O dado mais contraintuitivo da lista é simples: durante quase 15 anos, o topo absoluto dos orçamentos não pertenceu nem à Marvel nem a Star Wars, mas a um quarto filme de pirata. Enquanto o senso comum jura que os Vingadores queimaram mais dinheiro, quem segurou o título de produção mais cara da história foi Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, de 2011.

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Neste artigo
  1. Qual é, afinal, o filme mais caro da história?
  2. Top 10 filmes mais caros da história (ranking principal)
  3. Outros filmes caríssimos que aparecem nas fontes
  4. Qual o filme mais assistido da história?
  5. Existe lista de 20 ou 50 filmes mais caros da história?
  6. Qual é o critério da tabela comparativa de filmes mais caros?
  7. Quem ficou de fora do top 10 – e por quê
  8. E os filmes mais caros da história do Brasil?
  9. Por que os filmes modernos ficaram tão caros?
  10. Perguntas frequentes

Segundo o Correio Braziliense, esse capítulo da franquia de Jack Sparrow teve um custo de produção que alcançou cerca de US$ 378,5 milhões, valor tratado como referência quando o assunto é superprodução em Hollywood. Já o site La Parola coloca o recorde em outra galáxia: para eles, o filme mais caro é Star Wars: O Despertar da Força, com US$ 447 milhões de orçamento. Ou seja: dependendo da fonte e do critério, o campeão muda — e é exatamente isso que este texto organiza.

O ranking principal abaixo responde de forma direta: entre os títulos listados pelas fontes, quais são os filmes mais caros da história pelo maior orçamento de produção reportado em dólar, sem marketing, usando sempre o maior valor atribuído por uma fonte confiável. Quando há divergência, o texto explicita. O recorte é mundial, não inclui produções brasileiras, e considera apenas filmes já lançados comercialmente.

Em outras palavras: se você quer saber qual foi o filme mais caro já feito e como ele se compara aos demais — e, de quebra, ter uma tabela para consultar rapidamente quanto custou cada superprodução, onde está disponível no streaming e como se saiu nas bilheterias quando esse dado aparece — este é o guia.

Qual é, afinal, o filme mais caro da história?

Para a pergunta mais óbvia — qual foi o filme mais caro — há duas respostas possíveis, porque as fontes não falam a mesma língua. De um lado, o La Parola afirma que Star Wars: O Despertar da Força (2015) lidera o ranking oficial com orçamento de US$ 447 milhões, baseado em dados auditados de relatórios fiscais e declarações dos estúdios. Do outro, o Correio Braziliense coloca Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011) como título mais caro, com custo de produção de cerca de US$ 378,5 milhões, e aponta que “já se passaram quase 15 anos sem que outro filme tenha superado” esse valor.

Neste texto, o critério de desempate é simples e declarado: vale o maior número nominal em dólar publicado em qualquer uma das fontes, deixando claro quando há controvérsia. Assim, o ranking principal adota a posição de La Parola: o filme mais caro da história é Star Wars: O Despertar da Força, com orçamento estimado em US$ 447 milhões. Na prática, a diferença entre os dois campeões é menor do que o barulho que fazem: ambos são apostas gigantescas da Disney em franquias globais, com valores que nenhum estúdio divulga em detalhes — a imprensa trabalha com estimativas e dados reconstruídos a partir de documentos oficiais.

Top 10 filmes mais caros da história (ranking principal)

Aqui está o ranking organizado pela lógica do “cheque mais alto já publicado”, usando o maior valor de orçamento atribuído a cada filme por uma das fontes, e explicitando em cada verbete de onde veio esse número. Quando uma mesma produção aparece em mais de um veículo com cifras diferentes, o texto menciona a divergência e justifica em qual valor se apoia para fins de ordenação.

