A Chevrolet cravou março de 2027 para lançar no Brasil seu novo hatch elétrico de entrada, cotado para ressuscitar o nome Celta e mirar diretamente no BYD Dolphin..

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Neste artigo
  1. O que é esse “Celta elétrico” que vem da China?
  2. Motor, bateria e autonomia: como o “Celta elétrico” anda?
  3. Interior, tela gigante e como ele briga com o BYD Dolphin
  4. Preço e disponibilidade

Segundo a própria GM, o compacto elétrico será montado sobre o Wuling Bingo Pro, fruto da parceria com a chinesa Saic, e deve chegar ao mercado brasileiro com preço estimado na casa de R$ 120 mil. O modelo teria produção local avaliada para o Polo Automotivo do Ceará (Pace), em Horizonte, cenário que colocaria o carro em melhor posição na briga com a enxurrada de compactos chineses que já desembarcaram por aqui.

O que é esse “Celta elétrico” que vem da China?

Na China, o carro se chama Bingo Pro e roda sob a bandeira da Wuling. Aqui, a Chevrolet estuda usar o apelido óbvio: “Celta elétrico”, de olho na memória afetiva do hatch que marcou os anos 2000. Mas o produto em si é outro: um compacto elétrico de 4,05 metros de comprimento e 2,56 metros de entre-eixos, medidas um pouco maiores que as dos atuais rivais diretos de entrada.

Esse tamanho extra é peça do argumento. O porta-malas tem 380 litros, com um bônus de 30 litros em um compartimento frontal, algo raro entre elétricos compactos. Em um segmento em que cada litro de bagagem vira munição de venda contra BYD Dolphin e futuros concorrentes, a Chevrolet aposta em fugir do formato de microcarro urbano que já se mostrou difícil de justificar no preço.

Motor, bateria e autonomia: como o “Celta elétrico” anda?

O hatch usa um motor elétrico dianteiro de 88 cv de potência. Não é um carro para arrancada de pista, mas cumpre o papel em uso urbano e rodoviário leve, desde que a calibração seja honesta. A alimentação fica a cargo de dois pacotes de bateria, com 32 kWh ou 38 kWh de capacidade.

Com esse conjunto, o Bingo Pro atinge até 403 km de autonomia no ciclo de testes chinês, número otimista quando traduzido para padrões mais rígidos como WLTP ou Inmetro. Mesmo com um corte razoável, a conta tende a colocá-lo em um patamar competitivo frente ao BYD Dolphin e afins. A recarga rápida declarada pela Chevrolet recupera de 30% a 80% de energia em 15 minutos, tempo curto para quem depende de corredor de carga. O carro ainda traz função V2L, que permite alimentar equipamentos externos direto da bateria, recurso que começa a virar obrigação em elétrico novo.

Logan e Sandero são renovados e hatch tem novidade que queríamos no Kardian
Logan e Sandero são renovados e hatch tem novidade que queríamos no Kardian (Imagem: reprodução/autoesporte.globo.com)

Interior, tela gigante e como ele briga com o BYD Dolphin

Por dentro, o “Celta elétrico” abandona qualquer lembrança do Celtinha raiz. O painel combina quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas com central multimídia de 12,8 polegadas, layout típico dos compactos chineses recentes. A Chevrolet não detalhou o pacote de conectividade local, mas esse tipo de tela grande virou vitrine de showroom e arma de marketing contra os modelos da BYD e de novas marcas chinesas.

O problema é o mesmo que vem derrubando vários elétricos de entrada: preço. A estimativa é que o compacto chegue perto de R$ 120 mil no Brasil, bem distante da faixa de 58,5 mil a 72,8 mil yuan praticada na China, algo entre R$ 43 mil e R$ 53 mil em conversão direta. Sem incentivo extra ou produção local em escala no Ceará, sobra pouco espaço para o discurso de “popularização” do elétrico que o nome Celta sugere.

Preço e disponibilidade

A Chevrolet planeja lançar o “Celta elétrico” no Brasil em março de 2027. A marca trabalha com a possibilidade de montar o modelo no Polo Automotivo do Ceará (Pace), em Horizonte, mas ainda trata a decisão como estudo.

Para o mercado brasileiro, a expectativa é de preço na faixa de R$ 120 mil. Já na China, o Wuling Bingo Pro estreou custando entre 58,5 mil e 72,8 mil yuan, algo em torno de R$ 43 mil a R$ 53 mil na conversão direta. A distância entre esses valores expõe o verdadeiro desafio do compacto: menos na ficha técnica e mais em como a Chevrolet vai sustentar esse ticket diante de um BYD Dolphin com descontos agressivos.