O novo Xiaomi Watch 5 começa a ser vendido globalmente com tela AMOLED de 1,54 polegada que chega a 1.500 nits e bateria de até 18 dias, encostando onde os rivais de Wear OS mais sofrem: autonomia.

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Neste artigo
  1. O que o Xiaomi Watch 5 entrega de diferente?
  2. Autonomia, bateria de 930 mAh e o modo de economia
  3. Saúde, esportes e recursos inteligentes: onde entra o NFC e o WhatsApp?
  4. Compatibilidade, configuração e conexão com o celular Android
  5. Redmi Watch 5 Active, Watch 5 Lite e linha feminina: o que muda em relação ao Watch 5
  6. Preço e disponibilidade
  7. Ficha técnica do Xiaomi Watch 5

O Xiaomi Watch 5 é um smartwatch redondo de aço inoxidável com vidro de safira nos dois lados, roda Wear OS 6 e combina um pacote pouco comum nesse segmento: bateria de 930 mAh, brilho de 1.500 nits, NFC para pagamentos via Google Wallet e um sensor de eletromiografia (EMG) que lê sinais musculares da mão para controlar o relógio por gestos. A Xiaomi fala em até 6 dias de uso em modo inteligente ou 18 dias em modo de economia de energia, patamar que hoje nenhum Galaxy Watch ou Pixel Watch alcança com o sistema do Google.

Render oficial do Xiaomi Watch 5 com destaque para a cor Juniper Green
Render oficial do Xiaomi Watch 5 destaca o design com aro fino e vidro de safira (Imagem: reprodução/mi.com)

O que o Xiaomi Watch 5 entrega de diferente?

Visualmente, o Xiaomi Watch 5 assume cara de relógio tradicional: caixa circular de 47 x 47 x 12,3 mm em aço inox 316L, 56 g sem pulseira, botão coroa giratório e um atalho físico dedicado para treinos. A tela AMOLED de 1,54" traz resolução de 480 x 480 pixels, taxa de 60 Hz, Always-On Display e brilho de até 1.500 nits, com proteção de vidro de safira na frente e atrás, com dureza Mohs 9, segundo a Xiaomi. Na prática, é tela grande, bem brilhante e difícil de riscar, com bordas finas de 2,6 mm e milhares de watchfaces disponíveis para download direto no relógio.

Xiaomi Watch 5 exibindo mostrador digital na tela AMOLED
Tela AMOLED de 1,54" do Xiaomi Watch 5 com bordas finas e interface de relógio (Imagem: reprodução/gsmarena.com)

Por dentro, o relógio adota arquitetura de dois chips: o Snapdragon W5 Gen 1 de 4 nm cuida das tarefas mais pesadas, enquanto um co-processador BES2800 de 6 nm assume funções leves e em segundo plano. Essa combinação conversa com um sistema duplo: Wear OS 6 para a experiência completa com apps do Google Play e o Vela OS, da própria Xiaomi, que assume no modo de economia de energia. A memória fica em 2 GB de RAM com 32 GB de armazenamento interno, espaço suficiente para apps, músicas offline e watchfaces instaladas.

O grande truque de hardware é o sensor EMG, ainda raro em relógio de consumo. Ele lê a atividade muscular do pulso e dos dedos para acionar comandos com gestos como pinçar, estalar os dedos, girar ou chacoalhar o punho. Dá para, por exemplo, dispensar notificações, atender ou recusar chamadas, adiar alarme, disparar a câmera do celular ou abrir a carteira digital só mexendo a mão, sem tocar na tela. Nos testes da própria Xiaomi, o recurso funciona, mas depende de posição específica do braço e nem sempre registra o gesto de primeira, algo que exige um período de adaptação de quem usar no dia a dia.

Autonomia, bateria de 930 mAh e o modo de economia

Na bateria, o Xiaomi Watch 5 realmente foge da curva. A empresa fala em 6 dias de uso em Smart Mode (Wear OS ativo), 4 dias com Always-On ligado e até 18 dias em modo de economia, quando o relógio desliga o Wear OS e passa a rodar só o Vela OS, com funções mais limitadas, porém mantendo monitoramento de saúde e notificações básicas na tela.