1. Star Wars: O Despertar da Força (2015)

De acordo com o La Parola, Star Wars: O Despertar da Força lidera o ranking oficial dos filmes mais caros da história com orçamento estimado em US$ 447 milhões. O site destaca que os valores são baseados em relatórios fiscais e declarações oficiais dos estúdios e que o filme marcou o retorno da saga após a compra da Lucasfilm pela Disney, com locações em três continentes, sets gigantes no deserto e na Inglaterra e um elenco que mistura veteranos e novatos. O mesmo texto aponta que o investimento se pagou: o longa tornou-se um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos, embora não informe o valor exato. Está disponível no Brasil no Disney+. A posição de número 1 é justificada por esse valor isoladamente superior a qualquer outro da lista.

2. Jurassic World: Reino Ameaçado (2018)

Em segundo lugar, o La Parola aponta Jurassic World: Reino Ameaçado com orçamento estimado em US$ 432 milhões. Segundo o site, o segundo capítulo da trilogia Jurassic World atingiu níveis estratosféricos de gasto com sequências de ação em vulcões ativos, perseguições de dinossauros e uma produção que atravessou múltiplos continentes. A complexidade dos efeitos visuais, que misturam animatrônicos práticos com CGI de ponta, é apontada como explicação central para cada dólar investido. O texto não traz número de bilheteria, mas deixa claro que se trata de um novo patamar de investimento para a Universal. No Brasil, o filme está em Netflix e Amazon Prime Video. Ele aparece tão alto porque, entre os valores numéricos listados, só perde para o episódio VII de Star Wars.

3. Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019)

O terceiro lugar ilustra bem como diferentes fontes podem contar histórias diferentes sobre o mesmo filme. O La Parola atribui a Star Wars: A Ascensão Skywalker um orçamento de US$ 416 milhões, afirmando que a produção consumiu US$ 503 milhões antes dos incentivos fiscais. Já o Correio Braziliense menciona o longa em uma faixa bem menor, falando em orçamento estimado em US$ 275 milhões, inflado por refilmagens, efeitos complexos e ajustes criativos. Para efeito de ranking, vale o número mais alto: os US$ 416 milhões publicados pela La Parola, que coloca o filme como terceiro mais caro da história. Nos dois casos, a síntese é a mesma: encerrar uma saga de 40 anos, tentando agradar três gerações de fãs, custa bem mais do que começar uma.

4. Fast X / Velozes e Furiosos 10 (2023)

No quarto posto aparece uma franquia que não sabe o que é freio: Fast X, ou Velozes e Furiosos 10. O La Parola fala em orçamento estimado em US$ 379 milhões para a penúltima aventura de Dominic Toretto, com explosões em Roma, perseguições em Lisboa, sequências na Antártida e um elenco internacional gigante. O texto cita documentos fiscais que revelaram um custo total chegando a quase US$ 500 milhões antes dos incentivos, o que a tornaria uma das produções de ação mais caras de todos os tempos. Já o Correio Braziliense trabalha com um número levemente diferente, indicando que o filme “custou cerca de 340 milhões de dólares”, inflados por salários, troca de diretor e medidas de segurança na pandemia. A posição aqui usa o valor mais alto (379 milhões) por coerência metodológica.

5. Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011)

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas é o ponto em que o ranking muda de dono conforme a fonte. O Correio Braziliense coloca o filme no topo histórico, apontando que “o custo de produção do longa alcançou cerca de 378,5 milhões de dólares” e que “já se passaram quase 15 anos sem que outro filme tenha superado o título de produção mais cara da história”. O jornal completa que esse valor virou referência quando o assunto é superprodução. Já o La Parola menciona o título com outro número, de US$ 379 milhões, a partir de documentos fiscais britânicos, e o posiciona como quinto filme mais caro. Para fins de ordenação, o ranking considera o patamar indicado pelo La Parola (379 milhões), mas deixa registrado que, dentro da própria imprensa brasileira, há quem trate esse pirata como o verdadeiro número 1.

