O dado mais estranho do cinema de super-herói é este: o pior filme da história do gênero, segundo o Rotten Tomatoes, custou relativamente pouco – e ainda assim conseguiu afundar, ser esquecido e virar sinônimo de fracasso. Enquanto isso, vários blockbusters bilionários em marketing e efeitos especiais também entraram para a história pelos motivos errados.

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Neste artigo
  1. O que é um super-herói, afinal – e quem entra no jogo?
  2. Quais são os piores filmes de super-heróis de todos os tempos?
  3. #1 – Max Steel (2016) – o zero absoluto
  4. #2 – Quarteto Fantástico (2015) – reboot que implodiu a franquia
  5. #3 – Mulher-Gato (2004) – o símbolo do fracasso nos anos 2000
  6. #4 – Steel – O Homem de Aço (1997) – a curiosidade que custou caro
  7. #5 – Zoom (2006) – o Incríveis que deu errado
  8. #6 – Lanterna Verde (2011) – blockbuster caro, piada barata
  9. #7 – Morbius (2022) – quando o meme não salva o caixa
  10. #8 – X-Men: Fênix Negra (2019) – despedida em tom de cinza
  11. #9 – Superman IV: Em Busca da Paz (1987) – o herói posto na geladeira
  12. #10 – Justice League (2017) – bilhão de problemas, meio bilhão de receita
  13. #11 – The Flash (2023) – o reset que nunca aconteceu
  14. #12 – Shazam! Fúria dos Deuses (2023) – quando o carisma não basta
  15. #13 – As Marvels (2023) – o maior tombo financeiro da Marvel Studios
  16. #14 – Eternals (2021) – ambição mal administrada
  17. #15 – Hulk (2003) – o drama que engoliu o monstro
  18. Resumo em tabela: notas, orçamentos e bilheterias
  19. Quem ficou de fora – e por que não entrou na lista principal?
  20. Perguntas frequentes

Este ranking dos piores filmes de super-heróis parte de dois critérios objetivos e complementares: a recepção crítica e de público (medida pelo Rotten Tomatoes) e o tamanho do fracasso financeiro (quando há dado de orçamento e bilheteria, principalmente via Box Office Mojo). A ordem final pondera três fatores: 1) quão mal o filme é avaliado; 2) quão rejeitado é pelo público em geral; 3) quão grave foi o tombo nas bilheterias em relação ao custo estimado. Quando faltam números financeiros, a nota no Rotten Tomatoes pesa mais.

Resumo direto: o topo da lista fica com produções como Max Steel, Quarteto Fantástico (2015), Mulher-Gato e Lanterna Verde, que reúnem o combo completo – crítica hostil, público frio e prejuízo relevante, registrado pelo próprio Rotten Tomatoes.

O que é um super-herói, afinal – e quem entra no jogo?

Antes de falar dos piores filmes, é preciso cravar o escopo. Super-herói aqui é qualquer personagem construído em torno de habilidades sobre-humanas, tecnologia extrema ou identidade mascarada a serviço (ou contra) uma ideia de justiça. Entra tanto quem veio dos quadrinhos (como Quarteto Fantástico, Lanterna Verde, Morbius, Steel, Mulher-Gato) quanto criações originais de cinema e TV com a mesma lógica, como Max Steel e Zoom.

Na prática, o gênero gira em torno de figuras como Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Homem-Aranha, X-Men, Vingadores, Quarteto Fantástico, Lanterna Verde, Morbius, Shazam e afins. Alguns são heróis clássicos, outros anti-heróis (caso de Morbius), outros paródias ou derivações. A linha que importa para este ranking é simples: o filme se vende como história de alguém com poderes, traje, missão e arquétipo de quadrinhos? Então está no páreo.

Por isso a lista traz desde adaptações diretas da Marvel e da DC até brinquedos transformados em “salvadores do mundo” (Max Steel) e variações infantojuvenis (Zoom). O que fica de fora são filmes de ação ou fantasia sem esse pacote claro de identidade heroica – você pode até chamar o Neo de O Matrix de herói, mas a própria Wikipédia trata a franquia como um caso à parte, misturando sci-fi com superpoderes, não como filme de super-herói tradicional.

Quais são os piores filmes de super-heróis de todos os tempos?

Para chegar a um recorte enxuto, o ranking principal foca em 15 títulos particularmente desastrosos – seja pela combinação de baixa nota e fiasco comercial, seja por terem se tornado símbolos de tudo que deu errado no gênero. Abaixo de cada posição, aparecem os dados disponíveis: notas de crítica e público no Rotten Tomatoes, além de orçamento estimado e bilheteria quando divulgados por diferentes fontes especializadas.