Base de carregamento magnético do Xiaomi Watch 5 conectada ao relógio
Carregador magnético de dois pinos do Xiaomi Watch 5 ainda usa conector USB-A (Imagem: reprodução/gsmarena.com)

A capacidade é de 930 mAh, com célula de silício-carbono que, segundo a Xiaomi, é a maior já colocada em um smartwatch da marca. Em comparação, relógios Xiaomi anteriores e a maioria dos concorrentes de Wear OS trabalham com cerca de metade disso. O carregamento é feito por um puck magnético de dois pinos que termina em USB-A; nada de USB-C nem carregamento sem fio, escolha difícil de engolir em 2026 para um produto que se vende como topo de linha.

No uso real, consumir vídeo via navegador, rodar apps pesados ou usar muito o GPS dual-band L1+L5 derruba rápido esses números de laboratório. O ganho ainda é relevante frente à média de 1 a 2 dias dos principais concorrentes com o sistema do Google, mas quem ficar alternando o tempo todo entre o modo econômico e o completo precisa aceitar que o relógio reinicia sempre que muda de modo, processo que interrompe o que estiver rodando.

Saúde, esportes e recursos inteligentes: onde entra o NFC e o WhatsApp?

O Xiaomi Watch 5 vem com pacote completo de sensores de saúde: monitoramento contínuo de batimentos, oxigenação do sangue (SpO2), sono, estresse, checkup de saúde em um toque, além de acompanhamento de ciclo menstrual e modos de respiração guiada. Há 150+ modos de esporte, com corrida, ciclismo, natação em piscina, trilha e outras atividades registradas com auxílio do GNSS dual-band L1+L5, que também alimenta os mapas offline e recursos de navegação e retorno à rota para quem se perder no caminho.

Xiaomi Watch 5 mostrando widgets de saúde e atividades
Relógio oferece monitoramento contínuo de batimentos, SpO2, sono e estresse (Imagem: reprodução/gsmarena.com)

No dia a dia, o relógio usa Wear OS 6 com interface no padrão Material You e integração nativa com Gemini, Google Maps, Google Calendar, Play Store e Google Wallet. Isso responde a duas dúvidas práticas: o Xiaomi Watch 5 tem NFC e usa pagamentos por aproximação via Google Wallet em qualquer lugar que aceite Google Pay, e mostra notificações de WhatsApp com opção de resposta pelo pulso, usando respostas rápidas, teclado ou voz. A Xiaomi cita ainda que o NFC também guarda cartões de transporte compatíveis para uso direto na catraca, sem o celular.

Do lado de chamadas, há microfone e alto-falante embutidos para atender e fazer ligações via Bluetooth com o celular por perto. Não existe variante com conexão celular fora da China, então o relógio não substitui o smartphone em mobilidade total, fica sempre dependente do pareamento. Também não há medição de pressão arterial: o foco de sensores fica em ECG, EMG, batimentos e SpO2. Quem precisa de pressão de pulso, hoje, continua na mão de soluções de outras marcas especializadas ou de aparelhos dedicados.

Compatibilidade, configuração e conexão com o celular Android

O Xiaomi Watch 5 é compatível com Android 6.0 ou superior e não funciona com iPhone. Para ligar e configurar, o caminho é direto: depois de tirá-lo da caixa e aproximá-lo de um celular Android ligado, basta mantê-lo no carregador, pressionar o botão lateral até o logo aparecer e seguir o assistente na tela do relógio e do smartphone.

Configuração do Xiaomi Watch 5 ao lado de um smartphone Android
Pareamento do Xiaomi Watch 5 é feito pelo app Mi Fitness em celulares Android (Imagem: reprodução/gsmarena.com)

No telefone, é preciso baixar o app Mi Fitness, fazer login em uma conta Xiaomi, dar os acessos de saúde e notificações e parear o relógio via Bluetooth. A partir daí, o Watch 5 aparece como dispositivo Wear OS associado à conta Google, o que habilita instalação de apps pela Play Store do próprio pulso e sincronização de dados de saúde via Health Connect, unificando informações com outros aplicativos compatíveis.

Quem pergunta como conectar um smartwatch Xiaomi ao celular, na prática, segue esse mesmo fluxo em toda a linha recente: carregar o relógio até ligar, instalar Mi Fitness no Android, parear pelo app e aceitar o emparelhamento Bluetooth que o sistema oferece. Para ligar modelos que chegam desligados, como pulseiras da marca, o procedimento também passa por encostar no carregador e segurar o botão ou área sensível até vibração ou exibição do logo, etapa que inicia o assistente de primeira configuração.

