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PuTTY e PSCP: como transferir arquivos por SSH pela linha de comando

Aprenda a usar PuTTY e PSCP para enviar e baixar arquivos por SSH no Windows, com comandos prontos, porta personalizada e cópia de pastas.

PuTTY e PSCP: como transferir arquivos por SSH pela linha de comando

Se a ideia é usar PuTTY e PSCP para transferir arquivos por SSH pela linha de comando, o caminho direto no Windows continua sendo abrir o Prompt de Comando ou o PowerShell e chamar o pscp.exe, informando a origem e o destino no formato do SCP.

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Transferir arquivos por SSH no Windows com o pacote PuTTY funciona sem mistério. O utilitário para isso é o PSCP, executável de cópia segura incluído no PuTTY. O comando segue a mesma estrutura do scp no Linux: você indica o arquivo local ou remoto, o usuário, o IP do servidor e a pasta de destino. No uso diário, o envio fica assim: pscp.exe C:\Temp\file.tgz usuario@123.123.123.123:/root. Para baixar, basta inverter quem é origem e quem é destino no comando.

Passo a passo · 7 passos

Entenda quando usar PuTTY e quando usar PSCP

O PuTTY abre uma sessão SSH com interface gráfica e entrega o terminal do servidor remoto na tela. O PSCP, do mesmo pacote, entra em cena quando a tarefa é transferir arquivos pela linha de comando. Fica assim: para digitar comandos diretamente no servidor, use PuTTY; para enviar ou puxar arquivos por SSH, use PSCP. O protocolo usado na cópia é o SCP (Secure Copy Protocol), que se apoia no SSH para criptografar a transferência. Funciona tanto na direção Windows → Linux quanto no trajeto oposto.

A sintaxe básica continua enxuta: pscp.exe origem destino. Sempre que uma das pontas for remota, ela entra no formato usuario@servidor:caminho, o mesmo usado no scp tradicional.

Abra o Prompt de Comando ou PowerShell na pasta do PSCP

No Windows, o processo roda no cmd.exe ou no PowerShell. Se o pscp.exe estiver na pasta do PuTTY, abra o terminal diretamente nessa pasta antes de começar. Um caminho citado com frequência é C:\Program Files\PuTTY. Caso o prompt esteja aberto em outra pasta, inclua o caminho completo do executável no comando.

Caminhos com espaço exigem atenção extra: nesses casos, envolva o trecho em aspas duplas. Um exemplo de chamada com caminho completo fica assim: "C:\Program Files\Putty\pscp.exe" C:\Temp\file.tgz root@123.123.123.123:/root. A mesma regra vale para qualquer outro arquivo local que você queira transferir.

Quem quiser conferir rapidamente a sintaxe e os modificadores que o sistema reconhece pode rodar pscp sem nenhum parâmetro, o que exibe a ajuda resumida do utilitário.

Se o caminho do arquivo ou da pasta no Windows tiver espaços, use aspas duplas no trecho correspondente. Sem isso, o comando interpreta o caminho de forma errada e encerra com erro antes mesmo de pedir a senha.

Envie um arquivo do Windows para o servidor Linux

Para copiar um arquivo local para um servidor remoto, escreva primeiro o caminho do arquivo no Windows e, em seguida, o destino remoto no padrão usuario@IP:pasta. Um exemplo direto é enviar teste.txt da pasta do usuário no Windows para /home/paulo em um Linux com IP 192.168.100.24: pscp \Users\PauloRoberto\teste.txt root@192.168.100.24:/home/paulo. Outro exemplo equivalente aparece como pscp.exe C:\Temp\file.tgz root@123.123.123.123:/root.

Depois de disparar o comando, o sistema solicita a senha da conta no servidor remoto. Com a autenticação correta, a transferência começa. No SCP, quando nenhum diretório remoto específico é informado, o arquivo segue para o diretório home do usuário remoto. Se o caminho remoto indicado não existir, a ferramenta retorna erro em vez de criar a pasta por conta própria.

Baixe um arquivo do servidor Linux para o Windows

Para inverter o fluxo da cópia, troque a ordem dos parâmetros: a origem remota vem na frente e o destino local fecha o comando. No padrão usado com PuTTY, um exemplo é baixar teste.txt da pasta /home/paulo do servidor 192.168.100.24 para a pasta do usuário no Windows: pscp root@192.168.100.24:/home/paulo/teste.txt \Users\PauloRoberto\.

Outro exemplo repete o mesmo conceito com caminhos em outro estilo: pscp root@123.123.123.123:/root/file.tgz /home/user. A diferença está só na forma de escrever o destino, típico de outro sistema. O ponto fixo é a maneira de descrever o arquivo remoto: sempre use usuario@servidor:caminho-do-arquivo. Depois de digitar a senha da conta remota, o PSCP faz o download para a pasta local especificada no comando.

Copie vários arquivos ou uma pasta inteira

O PSCP segue o comportamento do scp. Para enviar vários arquivos em uma única chamada, liste todos os arquivos como origem, separados por espaço, e deixe o último parâmetro como destino remoto. Um exemplo clássico é: scp file1.tgz file2.tgz root@123.123.123.123:/root.

