O Galaxy Z Fold8 é o aparelho mais interessante que a Samsung lançou em anos — e não por causa do que ele tem, mas por causa do formato que ele inaugura. Depois de sete gerações empilhando um retângulo estreito e alto que abria feito livro, a Samsung partiu a linha em duas: o dobrável tradicional virou Z Fold8 Ultra, e o nome "Z Fold8" passou a designar uma coisa nova, larga e curta, que fechada lembra um passaporte e aberta vira um caderno quase quadrado. Custa R$ 11.339,10 na versão de 256 GB no site da Samsung (tabela de R$ 12.599), contra R$ 13.139,10 do Ultra. A resposta curta: se você já quis um dobrável mas desistiu porque a tela de fora era desconfortável, é este o aparelho — e é o primeiro Fold em que a tela fechada não é um consolo, e sim um celular de verdade.

O que mudou: o Fold virou dois aparelhos diferentes

A confusão de nomes é real e vale resolver logo. Até o ano passado, "Z Fold" era um produto só. Agora são dois, e eles não competem entre si — atendem gente diferente:

  • Z Fold8 Ultra — é a continuação direta do Fold que você conhece: fechado, é um celular estreito e alto (158,4 × 72,8 mm); aberto, uma tela de 8 polegadas quase quadrada. É o topo de linha, com telefoto dedicada e câmera de 200 MP.

  • Z Fold8 — é o formato novo. Fechado tem 123,9 × 81,9 mm: 34 mm mais baixo e 9 mm mais largo que o Ultra. Aberto, abre para os lados e entrega uma tela de 7,6 polegadas em proporção 4:3.

Traduzindo para a mão: o Ultra é um celular comprido que vira tablet pequeno. O Fold8 é um aparelho atarracado, quase um quadrado gordo no bolso, que vira uma folha. São filosofias opostas de dobradura, e a diferença aparece em tudo — no bolso, na digitação, no vídeo, na leitura.

FormatoGalaxy Z Fold8Galaxy Z Fold8 Ultra
Fechado123,9 × 81,9 × 9,7 mm158,4 × 72,8 × 8,9 mm
Aberto161,4 × 123,9 × 4,5 mm
Peso201 g215 g
Tela de capa5,5" · 1.248 × 1.972 · 16:10 · 88,2 cm²6,5" · 1.080 × 2.520 · 21:9 · 98,7 cm²
Tela interna7,6" · 1.828 × 2.448 · 4:38,0" · 2.256 × 2.504 · 11:10
Câmeras50 MP + 50 MP ultrawide200 MP + 10 MP tele 3x + 50 MP ultrawide
Bateria4.800 mAh5.000 mAh
Preço (256 GB)R$ 11.339,10R$ 13.139,10

Os prós do formato: por que ele resolve o maior problema do Fold

Esta é a parte que importa, então vamos com calma. O formato largo não é firula de marketing: ele conserta defeitos que a linha Fold carregou por sete gerações.

1. A tela de fora finalmente é um celular

Review Galaxy Fold 8
Galaxy Z Fold 8 tem uma proporção diferenciada 4:3 e surpreende no uso fechado (Imagem: Tekimobile)

O pecado original do Fold sempre foi a tela de capa. Para o aparelho fechado ficar estreito o suficiente para caber na mão, a tela externa virou uma tira de proporção 21:9 — no Ultra, 6,5 polegadas num formato tão comprido que digitar exige dedos finos e paciência, e todo app aparece espremido. Era uma tela de emergência: você a usava para ver quem ligou e abria o aparelho para o resto.

No Z Fold8 essa tela tem 5,5 polegadas em 16:10. Menor na diagonal, sim, mas muito mais larga — e é a largura que decide se dá para usar. O teclado ganha espaço real entre as teclas, a digitação com os dois polegares funciona como em qualquer celular comum e rolar Instagram na capa deixa de ser um exercício de tolerância. Na prática, você abre o aparelho porque quer, não porque precisa.

Há um preço nisso, e é justo dizê-lo: uma tela mais larga e mais baixa mostra menos linhas de texto por vez. Colocado lado a lado com um iPhone 17 Pro, o Fold8 exibe menos conteúdo numa rolagem. Você troca quantidade de informação por conforto de manuseio.

2. Ele é o celular mais curto que você vai segurar

Com 123,9 mm de altura fechado, o Z Fold8 é mais baixo que praticamente qualquer smartphone à venda hoje — e isso muda a ergonomia inteira. Ele desaparece no bolso da calça em altura, não fica com metade para fora, e alcançar o topo da tela com o polegar é trivial. Quem reclama que os celulares viraram remos vai entender o apelo em cinco segundos.

O contraponto honesto: ele é grosso (9,7 mm fechado) e concentra 201 g numa área pequena, o que dá uma sensação de densidade — pesa como um objeto maior do que parece. Não é desconfortável, mas também não é leve.

