O Xiaomi 18 Pro na versão global apareceu no Geekbench exibindo o chipset Snapdragon 8 Elite Gen 6 de 2 nm, com CPU octa-core que chega a 5 GHz e foco em desempenho bruto. Nos testes vazados, o aparelho já se posiciona como um dos Android mais rápidos em circulação, repetindo no mercado internacional a mesma base de hardware anunciada primeiro na China.

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Neste artigo
  1. Geekbench confirma Snapdragon 8 Elite Gen 6 global
  2. Desempenho, bateria gigante e foco em uso pesado
  3. Câmeras Leica de 200 MP e tela com privacidade por hardware
  4. Global em novembro, mas nada de Brasil por enquanto

O registro do aparelho no benchmark confirma que a Xiaomi vai levar para fora da China o mesmo pacote de potência já visto na variante chinesa, aproximando os mercados internacionais do que a marca tem de mais agressivo em hardware móvel hoje. A listagem derruba a dúvida sobre uma possível “versão enxuta” para outros países e crava o 18 Pro global como um topo de linha completo.

Geekbench confirma Snapdragon 8 Elite Gen 6 global

De acordo com a listagem detalhada usada por comparadores internacionais, o Xiaomi 18 Pro global roda o Snapdragon 8 Elite Gen 6, fabricado em 2 nm, com CPU de oito núcleos capaz de atingir 5 GHz. O conjunto é acompanhado por até 16 GB de RAM LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1 de até 1 TB, configuração típica de topo de linha recente da marca.

Nos testes de Geekbench 6, o chip aparece com pontuações de 4.301 pontos em single-core e 12.490 pontos em multi-core na variante 18 Pro 5G, valores que o colocam entre os Android mais fortes da geração e muito próximos dos números do 18 Pro Max, que marca 4.327 e 12.873 pontos, respectivamente. Na prática, os dois modelos dividem o mesmo patamar de performance bruta em CPU, segundo o banco de dados do benchmark.

Desempenho, bateria gigante e foco em uso pesado

O Xiaomi 18 Pro empacota essa CPU em um corpo relativamente compacto para o padrão atual, com tela LTPO AMOLED de 6,4 polegadas, brilho de até 4.000 nits e taxa de atualização de 120 Hz. O painel frontal traz resolução de 1120 × 2436 pixels, proteção Dragon Crystal Glass 3 e ainda é acompanhado por uma tela secundária traseira LTPO de 2,7 polegadas, também a 120 Hz e com pico de 4.000 nits, voltada para notificações rápidas, selfies usando a câmera principal e controles auxiliares.

Teaser oficial da série Xiaomi 18 Pro com destaque para a tela e bordas finas
Teaser da Xiaomi para a série 18 Pro com foco no novo display e nas bordas de 0,99 mm (Imagem: reprodução/gsmarena.com)

A bateria segue a mesma linha de exagero: são 7.000 mAh com química de silício-carbono e recarga rápida de 100 W com fio. No 18 Pro global, o carregamento sem fio chega a 100 W, com modo reverso de 27 W — patamar em que concorrente grande ainda não opera nem em flagship. É o tipo de ficha que casa bem com as pontuações altas de Geekbench: potência para jogos, vídeo pesado e IA local, sem matar a autonomia em poucas horas nem obrigar o usuário a ficar preso ao carregador tradicional.

Câmeras Leica de 200 MP e tela com privacidade por hardware

Na parte de câmera, o Xiaomi 18 Pro mantém o pacote que a própria empresa apresenta como o mais avançado já usado em um flagship numerado: duas câmeras de 200 MP na traseira, com sensor principal de 1/1,28” com OIS e uma periscópica de 75 mm também de 200 MP, além de ultrawide de 50 MP. A selfie vem com sensor de 50 MP, mantendo resolução alta também na câmera frontal.

A série 18 Pro ainda estreia um display com privacidade em nível de hardware, recurso que a Xiaomi compara ao do Galaxy S26 Ultra. A tela usa um novo painel com sistema M11 de emissão de luz, que a fabricante afirma ser cerca de 20% mais eficiente que a geração anterior, mantendo brilho máximo de 4.000 nits e bordas de apenas 0,99 mm, combinação que mira quem exige alto brilho e se preocupa com ângulo de visão em ambientes públicos.

Global em novembro, mas nada de Brasil por enquanto

O Xiaomi 18 Pro foi lançado na China em 23 de setembro de 2026 com Android 17 e HyperOS 4 e, segundo o presidente da companhia, as versões globais do 18 Pro e do 18 Pro Max chegam ao mercado internacional em novembro. A própria Xiaomi já confirmou que o 18 Pro vai sair do mercado chinês para regiões como Europa, Turquia, Rússia, Taiwan e Japão, reforçando o aparelho como aposta mundial na linha numerada.

No Brasil, porém, o aparelho continua restrito à importação: não há anúncio oficial de venda local nem preço sugerido em real pela fabricante. Hoje, varejistas especializados listam o modelo na casa dos R$ 9 mil ou mais, bem acima dos 5.492 reais estimados por sites de especificações com base em conversão direta do preço externo.

Para quem cogita importar, o recado dos benchmarks é claro: em desempenho puro, o Xiaomi 18 Pro global joga no topo da prateleira Android. O problema continua sendo o de sempre — ausência de garantia nacional e carga tributária imprevisível —, enquanto a Xiaomi ainda não diz se o salto de potência medido no Geekbench algum dia vai desembarcar por canais oficiais no país, mesmo com a linha 18 ganhando distribuição em mercados próximos como Europa e Turquia.