A Xiaomi lançou no mercado chinês um novo ar-condicionado vertical em formato de torre, direcionado para salas grandes, com resfriamento rápido, alta vazão de ar e integração com sistemas de casa inteligente.

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Neste artigo
  1. Como é o novo ar-condicionado vertical de torre da Xiaomi?
  2. Ele realmente esfria salas grandes em poucos segundos?
  3. Quais são os recursos inteligentes e a economia de energia?
  4. Preço e disponibilidade

O modelo, pensado pela marca para climatizar ambientes amplos e integrados, entrega fluxo de ar de até 1.800 m³/h, alcance de vento de 16 metros e amplitude de 115 graus. No conjunto técnico entram compressor de duplo cilindro, trocador de calor em cobre e modos de operação em alta frequência de até 140 Hz. Segundo a Xiaomi, essa combinação gela com rapidez espaços grandes e ainda segura o consumo de energia, com economia próxima de 660 kWh por ano em alguns cenários de uso divulgados pela própria fabricante.

Ar-condicionado vertical Xiaomi Mijia em uso em ambiente interno
Ar-condicionado vertical da Xiaomi é pensado para climatizar salas amplas com alta vazão de ar (Imagem: reprodução/oficinadanet.com.br)

Como é o novo ar-condicionado vertical de torre da Xiaomi?

O novo ar-condicionado integra a linha Mijia e adota o formato de torre, ocupando menos área de piso que um gabinete tradicional. A unidade interna é vertical, com visual mais discreto, saída de ar alta e foco declarado em salas de estar e ambientes integrados, deixando de lado a proposta de climatizar quartos pequenos.

Em desempenho, o aparelho opera com fluxo de ar de 1.800 m³/h e vento que alcança até 16 metros, com ângulo de distribuição de 115 graus. Essa configuração interessa a quem quer climatizar sala somada a cozinha americana, por exemplo, sem recorrer a múltiplas unidades espalhadas pelo imóvel. A Xiaomi utiliza um compressor de duplo cilindro de 25,1 cc e um trocador de calor com tubos de cobre em duas fileiras, solução herdada de outros modelos Mijia mais parrudos, voltados para uso em áreas maiores.

Com o modo de alta frequência em 140 Hz, a capacidade de refrigeração sobe cerca de 32,5% e a de aquecimento, 26,5%, em relação a aparelhos convencionais da própria marca na mesma faixa, de acordo com os dados oficiais. O pacote mira usuários que olham tanto para conforto térmico quanto para a fatura de luz: o aparelho atinge classificação de alta eficiência energética na China e, segundo a fabricante, corta algo em torno de 660 kWh anuais no consumo nos cenários medidos internamente.

Ele realmente esfria salas grandes em poucos segundos?

A Xiaomi vem batendo na tecla do resfriamento ultrarrápido em vários modelos de ar-condicionado Mijia. Há aparelhos de parede que, segundo a empresa, conseguem resfriar um quarto em 30 segundos, com fluxo de 1.755 m³/h e APF de 4,86, e outros focados em potência bruta que iniciam o resfriamento em 15 segundos e o aquecimento em 30 segundos graças ao uso de compressor duplo, evaporador e condensador em cobre e operação em 140 Hz.

Nesse novo vertical em torre para salas grandes, a marca não divulga um número fechado de “X segundos” para atingir a temperatura final em um living inteiro, mas agrupa características típicas desses modelos mais agressivos: alto fluxo, grande alcance, ângulo de 115 graus e o mesmo tipo de compressor de 25,1 cc. Na prática, o que se observa na ficha técnica é um conjunto preparado para que a sensação de ar frio chegue rápido aos ocupantes, mesmo se o ambiente ainda não estiver totalmente estabilizado no ponto de temperatura definido no controle.