3. A tela interna 4:3 é melhor para ler do que qualquer Fold anterior

Aberto, o Fold8 entrega 7,6 polegadas numa proporção 4:3 — o formato de uma folha de papel, de uma página de revista, de um quadrinho. Para texto, é onde ele brilha: PDF, e-book, artigo longo, documento de trabalho e página web em modo desktop cabem sem aquela sensação de estar lendo por uma fresta. O Ultra, com sua tela 11:10 quase quadrada, é melhor para dividir a tela em dois apps; o Fold8 é melhor para consumir uma coisa só, bem.

4. Você não paga o formato com desempenho

Aqui está a parte que surpreende: o Z Fold8 não é uma versão capada. Ele traz o mesmo Snapdragon 8 Elite Gen 5 de 3 nm do Ultra, os mesmos 12 GB de RAM, o mesmo armazenamento UFS 4.x e o mesmo Android 17 com One UI 9 e sete anos de atualizações. Não existe um "modo econômico" escondido: é o mesmo cérebro nos dois aparelhos.

5. Bateria quase idêntica — e carregando mais rápido que qualquer dobrável Samsung

São 4.800 mAh contra 5.000 mAh do Ultra: 200 mAh de diferença, dentro da margem do irrelevante, num corpo 14 g mais leve. E o Fold8 estreia o carregamento de 45 W, o mais rápido já colocado num dobrável da Samsung — 65% em meia hora, contra as duas horas largas que os Folds antigos pediam.

6. A tela de capa é mais brilhante que a do Ultra

Detalhe pequeno com efeito grande no sol de rua: nos testes de laboratório, a capa do Z Fold8 marcou 749 nits no padrão de 75% de preenchimento, contra 718 nits do Z Fold8 Ultra e 688 nits do Z Fold7. Em pico, num quadro de 10%, o painel passa de 3.000 nits. O aparelho mais barato tem a tela externa mais legível ao ar livre da família.

Os contras do formato: onde a conta é cobrada

Nenhum formato é de graça, e o Z Fold8 paga a conta em lugares bem definidos. Nenhum deles é fatal, mas você precisa saber quais são antes de gastar onze mil reais.

1. Não existe teleobjetiva — e esse é o corte de verdade

O Ultra tem uma câmera principal de 200 MP e uma telefoto de 3x com estabilização óptica. O Z Fold8 tem duas câmeras: a principal de 50 MP e uma ultrawide de 50 MP. Ponto. Todo o zoom é digital, recortado da principal, e no 2x já dá para ver o processamento forçando a barra — folhagem e textura fina ganham um aspecto artificial de contorno reforçado. Se você fotografa show, jogo de futebol, criança correndo no campinho ou qualquer coisa distante, esse é o motivo para pagar os R$ 1.800 a mais no Ultra.

2. Ele esquenta e perde fôlego sob carga longa

Em rajada, o desempenho é de topo de linha. Em maratona, não: sob carga prolongada o aparelho perde por volta de metade do pico de desempenho e esquenta de forma perceptível, principalmente na região do módulo de câmera, onde o processador fica. Ele fica mais quente que um Galaxy S26 Ultra fazendo o mesmo esforço — corpo fino e dobradiça deixam pouco espaço para dissipar calor. Para uso normal, invisível; para uma hora de jogo pesado, você sente.

3. O som é o ponto mais fraco do conjunto

Os alto-falantes estéreo entregam volume apenas mediano e grave praticamente inexistente, com separação estéreo fraca quando o aparelho está deitado — justamente a posição em que você assiste a vídeo. Para um aparelho cuja proposta é consumo de conteúdo, é uma contradição incômoda. Fone resolve; alto-falante decepciona.

4. Resistência: IP48 protege contra água, não contra areia fina

A certificação é IP48: aguenta imersão de até 1,5 m por 30 minutos, mas o "4" significa proteção apenas contra partículas maiores que 1 mm. Praia e obra continuam sendo território perigoso para qualquer dobrável, e este não é exceção. A tela interna, como em todo dobrável, é de plástico — mais mole que vidro e sujeita a marca de unha.

5. O preço

R$ 11.339,10 pelo modelo de entrada, com 256 GB. É mais caro que um Galaxy S26 Ultra (R$ 11.499 na promoção, mas com telefoto periscópica e 200 MP) e quase o preço de um iPhone 17 Pro Max. Você está pagando pela dobradiça e pelo formato — e precisa querer muito o formato.

