O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time estreou no Metacritic com média 96 e virou o jogo mais bem avaliado de 2026, um dia antes de chegar às lojas, nesta quinta-feira (5), exclusivo do Nintendo Switch 2. A revista japonesa Famitsu deu 37 de 40, e nenhuma das análises contabilizadas pelo agregador nas primeiras horas foi negativa.
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- Ocarina of Time remake no Metacritic: 96, maior nota de 2026 e abaixo do original
- Review do remake de Zelda: as notas da crítica, veículo por veículo
- O que mudou no remake de Ocarina of Time: câmera livre, visual novo e Navi mais calado
- Famitsu dá 37 de 40, e as ressalvas giram em torno da falta de novidade
- Preço no Brasil, lançamento no Switch 2, dublagem e se vale a compra
O embargo das análises caiu na manhã desta quarta-feira (4). Para quem pensa em pagar R$ 329,90 na versão digital ou cerca de R$ 439 na caixa, o recado da crítica é quase unânime: é a melhor forma de jogar o clássico de 1998 hoje. As ressalvas aparecem em outro ponto. Quem já fechou o jogo no Nintendo 64 ou no 3DS vai encontrar pouca coisa nova para fazer.
Ocarina of Time remake no Metacritic: 96, maior nota de 2026 e abaixo do original
Segundo a contagem publicada pela GamesRadar+ às 8h06 de Brasília, o Metacritic registrava 96 com 42 análises, todas classificadas como positivas, e 25 delas com nota máxima. Com isso, o remake passou Phantom Blade Zero, Resident Evil Requiem e Pokémon Pokopia no topo do ano e, pela conta do site, entrou na lista dos 20 jogos com maior média da história do agregador. No OpenCritic, a média estava em 95, de acordo com o TheGamer.
A contagem andou rápido. O TheGamer falava em 48 análises no começo da manhã; horas depois, a Vice listava 80 textos no Metacritic e 46 notas máximas.
O Ocarina of Time original, de N64, tem 99 no Metacritic, a maior nota já registrada pelo agregador, e o novo jogo fica três pontos abaixo. A versão de 3DS, lançada em 2011 como Ocarina of Time 3D, tem 94 e foi superada. A GamesRadar+ já levanta a próxima dúvida: se GTA 6 vai tirar do Zelda o posto de jogo mais bem avaliado de 2026.
Review do remake de Zelda: as notas da crítica, veículo por veículo

A tabela usa a régua de 100 pontos do Metacritic, a partir da seleção publicada pela Vice. É uma amostra, não a lista completa.
| Nota (0 a 100) | Veículos |
|---|---|
| 100 | GamesRadar+, Eurogamer, VGC, TheGamer, The Guardian, NME, Destructoid, Shacknews, Siliconera, Dexerto, ComicBook, GAMINGbible, Press Start Australia, IGN Espanha |
| 97 a 99 | SpazioGames (99), Hobby Consolas (97) |
| 95 | Wccftech, Everyeye.it, Multiplayer.it, Meristation, Atomix, SECTOR.sk |
| 92 a 93 | Game Informer (93), Vandal (93), GameStar (92), GamePro Alemanha (92) |
| 90 | IGN, GameSpot, Nintendo Life, Metro GameCentral, TheSixthAxis |
| 37 de 40 | Famitsu (notas 10, 9, 9 e 9) |
A nota mais baixa da amostra é 90, e ela vem justamente de alguns dos veículos mais lidos: IGN, GameSpot e Nintendo Life. O IGN definiu o jogo como "um remake excepcional de um jogo incrível e uma aventura rica que se sustenta sozinha". A GameSpot, com 9 de 10, escreveu que o remake "alisa algumas arestas, deixa outras intactas e deixa brilhar o que o original tinha de especial".
No topo, a GamesRadar+ deu 5 de 5 e chamou o jogo de "um remake para a posteridade". Sam Rutherford, do Engadget, que não usa nota numérica, resumiu assim: "A magia do original está totalmente intacta, com visual e jogabilidade melhores do que nunca".