6. Vingadores: Era de Ultron (2015)

Vingadores: Era de Ultron é um raro caso em que duas fontes brasileiras diferentes conversam mais do que divergem. O La Parola atribui ao filme um orçamento estimado em US$ 365 milhões e destaca que a Marvel não economizou para espalhar os heróis por Itália, África do Sul, Coreia do Sul e Inglaterra, com elenco caro e batalhas massivas. O Correio Braziliense diz que o longa teve um orçamento de 365 milhões de dólares e que, desde 2015, ocupa o segundo lugar no pódio de filmes mais caros já feitos — posição que cai para sexto quando se agregam os valores maiores de Star Wars e Velozes. Já O Globo traz uma cifra diferente: US$ 289 milhões, e lembra que o filme rendeu US$ 1,4 bilhão em bilheteria mundial, ficando com a sétima colocação entre os maiores sucessos comerciais. Para definir a posição, este ranking segue o maior valor (365 milhões), que também é o mais atualizado.

7. Vingadores: Ultimato (2019)

Segundo o La Parola, Vingadores: Ultimato consumiu US$ 356 milhões de orçamento, mesmo sendo filmado em conjunto com Guerra Infinita e compartilhando parte dos custos. O texto destaca a batalha final monumental, as viagens no tempo por dentro do próprio MCU e a despedida de vários heróis como fatores de encarecimento. O site ainda observa que o investimento se pagou: Ultimato tornou-se o segundo maior sucesso de bilheteria da história, embora não forneça o valor em dólar. Já o Correio Braziliense cita o filme com o “singelo” orçamento de 356 milhões de dólares, reforçando alinhamento com o número da La Parola e lembrando que o longa encerra a saga de Thanos. A posição em sétimo lugar se justifica porque, mesmo sendo gigante, ele ainda fica abaixo dos orçamentos de Star Wars, Jurassic World, Fast X, Piratas 4 e Era de Ultron.

8. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022)

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura representa uma curiosidade: é um filme solo da Marvel com orçamento superior a muitos filmes de equipe. O La Parola aponta US$ 351 milhões como orçamento estimado e ressalta que a jornada pelo multiverso custou mais que vários títulos dos Vingadores. O texto credita boa parte desse valor à necessidade de criar múltiplas realidades com identidades visuais distintas, somada a batalhas de magia complexas e efeitos visuais intensivos. O filme aparece no ranking como prova de que, em termos de custo, o MCU já não depende só de reuniões de heróis para queimar centenas de milhões. A ausência de dados de bilheteria nas fontes impede avaliar, nos mesmos termos, se o risco se pagou — mas o lugar entre os dez mais caros mostra como o multiverso também é caro no mundo real.

9. Avatar: O Caminho da Água (2022)

Avatar: O Caminho da Água ocupa o nono posto, com orçamento estimado em US$ 350 milhões, segundo o La Parola. O site destaca que James Cameron voltou a Pandora 13 anos depois do original apostando numa tecnologia caríssima: captura de performance subaquática inédita, anos de desenvolvimento tecnológico e produção na Nova Zelândia. O texto explica que o filme introduz os clãs aquáticos Na’vi com um nível de detalhamento visual sem precedentes, reforçando a fama de Cameron de gastar centenas de milhões debaixo d’água e ainda assim fazer Hollywood recuperar cada centavo. A fonte não traz a bilheteria exata, mas deixa implícito que o desempenho foi suficiente para justificar o investimento. A posição relativamente “baixa” no ranking só mostra como a inflação de custos nos tentpoles contemporâneos é brutal.

10. Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023)

Fechando o top 10 aparece talvez o caso mais irônico da lista. De acordo com o La Parola, Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania teve orçamento estimado em US$ 330 milhões, o maior da trilogia do herói mais “pequeno” da Marvel. O texto aponta que a viagem ao Reino Quântico exigiu mundos inteiros criados em CGI, com criaturas alienígenas, paisagens surreais e batalhas em ambientes microscópicos, além da introdução formal de Kang, o Conquistador, como novo grande vilão do MCU. A fonte não informa dados de bilheteria, mas a lógica do ranking é outra: ele entra aqui porque, mesmo sendo visto como uma aposta menor criativamente, queimou mais dinheiro do que muitos filmes de equipe de décadas anteriores.