Ficha técnica completa

ItemGalaxy Z Fold8
Tela interna7,6" Dynamic LTPO AMOLED 2X, 1.828 × 2.448 px, 4:3, 403 ppi, 120 Hz, HDR10+, 3.000 nits (pico), Flex Titanium
Tela de capa5,5" Dynamic LTPO AMOLED 2X, 1.248 × 1.972 px, 16:10, 428 ppi, 120 Hz, Gorilla Glass Ceramic 3
ProcessadorSnapdragon 8 Elite Gen 5 (3 nm)
Memória12 GB RAM (16 GB na versão de 1 TB) · 256 GB / 512 GB / 1 TB · UFS 4.x
Câmera principal50 MP, f/1.8, 23 mm, sensor 1/1.57", dual pixel PDAF, OIS
Ultrawide50 MP, f/1.9, 120°, sensor 1/2.5", com autofoco
Selfies10 MP f/2.2 (capa) + 10 MP f/2.2 (interna)
Vídeo8K a 30 fps · 4K a 30/60/120 fps · 1080p a 240 fps · frontal em 4K 60 fps
Bateria4.800 mAh (Si/C) · 45 W com fio · 20 W sem fio · 4,5 W reverso
ConstruçãoGorilla Glass Victus Ceramic 3 (capa), Victus 2 (traseira), moldura Advanced Armor de alumínio, IP48
SistemaAndroid 17 com One UI 9 · 7 gerações de Android garantidas
Conectividade5G, eSIM, Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0 (aptX HD), NFC, UWB, DeX
CoresPreto, Branco, Lavanda e Verde Pistache (exclusiva do site da Samsung)

Aberto: o Fold8 como tablet — vídeo, leitura, jogos e multitarefa

Tudo o que foi dito até aqui sobre a tela de capa é o que faz o Fold8 funcionar como celular. Mas ninguém paga R$ 11 mil por um celular de 5,5 polegadas: paga pelo que acontece quando ele abre. E é aqui que o formato novo muda mais do que a ficha técnica sugere. As 7,6 polegadas em 4:3 são, na prática, um iPad mini que cabe no bolso — e essa comparação, feita por quem passou semanas com o aparelho, é a mais precisa que existe. O Fold7 e o Fold8 Ultra abrem numa tela quase quadrada, boa para dividir em dois apps; o Fold8 abre numa tela com proporção de folha, que tem duas orientações com funções diferentes: deitado, em 4:3, é uma televisão pequena; em pé, em 3:4, é uma página. Cruzamos oito reviews que passaram semanas com o aparelho aberto, e a conclusão é unânime num ponto e dividida em outro: aberto, o Fold8 é o melhor dobrável da Samsung para consumir conteúdo, e o pior da família para produzir.

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Vídeo: faixas menores que no Ultra, mas ainda existem

Deitado, o Fold8 mostra um vídeo 16:9 com faixas pretas em cima e embaixo — elas não desaparecem, e quem promete tela cheia está exagerando. O que muda é o tamanho das faixas: no Fold8 Ultra, com a tela quase quadrada, elas comem mais de um terço da altura do painel; no Fold8, em 4:3, são bem mais discretas, e a área útil do filme acaba sendo um pouco maior que a do Ultra, apesar da diagonal menor. Conteúdo antigo em 4:3 — desenho clássico, série dos anos 90, aula gravada — preenche a tela inteira. É a mesma proporção do iPad mini, e pelo mesmo motivo.

Galaxy Z Fold8 e Galaxy Z Fold8 Ultra lado a lado sobre uma mesa, exibindo o mesmo vídeo 16:9 na tela interna
O mesmo vídeo 16:9 no Fold8 (à esquerda) e no Fold8 Ultra: a tela 4:3 do Fold8 deixa faixas menores e entrega uma imagem um pouco maior, mesmo com 0,4 polegada a menos de diagonal (Foto: GSMArena)

Dois incômodos apareceram em quase todos os testes. O primeiro é o furo da câmera interna, que ficou grande e numa posição estranha — no canto superior, mas afastado da borda — e que, em filme de tela cheia, chama mais atenção do que deveria. O segundo é o dedo: a tela interna é de plástico e marca muito, e as marcas ficam evidentes justamente nas faixas pretas do vídeo. Some a isso os alto-falantes, que ficam os dois na mesma metade do aparelho quando ele está aberto — a separação estéreo na horizontal é fraca —, e o retrato fica honesto: é uma ótima tela para Netflix no avião, com fone.

Leitura: o melhor formato que um dobrável já teve

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Gire o aparelho para a vertical e ele vira uma página de 3:4 — a proporção de um livro de bolso, de uma revista, de um gibi. É o uso em que o Fold8 mais convence, e o ponto em que os oito testes concordam sem ressalva: e-book no Kindle parece papel, artigo longo cabe sem rolagem frenética, PDF de trabalho abre em tamanho legível sem zoom, quadrinho exibe a página inteira. Um dos testadores resumiu que o Fold8 virou o seu "Kindle padrão"; outro chamou o aparelho fechado de "leitor de bolso ideal", porque a capa larga já serve para ler notícia e, quando o texto merece, basta abrir. O acabamento antirreflexo da tela interna ajuda aqui mais do que em qualquer outro uso: ler ao ar livre ou perto de uma janela deixou de ser exercício de inclinar o aparelho.

