O fim de semana terá virada brusca no tempo em boa parte do Brasil, com tempestades, trovoadas e risco de granizo em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto o interior encara tempo seco e baixa umidade.

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Neste artigo
  1. Onde o risco de tempestade e granizo é maior
  2. Norte, Nordeste, Sul e Sudeste: o que muda no mapa
  3. Tempo seco, granizo e produção rural em alerta

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) vale de sábado (25) a segunda-feira (27) e desenha um país dividido: faixas sob temporais e granizo convivem com regiões em alerta para ar seco e calor.

Onde o risco de tempestade e granizo é maior

Segundo o Inmet, o sábado (25) concentra o maior risco de tempestades em uma faixa que pega o leste de Mato Grosso do Sul, norte do Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais, extremo sul de Goiás e pontos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Nesse corredor entre o Centro-Oeste e o Sudeste, o cenário inclui chuva forte em pouco tempo, descargas elétricas, rajadas de vento e chance de granizo. A origem está na combinação de um cavado em superfície sobre o interior da Região Sul com uma área de baixa pressão próxima à costa do Sudeste, configuração clássica descrita pelos meteorologistas para organizar nuvens de tempestade intensas.

Entre domingo (26) e segunda (27), as instabilidades voltam a ganhar força mais ao Sul. Um novo sistema de baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai favorece o retorno da chuva ao Rio Grande do Sul e ao sul de Santa Catarina. Já no Paraná, as pancadas tendem a ser mais localizadas e irregulares.

Na prática, o mapa de atenção para o fim de semana fica dividido em alguns blocos bem definidos:

• Sul, Sudeste e Centro-Oeste: tempestades com chance de granizo em áreas já mapeadas pelo Inmet, com impacto direto em cidades grandes e em zonas rurais;

• Nordeste: redução das chuvas, com tempo firme predominando no interior e precipitação concentrada na faixa litorânea;

• Sul (RS e SC): retorno das instabilidades a partir de domingo, com risco de acumulados mais altos em alguns pontos;

• Interior do país: aumento da baixa umidade relativa do ar, especialmente no Centro-Oeste ampliado e em áreas do Norte e Nordeste afastadas do litoral.

Norte, Nordeste, Sul e Sudeste: o que muda no mapa

Na Região Norte, o padrão segue com calor e pancadas de chuva irregulares. A umidade da Amazônia mantém as precipitações concentradas em Amazonas, Roraima e noroeste do Pará, com pancadas isoladas em outras áreas. Já Rondônia, sudeste do Pará e Tocantins entram em modo de atenção para baixa umidade à tarde.

Entre as capitais, o contraste mostra a virada: Rio Branco e Porto Velho devem registrar mínimas de 21 °C, enquanto Palmas projeta chegar a 36 °C no calor seco típico do interior.

No Nordeste, o sinal é de diminuição de chuva em grande parte da região. A faixa litorânea entre Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte ainda pode ter precipitações, mas o interior tende a seguir com tempo firme e temperaturas altas. Essa combinação eleva o risco de queimadas e problemas respiratórios, mesmo sem o impacto visual de uma tempestade com granizo.

No Sudeste, o sábado é o dia mais crítico. São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, oeste do Rio de Janeiro e sudoeste do Espírito Santo entram na área de possibilidade de tempestades. Na sequência, a projeção do Inmet aponta avanço gradual do tempo seco, com redução das pancadas e queda da umidade do ar em parte da região.

No Sul, a chuva volta a ganhar corpo a partir de domingo, com foco em Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina. No Paraná, a previsão é de episódios mais pontuais, sem o mesmo espalhamento de instabilidades observado mais ao sul. As temperaturas variam de 11 °C em Curitiba (PR) até 36 °C em Cuiabá (MT), o que afasta a ideia de frio generalizado associado à virada de tempo.

Tempo seco, granizo e produção rural em alerta

Para quem depende do clima no campo, o roteiro do fim de semana complica o planejamento. Um comunicado detalhado do Inmet, citado por veículos especializados em agronegócio, destaca que as instabilidades exigem atenção de produtores rurais nas áreas sob risco de temporais, granizo e vento forte, com impacto em lavouras, pastagens e operações a céu aberto.

Acumulados de chuva entre 15 mm e 60 mm em 24 horas, combinados com rajadas de 40 km/h a 60 km/h, como já foram observados em outros episódios recentes no Sul, mostram o estrago que granizo e vendavais fazem em poucas horas em regiões produtoras.

No outro extremo do mapa, o avanço de áreas de ar seco e a queda da umidade no interior — do Centro-Oeste ao Nordeste continental — mantêm o combo típico de inverno: calor em cidades como Palmas e Cuiabá, desconforto térmico e aumento de risco para fogo em vegetação.

O próprio Inmet informa que a previsão pode ser atualizada conforme os sistemas meteorológicos avançam ou mudam de intensidade, o que mantém em aberto o grau de severidade em cada região nos próximos dias.