A Apple marcou para quarta-feira, 28 de outubro, às 14h de Brasília, o evento "Pro and tell", e o produto mais esperado para a data é um iPad mini com tela OLED, a primeira troca de tecnologia de tela do tablet compacto desde que ele foi lançado. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o modelo deve custar US$ 799 nos Estados Unidos, US$ 200 a mais que o atual.

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Neste artigo
  1. Evento da Apple em 28 de outubro: horário no Brasil e formato do "Pro and tell"
  2. iPad mini OLED: tela, chip A20 Pro e 12 GB de memória na ficha esperada
  3. Primeiro iPad resistente à água e o novo desenho
  4. Preço do novo iPad mini: quanto deve custar nos EUA e no Brasil
  5. Novo iPad mini: o que falta a Apple confirmar

A data e o formato do evento estão confirmados pelo convite da Apple. O resto ainda é rumor: a empresa não diz quais produtos vai mostrar. Para quem pensa em comprar o iPad mini de 7ª geração, hoje vendido a partir de R$ 7.329 na loja de Educação da Apple no Brasil, a semana é de espera. O sucessor deve trazer tela nova, chip mais rápido e mais memória, e deve vir mais caro.

Evento da Apple em 28 de outubro: horário no Brasil e formato do "Pro and tell"

O convite fala em Los Angeles, às 10h no horário do Pacífico, o que dá 14h em Brasília. Quem espera uma apresentação no palco vai se frustrar. Segundo o Engadget, "não será um evento tradicional, e sim um briefing para a imprensa e criadores": a Apple faz demonstrações fechadas ao longo do dia e solta as novidades por comunicado à imprensa e vídeos no próprio site. Na prática, o anúncio aparece na Newsroom e na loja online da Apple, e não há garantia de que tudo sairá exatamente às 14h.

O nome do evento dá a pista. Gurman escreveu que a data é "para os MacBooks com tela sensível ao toque, o iPad mini e os Macs com M6". Isso inclui MacBook Pro de 14 e 16 polegadas com tela OLED sensível ao toque, que seriam os primeiros Macs com toque, além de um MacBook Pro de entrada e de um iMac com M6. O iPad básico de 12ª geração, com chip A19, ficou para o início de 2027, segundo o PhoneArena.

iPad mini OLED: tela, chip A20 Pro e 12 GB de memória na ficha esperada

Detalhe do topo do iPad mini com o botão de energia com Touch ID e a tela de bloqueio
Divulgação/Apple (Imagem: reprodução)

A mudança principal é a tela. O iPad mini usa LCD desde a primeira geração, e o painel atual, de 8,3 polegadas, não tem ProMotion: fica em 60 Hz. O OLED liga e desliga cada pixel individualmente, o que entrega preto de verdade, contraste maior e mais brilho em conteúdo HDR. Relatos da cadeia de suprimentos apontam a Samsung como fabricante do painel. O 9to5Mac avisa que não será o OLED "tandem" de duas camadas do iPad Pro, e sim um painel mais simples. O site espera cores mais vivas e brilho maior que os do LCD atual.

A tabela abaixo separa o que a Apple vende hoje do que os rumores indicam. Nada da coluna da direita está confirmado.

CaracterísticaiPad mini atual (7ª geração, 2024)Próximo iPad mini (rumor)
Tela8,3" Liquid Retina (LCD), 60 Hz, sem ProMotionOLED (não tandem); 8,4" a 8,7" conforme a fonte
Taxa de atualização60 HzEm disputa: 60 Hz ou 120 Hz
ChipA17 ProA20 Pro (Bloomberg); A19 Pro em vazamento de agosto
Memória8 GB12 GB
Armazenamento128, 256 ou 512 GBNão divulgado
CâmerasTraseira grande-angular de 12 MP (vídeo 4K); frontal de 12 MP com Center StageCâmera frontal reposicionada
Resistência à águaSem certificação IPPrimeira certificação em um iPad, com alto-falantes sem furos
CanetaApple Pencil Pro e Apple Pencil (USB-C)Não divulgado
Preço nos EUAUS$ 599 (lançado a US$ 499)US$ 799 (estimativa de Gurman)
Preço no BrasilA partir de R$ 7.329 (loja de Educação)Não divulgado

O tamanho da tela é o dado mais incerto: há relatos de 8,4, 8,5 e 8,7 polegadas, sempre com bordas mais finas. A taxa de atualização também. Um rumor diz que o tablet continuaria em 60 Hz, o que o 9to5Mac chama de "duvidoso". Ficar em 60 Hz num aparelho de US$ 799 seria difícil de defender.

