O Diabo Veste Prada 2 estreou no catálogo do Disney+ nesta quarta-feira (29), trazendo de volta Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci aos papéis que marcaram o original de 2006 — agora em plena crise da mídia digital.
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Disponível para streaming desde 29 de julho de 2026 no Brasil, O Diabo Veste Prada 2 chega ao Disney+ depois de uma passagem extremamente bem-sucedida pelos cinemas, com arrecadação mundial de cerca de US$ 690 milhões a partir de um orçamento estimado em US$ 100 milhões, superando com folga o primeiro longa, que faturou aproximadamente US$ 326 milhões em 2006 com custo em torno de US$ 35 milhões. Somados, os dois filmes passam da marca de US$ 1 bilhão em bilheteria global.
Qual é a história de O Diabo Veste Prada 2?
Vinte anos depois dos meses que mudaram a vida de Andy Sachs na revista de moda Runway, a sequência coloca a personagem de Anne Hathaway de volta ao território de Miranda Priestly, agora em um cenário completamente reconfigurado. A Runway já não é o império incontestável da moda impressa: a publicação enfrenta cortes de orçamento, pressão por audiência digital e disputa com influenciadores e plataformas online por relevância e verba publicitária.
Nesse contexto, Miranda (Meryl Streep) continua no comando da revista, com o mesmo método implacável que transformou a personagem em ícone pop. Andy retorna mais madura, confiante e estabelecida como jornalista premiada, o que muda a dinâmica de poder entre as duas. Emily Charlton, vivida por Emily Blunt, deixa de ser apenas a assistente devota e aparece como executiva bem-relacionada em uma marca de luxo, inserida diretamente nas disputas de bastidor entre mídia tradicional e grandes grifes.
O filme usa esse reencontro para discutir temas específicos do mercado editorial: crise do jornalismo impresso, cultura do clickbait, impacto das redes sociais na formação de tendências e o avanço da inteligência artificial sobre o trabalho de jornalistas e editores. A Runway funciona quase como uma personagem, passando de símbolo máximo de glamour editorial a negócio em risco permanente.
Quem volta no elenco e na equipe da sequência?
A 20th Century Studios não economizou em nostalgia nem em cheques. O estúdio reuniu o quarteto central que sustentou o sucesso do original: Meryl Streep como Miranda Priestly, Anne Hathaway como Andrea "Andy" Sachs, Emily Blunt como Emily Charlton e Stanley Tucci como Nigel Kipling, o diretor de arte que atua como mentor de Andy e elo afetivo dentro da Runway.
Miranda continua como editora-chefe da revista, com o mesmo olhar clínico para moda e o mesmo jeito de destruir egos com um apertar de lábios. Andy chega de volta ao universo da Runway com anos de experiência como repórter séria, longe daquela recém-formada que tratava moda como futilidade. Emily deixa o posto de funcionária que respira Runway para ocupar um cargo de peso em uma marca de luxo, levando sua ambição a outro patamar. Nigel segue próximo de Miranda e da revista, mas o filme reforça que nem ele está imune às decisões frias da chefia.
Nos bastidores, o estúdio também apostou na fórmula original: David Frankel, diretor do primeiro filme, retorna ao comando, assim como a roteirista Aline Brosh McKenna. A produção é de Wendy Finerman, com Michael Bederman, Karen Rosenfelt e Aline Brosh McKenna como produtores executivos. A ideia, segundo o próprio filme deixa claro em diálogos e situações que espelham 2006, não foi só repetir piadas do original, mas usar o mesmo time para atualizar o recorte de mundo da franquia.
Como foi a recepção de O Diabo Veste Prada 2 nos cinemas?
Antes de chegar ao Disney+, a sequência passou pelos cinemas com desempenho bem acima do que muita continuação preguiçosa costuma entregar. Com orçamento estimado em US$ 100 milhões, O Diabo Veste Prada 2 arrecadou cerca de US$ 690 milhões nas bilheterias mundiais, quase sete vezes o valor investido e mais que o dobro da bilheteria total do longa de 2006.
Esse resultado coloca a franquia em um patamar raro: dois filmes somando mais de US$ 1 bilhão, sem universo expandido, sem super-herói, sem dez derivados. A comparação com franquias que insistem em morrer em sequências derivativas é inevitável. Aqui, o estúdio usa nostalgia como porta de entrada, mas amarra o roteiro em discussões atuais do jornalismo e da cultura pop digital para não depender só da memória afetiva de quem viu o original nos anos 2000.
A crítica internacional ficou mais dividida do que o público: parte considera o filme uma espécie de homenagem ao original, reciclado em vários momentos, enquanto outra parte destaca justamente a leitura da crise da mídia, da precarização do trabalho e dos novos centros de poder na moda. O número de bilheteria, porém, responde à pergunta que interessa ao estúdio: o público ainda quer ver Miranda Priestly ditando regras — agora também no streaming.
Como assistir O Diabo Veste Prada 2 e o filme original no Disney+?
No Brasil, O Diabo Veste Prada 2 está disponível no Disney+ desde 29 de julho de 2026, dentro da assinatura padrão da plataforma, sujeito à disponibilidade de catálogo. Não há cobrança avulsa anunciada para o título: é só ter conta ativa no serviço para dar play na sequência.
O Disney+ também oferece o primeiro O Diabo Veste Prada, de 2006, no mesmo catálogo. Para quem viu o original há quase duas décadas, faz sentido rever o longa anterior antes de encarar a continuação, até porque a nova trama parte diretamente das escolhas finais de Andy ao deixar a Runway e retoma relações pessoais e profissionais que o espectador pode ter esquecido.
Na prática, o combo cinema + streaming funciona como um teste de fôlego da marca. A bilheteria alta mostra que o filme ainda mobiliza público pagante em sala; a chegada rápida ao Disney+ tende a turbinar a maratona dupla e manter o título em circulação num momento em que o próprio serviço disputa tempo de tela com rivais e com redes sociais — exatamente o tipo de disputa que a Runway enfrenta dentro da história.