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O Ultra, com sua tela 11:10, perde nesse quesito por um motivo simples: página quase quadrada desperdiça altura. O Fold8 troca essa altura por proporção, e para quem lê muito no celular a troca é a mais vantajosa da família.

Jogos: a tela certa, o corpo errado

Para jogo em paisagem, a tela 4:3 é melhor que a quase quadrada do Ultra — títulos de tiro como Call of Duty Mobile e Fortnite ganham campo de visão útil, e um dos testes chegou a preferir jogar Pokémon Champions no Fold8 a jogar no Switch 2. Genshin Impact rodou sem engasgo com os gráficos no máximo, e a maioria dos jogos que aceitam 120 fps entregou os 120 fps na tela interna, com o LTPO fazendo o resto. Free Fire, o jogo mais popular do Brasil, roda sem drama.

O problema não é o desempenho: é o ajuste dos jogos ao formato. Jogos feitos para tela vertical — Pokémon Go é o exemplo que mais apareceu — ficam mal escalados na tela interna, e é preciso mexer nas opções de proporção da One UI até achar um encaixe. Títulos em 16:9 travado deixam faixas pretas nas laterais quando o aparelho está deitado. E, em Asphalt Legends, um dos testadores perdeu um botão de menu escondido atrás do furo da câmera. Há ainda um detalhe de projeto que afeta quem usa controle físico: a porta USB-C fica na base do aparelho, então um controle tipo Backbone só encaixa com a tela de lado.

E existe o calor. Sob jogo pesado por muito tempo, o Fold8 esquenta de forma perceptível e perde perto de metade do desempenho de pico, como já mostramos na seção de desempenho. Um detalhe útil, porém: fechado, o calor se concentra numa metade só, e é aí que ele incomoda a mão; aberto, o aparelho dissipa melhor — jogar na tela interna é, além de mais confortável, mais frio.

Multitarefa: três apps cabem, dois funcionam

Aberto, o Fold8 troca para o layout de tablet: Gmail, YouTube Music e Chrome abrem em duas colunas, e uma barra de tarefas sobe da base em qualquer tela. A One UI 9 é o melhor software de multitarefa que existe em celular — três apps lado a lado, janelas flutuantes, pares de apps salvos, arrastar e soltar entre janelas —, e a largura extra do Fold8 permite uma disposição que o Ultra não tem: três apps em três colunas, em vez de um app inteiro de um lado e dois espremidos do outro. Um dos testes rodou Gmail, Spotify e Galeria ao mesmo tempo sem engasgo.

A ressalva vem dos mesmos testes: cabem três, mas funcionam dois. Com três apps na horizontal, cada coluna fica magra demais para ler; a recomendação de quem usou por semanas é parar em dois lado a lado e usar o terceiro como janela flutuante. Para multitarefa pesada de verdade — planilha e documento abertos o dia inteiro —, o Ultra, com sua tela mais alta, continua sendo a escolha, e nenhum testador disse o contrário. O Fold8 tem ainda dois vícios de juventude do formato: a tela inicial embaralha os ícones ao girar, porque o número de colunas muda entre paisagem e retrato; e uma parte dos apps de terceiros ainda não sabe lidar com a tela larga — alguns não preenchem o painel, outros se comportam de forma estranha na rotação, e você acaba testando 4:3 e 3:4 até achar a orientação que o app aceita. Melhora a cada atualização; não está resolvido.

Um recurso novo que faz sentido justamente na tela grande é o Now Nudge: ao receber uma mensagem com uma data, aparece um ícone de calendário que abre a agenda em tela dividida, sem sair da conversa. E o DeX ganhou um truque para quem viaja: ligado numa TV de hotel por USB-C, a tela interna vira trackpad e teclado do modo desktop — o suficiente para responder e-mail e editar documento sem carregar periférico.

O que o Fold8 não faz aberto

Três ausências precisam estar claras antes da compra, porque nenhuma aparece na ficha técnica:

  • Não há Flex Mode. A dobradiça nova, feita para esconder o vinco, abre até ficar totalmente plana e não segura ângulos intermediários — o Fold8 não fica parado em 90° como um notebook para assistir a vídeo em cima da mesa ou fazer uma chamada de vídeo sem segurar. Essa função ficou exclusiva do Fold8 Ultra e do Flip8. A alternativa que os testes encontraram é apoiar o aparelho em "tenda", virado ao contrário, o que funciona para vídeo e não para chamada.

  • Não há S Pen. A Samsung tirou a caneta da linha Fold no Fold7 para ganhar rigidez e espessura, e a ausência dói mais no Fold8 justamente porque a tela em formato de folha pede anotação, rabisco e assinatura de PDF. Quem precisa de caneta num dobrável tem hoje uma única opção, e ela é da Apple.

