Xiaomi planeja lançar seu primeiro chipset próprio em 2025, produzido pela TSMC

Xiaomi prepara seu primeiro chipset próprio, produzido pela TSMC em 4 nm, com lançamento previsto para 2025. Saiba mais sobre os detalhes técnicos.
Atualizado há 13 horas
Xiaomi planeja lançar seu primeiro chipset próprio em 2025, produzido pela TSMC
Xiaomi lançará seu primeiro chipset em 2025, fabricado pela TSMC em 4 nm. (Imagem/Reprodução: Wccftech)
Resumo da notícia
    • Xiaomi está desenvolvendo seu primeiro chipset próprio, com produção prevista para 2025 pela TSMC usando tecnologia de 4 nm.
    • O objetivo é reduzir a dependência de fornecedores como Qualcomm e MediaTek, fortalecendo a estratégia da empresa no mercado de hardware.
    • O chipset pode oferecer desempenho intermediário, similar ao Snapdragon 8 Gen 1, beneficiando dispositivos futuros da marca.
    • A Xiaomi optou por uma abordagem conservadora, usando designs padrão da ARM e GPU da Imagination Technologies.
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O Chipset in-house da Xiaomi pode chegar ainda em 2025, produzido em larga escala pela TSMC usando litografia de 4 nm N4P, segundo rumores recentes. Apesar dos controles de exportação dos EUA que afetam várias empresas chinesas, a Xiaomi segue no projeto, mas sem incluir núcleos próprios como Qualcomm, optando pelos designs atuais da ARM em sua primeira geração de chips próprios.

Detalhes técnicos do suposto processador da Xiaomi

Informações do perfil Fixed Focus Digital na rede Weibo, compartilhadas no X pelo @Jukanlosreve, indicam que o primeiro Chipset in-house da Xiaomi deve ser fabricado com processo TSMC 4nm N4P, semelhante ao do Snapdragon 8 Gen 3. O chip usará uma arquitetura de CPU na configuração 1+3+4, sem núcleos personalizados, mantendo-se fiel ao projeto padrão da ARM, sem alterações profundas na arquitetura tradicional.

Nessa configuração, o núcleo principal será um Cortex-X925 com frequência de 3,20 GHz para tarefas que exigem desempenho elevado. Além dele, quatro núcleos Cortex-A725 rodando a 2,60 GHz cuidam de atividades equilibradas e multitarefa, enquanto quatro Cortex-A520, operando a 2,00 GHz, trazem eficiência energética para processos simples, ajudando a economizar bateria durante uso leve.

O segmento gráfico ficará sob responsabilidade da GPU da Imagination Technologies, modelo IMG DXT 72-2304, com clock de 1,30 GHz. Segundo o informante, este chip gráfico deve superar a Adreno 740, presente no Snapdragon 8 Gen 2, o que sugere maior capacidade para processamento de jogos e aplicações visuais, embora sem maiores detalhes sobre benchmarks ou eficiência térmica.

Ainda que a meta da Xiaomi fosse lançar um chip feito sob litografia de 3 nm, que inclusive já teria passado da etapa de tape-out, a marca optou inicialmente por lançar o modelo de 4 nm. A expectativa anterior era que o SoC de 3 nm chegasse já em 2025, mas aparentemente o plano foi adiado para uma segunda fase do projeto, sem previsão concreta divulgada até o momento.

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Rumores, projeções e o que esperar do primeiro Chipset in-house da Xiaomi

Embora o anúncio oficial não tenha data confirmada, rumores apontam que o novo chipset poderá aparecer na primeira metade de 2025. A performance do componente seria equivalente, aproximadamente, ao Snapdragon 8 Gen 1, o que sugere posicionamento intermediário, com boas capacidades mas ainda sem competir diretamente com as plataformas mais avançadas como Snapdragon 8 Elite, por exemplo.

Vale lembrar que este processador não deve trazer núcleos personalizados criados pela própria Xiaomi, algo que quebra a tendência vista em rivais como Qualcomm, que desenvolve núcleos proprietários para ganhar vantagem competitiva. Assim, a Xiaomi aposta numa abordagem mais conservadora para seu primeiro SoC, possivelmente buscando reduzir riscos e custos nesta etapa inicial.

Além disso, a utilização da GPU da Imagination Technologies, marca tradicional, mostra que a Xiaomi decidiu seguir por caminhos seguros em sua empreitada. Detalhes complementares, como suporte avançado a IA ou modems integrados, não foram mencionados nos vazamentos, deixando uma brecha para dúvidas sobre as funções adicionais presentes nesses chips customizados.

No panorama dos boatos, algumas fontes, como @faridofanani96 no X, consideram as apostas do perfil Fixed Focus Digital como meramente especulativas. Apesar disso, a recorrência dos vazamentos envolvendo o componente reforça que a Xiaomi segue tentando fortalecer sua atuação no design de chips, o que pode ampliar seu controle sobre hardware e reduzir dependência de fornecedores futuros.

Atual estágio do desenvolvimento e contexto internacional

Até o momento, sabe-se que a Xiaomi teria conseguido realizar o tape-out do seu chip de 3 nm, etapa importante para validação física do design. Porém, a produção em massa seguirá inicialmente com a versão de 4 nm, mais acessível e madura, e menos impactada pelas sanções comerciais vigentes, que restringem o acesso chinês às tecnologias mais avançadas de fabricação de semicondutores.

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Essas barreiras impostas podem impactar tanto fornecimento quanto inovação. No entanto, os vazamentos sugerem que a Xiaomi conseguiu manter acordos com a TSMC para produzir o primeiro chipset próprio. Resta acompanhar possíveis mudanças na política internacional que possam afetar essa cadeia, e se a empresa conseguirá evoluir para designs realmente autorais de CPU no futuro.

Segundo as informações, o lançamento não pretende disputar mercado diretamente com modelos topo de linha que investem mais em designs customizados. Ao contrário, aparenta ser o passo inicial de um projeto amplo para reduzir dependência de Qualcomm e MediaTek e fortalecer uma divisão estratégica, diante de um cenário global extremamente competitivo e instável para a indústria chinesa de tecnologia.

Enquanto esse desenvolvimento avança, rumores apontam que versões futuras do chip, fabricadas na litografia de 3 nm, devem contar com recursos mais avançados e possíveis parcerias internacionais para modems, conforme indicado por outros relatórios prévios. Mas para esta primeira geração, a Xiaomi vai apostar em arquitetura padrão ARM, GPU Imagination e modem externo para seus dispositivos.

Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.