Outros filmes caríssimos que aparecem nas fontes

Além dos dez títulos anteriores, há uma série de superproduções com orçamentos altíssimos, mas que não entram no top 10 quando se usa o critério do maior valor em dólar já atribuído. Ainda assim, eles ajudam a entender o cenário e respondem a outra demanda recorrente: listas mais longas, como “20 filmes mais caros” ou “50 filmes mais caros”. As fontes brasileiras não trazem cinquenta, mas oferecem um recorte robusto.

O Correio Braziliense menciona, por exemplo, Vingadores: Guerra Infinita com custo de 316 milhões de dólares. O jornal também aponta Batman vs Superman: A Origem da Justiça com 263 milhões de dólares e cita Han Solo: Uma História Star Wars, com 275 milhões de dólares. Há ainda Liga da Justiça e Piratas do Caribe: No Fim do Mundo empatados em 300 milhões de dólares.

O Globo também oferece um termômetro interessante, ainda que com menos detalhes numéricos. O jornal lembra que Piratas do Caribe: No Fim do Mundo teve um orçamento de US$ 354 milhões quando se consideram valores ajustados pela inflação (neste caso, O Globo deixa claro esse ajuste), que Titanic custou US$ 305 milhões, que Homem-Aranha 3 consumiu US$ 304 milhões, que Liga da Justiça atingiu US$ 300 milhões e que John Carter: Entre Dois Mundos representou um prejuízo de US$ 200 milhões para a Disney, após um investimento de US$ 281 milhões e bilheteria de apenas US$ 73 milhões.

Qual o filme mais assistido da história?

Nenhuma das fontes apresenta um ranking consolidado de público por número de espectadores, então é preciso responder à pergunta com o dado que elas de fato trazem: bilheteria mundial em dólar. Nesse recorte, a informação mais clara aparece em O Globo, que afirma que Titanic (1997) teve uma arrecadação de US$ 2,1 bilhões em bilheteria mundial e o define como “o segundo filme mais rentável da história, perdendo apenas para Avatar, também de James Cameron”. O texto não informa o valor arrecadado por Avatar, mas o fato de colocá-lo à frente de Titanic indica que, entre os títulos mencionados pelas fontes, Avatar é o filme com maior bilheteria e, portanto, o mais assistido em termos de receita global gerada.

É importante notar que O Globo deixa claro um ponto que muita lista ignora: os valores são ajustados pela inflação ao falar dos orçamentos de alguns filmes, como Piratas do Caribe: No Fim do Mundo. Para as bilheterias, no entanto, o jornal não indica ajuste; trata Titanic e Avatar com valores nominais em dólar. Em resumo: dentro do conjunto de filmes citados, o longa mais assistido (por faturamento) é Avatar, seguido por Titanic com US$ 2,1 bilhões, um número que continua impressionante quase três décadas depois do lançamento.

Existe lista de 20 ou 50 filmes mais caros da história?

Quem procura listas mais longas esbarra em um limite prático: estúdios não divulgam orçamentos reais detalhados, e mesmo as grandes publicações trabalham com estimativas imprecisas. As fontes usadas aqui não montam uma lista fechada de 50 títulos com valores cravados. Ainda assim, é possível se aproximar de um top 20 razoavelmente bem ancorado nos números que aparecem.

Somando os dez filmes mais caros listados pelo La Parola com os longas citados por O Globo e Correio Braziliense com cifras claras, chegamos a um bloco de cerca de 20 superproduções com orçamentos superiores a US$ 260 milhões. Além dos dez do ranking principal, entram nesse conjunto Vingadores: Guerra Infinita (US$ 300 milhões segundo O Globo, US$ 316 milhões segundo o Correio), Vingadores: Era de Ultron na casa dos US$ 289 milhões em uma das contas, Piratas do Caribe: No Fim do Mundo com até US$ 354 milhões ajustados pela inflação e títulos como Titanic (US$ 305 milhões), Homem-Aranha 3 (US$ 304 milhões), Liga da Justiça (US$ 300 milhões), John Carter (US$ 281 milhões), Harry Potter e o Enigma do Príncipe (US$ 285 milhões) e Enrolados (US$ 292 milhões). É esse conjunto que aparece na tabela a seguir.