  • Abrir com uma mão continua difícil, a dobradiça é firme; e, aberto sobre a mesa, o módulo de câmera saliente faz o aparelho balançar ao toque. Como os dedos ficam exatamente sobre a tela de capa e as lentes quando você segura o aparelho aberto, as duas ficam engorduradas o tempo todo — limpar a lente antes de fotografar vira rotina.

O balanço dos oito testes que cruzamos cabe numa frase: aberto, o Fold8 é o dobrável para quem quer ver filme no avião, ler no ônibus e jogar no sofá; o Ultra continua sendo o dobrável para quem quer trabalhar. A Samsung sabia disso ao partir a linha em duas, e o Fold8 é o primeiro Fold desenhado para a maioria das pessoas — que consome muito mais do que produz no celular.

Telas: o que os números dizem

As duas telas são LTPO AMOLED de 120 Hz com atenuação por frequência alta, e a interna é a que recebe certificação HDR formal. A externa reage a conteúdo HDR aumentando o brilho, mas sem selo oficial.

Brilho medido (75% da tela)Resultado
Galaxy Z Fold8 (capa)749 nits
Galaxy Z Fold8 Ultra (capa)718 nits
Galaxy Z Fold7 (capa)688 nits
Galaxy Z Fold8 — pico automático (10% da tela)acima de 3.000 nits

A dobra continua visível e palpável quando você passa o dedo — nenhum fabricante resolveu isso ainda —, mas em uso normal, com a tela acesa, ela some da percepção depois do primeiro dia.

Desempenho: rápido em rajada, morno na maratona

Os números colocam o Fold8 na primeira divisão, um degrau abaixo do Galaxy S26 Ultra — o que é esperado, já que o dobrável tem menos volume para dissipar calor.

TesteZ Fold8 (aberto)Z Fold8 (fechado)Galaxy S26 Ultra
GeekBench 6 — núcleo único3.5283.5453.781
GeekBench 6 — múltiplos núcleos10.6199.71011.566
AnTuTu v102.197.8742.279.0322.627.986
AnTuTu v112.947.5172.823.1693.892.165
3DMark Wild Life Extreme6.4596.4057.744
3DMark Solar Bay (ray tracing)11.69012.52213.954

Para o dia a dia — WhatsApp, banco, streaming, redes sociais, dois apps lado a lado — sobra folga em qualquer cenário. Em jogos pesados, o padrão é o mesmo do S26 Ultra: os primeiros minutos são excelentes e a taxa cai conforme o aparelho aquece. Free Fire e jogos populares no Brasil rodam sem qualquer drama, inclusive na tela interna, onde a proporção 4:3 deixa faixas pretas nas laterais em títulos travados em 16:9.

Câmeras: competente, sem ser deslumbrante

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Câmeras do Z Fold 8 são só duas e não três como os companheiros topos de linha (Imagem: Tekimobile)

É aqui que fica claro que o Fold8 não é o topo de linha da família. O conjunto é bom, resolve o dia a dia, mas não sustenta comparação com um S26 Ultra ou com o próprio Fold8 Ultra.

Principal de 50 MP durante o dia

Contraste e alcance dinâmico são excelentes, com cores no ponto certo do gosto brasileiro — vivas, sem exagero. O que falta é nitidez absoluta: comparada com as melhores do mercado, a foto tem um detalhamento levemente inferior. No modo de 50 MP, cenas externas ficam bem nítidas, mas com uma textura granulada visível no recorte a 100%.

20260610 065701
20260327 124022
20260629 122745
20260404 144531

Principal à noite

No automático, o resultado é apenas correto: ruído nas sombras e uma suavidade geral que come detalhe. O modo noturno muda o jogo — as fotos ficam nitidamente mais limpas e definidas. Fica um vício conhecido: o céu noturno costuma puxar para um tom arroxeado que não estava lá.

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s26 noite
S26

Ultrawide de 50 MP (com autofoco)

É a câmera que mais impressiona no conjunto. De dia, entrega muito bom nível de detalhe em cenas externas e cores vibrantes. À noite, se sai bem melhor do que a média das ultrawides, mantendo boa faixa dinâmica. E ela tem autofoco, o que é raro nessa posição e abre a porta para o próximo item.

Zoom (só digital)

Sem telefoto, o 2x é recorte digital da principal. O resultado é aceitável para redes sociais, com um processamento de nitidez agressivo que deixa folhagem e texturas finas com aparência artificial. A partir daí, a qualidade cai rápido.