É o tipo de especificação que chama atenção na tabela técnica e precisa de teste independente em campo para confrontar marketing com ganho real. Comparando com splits básicos vendidos hoje no Brasil, os 1.800 m³/h somados ao lançamento de ar a 16 metros indicam que não se trata só de uma torre “bonitinha”; é um equipamento dimensionado para sobrar potência em ambientes amplos, como áreas sociais integradas.

Quais são os recursos inteligentes e a economia de energia?

O ar-condicionado vertical em torre da Xiaomi se encaixa na estratégia de casa conectada da marca. O modelo se integra ao HyperOS Connect, conversa com a assistente de voz Xiao AI e aparece no app Mijia como mais um dispositivo configurável nas rotinas de automação. Dá para acionar o resfriamento antes de chegar em casa, ajustar curvas de temperatura ao longo da madrugada e sincronizar o funcionamento com outros gadgets do ecossistema Xiaomi.

A Xiaomi lista controle por voz, integração com sensores inteligentes e vínculo com o sistema do carro: o usuário consegue programar o ar para ligar quando estiver a alguns minutos de distância. Em outros Mijia recentes, a empresa adiciona diagnósticos remotos, alertas de limpeza de filtro e atualizações OTA; o pacote mostra o ar como mais um nó da rede doméstica da marca, com gestão centralizada via software em vez de um eletrodoméstico isolado no canto da sala.

No consumo, o destaque é o selo de alta eficiência energética com APF enquadrado na faixa mais rígida do padrão chinês. A empresa fala em economias de centenas de kWh por ano, patamar relevante em um aparelho pensado para sala grande que, em um país quente, ficaria ligado durante boa parte do verão. Os números, porém, consideram perfis de uso controlados e clima local da China, o que exige cuidado de quem tenta fazer qualquer conversão direta para a realidade de conta de luz brasileira.

Preço e disponibilidade

Na China, o novo ar-condicionado vertical em torre da Xiaomi sai a partir de 4.477 yuans com subsídios locais, valor que corresponde a cerca de R$ 3.409 em conversão direta. Ficam de fora dessa conta impostos, frete, instalação e margem de varejo brasileira; se algum dia esse modelo chegar por aqui de forma oficial, o preço final tende a ficar bem acima do número convertido.

Hoje, a Xiaomi ainda não vende ar-condicionado de forma oficial no Brasil, e o histórico da marca com modelos que “gelam em 30 segundos” indica um padrão: quase tudo permanece restrito ao mercado chinês. Até o momento, não há qualquer previsão de lançamento desse vertical de torre para o mercado brasileiro ou global. Quem se interessar depende de importação paralela, sem suporte local, enquanto as gigantes tradicionais do setor seguem ocupando sozinhas as prateleiras de climatização nas lojas do país.

Modelo Mijia Super Energy Saving Cabinet Air Conditioner (2HP e 3HP)
Tipo Ar-condicionado vertical de gabinete
Capacidade de resfriamento (3HP) 7.360 W (pico de 9.800 W)
Capacidade de aquecimento (3HP) 10.020 W (pico de 13.300 W)
Fluxo de ar Até 1.755 m³/h (modo turbo, modelo 3HP)
Ângulo de fornecimento de ar 115°
Tempo de resfriamento/aquecimento Resfria em ~30 s, aquece em ~60 s (segundo a Xiaomi)
Modos de fluxo de ar Tipo claraboia, modo carpete, varredura lateral esquerda/direita
Eficiência energética Classificação APF 4,86
Economia de energia estimada Até 589 kWh/ano (dependendo do uso)
Ambientes indicados Salas grandes, escritórios e espaços amplos (especialmente a versão 3HP)
Sistema e smart home Integração com Xiaomi HyperOS e app Mijia, controle e automações em casa inteligente
Conectividade Conexão com ecossistema Xiaomi Mijia e dispositivos HyperOS, sensores inteligentes e outros aparelhos smart da marca
Versões de potência 2HP e 3HP (3HP com fluxo de 1.755 m³/h e maior capacidade de aquecimento/resfriamento)