resolução, enquanto o último cassete clássico saiu de linha em 2010, após cerca de 220 milhões de unidades vendidas.

Hoje, o nome Walkman marca um nicho bem específico: dispositivos dedicados, baseados em Android, com suporte a streaming via Wi-Fi e arquivos hi-res locais, para quem quer ouvir música longe de notificações de smartphone. Modelos como NW-A306 e NW-ZX707, lançados em 2023, já entregam essa proposta de "Spotify sem celular".

O novo trio com o NW-WM1ZM3 leva esse conceito ao extremo, com componentes como chassi em cobre de pureza elevada, soldas com ouro, osciladores de cristal de baixo ruído, cabos internos KIMBER KABLE e uma placa de circuito dividida em blocos digital e de áudio para reduzir interferência. A ficha técnica lista suporte a arquivos PCM 384 kHz/32 bits e DSD 11,2 MHz.

Preço, Brasil e o que ainda falta saber

No papel, o hardware encaixa o Walkman novo na mesma prateleira de DACs e players hi-end de mesa; o problema é direto: R$ 30 mil por um player portátil nichado torna o produto mais peça de coleção do que solução de áudio para o dia a dia.

Por enquanto, a Sony só divulga os preços em dólar e a conversão direta para real. Não há confirmação de lançamento oficial no Brasil, nem informação sobre quais membros do trio chegarão ao mercado local ou em que data.