No chip, a leitura mudou ao longo do ano. Em agosto, códigos internos (J510 e J511) encontrados em software da Apple apontavam para o A19 Pro, o mesmo do iPhone Air. Os relatos de outubro falam no A20 Pro, que equipa o iPhone 18 Pro, o 18 Pro Max e o iPhone Duo. O 9to5Mac fez a conta a partir do Geekbench do iPhone 18 Pro Max: ganho de cerca de 60% em CPU multinúcleo e de 166% em GPU sobre o A17 Pro. É uma projeção feita com outro aparelho, e não teste do iPad. O Engadget lembra que o A17 Pro "é conhecido por esquentar bastante", então um chip mais eficiente faria diferença em jogos e em sessões longas.

Arte do evento da Apple de 28 de outubro com o logotipo da maçã em fundo preto
Divulgação/Apple (Imagem: reprodução)

Primeiro iPad resistente à água e o novo desenho

A mudança de projeto mais ambiciosa está na carcaça. Segundo a Bloomberg, a Apple trabalha em alto-falantes que produzem som pela vibração da própria estrutura do tablet, sem as grades com furos de hoje. Com menos aberturas, o iPad mini seria o primeiro iPad com resistência oficial à água. Hoje nenhum modelo da linha tem certificação IP, e para um aparelho usado na cama, na cozinha ou no banheiro isso pesa mais do que alguns pontos de Geekbench.

Os demais rumores de design são menores. A câmera frontal mudaria de posição, os alto-falantes seriam reformulados e as bordas ficariam mais finas. O último redesenho foi o do iPad mini 6, em 2021. O iPad mini 7, de outubro de 2024, manteve o mesmo corpo e trocou o chip pelo A17 Pro, com o mesmo LCD. Se vier como dizem os rumores, o novo modelo será a primeira troca de desenho e de tela em cinco anos.

Preço do novo iPad mini: quanto deve custar nos EUA e no Brasil

O preço é o ponto fraco do novo modelo. O iPad mini 7 estreou a US$ 499 em 2024 e subiu para US$ 599 em junho de 2026, quando a Apple repassou a alta no custo das memórias. A estimativa de Gurman, de US$ 799, fica US$ 300 acima do preço de lançamento da geração anterior e iguala o que a Apple cobrava pelo iPad Air de 13 polegadas no lançamento. Antes, a expectativa era de US$ 699.

Em conversão direta, a cerca de R$ 5,12 por dólar, US$ 799 dariam uns R$ 4.090. Esse número não vale para o Brasil, porque não inclui impostos nem a margem que a Apple aplica aqui. A referência mais útil está na loja oficial brasileira. O iPad mini atual com Wi-Fi sai a partir de R$ 7.329 (128 GB), R$ 8.529 (256 GB) e R$ 10.929 (512 GB) na loja de Educação; a versão com rede celular começa em R$ 9.329. Na loja para empresas, o Wi-Fi de 128 GB custa R$ 7.999. Se a Apple mantiver a mesma proporção entre dólar e real da loja de Educação, cerca de 12,2 vezes, o novo modelo passaria de R$ 9.700. Essa conta é do tekimobile, e não preço anunciado.

A comparação com o resto da linha, também na loja de Educação, mostra o problema. O iPad básico, com chip A16, começa em R$ 5.729, o iPad Air com M4 em R$ 9.329 e o iPad Pro com M5 em R$ 15.579. Um mini que passe dos R$ 9 mil encostaria no Air, que tem tela de 11 ou 13 polegadas.

Não há data de venda nem confirmação de que o tablet chegue ao Brasil no primeiro lote. O preço brasileiro, quando sair, aparece na loja online da Apple. Também não se sabe se o armazenamento inicial continua em 128 GB.

Novo iPad mini: o que falta a Apple confirmar

Até quarta, quase tudo segue em aberto: o nome (pode ser só "iPad mini", sem número), o chip, a memória, a taxa de atualização, a certificação contra água e o preço. Gurman tem bom histórico em lançamentos da Apple, mas já errou preço e data. Para quem tem iPad mini 6 ou 7, a decisão depende de dois números que só a Apple vai dar no dia 28: o preço em reais e se a tela nova vem com 120 Hz. O anúncio sai a partir das 14h, no site da Apple.