Quando a tarefa envolve uma pasta inteira, entra em jogo a opção -r, que ativa a cópia recursiva. O padrão mostrado é: scp -r /home/user/dir root@123.123.123.123:/root. A mesma ideia se aplica a outros cenários, como scp -r /home/meuusuario/documentos usuario@192.168.1.100:/home/usuario/backup.

No Windows com PSCP, a regra segue sem alteração: se a origem for um diretório, inclua -r no comando. Sem essa opção, o utilitário foi documentado para trabalhar com arquivos simples; com ela, passa a enviar também todo o conteúdo interno da pasta durante a transferência.

Use uma porta SSH diferente da padrão

Nem todo servidor SSH responde na porta 22. Em estruturas de nuvem e em várias máquinas virtuais, a documentação indica a necessidade de informar uma porta personalizada. No SSH de terminal, a sintaxe fica ssh -p porta usuario@endereco_IP. No SCP, a opção usada para isso é -P, com P maiúsculo, e o formato fica scp -P porta origem destino.

Um exemplo direto é: scp -P 2222 arquivo.txt usuario@192.168.1.100:/home/usuario/. Outro exemplo troca o número pela porta 10022: scp -P 10022 /home/user/file.tgz root@123.123.123.123:/root. Ao adaptar esse formato para o PSCP no Windows, a lógica permanece: inclua a opção de porta antes de origem e destino para que a conexão aconteça na porta correta.

Se a conexão SSH abre normalmente no PuTTY, mas a cópia falha no PSCP, confira primeiro qual porta o servidor está usando. Em muitos cenários, a diferença em relação à porta padrão 22 explica o erro.

Conheça as opções mais úteis do SCP e do PSCP

Junto do -r para pastas e do -P para porta SSH, a documentação lista outras opções recorrentes do SCP. A opção -p preserva datas de modificação e de acesso dos arquivos. A -q esconde a barra de progresso e mensagens que não sejam erro. A -C ativa compressão durante a transferência, recurso útil em arquivos grandes ou conexões lentas.

Também entra na lista a opção -i para autenticação por chave SSH em vez de senha e a -l para limitar a largura de banda em kilobits por segundo. Entre os exemplos estão scp -i /caminho/para/sua_chave.pem arquivo.txt usuario@192.168.1.100:/home/usuario/, scp -l 1000 arquivo.txt usuario@192.168.1.100:/home/usuario/ e scp -C arquivo_grande.tar.gz usuario@192.168.1.100:/home/usuario/. Para revisar rapidamente o conjunto de opções disponível no seu ambiente, execute o comando sem parâmetros.

Erros comuns (e como evitar)

  • Esquecer o formato remoto: a ponta remota precisa ser escrita como usuario@servidor:caminho.
  • Usar a porta errada: se o SSH não estiver na 22, inclua -P porta no comando de cópia.
  • Tentar copiar pasta sem -r: diretórios exigem a opção -r.
  • Digitar caminho inexistente no servidor: se o diretório remoto não existir, o SCP retorna erro.
  • Ignorar espaços no caminho do Windows: use aspas duplas no caminho do executável ou do arquivo quando houver espaços.
  • Confundir PuTTY com PSCP: o PuTTY abre a sessão SSH; o PSCP cuida da transferência pela linha de comando.

Quando o comando é aceito, o PSCP solicita a senha do usuário remoto e inicia a transferência. Com autenticação bem-sucedida e caminhos corretos, o arquivo segue pela conexão SSH até o destino definido.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre PuTTY e PSCP?

O PuTTY é o cliente com interface gráfica usado para abrir sessões SSH. O PSCP é o executável do mesmo pacote responsável por copiar arquivos com o protocolo SCP pela linha de comando.

Como fica o comando PSCP para enviar um arquivo?

O padrão é informar o arquivo local e, na sequência, o destino remoto. Um exemplo é pscp.exe C:\Temp\file.tgz root@123.123.123.123:/root. Depois da chamada, o sistema pede a senha da conta remota.

Como baixar um arquivo do Linux para o Windows com PSCP?

Inverta a ordem dos parâmetros: a origem remota aparece primeiro, o destino local vem depois. Exemplo: pscp root@192.168.100.24:/home/paulo/teste.txt \Users\PauloRoberto\.

Como copiar uma pasta inteira por SSH?

Use a opção -r. Na documentação do SCP, surgem exemplos como scp -r /home/user/dir root@123.123.123.123:/root. Sem essa opção, a ferramenta trabalha focada em arquivos simples.

O que fazer se o servidor SSH usa outra porta?

Inclua a opção -P com o número da porta. Entre os exemplos estão scp -P 2222 arquivo.txt usuario@192.168.1.100:/home/usuario/ e scp -P 10022 /home/user/file.tgz root@123.123.123.123:/root.

O PSCP pede senha toda vez?

Quando a autenticação é por senha, sim: após cada execução, a ferramenta solicita a senha da conta no servidor remoto. A documentação também registra o uso de autenticação por chave SSH com a opção -i.