O Apple Watch Ultra 4 chega mantendo a carcaça parruda de 49 mm em titânio, mas enfim troca de cérebro, ganha sensores de saúde mais precisos e se alinha ao novo Siri com IA.
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O Apple Watch Ultra 4 é a nova geração do relógio mais caro e resistente da Apple: continua com caixa única de 49 mm em titânio, tela OLED sempre ativa e foco em uso outdoor, mas agora traz o chip S11, um sensor cardíaco revisado com mais eletrodos e LEDs mais eficientes e chega preparado para rodar o watchOS 27 com o Siri AI, que assume respostas mais contextuais e menos dependentes de busca na web, segundo a própria Apple.
Quando o Apple Watch Ultra 4 chega e o que muda em relação ao Ultra 3?
A Apple apresenta o Apple Watch Ultra 4 em 9 de setembro de 2026, no mesmo evento do iPhone 18. A empresa não detalha a data exata de início das vendas nem cita Brasil, mas segue o padrão dos últimos anos de lançar as novas gerações de relógio ainda em setembro nos mercados principais.
Por fora, nada de choque visual: o Ultra 4 repete a fórmula de 49 mm em titânio com botão de Ação e tela grande com vidro de safira, exatamente como o Ultra 3 listado na página de comparação da Apple, que também aparece apenas no tamanho de 49 mm em titânio. Quem sonhava com um Ultra menor, algo na linha de 44 mm, continua de fora; a Apple não fala em outro tamanho de caixa nem em variação de material para essa linha.
Por dentro, a mudança é mais relevante. O chip S11 substitui o S10 usado não só no Ultra 3 como também nos Series 10 e 11 anteriores. Informações compiladas por sites especializados apontavam há semanas que esse seria o primeiro salto real de desempenho desde 2023, algo tratado como peça-chave agora que o watchOS 27 passa a exigir mais processamento para recursos de IA. O Ultra 4 entra como o modelo “vitamina” nesse contexto, dividindo esse papel com o Apple Watch Series 12.
Como o novo Siri funciona no Apple Watch Ultra 4?
O grande empurrão de software está no Siri AI, integrado ao watchOS 27. Testes prévios em beta com o Ultra 3 mostraram que esse Siri remodelado lida com comandos mais complexos, cruza dados de apps nativos (como Saúde, Exercício e Calendário) e foge do clássico “aqui está o que encontrei na web” no pulso. No Apple Watch Ultra 4, o novo S11 entra justamente para cortar a lentidão observada no hardware anterior e dar fôlego para essas interações mais pesadas.
O relógio também entra no pacote de novidades de IA que a Apple prepara para a linha de 2026. Um recurso descrito por fontes próximas à empresa é uma função que resume o dia do usuário, analisando conversas e atividades e exibindo uma visão condensada no relógio. Segundo essas informações, o sistema não grava nem armazena o áudio das conversas, só usa análise local e metadados para gerar o resumo — a Apple coloca a ênfase na privacidade para se diferenciar de wearables de IA que ficam “escutando” o usuário o tempo todo.
Outra peça de software ligada à saúde é o app Readiness, que deve estrear nos novos modelos. O app usa medições contínuas de frequência cardíaca e outros sinais para indicar em que dias vale forçar mais no treino e quando é melhor segurar. A Apple posiciona o Readiness como complemento ao app Vitals, que já reúne batimentos, respiração, temperatura de pulso e duração do sono em um quadro diário de estabilidade ou alerta.
Quais são os upgrades de saúde e sensores no Ultra 4?
A parte de saúde finalmente ganha um salto de hardware no Apple Watch Ultra 4. A Apple descreve um sensor melhorado, com eletrodos revisados para ECG e LEDs verdes mais eficientes, permitindo leituras de frequência cardíaca mais precisas tanto em repouso quanto durante atividades físicas.
Na prática, essa eficiência extra permite que o Ultra 4 meça os batimentos até 60 vezes mais frequentemente do que os modelos anteriores, em intervalos de 5 segundos, segundo o que a empresa comunicou. Já as medições de variabilidade da frequência cardíaca, um dado usado para entender estresse e recuperação, passam a ser possíveis a cada cinco minutos. Isso se encaixa com o movimento mais amplo de oferecer monitoramento quase contínuo para alimentar métricas como Readiness e pontuação de sono.