Redmi Watch 5 Active, Watch 5 Lite e linha feminina: o que muda em relação ao Watch 5

O lançamento global do Xiaomi Watch 5 acontece junto de uma leva de relógios mais baratos na família Redmi, listados no site internacional da marca, como o Redmi Watch 5, Redmi Watch 5 Active e Redmi Watch 5 Lite, além de versões posteriores como Redmi Watch 6 e Redmi Watch 6 Lite. Todos aparecem como opções de entrada com foco em preço, tela LCD ou AMOLED maior e formatos quadrados, enquanto o Watch 5 mira claramente o segmento premium com aço, safira e Wear OS, puxando a fila dos modelos mais caros.

Xiaomi Watch 5 com pulseira verde Juniper em vista lateral
Versão Juniper Green do Xiaomi Watch 5 com pulseira de silicone de 22 mm (Imagem: reprodução/gsmarena.com)

A página oficial de wearables da Xiaomi também destaca o Watch 5 Lite, versões Active da linha Redmi e o Watch S4 e S5, que dividem espaço como alternativas com diferentes tamanhos e propostas de design. Para quem procura um smartwatch Xiaomi dito feminino, o que existe são caixas menores, como o Watch S4 41 mm, e pulseiras mais finas ou com acabamento metálico; não há hardware exclusivo por gênero, só variação estética e de tamanho de pulso.

Em todos esses modelos mais baratos, a resposta de configuração e conexão é a mesma na prática: usar o app Mi Fitness no Android, ligar o relógio no carregador, seguir o assistente na tela e aprovar o pareamento Bluetooth. Carregar o Redmi Watch 5 Active ou 5 Lite também não muda: base magnética de dois pinos e porta USB, sem carregamento sem fio. Para reiniciar qualquer smartwatch Xiaomi recente, inclusive o Watch 5, o caminho é segurar o botão lateral por alguns segundos até a pergunta de reinício ou até a tela apagar e acender com o logo, gatilho do reboot.

Preço e disponibilidade

A Xiaomi já lista o Watch 5 na página global de produtos e em lojas como a da Austrália, mas não divulga valores oficiais em real nem detalhes de lançamento para o Brasil. Na Austrália, o relógio aparece ao lado de outros modelos com chamadas de desconto em cupom, o que indica posicionamento na faixa premium da linha e briga direta com Galaxy Watch e Pixel Watch onde ambos são vendidos.

Sem preço em reais ou data confirmada, quem quiser importar o smartwatch Xiaomi Watch 5 precisa considerar impostos e a ausência de garantia local. A chegada oficial ao país, se acontecer, deve reposicionar toda a linha Redmi Watch 5/6 e Watch S como opções mais baratas com interface própria da marca, enquanto o Watch 5 ocupa o papel de Wear OS completo com NFC, categoria que hoje a Xiaomi ainda não tem nas prateleiras brasileiras.

Ficha técnica do Xiaomi Watch 5

Tela1,54" AMOLED, 480 x 480, 60 Hz, até 1.500 nits, Always-On, vidro de safira
Processador / ChipQualcomm Snapdragon W5 Gen 1 (4 nm) + co-processador BES2800 (6 nm)
RAM e armazenamento2 GB de RAM, 32 GB internos
SensoresCardio óptico, SpO2, acelerômetro, giroscópio, luz ambiente, bússola eletrônica, barômetro, IMU, EMG
Sistema operacionalWear OS 6 + Xiaomi Vela OS (modo de economia)
ConectividadeBluetooth 5.4, Wi-Fi 2,4 GHz, NFC, GNSS dual-band L1+L5, microfone e alto-falante
Resistência5 ATM (até 50 m de profundidade)
Bateria e autonomia930 mAh (silício-carbono); até 6 dias em Smart Mode, 4 dias com AOD, 18 dias em modo de economia, segundo a Xiaomi
CarregamentoBase magnética de dois pinos com conector USB-A
Dimensões e peso47 x 47 x 12,3 mm; 56 g sem pulseira
CoresPreto, Juniper Green
Outros recursos150+ modos de esporte, mapas offline, navegação com retorno à rota, Google Wallet, integração com Gemini, controle remoto de câmera, controle de dispositivos Xiaomi Smart Hub

O detalhe mais incômodo fica por conta da falta de qualquer menção a iOS e da ausência de pressão arterial, enquanto a Xiaomi empurra o Watch 5 como relógio “totalmente inteligente” com dois sensores médicos no corpo.