O Xiaomi 18 Fold começou a ser vendido na China com ficha técnica completa, formato “passaporte” e um recado direto para o Galaxy Z Fold 8: mais câmera, mais bateria e chip próprio.
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- O que muda no Xiaomi 18 Fold em relação ao Mix Fold 4 e ao Z Fold 8?
- Xring O3, desempenho e AnTuTu: quão forte é o chip da Xiaomi?
- Design, construção e câmera Leica de 200 MP
- Multitarefa, HyperOS 4 e o tal “formato passaporte”
- Preço e disponibilidade
- Quanto custa um Xiaomi hoje – e onde o 18 Fold se encaixa?
- Quando saem Xiaomi 17 e 18 Pro Fold – e qual é a ordem da fila?
O Xiaomi 18 Fold é o primeiro dobrável largo da marca, com tela interna de 7,58 polegadas e externa de 5,38 polegadas, ambas em 120 Hz e até 4.000 nits de brilho, estreando o processador Xring O3 e um conjunto triplo de câmeras Leica com sensor principal de 200 MP. O aparelho fica restrito ao mercado chinês, sem previsão oficial para lançamento global ou no Brasil.
O que muda no Xiaomi 18 Fold em relação ao Mix Fold 4 e ao Z Fold 8?
Depois do Mix Fold 4 de 2024, a Xiaomi entra na fase dos dobráveis mais baixos e largos e leva o conceito um degrau acima. O 18 Fold é menor na altura e mais largo que o Galaxy Z Fold 8, com proporção próxima de papel A4 e IMAX tanto na tela interna de 7,58” (2364 x 1672) quanto na externa de 5,38” (1168 x 1712), ambas OLED a 120 Hz e com pico de 4.000 nits, segundo a própria Xiaomi e especificações listadas por parceiros.

O formato remete a um passaporte: dobrado, são 117,8 x 83,6 x 10,68 mm; aberto, 117,8 x 163,8 x 5,02 mm. Fica compacto no bolso e encaixa bem para vídeos, livros e redes sociais, ainda que multitarefa avançada costume render melhor em telas um pouco mais altas. O peso de 219 g entra na briga direta com outros dobráveis; em troca, o corpo fica um pouco mais espesso que o Galaxy Z Fold 8.
No papel, a Xiaomi mexe justamente nos pontos em que a Samsung segurou a mão este ano. O 18 Fold traz bateria de 6.000 mAh (contra 4.800 mAh do Z Fold 8), com carregamento de 67 W por cabo e 50 W sem fio, enquanto a Samsung fica abaixo disso nas duas frentes. E, onde o Z Fold 8 parou em duas câmeras traseiras, o 18 Fold vem com três lentes Leica: 200 MP principal (sensor 1/1,56”), 50 MP periscópio com zoom óptico de 3,5x (80 mm) e 7x em crop de sensor (160 mm) e 50 MP ultrawide, além de uma câmera de 16 MP em cada tela.
Xring O3, desempenho e AnTuTu: quão forte é o chip da Xiaomi?
O Xiaomi 18 Fold é o primeiro celular da marca com o chip próprio Xring O3, fabricado em 3 nm e projetado para brigar com Snapdragon 8 Elite e os SoCs mais recentes da Apple. Em termos de arquitetura, o Xring O3 tem CPU de 10 núcleos (dois Ultra, quatro Premium e quatro Pro) e uma GPU Arm Mali G2-Ultra NX de 16 núcleos. A Xiaomi fala em até 60% mais desempenho e 25% menos consumo em relação ao Xring O1, além de 85% mais performance gráfica com 64% menos consumo.
Nos bastidores, o chip já apareceu com 5,22 milhões de pontos no AnTuTu, a primeira vez que um SoC móvel passa da barreira dos 5 milhões, segundo números citados pela própria Xiaomi. É um placar que coloca o Xring O3 no topo do ranking sintético, mas ainda não há teste independente em cenário real para medir aquecimento, throttling e consumo em jogos longos.
O 18 Fold chega em versões com 12 GB ou 16 GB de RAM, sendo que o padrão LPDDR6 fica reservado às variantes de 16 GB; as de 12 GB usam LPDDR5X. O armazenamento vai de 256 GB a 1 TB em UFS de alta velocidade. Para o sistema, o dobrável sai de fábrica com HyperOS 4 baseado em Android 17, com foco em multitarefa em tela dupla, janelas flutuantes e integração com recursos de IA locais, como o assistente Super Xiao Ai Inspiration Ball.
