Implante cerebral permite mulher se comunicar apenas com pensamentos

Pesquisadores desenvolvem implante cerebral que converte pensamentos em fala, revolucionando a comunicação para pessoas com paralisia. Saiba mais!
Atualizado há 19 horas
Implante cerebral permite mulher se comunicar apenas com pensamentos
Implante inovador transforma pensamentos em fala, ajudando pessoas com paralisia. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)
Resumo da notícia
    • Um implante cerebral permitiu que uma mulher com paralisia se comunicasse apenas com seus pensamentos, usando uma interface cérebro-computador e IA.
    • Se você ou alguém que conhece tem dificuldades de comunicação devido a paralisia, essa tecnologia pode oferecer uma nova forma de expressão.
    • Essa inovação pode melhorar a qualidade de vida de pacientes com AVC ou doenças neurodegenerativas, tornando a comunicação mais rápida e natural.
    • O sistema aprende com o tempo, adaptando-se às características únicas de cada usuário para reduzir erros e melhorar a eficiência.
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Pesquisadores das universidades de Berkeley e San Francisco revelaram um estudo na revista Nature Neuroscience mostrando que um Implante no cérebro permitiu que uma mulher com paralisia conseguisse se comunicar apenas com seus pensamentos. A tecnologia combina uma interface cérebro-computador com inteligência artificial para interpretar sinais cerebrais e transformar esses comandos mentais em fala sintetizada.

O estudo mostrou como a interface cérebro-computador, ou brain-computer interface (BCI), capta a atividade cerebral da paciente enquanto ela imagina falar. Esses sinais neurais são decodificados com o apoio da IA, convertendo-os em comandos que acionam um dispositivo que gera a fala por áudio, facilitando a comunicação mesmo para quem perdeu a capacidade de falar fisicamente.

Esse tipo de tecnologia pode representar uma mudança significativa para pacientes que sofreram lesões graves, como AVC ou doenças neurodegenerativas que impactam os movimentos, dando uma nova forma de expressão para quem antes dependia apenas de métodos limitados, como movimentar os olhos ou usar sistemas lentos de digitação por rastreamento ocular.

Ao detectar exatamente quais padrões cerebrais correspondem à intenção específica de comunicação, a plataforma consegue criar uma tradução em tempo real, o que reduz atrasos e torna a experiência mais natural. A inteligência artificial ainda aprimora o entendimento desses padrões, facilitando a adaptação do sistema de fala às características únicas de cada usuário.

Metodologia e aplicações do Implante no cérebro

Segundo o estudo, os pesquisadores implantaram uma grade de microelétrodos sobre o córtex cerebral da paciente. Esses sensores captam os sinais elétricos gerados durante o pensamento relacionado à fala. Quando ela pensa em palavras ou frases, o sistema detecta essas intenções por meio dos padrões únicos da atividade cerebral.

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A inteligência artificial usada no projeto foi treinada para decifrar as variações elétricas e associá-las às palavras desejadas. O software então converte esse padrão em um formato que o gerador de fala pode entender, recriando o conteúdo do pensamento na forma de áudio. Tudo acontece em tempo quase real, facilitando conversas mais fluidas.

Essa tecnologia também abre espaço para integração com outros dispositivos assistivos, como tradutores de texto e sistemas de acessibilidade digital. Inclusive, há uma tendência forte na pesquisa em IA para criar soluções que auxiliem tarefas complexas, como no desenvolvimento de agentes para linguagem, processamento de dados sensoriais ou mesmo na criação de conteúdo automatizado, como os recursos apresentados no Copilot com IA.

Ainda que em fase experimental, os resultados ampliam as opções para reabilitação de pacientes, promovendo autonomia e inclusão. Pesquisadores acreditam que, com melhorias adicionais na precisão e velocidade da IA, o dispositivo pode atender um público mais amplo, especialmente pessoas que dependem de comunicação alternativa para interagir socialmente.

Um ponto importante é a calibragem constante da plataforma para ajustes de personalização. Como cada pessoa tem um padrão cerebral único, o sistema aprende com o tempo a interpretar melhor as intenções do usuário e evitar erros na geração da fala. Esse processo de aprendizado contínuo melhora o desempenho do implante na vida diária.

Este conteúdo foi auxiliado por Inteligência Artificial, mas escrito e revisado por um humano.

André atua como jornalista de tecnologia desde 2009 quando fundou o Tekimobile. Também trabalhou na implantação do portal Tudocelular.com no Brasil e já escreveu para outros portais como AndroidPIT e Techtudo. É formado em eletrônica e automação, trabalhando com tecnologia há 26 anos.