Importante: valores de bilheteria e orçamento aqui são sempre nominais, sem correção pela inflação, como costuma fazer o Box Office Mojo e a própria Wikipédia nas listas de maiores bilheterias. Sempre que algum veículo brasileiro traz faixa de orçamento (em vez de número fechado), isso é respeitado.

#1 – Max Steel (2016) – o zero absoluto

Max Steel ocupa o topo por um dado difícil de superar: 0% no Tomatometer e apenas 48% de aprovação do público, de acordo com o Rotten Tomatoes. O filme é lembrado como um fracasso notório, com orçamento de US$ 10 milhões e bilheteria de apenas US$ 6,3 milhões, ou seja, mal passou da metade do necessário para começar a sonhar com o empate. Mesmo com custo baixo, o filme foi tão irrelevante que virou referência negativa no gênero. Está aqui porque reúne o pior pacote possível: rejeição crítica total, público indiferente e desempenho que nem paga as contas de marketing.

#2 – Quarteto Fantástico (2015) – reboot que implodiu a franquia

O reboot sombrio do Quarteto Fantástico recebe do Rotten Tomatoes 9% de aprovação da crítica e 18% do público. O orçamento foi estimado entre US$ 120 e 150 milhões, e a bilheteria mundial parou em US$ 167 milhões. O filme deu prejuízo entre US$ 80 e 100 milhões, o que o coloca entre os maiores desastres de super-herói da década. A combinação de expectativa alta, briga criativa pública e resultado final sem emoção nem intriga faz dele o caso clássico em que estúdio e público parecem concordar em uma coisa só: não precisava existir.

#3 – Mulher-Gato (2004) – o símbolo do fracasso nos anos 2000

Mulher-Gato tem 8% de aprovação da crítica e 18% do público no Rotten Tomatoes. O orçamento estimado foi de US$ 100 milhões e a bilheteria mundial ficou em US$ 82 milhões. Ou seja: um blockbuster que nem sequer recupera o valor gasto em produção, muito menos marketing e distribuição. O filme “sepultou a carreira de Halle Berry por alguns anos” e virou símbolo de fracasso do cinema de heróis na década. Está tão alto na lista porque poucos longas conseguiram, ao mesmo tempo, afastar a crítica, segurar o público e ainda manchar uma personagem clássica da DC.

#4 – Steel – O Homem de Aço (1997) – a curiosidade que custou caro

No Rotten Tomatoes, Steel aparece com 4% de crítica e 19% de aprovação do público, dentro do recorte de piores filmes do gênero feito pelo próprio site. O longa figura entre os dez maiores fracassos de super-heróis nas bilheterias, com orçamento estimado em US$ 16 milhões e bilheteria mundial de US$ 1,7 milhão. A produção também é frequentemente lembrada como um dos flops mais comentados dos anos 90. O resultado é tão fraco que o filme sobrevive muito mais como piada sobre Shaquille O’Neal de armadura do que como adaptação de quadrinhos – é um daqueles casos em que a má ideia já começa na escalação.

#5 – Zoom (2006) – o Incríveis que deu errado

Zoom tem 5% de aprovação da crítica e 34% do público no Rotten Tomatoes, que o coloca como o segundo pior filme de super-heróis do seu ranking de piores. O longa fez US$ 11,98 milhões em bilheteria, com orçamento estimado em US$ 75–76 milhões. A diferença entre custo e retorno é brutal, um prejuízo que beira os US$ 60 milhões. A ideia de um mentor decadente treinando crianças com poderes tinha potencial, mas o filme assume um tom de produção barata dos anos 90 em pleno 2006 – e numa época em que Os Incríveis e X-Men já tinham mostrado o mesmo conceito funcionando melhor.

#6 – Lanterna Verde (2011) – blockbuster caro, piada barata

Lanterna Verde registra nota baixa no bloco de piores do gênero no Rotten Tomatoes e aparece em listas dedicadas a fracassos – é tratado como “uma das mais infames bombas recentes”, com orçamento estimado em US$ 200 milhões e bilheteria mundial de US$ 219 milhões. Calcula-se prejuízo entre US$ 75 e 90 milhões, mesmo com a Warner cortando gastos de marketing. O motivo de ficar em posição alta é menos pelo “tão ruim que diverte” e mais pela consequência: o filme matou, por uma década, qualquer tentativa séria de colocar os Lanternas no centro de um universo cinematográfico DC.