Rumores anteriores indicavam um redesenho da parte inferior do relógio, com o dobro de componentes de sensor em relação ao Ultra 3, organizados em um anel. Esse rearranjo serviria justamente para atacar problemas de precisão em peles com tatuagem, tons variados e situações de movimento intenso. Esses relatos também falavam em um alerta de hipertensão mais sofisticado, ainda sob revisão de órgãos reguladores, capaz de avisar sobre possíveis quadros de pressão alta a partir da resposta dos vasos sanguíneos em cada batimento, sem fornecer valores exatos como um manguito tradicional.
O Apple Watch Ultra 4 muda algo em tela, bateria e design?
Na tela, o Ultra continua no topo da linha. A página de comparação da Apple indica que os relógios mais recentes de 49 mm seguem com painel OLED sempre ativo e brilho de até 3.000 nits para a categoria Ultra, número que já aparece associado aos modelos de titânio maiores. Para quem corre sob sol forte ou escala montanha com neve, isso já era suficiente no Ultra 3, e a empresa não fala em salto adicional de brilho neste ano.
Sobre bateria, nada de número mágico divulgado pela Apple no anúncio do Ultra 4. O que existe é contexto: o Ultra 3 já rendia até dois dias em uso misto com dia e noite, em testes de longa duração. A expectativa agora gira em torno de ganhos de eficiência trazidos pelo S11 e ajustes do watchOS 27, não por uma célula fisicamente muito maior. Rumores paralelos chegaram a citar uma bateria com autonomia até dois dias maior somada a um modo “Extreme Mode” para expedições longas, que otimizaria consumo sem matar o rastreamento essencial; esse pacote, porém, ainda não aparece amarrado de forma oficial.
Em design, a briga de bastidor continua. De um lado, relatórios de cadeia de suprimentos cravaram um “redesign completo”, com caixa de titânio mais fina e até 15% menos espessa que o Ultra 3. De outro, analistas com histórico próximo à Apple repetem que não há reformulação radical para 2026, só ajustes pontuais de acabamento e pulseiras. O que está consolidado hoje: o Ultra 4 continua sendo um relógio grande, focado em quem aceita volume no pulso em troca de tela e robustez. Quem tem pulso pequeno e achava o Ultra 3 desconfortável para dormir, por exemplo, não ganha uma opção menor.
Quanto deve custar e como fica frente a concorrentes?
A Apple posiciona o Apple Watch Ultra 4 como sucessor direto do Ultra 3, mantendo o patamar de preço de US$ 799 no mercado americano, valor citado por análises internacionais como referência para o lançamento. Não há preço oficial em reais divulgado até o momento, mas historicamente o Ultra desembarca aqui custando bem mais que o Series principal, e esse cenário não muda: o ponto de entrada continua alto, com caixa de 49 mm em titânio e GPS + celular.
Nesse nicho, a concorrência não para. Marcas de esportes tradicionais já oferecem relógios multiesporte que medem bateria em semanas, não em dias, com alguns modelos chegando a mais de 30 dias de uso com ajuda de carregamento solar. Mesmo sem microLED ou redesign dramático, o Ultra 4 entra na disputa com integração de saúde mais ampla, dados mais contínuos e, agora, um assistente de voz menos dependente da web. Mas para quem quer só bateria gigantesca e trilha offline, ainda existem opções mais eficientes — e, em muitos casos, mais baratas — do que pagar o pacote completo da Apple.
O ponto de atenção para quem pensa em comprar agora é que a Apple não confirma nada sobre Touch ID, leitura direta de pressão arterial com números exatos nem tamanhos de caixa alternativos. Todos esses recursos circularam em códigos de software e relatórios de fornecedores, mas continuam fora da lista pública da empresa. O Ultra 4 é, por enquanto, um relógio mais rápido, mais preciso em saúde e pronto para o novo Siri — não o salto de hardware de sonho que alguns rumores vendiam.




