Bernstein pede que Broadcom fique longe das fábricas da Intel

Bernstein alerta que Broadcom deve evitar Intel, enquanto Cantor Fitzgerald prevê a divisão da DesignCo/IFS como certa.
Atualizado há 1 mês
Divisão da DesignCo/IFS

Outros destaques

HP Omen 35L
Novo CEO da Intel
Atualização do Galaxy S25
Atalho de teclado do Windows 11
Fim de suporte Xiaomi
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As últimas semanas trouxeram muitos rumores sobre o futuro da Intel e o possível papel da TSMC e Broadcom na indústria de semicondutores. Analistas de Wall Street estão divulgando suas perspectivas sobre essa situação complexa. Será que a Intel vai conseguir se reerguer com a ajuda de parceiros estratégicos? Ou a Divisão da DesignCo/IFS é inevitável?

Rumores e Expectativas sobre o Futuro da Intel

Tristan Gerra, analista da Baird, mencionou “discussões da cadeia de suprimentos asiática” em uma nota de investimento. Ele sugeriu que a Intel poderia colaborar mais estreitamente com a TSMC para revitalizar suas unidades de fabricação em dificuldades. Gerra apontou para um acordo semelhante a uma joint venture entre as duas empresas. A ideia seria que a fábrica fosse transformada em uma nova entidade, com a TSMC e a Intel como proprietárias, e gerenciada pela TSMC.

Além disso, a Broadcom também estaria de olho nas fábricas da Intel para complementar seu negócio de design ASIC. No entanto, essas fábricas precisam de um grande investimento de capital e talento, principalmente quando se trata de nós abaixo de 2nm.

Surgiram também notícias de que a TSMC poderia adquirir uma participação de 20% no negócio de fundição da Intel, seja por meio de injeção de dinheiro ou transferência de tecnologia. Outros relatórios indicam que a Broadcom e a Qualcomm poderiam ajudar em um possível acordo, fazendo pedidos consideráveis para as fábricas da Intel.

C.J. Muse, analista da Cantor Fitzgerald, aumentou o preço-alvo das ações da Intel de US$ 22 para US$ 29, mantendo uma classificação neutra. O analista comentou que a situação na Intel é extremamente complexa, mas acredita que os relatos de uma Divisão da DesignCo/IFS são um “acordo fechado”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também:

A Visão dos Analistas sobre o Futuro da Intel

Muse acredita que o governo Trump está incentivando todas as partes envolvidas a fechar um acordo para evitar uma situação semelhante à da GM. Para ele, a TSMC provavelmente surgirá como a “gerente mais lógica” para as fábricas da Intel. O analista acredita que o governo atual está preocupado com a falta de liderança e a alavancagem líquida negativa da Intel, e não quer que a joia da coroa dos semicondutores dos EUA enfrente um destino semelhante ao da GM.

Enquanto isso, Stacy A. Rasgon, analista da Bernstein, quer que a Broadcom “fique longe das fábricas, mas adoraria ver o que eles poderiam fazer com os produtos”. Rasgon argumenta que os negócios x86 da Intel (CCG, DCAI e NEX) não são necessariamente “negócios ruins por si só”, conseguindo arrecadar cerca de US$ 49 bilhões em vendas em 2024, com uma margem operacional de 20%.

Rasgon acredita que, mesmo que os produtos da Intel tenham um potencial de crescimento limitado, os CPUs x86 seriam complementares ao portfólio atual da AVGO. Ela acredita que a execução geral seria muito melhor do que a da Intel. A analista descreve como um possível acordo entre a Intel e a Broadcom deveria ser estruturado.

Ela recomendaria um acordo de ações, se possível. Com um prêmio de aproximadamente 75% (cerca de US$ 40 de preço de aquisição, ou um múltiplo de meados para o final da adolescência), seus cálculos sugerem uma valorização de mais de 20%, mesmo em um cenário de 100% de ações, com uma alavancagem muito gerenciável (bem abaixo de 3x) em uma ampla gama de estruturas de capitalização.

Obstáculos e Perspectivas Pessimistas

Nem todos estão otimistas em relação à capacidade da Intel de separar suas fábricas. Vivek Arya, analista do Bank of America (BofA), acha que a separação da Intel “pode ser demorada e complicada” devido a vários fatores. Ele cita os extensos requisitos de aprovação de reguladores globais (China), devido à participação dominante da INTC de cerca de 70% no mercado de CPUs para PCs e servidores. Além disso, há uma incompatibilidade entre os processos de fabricação da INTC e da TSMC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto levantado é o plano de expansão contínuo da TSMC no Arizona, com capacidade para atender clientes de IA. A AVGO possui um balanço patrimonial de baixa alavancagem, mas com alta dívida (US$ 58 bilhões de dívida líquida). Há também restrições no financiamento da Lei CHIPS da INTC (o design precisa possuir mais de 50% da fabricação) e requisitos de ROI de parceiros de co-investimento como Apollo e Brookfield.

A Lynx Equity questionou por que a TSM desejaria ter uma participação na IFS da Intel, considerando que a capacidade global de fabricação, tanto em nós líderes quanto em nós mais antigos, não está mais em falta. A empresa também aponta para o desempenho questionável da Intel em nós avançados e o fato de que o negócio de fabricação da Intel não atingirá o ponto de equilíbrio até o final de 2027. Além disso, há uma relação conturbada da IFS com o governo dos EUA por meio da Lei CHIPS.

A Lynx Equity argumenta que a “coerção, por meio da ameaça de tarifas sobre as importações de semicondutores, poderia ser uma razão para a TSM vir à mesa”. No entanto, a empresa sugere que a “enxurrada de reportagens da mídia” nos últimos dias pode ser apenas um “balão de ensaio”.

Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificiado, mas escrito e revisado por um humano.

Via Wccftech

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.