O que mudou no remake de Ocarina of Time: câmera livre, visual novo e Navi mais calado
O ponto mais elogiado é a reconstrução visual. A Nintendo Life classificou o remake como "o trabalho visualmente mais impressionante que a Nintendo já lançou". Na série Ask the Developer, da própria Nintendo, a diretora de arte Aya Shida explicou que o objetivo era refazer Hyrule mantendo a sensação do original, com toques de teatro de fantoches e de efeitos práticos de cinema. O Engadget, por sua vez, implica com os olhos enormes do Link criança, os narizes grandes de todo o elenco e a água, que deixa personagens com aspecto "viscoso".
A Nintendo não mexeu na história nem na base da jogabilidade, ao contrário do que a Square Enix fez com Final Fantasy VII. As mudanças são de conforto:
- câmera totalmente ajustável;
- menu rápido de itens redesenhado e o novo sistema Threads of Time, que organiza missões e objetivos;
- corrida (segurando A depois de rolar) e botão dedicado de pulo, que antes era automático;
- ajustes de equilíbrio, com menos rúpias fáceis de juntar no começo e terreno corrigido para impedir atalhos e exploits conhecidos.
A fada Navi também fala bem menos, segundo o Engadget. As análises citam ainda trilha reorquestrada, diálogos com voz e mais inimigos no Campo de Hyrule, rebatizado de Campo de Irule na tradução brasileira.
Famitsu dá 37 de 40, e as ressalvas giram em torno da falta de novidade
Em 1998, o Ocarina of Time de N64 foi o primeiro jogo da história da Famitsu a tirar 40 de 40. O remake levou 37, com notas 10, 9, 9 e 9 dos quatro críticos da revista, segundo o relato do blog japonês ryokutya2089 reproduzido pela VGC. Os avaliadores elogiaram a câmera de dois analógicos, os controles e a progressão mais amigáveis e o nível de detalhe gráfico. O que segurou os três 9 foi a impressão de que o jogo é um pouco simples perto dos títulos atuais e de que alguns trechos podem confundir o jogador.

As críticas ocidentais batem na mesma tecla. A Nintendo Life lamenta a ausência do Master Quest, a versão com masmorras remixadas, e de qualquer modo difícil para veteranos. O Metro GameCentral diz que o remake faz poucas mudanças substanciais, e o Gameliner escreve que tanta fidelidade faz o jogo raramente surpreender. A PC Games registra pequenos problemas técnicos e de áudio, e a eslovaca SECTOR.sk reclama de telas de carregamento, de dublagem limitada e de não poder terminar missões secundárias depois do fim da história.
Até aqui, a Nintendo não anunciou modo difícil, Master Quest ou conteúdo adicional pago para o remake.
Preço no Brasil, lançamento no Switch 2, dublagem e se vale a compra
O jogo sai nesta quinta-feira (5) só para Nintendo Switch 2, sem versão para PC. Na eShop brasileira, a versão digital custa R$ 329,90. A mídia física tem preço de referência de R$ 439 e aparece por volta de R$ 409 no Pix na pré-venda da Amazon e da KaBuM!. A primeira leva da edição física, com capa em foil de tiragem limitada, esgotou em minutos quando a pré-venda abriu, em 16 de outubro, e as lojas não confirmam se os próximos lotes terão o mesmo acabamento.
A página da Nintendo lista o português brasileiro entre os idiomas, e a localização inclui dublagem. A classificação nos Estados Unidos é para maiores de 10 anos (ESRB Everyone 10+).
Pelo que as análises descrevem, o remake rende mais para quem nunca jogou Ocarina of Time ou parou na época do N64: o Engadget diz que o jogo segue de pé para quem nunca o jogou e que os gráficos atualizados o aproximam das gerações mais novas. Para quem fechou a versão de 3DS, a compra se justifica pela apresentação, não por desafio novo. A média definitiva no Metacritic só se assenta nos próximos dias, com as análises que saem depois do lançamento.