#7 – Morbius (2022) – quando o meme não salva o caixa

Morbius tem 10% de aprovação da crítica e 53% do público no Rotten Tomatoes, entrando oficialmente no ranking de piores do site. O filme teve orçamento estimado em US$ 75 milhões e bilheteria mundial de US$ 167 milhões. Em tese, não é um rombo tão grande quanto o de outros desta lista, mas o impacto industrial é pesado: o filme minou os planos da Sony para um “aranhaverso” de vilões e anti-heróis em live-action. Está aqui porque representa bem a fase em que estúdios passaram a acreditar que qualquer coadjuvante de quadrinho bancava um universo próprio – e descobriram, com o público, que não é bem assim.

#8 – X-Men: Fênix Negra (2019) – despedida em tom de cinza

Fênix Negra aparece no Rotten Tomatoes como filme Rotten, com aprovação abaixo de 30% na crítica: orçamento estimado em US$ 200 milhões e bilheteria mundial de US$ 252 milhões. O filme teve prejuízo entre US$ 100 e 120 milhões, o maior de 2019 dentro do nicho super-herói. A história, que já tinha sido contada de forma problemática em X-Men: O Confronto Final, volta ainda mais enfraquecida, sem o peso que a saga merece. Em vez de grand finale para a fase Fox, vira um réquiem burocrático, lançado às vésperas da fusão com a Disney.

Cena de um dos filmes de super-herói pior avaliados pela crítica
O fracasso que travou a franquia por anos (Imagem: IA/Tekimobile)
Produção de super-heróis com orçamento alto e recepção negativa
Orçamento recorde, resultado abaixo do esperado (Imagem: IA/Tekimobile)

#9 – Superman IV: Em Busca da Paz (1987) – o herói posto na geladeira

Superman IV figura entre os piores do Rotten Tomatoes, com 17% de aprovação crítica e 16% do público. Com orçamento estimado em US$ 17 milhões e bilheteria mundial de US$ 36 milhões, o número parece positivo à primeira vista, mas é baixo para um herói com a escala do Superman, mesmo sem ajustes de inflação. Foi um filme traumático para o estúdio, que decidiu “hibernar o kryptoniano por bons anos”. A produção chega aqui menos por ser intragável e mais pelo contraste brutal com o clássico de 1978: em menos de uma década, a mesma franquia vai do encantamento à sensação de telefilme barato.

#10 – Justice League (2017) – bilhão de problemas, meio bilhão de receita

A versão de cinema de Justice League tem nota baixa no Rotten Tomatoes (crítica Rotten) e é um dos maiores flops modernos: orçamento estimado em US$ 300 milhões e bilheteria mundial de US$ 657 milhões. Parece muito, mas o filme teria dado prejuízo entre US$ 50 e 100 milhões levando em conta marketing inflado e divisão com exibidores. Mais do que o rombo, pesa o fato de que esta era a aposta da Warner para rivalizar com Vingadores – o filme que deveria consolidar o universo DC, não desmontá-lo. É um caso em que o desastre é tanto artístico quanto estratégico: o corte de Joss Whedon virou exemplo de como não costurar visões opostas em cima do mesmo material.

#11 – The Flash (2023) – o reset que nunca aconteceu

The Flash aparece com recepção dividida no Rotten Tomatoes, mas longe de qualquer patamar “Fresh” de excelência, e entra na lista como um dos 10 maiores fracassos de bilheteria do gênero. O filme teve orçamento estimado em US$ 220 milhões e bilheteria mundial de US$ 270 milhões. Ou seja, um filme caríssimo que não chega nem perto do dobro do orçamento – faixa mínima para sonhar com lucro, segundo análises especializadas. O longa prometia ser o grande reboot do universo DC, mas naufragou em meio a escândalos envolvendo Ezra Miller, efeitos criticados e saturação do público com cronologias reescritas.

#12 – Shazam! Fúria dos Deuses (2023) – quando o carisma não basta

Fúria dos Deuses tem avaliação morna no Rotten Tomatoes e quase nenhuma tração cultural, além de ser um dos piores resultados de bilheteria do gênero: orçamento estimado em US$ 125 milhões e bilheteria mundial de US$ 133 milhões. É praticamente um empate técnico em dólares, o que significa prejuízo certo quando se somam marketing e participação das salas. O contraste com o primeiro Shazam! é evidente: o que antes era frescor vira repetição apática, lançada exatamente no momento em que o público já sabia que aquele universo DC seria descontinuado.

#13 – As Marvels (2023) – o maior tombo financeiro da Marvel Studios

As Marvels amarga 10% de aprovação da crítica e 53% do público no Rotten Tomatoes, caindo com folga na zona dos piores filmes do gênero segundo o site. O longa é chamado de “maior fracasso financeiro da Marvel Studios até hoje”, com orçamento estimado em US$ 270 milhões e bilheteria mundial de US$ 206 milhões. Ao contrário de outros da lista, o filme até tem elementos elogiados (como a química do trio de protagonistas), mas é vítima exemplar da fase de saturação do estúdio: público disperso, cronologia cansada e uma campanha de marketing que nunca encontrou um gancho forte.