Design, construção e câmera Leica de 200 MP
O 18 Fold adota o que a Xiaomi chama de “mid-fold”: dobrável tipo livro, mas com proporção intermediária entre os grandões estilo tablet e os flips compactos. As bordas são bem arredondadas, o quadro é de liga de alumínio série 7 e tanto a tampa traseira quanto a tela externa usam o vidro Dragon Crystal Glass 3.0 e o Shield Glass 3.0 para reforço contra quedas. A empresa fala em até 1,2 metro de queda suportada, resultado de 492 otimizações estruturais no corpo.
A dobradiça Dragon Bone usa uma estrutura mais plana e com vidro UTG em duas camadas, o que, segundo a Xiaomi, deixa o vinco quase imperceptível ao toque e reduz a reflexão do meio da tela. Na prática, quem viu o aparelho de perto ainda enxerga a marca, mas com relevo discreto. Diferente de outros dobráveis da marca, aqui há certificação IP58/IP59 contra água e poeira, um ponto em que muitos concorrentes chineses ainda ficam atrás da Samsung.
Na traseira, o bloco horizontal de câmeras lembra os rumores do iPhone dobrável: é grosso, ocupa quase toda a largura e abriga o trio Leica. O sensor principal de 200 MP usa o ISOCELL HP5 de 1/1,56”, com lente Summilux. O telefoto periscópio de 50 MP (JN5) oferece zoom óptico de 3,5x (80 mm) e um crop de sensor que a Xiaomi chama de zoom “lossless” de 7x (160 mm). A ultrawide também é de 50 MP. A marca já divulgou amostras oficiais que apontam para processamento mais contido, com tons mais quentes e menos agressividade em brilho e HDR — boas notícias, mas ainda escolhidas a dedo em condições ideais.
Para selfies e chamadas, há duas câmeras de 16 MP, uma na tela externa e outra na interna. Não é o arranjo mais ousado em resolução, mas faz sentido num dobrável em que o usuário tende a usar as câmeras traseiras com a tela externa como visor sempre que quiser fotos melhores.
Multitarefa, HyperOS 4 e o tal “formato passaporte”
No software, o HyperOS 4 explora a largura extra. A Xiaomi mostra casos com três apps dividindo a tela ao mesmo tempo e até seis aplicativos rodando em paralelo com alternância rápida e janelas flutuantes. A digitação em teclado virtual tende a ficar mais confortável do que em telas 20:9: segundo o CEO Lei Jun, o painel é cerca de 8% mais largo que o de um iPhone 17 Pro Max de 6,9”, o que ajuda para escrever textos e e-mails longos.
Apps de redes sociais e navegadores ganham mais espaço horizontal, o que evita colunas espremidas. Em vídeo, o formato 2:1 reduz as faixas pretas tanto em conteúdos 16:9 quanto 4:3, uma vantagem clara sobre foldables mais estreitos. A Xiaomi, por enquanto, não apresenta nenhum grande diferencial de software que não exista em rivais: o pacote é o de sempre, com split-screen, arraste de janelas e alguns gestos para reorganizar layouts.
O assistente de IA Super Xiao Ai Inspiration Ball fica disponível em sobreposição enquanto o usuário agenda compromissos, edita imagens ou busca informações. A empresa fala em IA rodando no dispositivo graças ao NPU do Xring O3, com até 200 TOPS de desempenho em tensores e ganho de 45% em decodificação de IA local. Isso impacta tarefas como traduções instantâneas, sumarização de textos e geração de imagens simples, mas detalhes de recursos específicos ainda são escassos.
Preço e disponibilidade
Na China, o Xiaomi 18 Fold custa a partir de 10.999 yuans no modelo com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, valor equivalente a cerca de R$ 8,4 mil em conversão direta, sem impostos. É basicamente o preço de entrada real para quem quiser experimentar o novo formato da marca.
As demais versões são:
12 GB + 512 GB: 11.999 yuans (aprox. R$ 9,1 mil, sem taxas);
16 GB + 512 GB: 12.999 yuans (aprox. R$ 10 mil, sem taxas);
16 GB + 1 TB: 14.999 yuans (aprox. R$ 11,4 mil, sem taxas).
Há ainda uma edição especial em cerâmica, limitada a 1.500 unidades, com 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento por 15.999 yuans (por volta de R$ 12,2 mil em conversão simples). Todas as variantes, incluindo essa Ceramic Special Edition, são exclusivas do mercado chinês. A própria Xiaomi e materiais oficiais deixam claro que não há planos de vender o 18 Fold fora da China neste momento, repetindo a estratégia dos Mix Fold anteriores.
Quanto custa um Xiaomi hoje – e onde o 18 Fold se encaixa?