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Selfies: três formas de tirar

São duas câmeras de 10 MP — uma na capa, outra na tela interna. A da capa entrega bom detalhe e tons de pele agradáveis; a interna tem enquadramento mais aberto, útil para foto em grupo. Mas o melhor uso do formato é outro: dobre o aparelho e use as câmeras traseiras com a tela de capa como visor. A selfie sai com a principal de 50 MP, e a diferença de qualidade é grande.

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Vídeo

Grava em até 8K a 30 fps e 4K a 120 fps. De dia, o resultado é de bom a muito bom, com contraste forte e cores vivas, ainda que com detalhamento um pouco abaixo do ideal. À noite aparece ruído nas sombras, mas o equilíbrio de luz e a cor se seguram. A estabilização é ótima — caminhar filmando não estraga a tomada.

Bateria e carregamento

Com 4.800 mAh, o Fold8 entrega 17 horas e 21 minutos de uso ativo nos testes padronizados de laboratório — um salto grande sobre as 12h55 do Z Fold7 e um resultado sólido para um dobrável, ainda que atrás dos melhores rivais chineses do segmento.

AtividadeAutonomia
Uso ativo (índice geral)17h21
Navegação na web39h30
Reprodução de vídeo12h29
Jogos29h17
Chamadas10h57

O carregamento de 45 W é o mais rápido já visto num dobrável da Samsung:

  • 15 minutos → 39%

  • 30 minutos → 65%

  • Carga completa → 1h09

Na caixa vem apenas um cabo USB-C — sem carregador e sem capinha, como já é praxe. Reserve mais uns R$ 200 a R$ 300 para uma fonte de 45 W de verdade, ou o carregamento rápido fica no papel.

Software: sete anos de atualizações

Sai de fábrica com Android 17 e One UI 9, e a Samsung garante sete gerações de Android — ou seja, um aparelho comprado hoje continua recebendo versão nova até por volta de 2033. Para um produto desta faixa de preço, é o compromisso mais relevante da indústria e um argumento real de compra: dilui o custo por ano de uso.

A camada de multitarefa é a parte madura do pacote: dois ou três apps lado a lado, janelas flutuantes, arrastar e soltar entre eles e o DeX, que transforma o aparelho num desktop ao ligar num monitor. Há saída de vídeo por USB-C, o que o torna uma máquina de apresentação decente. As funções de IA da Samsung estão todas presentes, e valem o de sempre: algumas resolvem (tradução ao vivo, resumo de texto, borracha mágica em fotos), outras existem mais para constar.

Concorrentes: com quem ele briga no Brasil

AparelhoPreço (256 GB)Onde ganha do Z Fold8Onde perde
Galaxy Z Fold8 UltraR$ 13.139,10Telefoto 3x, principal de 200 MP, tela interna de 8", melhor para multitarefaMais pesado (215 g), tela de capa estreita 21:9, R$ 1.800 mais caro
Galaxy S26 UltraR$ 11.499Câmeras muito superiores, mais desempenho sustentado, não tem dobraNão abre: tela única, sem o formato e sem a multitarefa de dobrável
iPhone 17 Pro MaxR$ 12.499Vídeo e ecossistema, revenda melhor, câmeras mais consistentesSem dobradiça, sem DeX, multitarefa muito mais limitada
iPhone DuoR$ 21.999Titânio, IP68 de verdade, Apple Pencil, vinco quase invisível, apps escalam entre as telas sem redesenhoQuase o dobro do preço, 254 g e 11,3 mm fechado, só eSIM, Split View de 2 apps, sem teleobjetiva
Xiaomi 18 Fold≈ R$ 8.400 na China (sem venda oficial)Periscópio 3,5x, 200 MP, bateria de 6.000 mAh, 67 W, 4.000 nits, IP58/IP59Só na China: sem Google, sem garantia nem atualização em português; tela 2:1 pior para ler
Galaxy Z Flip8R$ 8.279,10R$ 3.000 mais barato, cabe em qualquer bolsoDobra ao contrário: fechado é pequeno, aberto é um celular comum — não vira tablet
Galaxy Z Fold7 (antecessor)Em queda no varejoPreço, se achar bom descontoAutonomia bem menor (12h55), carregamento lento, tela de capa estreita

iPhone Duo: o rival que a Apple acabou de lançar

Por sete gerações, a Samsung vendeu Fold sem concorrente do outro lado da cerca. Isso acabou em setembro: o iPhone Duo, apresentado no evento da Apple, é um dobrável "passaporte" do mesmo formato do Fold8 — baixo e largo fechado, tela interna de 7,6 polegadas aberto — e chega às lojas brasileiras em 23 de outubro por R$ 21.999 na versão de 256 GB. É R$ 10.660 a mais que o Fold8: quase o dobro.