Piratas do Caribe, uma das franquias mais caras do cinema
Franquia que multiplicou orcamentos a cada sequencia (Imagem: IA/Tekimobile)

Qual é o critério da tabela comparativa de filmes mais caros?

A tabela abaixo reúne todos os títulos mencionados nas fontes com algum dado numérico explícito de orçamento ou bilheteria. Para cada filme, é indicado: ano (quando disponível), orçamento em dólar, se o valor aparece explicitamente como ajustado pela inflação, bilheteria mundial (se citada), a fonte específica e o critério que justifica sua presença. Os filmes são listados em ordem decrescente de orçamento máximo atribuído, seguindo a lógica usada no ranking principal.

Isso significa que um mesmo título pode ter valores diferentes em veículos distintos, mas a linha correspondente registra sempre o maior número que aparece em alguma delas, com uma nota na coluna de observações sobre outras cifras relevantes. Assim, o leitor consegue enxergar, em um só lugar, tanto o tamanho da conta de cada superprodução quanto as discrepâncias entre quem tentou somá-la. Quando uma fonte sinaliza que o valor é ajustado pela inflação — como faz O Globo em relação a Piratas do Caribe: No Fim do Mundo — isso é marcado na tabela, para evitar o erro comum de comparar dólares de 1997 com dólares de 2022 como se fossem a mesma coisa.

Filme Ano (quando citado) Orçamento (US$) Inflação ajustada? Bilheteria mundial (US$) Fonte do orçamento Observações
Star Wars: O Despertar da Força 2015 447 milhões Não indicado Não informado La Parola Líder do ranking de filmes mais caros segundo La Parola.
Jurassic World: Reino Ameaçado 2018 432 milhões Não indicado Não informado La Parola Segundo filme mais caro da história na lista da La Parola.
Star Wars: A Ascensão Skywalker 2019 416 milhões (503 milhões antes de incentivos) Não indicado Não informado La Parola Correio cita 275 milhões; aqui usamos o maior valor (La Parola).
Fast X / Velozes e Furiosos 10 2023 379 milhões Não indicado Não informado La Parola Correio fala em cerca de 340 milhões; La Parola menciona quase 500 milhões antes de incentivos.
Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas 2011 379 milhões / 378,5 milhões Não indicado Não informado La Parola / Correio Braziliense Correio trata como filme mais caro da história (378,5 mi); La Parola lista com 379 mi.
Vingadores: Era de Ultron 2015 365 milhões Não indicado 1,4 bilhão La Parola / Correio / O Globo La Parola e Correio citam 365 mi; O Globo fala em 289 mi. Bilheteria de 1,4 bi segundo O Globo.
Vingadores: Ultimato 2019 356 milhões Não indicado Não informado La Parola / Correio Braziliense Correio menciona 356 mi e lembra que encerra a saga de Thanos.
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo 2007 354 milhões Sim (O Globo) 963 milhões O Globo / Correio O Globo cita 354 mi ajustados pela inflação e bilheteria de 963 mi; Correio fala em 300 mi sem ajuste.
Doutor Estranho no Multiverso da Loucura 2022 351 milhões Não indicado Não informado La Parola Filme solo com orçamento maior que muitos Vingadores.
Avatar: O Caminho da Água 2022 350 milhões Não indicado Não informado La Parola Cameron investiu em captura de performance subaquática e nova tecnologia.
Vingadores: Guerra Infinita 2018 316 milhões Não indicado Não informado Correio Braziliense / O Globo Correio fala em 316 mi; O Globo menciona 300 mi e antecipa que custo deve ser maior com marketing.
Titanic 1997 305 milhões Não indicado 2,1 bilhões O Globo Segundo filme mais rentável da história, atrás de Avatar, com orçamento de 305 mi.
Homem-Aranha 3 2007 304 milhões Não indicado Não informado O Globo Último filme de Tobey Maguire como Aranha, com investimento de 304 mi.
Liga da Justiça 2017 300 milhões Não indicado 657 milhões O Globo / Correio O Globo cita 300 mi e bilheteria de 657 mi; Correio menciona o mesmo valor.
Batman vs Superman: A Origem da Justiça 2016 263 milhões Não indicado Não informado Correio Braziliense Correio destaca custo de 263 mi para o duelo entre os heróis da DC.
Han Solo: Uma História Star Wars 2018 275 milhões Não indicado Não informado Correio Braziliense Entra no ranking de produções mais caras, com 275 mi de orçamento.
John Carter: Entre Dois Mundos 2012 281 milhões Não indicado 73 milhões O Globo Orçamento de 281 mi, bilheteria de apenas 73 mi e prejuízo de 200 mi para a Disney.
Harry Potter e o Enigma do Príncipe 2009 285 milhões Não indicado Não informado O Globo O Globo cita orçamento de 285 mi para o sexto filme da franquia.
Enrolados 2010 292 milhões Não indicado 200 milhões O Globo Animação da Disney com orçamento de 292 mi e bilheteria de 200 mi, considerado aquém do esperado.

