Vivaldi critica Google e Microsoft por forçarem IA em navegadores e afirma que não vai aderir

Vivaldi rejeita a IA em navegadores, criticando Google e Microsoft, e mantém foco na experiência humana de navegação.
Atualizado há 7 horas
Vivaldi critica Google e Microsoft por forçarem IA em navegadores e afirma que não vai aderir
(Imagem/Reprodução: Neowin)
Resumo da notícia
    • Vivaldi critica a integração de inteligência artificial nos navegadores do Google e Microsoft, optando por não seguir essa tendência.
    • Se você prefere uma navegação mais autêntica e exploratória, Vivaldi mantém a experiência humana sem recursos de IA invasivos.
    • Essa postura influencia usuários que buscam autonomia e controle durante a navegação, evitando intermediários que organizam informações.
    • A resistência do Vivaldi valoriza a diversidade e curiosidade na web, contrapondo a dependência de resumos gerados por IA.
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Você já deve ter notado que muitas empresas estão colocando inteligência artificial generativa em vários produtos. Um exemplo recente foi a união de Samsung e Microsoft para levar o Copilot a TVs e monitores inteligentes. Mas nem todo mundo gosta dessa ideia. O navegador Vivaldi, por exemplo, está contra essa tendência, com a mensagem clara: “mantenha a navegação humana”.

O CEO da Vivaldi, Jon von Tetzchner, explicou em um post no blog da empresa que navegar na internet é uma experiência ativa. Para ele, navegadores com IA em navegadores transformam a alegria de explorar em uma “audiência inativa”, tirando do usuário a oportunidade de realmente descobrir coisas.

Vivaldi Contra a Tendência de IA em Navegadores

A promessa dos navegadores com inteligência artificial é simplificar tarefas que podem parecer chatas, como fazer uma reserva em um restaurante ou criar uma lista de compras. Tetzchner mencionou especificamente o Google por integrar o Gemini ao Chrome e a Microsoft Edge com seu novo “Modo Copilot”.

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O “Modo Copilot” muda bastante a cara do navegador, com uma página de nova aba diferente e um compositor Copilot que une conversa, busca na web e navegação. Segundo Tetzchner, há riscos nesse modelo. Os usuários podem acabar dependendo de um intermediário para organizar as informações, o que levanta questões sobre quem controla esses dados e como são monetizados.

Sobre os resumos gerados por IA, Tetzchner citou um estudo da Pew Research que mostra que os usuários clicam menos nos resultados de busca tradicionais quando um resumo de IA aparece. Isso sugere que a IA pode diminuir a exploração ativa e a diversidade de conteúdo que o usuário encontra, impactando a curiosidade.

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Para quem está cansado de tanta IA, o Vivaldi promete que não vai adicionar um chatbot LLM, resumo de páginas da web ou preenchedor de formulários com IA. Pelo menos não até que métodos melhores sejam desenvolvidos, priorizando a experiência humana na navegação.

A Filosofia do Vivaldi e os Riscos da IA

A empresa declarou: “Estamos assumindo uma posição, escolhendo os humanos em vez do hype, e não transformaremos a alegria de explorar em uma audiência inativa. Sem exploração, a web se torna muito menos interessante. Nossa curiosidade perde oxigênio e a diversidade da web morre.” Essa fala reforça o compromisso do navegador com uma experiência de uso mais engajadora e autêntica.

Apesar dos pontos negativos da inteligência artificial generativa, como a desinformação e a possibilidade de ataques de prompt injection, como visto em navegadores com IA como o Comet, o Vivaldi reconhece que nem toda IA é ruim. O campo do aprendizado de máquina, em geral, continua sendo promissor e pode gerar funcionalidades úteis.

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A discussão sobre a integração de IA em diferentes produtos e serviços continua, com empresas como a Microsoft e a Samsung, por exemplo, investindo pesadamente em funcionalidades baseadas em inteligência artificial. No entanto, preocupações com privacidade e a qualidade das informações geradas são válidas e precisam ser consideradas no desenvolvimento dessas tecnologias. Este posicionamento do Vivaldi mostra que a escolha sobre o quanto de IA se deseja em nossas ferramentas digitais pode variar bastante.

A resistência do Vivaldi em incorporar recursos de IA generativa em seu navegador reflete uma preocupação com a autonomia do usuário e a preservação da experiência de navegação como um ato de descoberta. À medida que mais empresas exploram as capacidades da IA, o debate sobre o equilíbrio entre conveniência e a manutenção de uma interação humana significativa se torna cada vez mais relevante.

Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.
Via Neowin

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.