A Samsung confirmou que seus novos smartphones dobráveis Galaxy Z Fold 8, Z Fold 8 Ultra e Z Flip 8 suportam apenas 1.200 ciclos de carga antes de perderem 20% da capacidade da bateria. Isso representa uma queda significativa em relação aos 2.000 ciclos dos modelos anteriores, Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7.
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Bateria de silício-carbono traz maior capacidade, mas menor durabilidade
A redução na durabilidade está ligada à adoção da bateria de silício-carbono, tecnologia que a Samsung estreou nesta geração de dobráveis. Essa bateria amplia a capacidade sem aumentar o tamanho físico do componente. No Galaxy Z Fold 8 Ultra, a capacidade subiu 600 mAh, passando de 4.400 mAh para 5.000 mAh.
Entretanto, baterias de silício-carbono se degradam mais rápido que as de íon-lítio tradicionais. Por isso, o limite de 1.200 ciclos é inferior ao dos dobráveis anteriores, que usavam baterias convencionais e suportavam 2.000 ciclos até atingirem 80% da capacidade original.

Impactos práticos e comparações com modelos anteriores
Na prática, o Galaxy Z Flip 8 mantém a bateria de 3.700 mAh do Flip 7, mas o limite menor de ciclos reduz sua vida útil estimada de cinco para cerca de três anos. Já o Z Fold 8 e o Z Fold 8 Ultra, mesmo com maior capacidade, terão autonomia efetiva mais baixa após esse período, com a capacidade útil caindo para cerca de 3.840 mAh e 4.000 mAh, respectivamente.
Curiosamente, essa redução na durabilidade da bateria acompanha a linha Galaxy S26, que também suporta apenas 1.200 ciclos, embora use baterias convencionais. A Samsung não informou a razão oficial para essa decisão.
Problemas recentes de bateria no Galaxy Z Fold 7 reforçam o desafio
O Galaxy Z Fold 7 já enfrenta críticas pela queda na duração da bateria após atualizações recentes do sistema, conforme relatos de usuários. Isso indica que o desempenho real do aparelho pode piorar com o software, tornando o quadro dos dobráveis da Samsung ainda mais complexo.
A bateria de silício-carbono permite baterias maiores em smartphones finos e compactos, mas isso tem um custo claro: a redução da vida útil do componente mais sensível do aparelho. Para o consumidor, o upgrade na capacidade resulta numa bateria que envelhece mais rápido.
Resta ver se a Samsung lançará atualizações para melhorar o consumo de energia e se seus concorrentes optarão por essa mesma abordagem ou buscarão soluções que equilibrem maior capacidade com durabilidade.