Quem ficou de fora do top 10 – e por quê

Algumas ausências chamam a atenção de cara. Titanic, por exemplo, é lembrado por O Globo como uma das maiores bilheterias da história (US$ 2,1 bilhões) e teve orçamento de US$ 305 milhões. Ainda assim, hoje isso “só” o coloca num segundo pelotão de gastos, abaixo de franquias atuais que queimam mais de US$ 400 milhões sem piscar. O filme fica fora do top 10 porque o corte foi feito em torno dos maiores cheques, não da relação custo/benefício ou do impacto cultural.

John Carter: Entre Dois Mundos também merecia destaque: com US$ 281 milhões de orçamento e US$ 73 milhões de bilheteria mundial, segundo O Globo, provocou um prejuízo de US$ 200 milhões para a Disney e virou símbolo de bomba cara. Ainda assim, em termos absolutos, custa menos que os campeões mais recentes. O mesmo vale para Enrolados (US$ 292 milhões, também de acordo com O Globo), que é, segundo o jornal, a animação mais cara da história da Disney, mas teria renda de “apenas” US$ 200 milhões. Em comum, todos esses filmes entram na categoria de projetos gigantes que pagaram caro para aprender que tamanho de orçamento não garante retorno — e que, no corte frio do ranking nominal, acabam empurrados para baixo pelos blockbusters mais jovens.

E os filmes mais caros da história do Brasil?

Nenhuma das fontes consultadas traz dados sobre orçamentos de filmes brasileiros, o que impede qualquer comparação numérica séria entre Hollywood e a produção nacional. Isso não é um detalhe: no Brasil, a transparência de orçamento de cinema é bem menor e os projetos costumam envolver uma mistura de incentivos públicos, coproduções internacionais e investimentos privados que raramente aparecem condensados em um único número oficial.

Na prática, a única conclusão segura com base nas informações apresentadas é que não há, neste conjunto de dados, uma lista dos filmes brasileiros mais caros. Qualquer ranking nacional exigiria recorrer a outras fontes, com critérios próprios e cifras que não aparecem aqui. Colocar um longa nacional ombro a ombro com produções de US$ 300 ou 400 milhões também exigiria correções de câmbio, inflação e poder de compra que extrapolam de longe o escopo numérico das informações disponíveis. Vale, então, a ressalva: toda vez que uma lista internacional de “filmes mais caros” circula por aqui, ela está falando de cinema global, e não da realidade orçamentária brasileira.

Por que os filmes modernos ficaram tão caros?