Com o lançamento do 18 Fold, a linha de topos de linha da Xiaomi ficou mais cheia — e mais cara no topo. No site oficial chinês da marca, o 18 Fold aparece a partir de 10.999 yuans, enquanto a família Xiaomi 17 ocupa o espaço tradicional de flagships “barra de sabão” com preços bem mais baixos:
Xiaomi 17T: a partir de 3.499 yuans;
Xiaomi 17T Pro: a partir de 4.299 yuans;
Xiaomi 17 Max: a partir de 4.799 yuans;
Xiaomi 17 Ultra: a partir de 6.999 yuans (8.799 yuans na versão Leica);
REDMI 17 5G: a partir de 999 yuans para quem quer só o básico barato.
Quem só quer “um Xiaomi” continua pagando na faixa de entrada dos Redmi, com menos de 1.000 yuans, enquanto o tíquete dos flagships Xiaomi 17 gira entre 3.499 e 7.999 yuans dependendo da versão. O 18 Fold entra bem acima disso, num degrau próprio de dobráveis, com valor de início quase três vezes maior que o de um Xiaomi 17T comum.
Para quem se pergunta “quanto custa a tela do Xiaomi”, o que dá para dizer com base nesses preços é que o painel dobrável ainda é a parte que mais encarece tudo. Enquanto um Xiaomi 17 básico entrega tela grande, chip forte e câmera decente abaixo dos 4.000 yuans, só o privilégio do display flexível empurra o 18 Fold para a casa dos 11 a 16 mil yuans. A Xiaomi não divulga quanto custa o reparo de tela do 18 Fold, mas, olhando para os valores do aparelho, não faz sentido esperar algo barato.
Quando saem Xiaomi 17 e 18 Pro Fold – e qual é a ordem da fila?
Na prática, a família Xiaomi 17 já está no mercado chinês. A própria loja da marca lista Xiaomi 17T, 17T Pro, 17 Max e 17 Ultra, então a pergunta “quando sai o Xiaomi 17” já tem resposta: saiu. A linha foi lançada antes do 18 Fold, que chegou agora em setembro de 2026.
O calendário da Xiaomi para este ano ficou assim: em setembro, a empresa concentra uma leva grande de produtos, incluindo o SUV SkyNomad e o 18 Fold, ambos já anunciados. Para o fim do mês, está prevista a chegada da família Xiaomi 18 Pro com Snapdragon 8 Elite Gen 6, chip de 2 nm que deve ser o novo topo de linha tradicional da marca.
Já um eventual “18 Pro Fold” não existe oficialmente. O modelo dobrável deste ciclo é o 18 Fold, e a Xiaomi separa a linha numérico-barra (18 Pro) do dobrável, em vez de misturar tudo. Também não há nada chamado “Mix Fold 18”: o aparelho que ocupa esse lugar é justamente o Xiaomi 18 Fold, sucessor direto do Mix Fold 4 dentro da nova nomenclatura.
No fim, o grande problema do 18 Fold não está no hardware — que briga bem com o Galaxy Z Fold 8 em tela, câmera e bateria —, mas no fato simples de continuar preso à China. Para quem mora no Brasil, o caminho segue sendo importação mais cara ou esperar a Samsung responder com preço melhor nos dobráveis vendidos oficialmente por aqui.
| Tela interna | 7,58" OLED, 2364 x 1672, 120 Hz, pico de 4.000 nits |
| Tela externa | 5,38" OLED, 1168 x 1712, 120 Hz, pico de 4.000 nits, Shield Glass 3.0 |
| Processador | Xiaomi Xring O3 (10 núcleos, 3 nm) com GPU Arm Mali G2-Ultra NX |
| RAM | 12 GB LPDDR5X ou 16 GB LPDDR6 |
| Armazenamento | 256 GB, 512 GB ou 1 TB |
| Câmeras traseiras | 200 MP principal (ISOCELL HP5 1/1,56"), 50 MP periscópio 3,5x (80 mm, até 7x em crop), 50 MP ultrawide (parceria Leica) |
| Câmeras frontais | 16 MP na tela interna + 16 MP na tela externa |
| Bateria e carregamento | 6.000 mAh (20% silício), 67 W com fio, 50 W sem fio |
| Sistema | HyperOS 4 baseado em Android 17 |
| Conectividade e áudio | 5G, Wi-Fi (não especificado), Bluetooth (não especificado), leitor de digitais lateral, som estéreo com Dolby Atmos |
| Dimensões e peso | Fechado: 117,8 x 83,6 x 10,68 mm; aberto: 117,8 x 163,8 x 5,02 mm; 219 g |
| Cores | Preto, vermelho (cherry/scarlet), Warm Gold/White, edição especial em cerâmica |
| Resistência | Dragon Crystal Glass 3.0, UTG dupla camada, certificação IP58/IP59 |




