Analistas de mercado já tratam como dado o salto de preço nos próximos topos de linha da Apple, com projeções que falam em alta de até US$ 300 nos iPhone 18 Pro e reajuste de dois dígitos chegando também ao Brasil.

Adicione ao Google Notícias
Neste artigo
  1. Quanto o iPhone 18 Pro pode subir de preço?
  2. Por que os iPhones 17 e 18 Pro tendem a ficar tão caros?

Nos bastidores, os vazamentos apontam que o iPhone 18 Pro deve ficar entre US$ 250 e US$ 300 mais caro que o antecessor, enquanto estimativas mais conservadoras falam em um aumento de US$ 100 a US$ 200. Tomando o iPhone 17 Pro Max como referência, lançado por US$ 1.199 nos EUA e R$ 12.499 no Brasil, um reajuste mínimo de 15% já empurra o próximo Pro Max para algo acima de US$ 1,4 mil lá fora e perto de R$ 14,4 mil por aqui. Nada disso está confirmado: até agora, a Apple não anunciou nenhum valor para a linha iPhone 18.

Quanto o iPhone 18 Pro pode subir de preço?

Os números mais agressivos aparecem em projeções que colocam o aumento do iPhone 18 Pro entre US$ 250 e US$ 300 em relação à geração anterior, algo na faixa de R$ 1,3 mil a R$ 1,5 mil em conversão direta. Outro grupo de analistas, incluindo estimativas citadas por Mark Gurman e por bancos como o JP Morgan, trabalha com um reajuste menor, entre US$ 100 e US$ 200.

Quando essas faixas são convertidas em preços finais, surgem cenários em que o iPhone 18 Pro chegaria entre US$ 1.349 e US$ 1.399, contra os US$ 1.099 da geração atual. Já o iPhone 18 Pro Max aparece em previsões entre US$ 1.449 e US$ 1.499. Em qualquer uma dessas hipóteses, a linha Pro se desloca para uma nova faixa de preço dentro do portfólio da Apple, encostando em US$ 1,5 mil nos EUA.

No Brasil, o impacto direto não entra em conta exata porque entram imposto, câmbio e margem local na equação. Mas usar o iPhone 17 Pro Max, que estreou aqui por R$ 12.499, como base dá uma boa ideia de ordem de grandeza: um aumento de 15% já leva o provável sucessor para a casa dos R$ 14,4 mil. E isso sem incluir eventuais ajustes extras que a Apple costuma aplicar em linha antiga quando coloca uma geração nova no mercado.

Por que os iPhones 17 e 18 Pro tendem a ficar tão caros?

O movimento não se explica só por política de preço da Apple, mesmo com a margem de lucro da empresa historicamente confortável. O mercado de memória atravessa uma crise forte que redesenhou a estrutura de custo dos smartphones. De acordo com a TrendForce, o custo de fabricação do iPhone 18 Pro de 256 GB deve ficar cerca de 38% maior que o do 17 Pro, puxado por DRAM e NAND bem mais caras.

O mesmo relatório mostra que, só no terceiro trimestre de 2026, memória passou a representar aproximadamente 34% do custo total do smartphone, contra 10% um ano antes. A projeção para 2027 é passar dos 40% ainda no primeiro semestre. Antes dessa virada, os componentes mais caros de um iPhone eram processador e tela; se a memória de fato passar de 40% do bolo, chip e display caem para menos de 10% cada, mesmo sem recuo de preço.

Para completar, a estreia de processadores em 2 nanômetros fabricados pela TSMC e um sistema de câmera com abertura variável, previsto para o iPhone 18 Pro, também entra como linha pesada na planilha de custos.

Ilustração de aumento de preço do iPhone 18 Pro
Projeções indicam que o iPhone 18 Pro pode ficar até US$ 300 mais caro (Imagem: reprodução/tecmundo.com.br)

Analistas lembram ainda que a Apple já reajustou recentemente outros produtos por causa dessa pressão de componentes. Em junho, aumentos de RAM e armazenamento ajudaram a encarecer linhas como MacBook Neo e iPad de entrada, com alta de até 33% em modelos básicos. A empresa já mostrou, na prática, que transfere parte da conta para o consumidor quando a indústria aperta.

O que isso significa para quem compra iPhone no Brasil? Para o brasileiro que mira um iPhone topo de linha, o quadro é direto: se o 17 Pro Max já estreou em R$ 12.499, o sucessor Pro Max tende a aparecer bem acima desse patamar. Um aumento mínimo de 15% leva o valor de tabela para perto de R$ 14,4 mil; se a Apple optar por proteger a margem inteira em vez de absorver parte do choque de memória, a cifra sobe ainda mais.

A própria TrendForce classifica como “inevitável” algum reajuste na ponta, mas aponta a possibilidade de a Apple sacrificar uma parte do lucro para tentar segurar o impacto. O histórico recente com MacBooks aponta na direção oposta: mesmo com margem comprimida, houve aumento expressivo.

A firma de pesquisa também não descarta uma estratégia incômoda para o consumidor brasileiro: subir o preço de modelos antigos junto com o lançamento dos novos para compensar o custo de memória, o que esticaria toda a escada de preços da linha iPhone no país.

Enquanto os valores oficiais não aparecem, os rumores apontam um cenário em que o pacote de DRAM mais cara, NAND inflacionada, chip de 2 nm e câmera com abertura variável resulta em um iPhone 18 Pro bem mais caro de produzir. Com a estreia dos chips de 2 nm da TSMC prevista justamente para essa geração, a Apple encontra um novo teto de custo para testar o limite do bolso de quem troca de iPhone todo ano.