O que a Apple entrega por essa diferença é concreto, e a Samsung não oferece: chassi de titânio polido em vez de alumínio; IP68 com imersão a 6 metros, contra o IP48 do Fold8 que não barra areia; um vinco que se sente com o dedo mas quase não se vê, graças ao acabamento nano-texture fosco da tela interna; e, sobretudo, o Apple Pencil — o Duo é o único dobrável passaporte que aceita caneta, exatamente o que a Samsung tirou da linha Fold. Há ainda um truque de software que nenhum Android faz: as duas telas do Duo têm a mesma proporção (perto de 3:2), então um app aberto na capa reaparece na tela interna com o mesmo layout, só maior, sem redesenhar nada.

O que o Fold8 tem e o Duo não: é 53 g mais leve (201 g contra 254 g) e bem mais fino (4,5 mm aberto contra 5,2 mm; 9,7 mm fechado contra 11,3 mm) — a mão sente a diferença depois de alguns minutos com o aparelho aberto. A tela interna em 4:3 do Fold8 é melhor para vídeo e leitura do que a 3:2 do iPhone, que fica no meio do caminho. O Fold8 abre três apps lado a lado e tem DeX; o iOS 27 estreia o Split View com dois, e nunca teve modo desktop. O Fold8 tem chip físico mais eSIM; o Duo é só eSIM, o que no Brasil ainda depende da operadora. Nas câmeras, empate técnico de pobreza: os dois têm duas lentes e nenhuma teleobjetiva — o "2x óptico" do Duo é recorte do sensor de 48 MP, a mesma técnica do Fold8 —, e a selfie interna do iPhone fica sob a tela, gravando só em 1080p. A bateria do Duo a Apple não divulga em mAh; fala em até 24 horas de uso, contra as 17h21 de uso ativo que o Fold8 marcou em laboratório. E há a incógnita dos apps: quantos vão se adaptar à tela interna do iPhone no primeiro mês? Foi aí que os Folds tropeçaram por várias gerações.

O resumo: o Duo é o dobrável mais bem acabado da categoria e o único com caneta, mas custa o preço de dois Fold8. Quem está no Android, ou quer o aparelho mais leve, fica com o Fold8 sem remorso. O confronto completo, spec a spec, está em iPhone Duo vs Galaxy Z Fold8.

Xiaomi 18 Fold: a melhor ficha técnica, presa na China

O Xiaomi 18 Fold, lançado em 7 de setembro e à venda na China desde o dia 10, é o passaporte com a ficha mais forte dos três — e o aparelho que mais deixa claro onde a Samsung economizou. Por 10.999 yuans (cerca de R$ 8.400 na conversão direta, antes de imposto e frete), ele traz o que falta no Fold8: três câmeras, com principal de 200 MP, ultrawide de 50 MP e uma periscópio de 50 MP com 3,5x óptico (80 mm) e recorte de 7x — a única teleobjetiva da categoria; uma bateria de 6.000 mAh de silício-carbono, 1.200 mAh a mais que o Fold8 num corpo só 18 g mais pesado; carregamento de 67 W com fio e 50 W sem fio; e 4.000 nits de pico nas duas telas, o maior número do segmento. Vem com IP58/IP59 e é o primeiro celular do mundo com RAM LPDDR6 nas versões de 16 GB.

Aberto, a tela de 7,58 polegadas em proporção 2:1 é a mais "cinema" dos três: um vídeo 16:9 ocupa quase todo o painel, e o HyperOS 4 mostra três apps lado a lado sem espremer nenhum. Em troca, é a menos densa (382 ppi contra 403 do Fold8) e pior para ler em modo retrato — o formato longo desperdiça largura onde o Fold8 entrega uma página. O chip é o XRing O3, de 3 nm, feito pela própria Xiaomi: no papel, compete com o Snapdragon do Fold8, mas ainda não há teste independente, e o AnTuTu de 5,22 milhões divulgado pela empresa é em v11, não comparável com o v10 do Fold8.

O "contra" que anula tudo isso para o leitor brasileiro: o 18 Fold é um aparelho vendido só na China. Sai de fábrica sem os serviços do Google, o assistente fala mandarim e as atualizações em português são uma incógnita. Importar é possível — e o preço na China tenta —, mas Google Wallet, alguns apps de banco e a garantia deixam de ser garantia e viram gambiarra. Para quem vive de importado e sabe instalar Play Store, o Xiaomi é o dobrável mais completo que existe hoje; para os outros 99%, o Fold8 é o único dos três com nota fiscal, assistência e sete anos de Android garantidos no Brasil. O confronto linha a linha está em Galaxy Z Fold8 vs Xiaomi 18 Fold, e os três aparelhos juntos, em iPhone Duo vs Galaxy Z Fold8 vs Xiaomi 18 Fold.

Vale a pena?

Vale — para um perfil específico, e é bom ser franco sobre qual.