#14 – Eternals (2021) – ambição mal administrada

Eternals está entre os filmes Rotten da Marvel no Rotten Tomatoes, com aprovação crítica abaixo de 50%. A produção figura entre os grandes flops do gênero na década, apontando que, mesmo com bilheteria mundial pouco acima de US$ 400 milhões, o orçamento de US$ 236 milhões e a campanha pesada teriam deixado o estúdio no vermelho – a estimativa é de prejuízo superior a US$ 50 milhões. O texto destaca também o tom autoconsciente demais e o ritmo arrastado como fatores de rejeição. É o caso raro em que a tentativa de dar “prestígio” ao universo conectado esbarra tanto em cansaço de público quanto em problemas internos de tom.

#15 – Hulk (2003) – o drama que engoliu o monstro

Hulk, de Ang Lee, figura em listas de decepções do gênero que o classificam como uma das piores produções do período. O Rotten Tomatoes registra aprovação morna, mas longe de qualquer entusiasmo, e a bilheteria não impediu que a própria Marvel enterrasse essa encarnação em favor de um reboot dentro do MCU cinco anos depois. O problema aqui não é tanto o desastre financeiro, mas o descompasso entre promessa e entrega: o público esperava um filme de monstro descontrolado e recebeu um melodrama familiar pesado em diálogos, com pouco tempo de tela para o gigante verde. Não é o pior da lista em números, mas representa um ponto-cego de compreensão do que o público queria ver de um ícone da Marvel no começo dos anos 2000.

Resumo em tabela: notas, orçamentos e bilheterias

Abaixo, a tabela comparativa com todos os filmes citados no ranking principal. Quando um valor é faixa (como no caso de orçamentos estimados), isso é sinalizado com um hífen. Os números de bilheteria são nominais, sem correção pela inflação.

Posição Filme Ano Tomatometer (crítica) Audience Score (público) Orçamento estimado (US$) Bilheteria mundial (US$) Fonte dos números financeiros
1 Max Steel 2016 0% 48% 10 milhões 6,3 milhões Rotten Tomatoes
2 Quarteto Fantástico 2015 9% 18% 120–150 milhões 167 milhões
3 Mulher-Gato 2004 8% 18% 100 milhões 82 milhões
4 Steel – O Homem de Aço 1997 4% 19% 16 milhões 1,7 milhão Rotten Tomatoes
5 Zoom 2006 5% 34% 75–76 milhões 11,99 milhões Rotten Tomatoes
6 Lanterna Verde 2011 <30% <50% 200 milhões 219 milhões
7 Morbius 2022 10% 53% 75 milhões 167 milhões Rotten Tomatoes
8 X-Men: Fênix Negra 2019 <30% >60% 200 milhões 252 milhões
9 Superman IV: Em Busca da Paz 1987 17% 16% 17 milhões 36 milhões Rotten Tomatoes
10 Justice League 2017 <40% >60% 300 milhões 657 milhões
11 The Flash 2023 Crítica Rotten Público mediano 220 milhões 270 milhões
12 Shazam! Fúria dos Deuses 2023 Aprovação morna Público morno 125 milhões 133 milhões
13 As Marvels 2023 10% 53% 270 milhões 206 milhões Rotten Tomatoes
14 Eternals 2021 <50% >70% 236 milhões ~400 milhões
15 Hulk 2003 Aprovação morna Público dividido n/d n/d Rotten Tomatoes

Quem ficou de fora – e por que não entrou na lista principal?

Há uma quantidade considerável de bombas e decepções que poderiam ter brigado pelo nosso top 15. Algumas estão documentadas, mas não reúnem o combo completo de desastre; outras têm desempenho financeiro ruim, mas notas médias; e há ainda casos que sofrem mais com expectativa do que com os números em si.

Jonah Hex, por exemplo, aparece no Rotten Tomatoes com 11% de aprovação da crítica e 20% do público, números dignos de top 10 em qualquer ranking de piores. O orçamento foi de US$ 47 milhões e a bilheteria de cerca de US$ 11 milhões, um baque considerável. Ele não entrou no corte final por um motivo pragmático: outros títulos acima dele tiveram impacto maior na forma como estúdios passaram a encarar o gênero – ninguém reconstruiu um universo inteiro por causa de Jonah Hex.

