Google TV vai embutir 50 canais ao vivo gratuitos na interface e se colocar de vez na mesma prateleira de Pluto TV e Samsung TV Plus.

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Neste artigo
  1. Quais são os 50 canais grátis do Google TV?
  2. Como os canais gratuitos funcionam no Google TV?
  3. Integração com Wear OS, Fast Pair e casa conectada

Segundo o Google, a oferta reúne canais de notícias, esportes, filmes e variedades, sem cobrança de assinatura e sustentados por anúncios. A grade inicial mira o mercado dos Estados Unidos, ainda sem previsão oficial de estreia global nem detalhes específicos para o Brasil.

Quais são os 50 canais grátis do Google TV?

Os 50 canais ao vivo gratuitos do Google TV incluem nomes familiares para quem acompanha TV pela internet nos EUA. Entre os destaques citados pelo Google estão ABC News Live, American Classics, CBC News, Filmrise Free Movies, Hallmark Movies & More, Love Nature, NBC News Now e The Asylum, somados a outros canais focados em filmes de catálogo e programas já conhecidos do público.

Tela de divulgação do Google TV com destaque para recursos e canais
Google TV ganha canais lineares grátis suportados por anúncios (Imagem: reprodução/tecmundo.com.br)

A empresa também lista Reelz, Teletubbies, USA Today, Xumo Movies, Xumo Crime TV, Xumo Westerns, Divorce Court e Power Nation. Toda essa coleção entra na plataforma como canais lineares, organizados em grade no formato tradicional de TV, e o usuário não paga mensalidade: o custo fica por conta dos anúncios veiculados durante a programação.

O próprio Google admite que o número de canais ainda é modesto se comparado a outros serviços de IPTV gratuitos, e afirma que a lista deve crescer com o tempo. Nos planos divulgados pela companhia, entram canais dedicados a mercados locais em fases futuras, já que o pacote atual atende principalmente ao público norte-americano.

Como os canais gratuitos funcionam no Google TV?

Os canais gratuitos aparecem integrados à interface padrão do Google TV, lado a lado com os apps instalados e as recomendações de serviços de streaming pagos. O usuário navega por uma guia de canais ao vivo e troca de emissora como em uma TV por assinatura clássica, mas sem operadora intermediando o acesso. Toda a parte de transmissão e a entrega de anúncios fica sob responsabilidade dos parceiros e do próprio Google.

Na prática, o Google TV assume o papel de hub que reúne conteúdos sob demanda e programação ao vivo, incluindo esses 50 canais lineares, sem exigir a instalação de aplicativos individuais para cada canal. A experiência lembra o que fabricantes de smart TV já oferecem com seus próprios serviços integrados, só que agora concentrada em uma plataforma que aparece tanto em televisores com Google TV nativo quanto em dongles de streaming compatíveis.

Por enquanto, o pacote de canais gratuitos permanece focado nos Estados Unidos. O Google declara que pretende ampliar a oferta e incluir opções locais, mas ainda não divulga cronograma nem lista de países, o que mantém em aberto como e quando essa grade estreia oficialmente nas smart TVs vendidas no Brasil.

Integração com Wear OS, Fast Pair e casa conectada

Junto com os canais gratuitos, o Google TV passa a contar com integração ao Wear OS, o sistema de relógios inteligentes da empresa. A proposta é mostrar na TV dados coletados pelo smartwatch, como frequência cardíaca e calorias queimadas, e usar a tela grande em exercícios interativos e treinos guiados, espelhando as informações em tempo real.

Outra novidade é o Fast Pair no ambiente da TV, que permite parear fones de ouvido sem fio compatíveis sem navegar por menus profundos. O Google também prepara um recurso para transformar dispositivos Nest em alto-falantes do sistema, espalhando o áudio pela casa sem recorrer a equipamentos dedicados de home theater.

O pacote inclui ainda um painel de controle para dispositivos de casa inteligente, acessível direto na interface do Google TV. A empresa indica que começa a liberar essas funções a partir de 2023, em ondas, sem detalhar o calendário por região. Enquanto isso, o catálogo gratuito segue restrito ao foco nos EUA, à espera de datas e conteúdo definidos para outros mercados.