O Windows 11 26H2, liberado pela Microsoft em 30 de setembro, deixou PCs com 16 GB de RAM ou mais com até 2 GB de memória livre a mais logo depois de ligar, segundo medições publicadas pelo site Windows Latest. A Microsoft, porém, não anunciou nenhuma redução de consumo, e usuários com 8 GB, a configuração que a empresa disse querer ajudar, relatam que nada mudou.
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A diferença importa porque 8 GB é a memória de muitos notebooks de entrada no Brasil, e é esse público que algumas manchetes dizem ter sido salvo. Os números lidos mostram o contrário: o ganho aparece em máquinas que já tinham memória sobrando. Para quem ainda está no 24H2, a atualização ganhou urgência, porque essa versão deixou de receber suporte nas edições Home e Pro em 13 de outubro.
O que a Microsoft documentou no Windows 11 26H2
O 26H2, ou Windows 11 2026 Update, é um pacote de habilitação, o mesmo modelo do 25H2. As versões 24H2, 25H2 e 26H2 compartilham o mesmo ramo de manutenção, e a página oficial da Microsoft diz que muitos recursos e melhorias "já foram entregues por meio de atualizações mensais de manutenção". O 26H2 "habilita recursos selecionados e redefine o ciclo de vida do suporte".
Isso explica por que a instalação é rápida, com uma única reinicialização na maioria dos casos. PCs com 24H2 ou 25H2 recebem a oferta de forma automática e gradual. Quem está no Windows 11 26H1, versão com componentes internos diferentes voltada a alguns chips Arm, não recebe o 26H2 de imediato.
Entre as novidades visíveis estão a barra de tarefas que pode ser movida e redimensionada, um menu Iniciar com modo compacto, widgets de esportes e trânsito na tela de bloqueio, o Gerenciador de Tarefas mostrando a carga da NPU e um agente que altera configurações a partir de pedidos em linguagem natural. A Microsoft não lista economia de RAM entre esses itens.
Quanto de RAM o Windows 11 26H2 economiza, PC por PC

Os números vêm de um teste jornalístico e de relatos no Reddit e no X. O mais detalhado é o do Windows Latest, publicado em 5 de outubro, dia em que o Windows 11 completou cinco anos. Num notebook Lenovo de três anos com 16 GB, o sistema ficou em cerca de 7 GB em uso logo após reiniciar (45% de 15,7 GB), com 8,8 GB disponíveis. Antes da atualização, o mesmo aparelho passava de 10 GB sem nenhum aplicativo aberto.
| RAM do PC | Antes (25H2 ou anterior) | Depois (26H2) | Origem do dado |
|---|---|---|---|
| 8 GB | 96% em uso | 96% em uso, sem mudança | Usuário no X |
| 16 GB | mais de 10 GB | cerca de 7 GB | Teste do Windows Latest |
| 32 GB | 9,1 GB | 7,5 GB | Usuário no Reddit e no X |
| 48 GB | 6,9 GB | 4,8 GB | Usuário no Reddit, citado pela PCWorld |
Sob carga, a diferença encolhe, mas aparece. Com o Edge cheio de abas, WhatsApp, Teams, Outlook e um vídeo do YouTube em 4K a 60 quadros por segundo, o notebook de 16 GB ficou em torno de 87% de uso; antes, a mesma combinação chegava a cerca de 95%.
O próprio Windows Latest faz a ressalva: a queda não prova que o 26H2 seja a causa. Programas de inicialização, cache e versões de apps mexem nesses números. São capturas do Gerenciador de Tarefas, não benchmarks controlados.
Por que o Windows 11 26H2 não alivia PCs com 8 GB de RAM
Uma possível explicação, apontada pelo Windows Latest e pelo HWBusters, é o modelo de distribuição da Microsoft. Ao longo de 2026, a empresa liberou melhorias em partes, ativadas aos poucos em cada PC, e dois computadores iguais no 25H2 podiam se comportar de forma diferente. Entusiastas ligavam os recursos à força com o ViVeTool, ferramenta de terceiros. O 26H2 reúne tudo e liga para uma base ampla de máquinas, o que ajudaria a explicar tanta gente notando a mudança na mesma semana.
O HWBusters resume o saldo: queda de 1,5 a 2 GB no boot em máquinas com 16 GB ou mais e quase nenhum relato de ganho em 8 GB. Segundo o site, num PC que já opera no limite o Windows comprime e descarta memória de forma agressiva o tempo todo, então sobra pouca "gordura" para cortar. "Five years after launch, Microsoft's OS is finally getting lighter, though the machines that need it most are not feeling it yet" ("cinco anos depois do lançamento, o sistema da Microsoft finalmente está ficando mais leve, mas as máquinas que mais precisam ainda não sentem isso"), escreveu o site.
O compromisso é antigo. Em março, a Microsoft disse que o Windows 11 rodaria mais rápido sob carga pesada e com menos RAM; em julho, colocou a otimização para PCs de 8 GB como prioridade. Na IFA 2026, em setembro, Mark Linton, vice-presidente corporativo de Windows e Dispositivos, afirmou que a empresa trabalha para que 8 GB "funcione muito bem", sem apresentar números nem data. Pavan Davuluri, chefe do Windows, ligou o esforço à alta no preço de DRAM e NAND e citou as áreas em revisão: gerenciador de memória, compressão de memória, WinUI e WebView2. O HWBusters acrescenta que, com memória cara, os fabricantes têm motivo para vender PCs com menos gigabytes.
Low Latency Profile deixa a abertura de apps mais rápida no Windows 11

A outra melhoria que agora chega a quase todos os PCs é o Low Latency Profile. Quando o usuário abre o menu Iniciar, a Busca, a Central de Notificações ou um aplicativo, o Windows leva o processador para perto da frequência máxima por 1 a 3 segundos, conclui a tarefa e devolve a CPU ao repouso, técnica que a Microsoft chama de "race to sleep". Chegou aos elementos da interface em junho e à abertura de apps em agosto.
Nos testes do Windows Latest, WhatsApp, Calculadora e Clima passaram a abrir visivelmente mais rápido. A PCWorld avalia que o ganho é perceptível em computadores antigos ou de hardware fraco e provavelmente imperceptível em máquinas já potentes.
Como atualizar para o Windows 11 26H2 de graça e o cuidado com licenças
O 26H2 não custa nada para quem já tem o Windows 11 ativado. Basta abrir Configurações > Windows Update e buscar atualizações; a versão instalada aparece ao digitar winver no menu Iniciar. A Microsoft não informou cronograma por país nem o tamanho do download. O requisito mínimo do Windows 11 é de 4 GB de RAM, e as fontes consultadas não citam exigência nova de hardware para o 26H2.
Quem precisa comprar uma licença deve desconfiar de chaves vendidas por cerca de R$ 50 em marketplaces, sem origem oficial comprovada: há risco de golpe ou de chave que deixa de funcionar.
Para medir o próprio PC, a comparação justa é o Gerenciador de Tarefas logo após reiniciar, sem nenhum programa aberto, antes e depois da atualização. Para quem vai comprar notebook agora, os dados reforçam o conselho do HWBusters: 16 GB continua sendo o piso que vale pagar, enquanto a Microsoft não mostrar com números o ganho para quem tem 8 GB.