Vale a pena se você:

  • quer um dobrável mas sempre travou na tela de capa desconfortável dos Fold anteriores;

  • lê muito no celular — documento, PDF, notícia, quadrinho — e quer uma tela em formato de página;

  • detesta celular comprido e valoriza um aparelho que suma no bolso em altura;

  • pretende ficar com o aparelho por muitos anos e vê valor nos sete anos de atualização.

Não vale a pena se você:

  • fotografa coisas distantes: sem telefoto, o zoom é o ponto fraco declarado — vá de Ultra ou de S26 Ultra;

  • joga pesado por horas: o aquecimento e a perda de desempenho sustentado são reais;

  • usa muito o alto-falante para vídeo e música: é o item mais fraco do conjunto;

  • quer a melhor câmera possível pelo dinheiro. Nessa faixa, um não-dobrável entrega mais.

A partir de que preço faz sentido: a R$ 11.339 ele é uma compra de quem quer o formato — e o formato entrega. Abaixo de R$ 9.500, em promoção ou com troca de aparelho, vira uma recomendação fácil, porque aí o prêmio pela dobradiça fica pequeno diante do que ele resolve. Acima de R$ 12.000, olhe o Ultra: por R$ 1.800 a mais você ganha telefoto e uma tela maior, e o Ultra é o aparelho mais completo dos dois.

O veredito, em uma frase: o Z Fold8 é o primeiro dobrável da Samsung que não pede desculpas pela tela de fora — e isso, para quem já tentou usar um Fold como celular principal, importa mais do que um sensor de 200 MP.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o Galaxy Z Fold8 e o Z Fold8 Ultra?

São formatos diferentes, não versões da mesma coisa. O Fold8 é largo e curto (123,9 × 81,9 mm fechado), com tela de capa de 5,5" em 16:10 e interna de 7,6" em 4:3. O Ultra é estreito e alto (158,4 × 72,8 mm), com capa de 6,5" em 21:9 e interna de 8" quase quadrada. O Ultra ainda tem telefoto de 3x e câmera de 200 MP; o Fold8 não tem teleobjetiva.

Quanto custa o Galaxy Z Fold8 no Brasil?

R$ 11.339,10 na versão de 256 GB e R$ 12.059,10 na de 512 GB no site da Samsung, com preço de tabela de R$ 12.599. O Z Fold8 Ultra parte de R$ 13.139,10.

O Z Fold8 tem zoom óptico?

Não. Ele tem apenas duas câmeras traseiras — principal de 50 MP e ultrawide de 50 MP —, e todo o zoom é digital. Quem depende de fotografar longe deve considerar o Z Fold8 Ultra, que traz telefoto de 3x com estabilização óptica.

Qual a duração da bateria do Galaxy Z Fold8?

São 4.800 mAh, com 17h21 de uso ativo em teste padronizado — cerca de 4h30 a mais que o Z Fold7. Na prática, um dia inteiro de uso intenso com folga. O carregamento de 45 W leva a bateria a 65% em 30 minutos e a 100% em 1h09.

O Galaxy Z Fold8 é resistente à água?

Tem certificação IP48: suporta imersão em até 1,5 m de água por 30 minutos, mas a proteção contra poeira cobre apenas partículas maiores que 1 mm. Ou seja: chuva e queda na piscina, tudo bem; areia de praia, não.

Quantos anos de atualização o Z Fold8 recebe?

Sete gerações de Android, a contar do Android 17 que já vem instalado. É o maior compromisso de suporte da categoria e ajuda a justificar o preço para quem mantém o aparelho por muito tempo.

O Galaxy Z Fold8 tem Flex Mode?

Não. A dobradiça nova, projetada para esconder o vinco, abre até ficar plana e não segura ângulos intermediários — o aparelho não fica parado em 90° sobre a mesa como um notebook. O Flex Mode ficou exclusivo do Z Fold8 Ultra e do Z Flip8. Para assistir a vídeo sem segurar, a saída é apoiá-lo em "tenda", virado ao contrário.

iPhone Duo ou Galaxy Z Fold8?

O iPhone Duo (R$ 21.999) é mais bem acabado — titânio, IP68, vinco quase invisível — e é o único dobrável com caneta. O Fold8 (R$ 11.339,10) custa quase metade, é 53 g mais leve e mais fino, abre três apps lado a lado, tem DeX e sete anos de Android. Os dois têm só duas câmeras, sem teleobjetiva. Quem está no Android ou prioriza peso e preço fica com o Fold8; quem precisa de caneta ou vive no ecossistema Apple tem, pela primeira vez, um dobrável para chamar de seu.

Vale a pena trocar um Z Fold7 pelo Z Fold8?

Se o que te incomoda no Fold7 é a tela de capa estreita e a autonomia, sim: são os dois pontos em que o Fold8 avança mais (4h30 a mais de uso ativo e uma tela externa realmente utilizável). Se você usa a telefoto do aparelho com frequência, a troca é um retrocesso — o Fold8 não tem nenhuma.