O La Parola é direto ao explicar a escalada: efeitos visuais avançados, elencos caros, locações globais, tecnologia de ponta e equipes massivas de pós-produção fazem os custos dispararem. O site frisa que trabalha com orçamentos de produção, sem incluir marketing e distribuição — ou seja, as cifras que já parecem astronômicas ainda não contam a conta inteira. O Correio Braziliense complementa o quadro ao apontar outros vilões de orçamento: refilmagens extensas, atrasos, cenários complexos e longos períodos de produção inflaram os custos de grandes franquias, mais ainda em tempos de pandemia.

Quando se olha para casos específicos, as razões ganham contorno. Fast X é encarecido por filmagens internacionais, troca de diretor e medidas sanitárias; Avatar: O Caminho da Água tem anos de pesquisa tecnológica embutidos; Doutor Estranho no Multiverso da Loucura abre múltiplos universos visuais; Star Wars: A Ascensão Skywalker passa por ajustes criativos e refilmagens constantes. No limite, o que esse conjunto de dados mostra é que o blockbuster contemporâneo virou um tipo de seguro: o estúdio investe somas recordes porque precisa de um evento global que carregue toda a temporada nas costas — e não há como fazer isso barato.

Perguntas frequentes

Quais são os filmes mais caros da história?

Considerando os maiores valores de orçamento em dólar citados pelas fontes, os dez filmes mais caros da história são: Star Wars: O Despertar da Força (US$ 447 milhões, segundo La Parola), Jurassic World: Reino Ameaçado (US$ 432 milhões), Star Wars: A Ascensão Skywalker (US$ 416 milhões, com menção a US$ 503 milhões antes de incentivos), Fast X / Velozes e Furiosos 10 (US$ 379 milhões, enquanto o Correio fala em 340 milhões), Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (cerca de US$ 378,5 milhões segundo o Correio, 379 milhões para La Parola), Vingadores: Era de Ultron (US$ 365 milhões nas fontes mais recentes), Vingadores: Ultimato (US$ 356 milhões), Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (US$ 354 milhões ajustados pela inflação), Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (US$ 351 milhões) e Avatar: O Caminho da Água (US$ 350 milhões).

Qual foi o filme mais caro já feito?

Com base nos números apresentados, o filme mais caro já feito é Star Wars: O Despertar da Força, com orçamento estimado em US$ 447 milhões segundo o La Parola, que diz trabalhar com dados auditados oficialmente. O Correio Braziliense, por sua vez, trata Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas como recordista, com custo de produção de cerca de US$ 378,5 milhões e a observação de que “já se passaram quase 15 anos sem que outro filme tenha superado” esse valor. Ou seja: em termos puramente numéricos, o maior cheque é o de O Despertar da Força; em parte da imprensa brasileira, o título simbólico de mais caro ainda é de Piratas 4.

Qual o filme mais assistido da história?

Entre os filmes citados pelas fontes, o mais assistido em termos de receita de bilheteria é Avatar. O Globo afirma que Titanic arrecadou US$ 2,1 bilhões em bilheteria mundial e o classifica como “o segundo filme mais rentável da história, perdendo apenas para Avatar”. Como o jornal não informa o número exato de Avatar, o dado disponível é que, dentro desse conjunto, ele está acima dos US$ 2,1 bilhões alcançados por Titanic. Portanto, na prática, Avatar ocupa o posto de filme mais assistido sob o critério de faturamento global em dólar.

Onde assistir aos filmes mais caros no Brasil?

As fontes não trazem um panorama completo, mas há algumas indicações claras. Segundo o La Parola, Star Wars: O Despertar da Força, Star Wars: A Ascensão Skywalker, Vingadores: Era de Ultron, Vingadores: Ultimato, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, Avatar: O Caminho da Água e Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas estão disponíveis no Disney+ no Brasil. O mesmo site informa que Jurassic World: Reino Ameaçado pode ser visto em Netflix e Amazon Prime Video, e que Fast X está em plataformas digitais como Amazon Prime Video e Apple TV+. Já O Globo e o Correio Braziliense não detalham o streaming atual dos títulos que citam, focando mais nos números de orçamento e bilheteria do que na disponibilidade.