A Xiaomi oficializou na China o Xiaomi Pad 9 Pro Max, tablet grandalhão com tela de 13,3 polegadas 3:2, Android 17 e bateria de 12.000 mAh voltado para uso no lugar do notebook.

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Neste artigo
  1. O que o Xiaomi Pad 9 Pro Max entrega em tela, hardware e bateria?
  2. Desempenho: como o Xring O3 se sai nos benchmarks como AnTuTu?
  3. HyperOS 4 em cima do Android 17: dá para substituir notebook?
  4. Câmeras, som e conexões: o que falta aqui?
  5. Preço, variantes e situação no Brasil
  6. Vale mais que os modelos anteriores e rivais Android?
  7. Preço e disponibilidade

O Xiaomi Pad 9 Pro Max assume o topo da linha de tablets da marca, roda Android 17 com HyperOS 4, traz o chip proprietário Xring O3 de 10 núcleos e junta painel LCD 3,4K de 144 Hz com bateria de 12.000 mAh e recarga de 120 W. A Xiaomi apresenta o modelo como ferramenta para produtividade intensa e também como monitor externo graças à entrada DisplayPort via USB‑C.

O que o Xiaomi Pad 9 Pro Max entrega em tela, hardware e bateria?

A tela é o ponto central do pacote: um painel IPS LCD de 13,3 polegadas com resolução de 3408 x 2272 pixels, proporção 3:2, taxa de 144 Hz, brilho de pico de 1.000 nits e compatibilidade com HDR10, Dolby Vision e HDR Vivid, de acordo com a ficha técnica. A densidade em torno de 308 ppi garante boa definição para leitura, navegação e edição de documentos sem serrilhado visível a olho nu.

Por dentro, o Xiaomi Pad 9 Pro Max estreia o chip Xring O3, desenvolvido pela própria Xiaomi em processo de 3 nm. A CPU é um deca-core com clock de até 4,35 GHz e a GPU fica por conta da Arm G2-Ultra NX MC16. As versões saem de 8 GB e vão até 16 GB de RAM, com opções de 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento UFS 4.1, sem espaço para microSD. O conjunto fica mais próximo de um ultrabook moderno do que de tablet de entrada focado em consumo de mídia.

A bateria soma 12.000 mAh e aceita carga rápida de 120 W (PD 3.0 e QC2), com recurso de carga reversa com fio a 22,5 W ou 27 W, conforme a especificação mencionada, e até 45 W via pinos POGO em certas descrições oficiais. A proposta é segurar um dia inteiro de trabalho e ainda alimentar outros dispositivos como se fosse um power bank de mesa. Tudo isso em um corpo de 5,67 mm de espessura e cerca de 645 g na versão padrão, ou 653 g na variante Soft Light com vidro fosco.

Desempenho: como o Xring O3 se sai nos benchmarks como AnTuTu?

O Xring O3 chega com números agressivos em benchmarks, de acordo com dados divulgados. Em testes internos da Xiaomi, relatados por publicações estrangeiras, o SoC empurrou o Xiaomi Pad 9 Pro Max para o topo do mundo Android em desempenho bruto, passando de 5 milhões de pontos no AnTuTu (entre 5,22 e 5,61 milhões, conforme a fonte), marca que nenhuma geração anterior tinha registrado.

No Geekbench 6, uma listagem com o modelo M367FC – associado ao tablet – registra cerca de 3.541 pontos em single-core e 14.153 em multi-core com Android 17 e 16 GB de RAM. Esses resultados apontam salto de mais de 30% em núcleo único e mais de 60% em multi-core na comparação com o Xring O1 da geração anterior, presente no Xiaomi Pad 7S Pro, e abrem mais de 30% de vantagem em multi-core sobre o Snapdragon 8 Elite Gen 5 em um rival direto voltado para jogos.

