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- O STJ autorizou juízes a bloquear criptomoedas em processos de cobrança, equiparando-as a contas bancárias.
- Você pode ter seus criptoativos bloqueados se estiver em débito judicialmente reconhecido.
- A medida facilita a recuperação de dívidas e amplia as ferramentas do Judiciário.
- A decisão reflete a crescente institucionalização das criptomoedas no Brasil.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil confirmou que juízes podem autorizar o Sequestro de crypto no Brasil de pessoas que não pagam suas dívidas reconhecidas judicialmente. A decisão fortalece o reconhecimento legal dos ativos digitais, colocando-os no mesmo patamar que contas bancárias para fins de penhora sem aviso prévio.
Criptomoedas equiparadas a contas bancárias nas execuções judiciais
O entendimento foi unânime na Terceira Turma do STJ. Isso significa que agora tribunais brasileiros podem comunicar corretoras de criptomoedas solicitando que bloqueiem ou apreendam valores em nome do devedor. Segundo o tribunal, mesmo que os criptoativos não tenham curso forçado, eles servem como meio de pagamento e reserva de valor.
A decisão surgiu a partir de um recurso apresentado por um credor que buscava recuperar uma dívida. Todos os cinco ministros concordaram sobre a validade do bloqueio. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva ressaltou a ausência de uma lei detalhada sobre cripto no país, mas citou propostas legislativas que classificam estes ativos como uma representação digital de valor.
No Brasil, contas bancárias já poderiam ser congeladas sem aviso em processos de cobrança. Agora, o mesmo vale para moedas digitais, facilitando a efetividade das execuções judiciais. Segundo o tribunal, este processo pode ser feito ao notificar as corretoras envolvidas na custódia.
Uma publicação oficial do STJ no X (antigo Twitter) explicou que, caso o devedor não quite a dívida, a Justiça pode enviar ofícios para as exchanges a fim de identificar e sequestrar os criptoativos. Esse procedimento amplia a rede de busca de ativos financeiros dos devedores.
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Mercado, adoção crescente e regulações em andamento
O uso de criptoativos no Brasil está avançando rapidamente. Um relatório da Chainalysis de outubro mostrou que o país ocupa o segundo lugar da América Latina em volume total recebido em ativos digitais. Movimentação que tem incentivado uma maior institucionalização do setor.
Reflexo desse movimento, gigantes como Binance já conseguiram aprovação para atuar no país, adquirindo empresas locais para expandir serviços. Recentemente, comprou uma corretora paulista previamente autorizada, elevando seu interesse no mercado nacional.
Apesar do reconhecimento do potencial cripto, as discussões regulatórias seguem intensas. Propostas do Banco Central pretendem limitar, por exemplo, o uso de stablecoins em carteiras de autocustódia, o que gerou preocupações entre investidores que usam tokens atrelados ao dólar para proteger seu poder de compra frente à desvalorização do real.
Enquanto o STJ autoriza o sequestro, outras frentes do governo aprofundam o desenho do arcabouço legal e fiscal, buscando equilibrar incentivo à inovação com prevenção de riscos no setor financeiro digital.
Brasil aposta em blockchain para serviços públicos digitais
A tendência se amplia na esfera pública com o investimento em tecnologia de registros imutáveis. No ano passado, o Brasil anunciou a emissão de novos documentos digitais para mais de 214 milhões de pessoas por meio da blockchain.
Esse sistema deve aumentar a segurança das identidades eletrônicas, aproveitando as vantagens da imutabilidade e descentralização, o que pode reduzir fraudes e proteger os dados dos cidadãos.
Outra frente é o projeto do Real Digital, batizado oficialmente como Drex. Esse ativo deve permitir tokenização de crédito, facilitando o acesso de pequenos e médios negócios a financiamentos via plataforma digital, ampliando a inclusão financeira.
Segundo informações do governo em agosto, a moeda digital do Banco Central pretende usar plataformas conectadas para ampliar transações seguras, reduzindo custos operacionais do sistema financeiro tradicional.
Paralelamente, o Banco Central afirmou que quer elevar a fiscalização sobre plataformas de cripto, devido à rápida adoção desses ativos. A intenção é garantir uma movimentação mais transparente e segura no território nacional.
Perspectivas para o Sequestro de crypto no Brasil e digitalização econômica
No cenário legal, a autorização dada pelo STJ cria um precedente para que mais credores solicitem bloqueios de criptomoedas. Isso dá ao Judiciário uma nova ferramenta para garantir pagamentos em processos de cobrança judicial.
Especialistas enxergam a medida como um passo alinhado a uma movimentação mundial onde criptoativos deixam de ser considerados apenas bens alternativos e passam a compor a cesta de ativos financeiros reconhecidos. O resultado pode ser uma execução mais célere das dívidas por meio desses bloqueios digitais.
No campo regulatório, os debates seguem para oferecer maior segurança jurídica no uso, bloqueio e movimentação das moedas digitais. Isso envolve avaliar como os investidores e as empresas podem utilizar tais tecnologias, respeitando diretrizes locais e internacionais.
A tendência é a integração cada vez maior da tecnologia à infraestrutura legal e financeira do país, ao mesmo tempo que o governo procura equilibrar abertura para inovação com estabilidade do sistema econômico tradicional.
Para quem acompanha a evolução das finanças digitais, a decisão do STJ representa mais um capítulo da transformação no modo como o sistema jurídico trata bens digitais em processos civis. Enquanto isso, o Brasil segue apostando em aplicações práticas para blockchain, tokenização e moedas digitais, o que deve ampliar ainda mais o alcance dessas tecnologias.
Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.