Batman & Robin também aparece com 11% de crítica e 16% de público no Rotten Tomatoes, e é tido como um dos filmes que “colocaram o gênero no gelo” por um tempo. Fica fora do top 15 porque, a despeito da péssima reputação, teve uma carreira de bilheteria razoável para os anos 90, e porque o efeito cultural dele é curioso: tanta gente reassiste pelo camp e pelos trocadilhos do Sr. Frio que a linha entre “pior” e “prazer culposo” fica tênue.

Outros títulos como Justice League (versão Snyder), Os Novos Mutantes, Hellboy (2019) e até experimentos como The Spirit aparecem em listas de flops financeiros e/ou de piores notas no Rotten Tomatoes, mas caem num limbo interessante: ou não são unanimemente odiados, ou tiveram problemas de contexto (pandemia, reestruturação de estúdios) que distorcem sua performance.

Perguntas frequentes

Quais são, em números, os piores filmes de super-herói segundo o Rotten Tomatoes?

O ranking específico do Rotten Tomatoes para piores filmes de super-herói considera títulos com menos de 30% no Tomatometer e pelo menos 20 críticas acumuladas. Dentro desse recorte, aparecem no topo Max Steel (0% crítica, 48% público), Zoom (5% crítica, 34% público), Son of the Mask (6% crítica, 16% público), Mulher-Gato (8% crítica, 18% público), Supergirl (19% crítica, 26% público) e Steel (4% crítica, 19% público), entre outros, todos listados como abaixo de 30% pela curadoria do site.

Quais foram os maiores fracassos de bilheteria entre filmes de super-herói?

Considerando os dados reunidos em diferentes análises de mercado, alguns dos maiores prejuízos combinam orçamentos altos com bilheterias decepcionantes. Casos emblemáticos: Lanterna Verde (US$ 200 milhões de orçamento estimado, US$ 219 milhões de bilheteria, prejuízo calculado entre US$ 75 e 90 milhões), Quarteto Fantástico (2015) (US$ 120–150 milhões de orçamento, US$ 167 milhões de bilheteria, perda entre US$ 80 e 100 milhões), X-Men: Fênix Negra (US$ 200 milhões de orçamento, US$ 252 milhões de bilheteria, rombo entre US$ 100 e 120 milhões), Justice League (US$ 300 milhões de orçamento, US$ 657 milhões de bilheteria e prejuízo estimado de US$ 50–100 milhões) e As Marvels (US$ 270 milhões de orçamento, US$ 206 milhões de bilheteria), frequentemente apontado como o maior fracasso financeiro da Marvel Studios.

Esses filmes fracassados influenciaram o gênero como um todo?

Sim, e de forma bem concreta. Batman & Robin e Steel ajudaram a congelar o ímpeto dos grandes estúdios com adaptações de HQs no fim dos anos 90. Lanterna Verde matou a primeira tentativa de universo compartilhado da DC. Quarteto Fantástico (2015), Fênix Negra e Morbius mostraram que IP famosa não basta para garantir bilheteria. Já As Marvels e Eternals são citados por veículos como Variety em análises sobre o esgotamento do modelo de super-herói caro, com orçamento rotineiramente acima de US$ 200 milhões, num cenário em que público e salas de cinema já não respondem como em 2019.

Quantos “piores filmes de super-heróis” seria possível listar?

As listas mais amplas vão muito além deste top 15. O Rotten Tomatoes reúne dezenas de títulos abaixo de 30% no Tomatometer. Há top 20 de flops de bilheteria, seleções dos maiores prejuízos da década e rankings comunitários que passam fácil dos 50 títulos. A TierMaker tem uma categoria inteira dedicada a “piores filmes de super-heróis”, com rankings comunitários que passam fácil dos 50 títulos. Se alguém quiser realmente compilar “os 50 piores filmes de super-heróis”, há material de sobra – mas, quando se combina nota, rejeição e estrago financeiro, os 15 desta lista formam o núcleo duro do desastre.

Onde assistir a esses filmes no Brasil?

Alguns dos títulos citados aparecem, nas próprias matérias internacionais, com indicação de streaming: por exemplo, há textos que apontam Zoom disponível na Netflix e Hellboy (2019), The Spirit e Punisher: War Zone no Prime Video em determinados momentos. Já o Rotten Tomatoes lista Os Novos Mutantes no Disney+ em mercados específicos. No entanto, catálogos mudam com frequência e variam por país, e não há uma lista única, oficial e atualizada apenas para o Brasil nos materiais consultados. Para quem quiser se aventurar por curiosidade, o caminho mais seguro ainda é checar a busca interna de cada plataforma antes de apertar o play.