Os resultados de Geekbench citados foram obtidos em cenário de pré-lançamento, e a 91mobiles destaca que o desempenho de varejo costuma variar. Já o placar exato de AnTuTu acima de 5 milhões aparece em slides oficiais da Xiaomi, sem verificação independente em unidade comercial. Para quem acompanha esses indicadores, o recado é que o tablet encara edição de vídeo, compilação de código e jogo pesado sem gargalo imediato de CPU ou GPU.

HyperOS 4 em cima do Android 17: dá para substituir notebook?

O Xiaomi Pad 9 Pro Max sai de fábrica com Android 17 coberto pela interface HyperOS 4. O sistema oferece modo multitarefa com cara de desktop, com suporte a até seis janelas simultâneas, teclado físico, mouse, arrastar e soltar entre apps e otimizações específicas para programas de produtividade como WPS for Pad e CapCut Pro, segundo a própria Xiaomi. A empresa fala em ganhos de instruções executadas e tempo de abertura de aplicativos em relação ao HyperOS 3, medidos em testes internos.

A experiência se aproxima do formato 2‑em‑1 em vez do uso clássico de tablet Android focado em um app por vez. O ponto sensível continua sendo o ecossistema de apps adaptados para tela grande no Android, que ainda fica atrás do iPadOS em refinamento de interface e recursos avançados, algo que não se resolve apenas com chipset mais forte. O painel de 13,3 polegadas em proporção 3:2, porém, abre espaço real para as seis janelas ativas terem utilidade concreta na rotina.

Para uso com caneta, a Xiaomi comercializa a Focus Pen Pro separadamente, assim como teclado magnético e capa com suporte embutido. A porta USB‑C com DisplayPort-in, confirmada em especificações oficiais e páginas de lojas de importação, permite transformar o Pad 9 Pro Max em monitor externo de até 3,4K a 120 Hz para notebook, PC ou portátil de jogos compatível. O tablet passa a atuar como tela sensível ao toque a serviço de outro aparelho, em vez de só enviar vídeo.

Câmeras, som e conexões: o que falta aqui?

Na traseira, o Xiaomi Pad 9 Pro Max traz uma câmera única, mas relativamente caprichada para tablet: sensor de 50 MP com abertura f/1.8, foco automático e sensor de espectro de cor, com suporte a gravação de vídeo em 4K a 30 ou 60 fps. Na frente, a câmera de 32 MP ultrawide com vídeo em 1080p a 30 fps assume o papel de protagonista em chamadas e transmissões, com recorte discreto que dispensa o “dente” preto visto em gerações anteriores.

O áudio sai de oito alto-falantes compatíveis com Dolby Atmos e certificados como Hi-Res, incluindo no uso sem fio, e conta com conjunto de seis microfones calibrados para reduzir ruído em reuniões e conferências. Na conectividade, o modelo entrega Wi‑Fi 7, Bluetooth 6.0 com codecs recentes, porta USB‑C 3.2 Gen 2 com DisplayPort e emissor infravermelho. Fica de fora a saída de 3,5 mm para fone, o NFC desaparece da lista e não existe qualquer opção com SIM ou rede 4G/5G: o tablet opera apenas via Wi‑Fi, escolha que limita o uso em cenários de trabalho fora de redes fixas.

O leitor de digitais fica na lateral, em posição que lembra notebook fino. A construção combina vidro na frente com lateral e traseira em alumínio, em versões cinza, prata e vermelho burdeos. A edição Soft Light substitui o vidro liso por acabamento fosco e adiciona alguns gramas ao peso. O visual, com linhas retas e espessura baixa, puxa mais para ultrabook do que para equipamento doméstico de sofá.

Preço, variantes e situação no Brasil

Na China, o Xiaomi Pad 9 Pro Max chega ao mercado em seis combinações principais de RAM e armazenamento. Os valores oficiais começam em 4.799 yuans para o modelo de 8 GB de RAM e 256 GB, sobem para 5.299 yuans (12 GB/256 GB), 5.799 yuans (16 GB/256 GB), 6.099 yuans (12 GB/512 GB), 6.599 yuans (16 GB/512 GB) e batem em 7.899 yuans na versão topo de linha com 16 GB de RAM e 1 TB. Conversões diretas para euro ou dólar variam conforme o câmbio, mas o segmento mirado é o de tablet premium, encostando em notebooks intermediários em preço.

