Um atendente do necrotério de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente em 8 de junho de 2026 sob suspeita de usar o celular de um homem morto para fazer uma transferência bancária não autorizada. Depois da operação, o aparelho ainda teria sido danificado, segundo a apuração citada na investigação.
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O caso entrou na mira da Corregedoria da Polícia Civil após boletim registrado por uma familiar da vítima. A suspeita reúne fraude eletrônica, acesso indevido a dados bancários e possível destruição de provas digitais. O episódio saiu da esfera interna do serviço funerário e passou a ser tratado como crime.
A reportagem citada pela apuração não informou o valor da transferência nem a identificação do homem morto. Também não há posição da defesa mencionada no material consultado.
O que aconteceu dentro do necrotério e por que isso virou caso de polícia
Segundo o material apurado, o atendente teria se valido do celular da vítima após a morte para movimentar dinheiro. A suspeita de transferência não autorizada foi o gatilho da investigação, que acabou levando à prisão preventiva em Santos.
O dano posterior ao aparelho agravou a suspeita. Além da possível subtração de valores, a destruição do celular pode ter eliminado registros de acesso, histórico de transações e outros vestígios úteis para a perícia.
A Corregedoria da Polícia Civil apura possíveis crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios. Até aqui, o caso segue sem manifestação da defesa citada na reportagem.
Da denúncia da família à prisão preventiva
O caso veio à tona por meio de boletim registrado por uma familiar do homem morto. A partir daí, a apuração avançou até a decretação da prisão preventiva do atendente no dia 8 de junho de 2026.
O valor transferido não foi informado. Também não há, no material consultado, detalhes sobre como a movimentação foi identificada nem sobre a extensão do dano provocado no aparelho.
Celular de quem morreu continua guardando dinheiro e dados: o risco real para famílias
Mesmo após a morte de uma pessoa, o smartphone pode seguir conectado a aplicativos bancários, carteiras digitais e contas pessoais. No caso de Santos, a suspeita envolve justamente uma transferência feita a partir do aparelho da vítima.
O episódio expõe uma fragilidade comum: credenciais salvas, acesso por biometria e sessões abertas podem permitir movimentações financeiras sem que o banco seja acionado de imediato. A investigação aponta, ainda, para a possibilidade de fraude eletrônica e apagamento de prova.
Quando o aparelho é danificado, a família perde um dos principais registros do que aconteceu antes e depois do óbito. O celular pode guardar não só dinheiro, mas também conversas, autenticações e rastros que ajudam a reconstruir a linha do tempo.
O que fazer com o celular, senhas e bancos quando há um óbito
- Preservar o aparelho sem uso e sem tentativa de destruição ou formatação.
- Evitar alterar senhas ou apagar aplicativos antes de registrar o que pode ter sido acessado.
- Comunicar ao banco qualquer suspeita de movimentação indevida.
- Guardar registros de transferências, notificações e mensagens recebidas após a morte.
- Levar à polícia qualquer indício de acesso indevido ao celular ou às contas.
Por que danificar o aparelho complica a investigação e a recuperação do dinheiro
A destruição do celular pode apagar dados que sustentariam a análise da polícia, como histórico de acesso, IPs, notificações e registros de aplicativos. Sem esse material, a perícia perde parte da trilha digital que ajuda a ligar o aparelho à transferência.
O dano também dificulta a tentativa de saber quem operou o dispositivo, em que momento a movimentação ocorreu e quais contas foram acessadas. Para a família, isso significa menos clareza sobre o desvio e mais dificuldade para reconstruir o que foi feito após a morte.
No caso de Santos, a Corregedoria investiga possíveis crimes que combinam uso indevido do aparelho e supressão de vestígios. A apuração segue em curso e, até agora, não há posição da defesa citada no material consultado.
Quais provas digitais costumam ser preservadas nesse tipo de caso
- Histórico de acessos a aplicativos bancários e contas pessoais.
- Notificações de transferências e autenticações recebidas no celular.
- Registros de transações, horários e dispositivos usados.
- Conversas e mensagens que indiquem tentativa de acesso às contas.
- Estado físico do aparelho, útil para perícia sobre dano e manipulação.
As informações disponíveis até aqui tratam de uma investigação policial em andamento, sem valor divulgado da transferência e sem manifestação da defesa mencionada na apuração. O caso, registrado em Santos, envolve um morto, um celular ainda ativo e a suspeita de que a fraude tenha sido seguida pela tentativa de apagar rastros.