Para quem cogita trazer o aparelho de fora, lojas internacionais já listam a edição de 16 GB/512 GB por cerca de US$ 899, valor que ainda precisa somar frete e impostos na entrada no Brasil. A Xiaomi Brasil não cita o Xiaomi Pad 9 Pro Max na loja oficial, que continua priorizando a família Redmi Pad em faixas de preço bem mais baixas. A marca não emitiu qualquer confirmação de lançamento nacional até o momento.

Vale mais que os modelos anteriores e rivais Android?

Na comparação interna com gerações passadas, o salto é evidente: o Pad 9 Pro Max aumenta a tela em relação aos Xiaomi Pad 8 e 8 Pro, eleva a definição, troca para um processador de casa mais forte que o da leva anterior e engorda a bateria de forma significativa. Em contrapartida, abre mão de vez de qualquer opção com rede celular e puxa o preço de entrada para patamares mais altos.

No universo Android, o rival direto continua sendo quem domina software adaptado a tablet: Samsung. A Xiaomi tenta equilibrar esse atraso em experiência de app com um pacote de hardware acima da média, especialmente no trio Xring O3 + RAM de até 16 GB + 1 TB de armazenamento. Em desempenho bruto e em recursos específicos como a função DisplayPort-in, nenhum outro tablet Android atual atua exatamente no mesmo nicho.

As ausências ficam concentradas em dois pontos que não dependem de clock ou quantidade de RAM: a inexistência de versão com dados móveis e a falta de cronograma de venda global, incluindo o Brasil. Sem 4G ou 5G, o Xiaomi Pad 9 Pro Max opera como estação de trabalho que precisa de Wi‑Fi fixo ou tethering do celular; sem distribuição oficial local, fica restrito a importação com preço final batendo em notebooks intermediários. A Xiaomi ainda não detalhou se pretende levar esse modelo para fora da China em escala ampla, nem quais valores pretende praticar em outros mercados.

Preço e disponibilidade

Na China, o Xiaomi Pad 9 Pro Max já aparece nas prateleiras, com preço inicial de 4.799 yuans para a edição com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento e teto em 7.899 yuans na configuração com 16 GB e 1 TB. Existem ainda variantes com acabamento Soft Light, que custam um pouco mais que as versões padrão.

No Brasil, o tablet segue ausente da loja oficial da Xiaomi e não há anúncio de lançamento ou indicação de faixa de preço local. Quem optar por um Xiaomi Pad 9 Pro Max hoje depende de importação, assumindo prazos maiores, tributação imprevisível e garantia limitada ao país de origem.

Tela 13,3" IPS LCD, 3408 x 2272, proporção 3:2, 144 Hz, HDR10, Dolby Vision, até 1.000 nits
Processador Xiaomi Xring O3 (3 nm), CPU 10 núcleos até 4,35 GHz, GPU Arm G2-Ultra NX MC16
RAM e armazenamento 8, 12 ou 16 GB; 256, 512 GB ou 1 TB UFS 4.1, sem microSD
Câmeras Traseira: 50 MP f/1.8, vídeo 4K@30/60; Frontal: 32 MP f/2.2 ultrawide, vídeo 1080p@30
Bateria e carregamento 12.000 mAh, carregamento 120 W, carga reversa com fio até 22,5/27 W, até 45 W via pinos POGO
Sistema Android 17 com HyperOS 4
Conectividade Wi‑Fi 7, Bluetooth 6.0, USB‑C 3.2 Gen 2 com DisplayPort-in, infravermelho, sem NFC, sem 4G/5G
Dimensões e peso 296,2 x 203,1 x 5,7 mm; 645 g (padrão) ou 653 g (Soft Light)
Cores Cinza, prata, vermelho burdeos