Claude Cowork e o chat do Claude agora compartilham a mesma memória, o que reduz o rebriefing infinito de tarefas e aproxima os dois modos da experiência de um único assistente contínuo.

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Neste artigo
  1. O que muda na memória entre chat e Cowork?
  2. Como Claude passa a lembrar das coisas em tempo real?
  3. Quais são os controles de privacidade e como desativar a memória?
  4. Quem tem acesso à função e qual o impacto para empresas?
  5. E quem já usava a memória antiga do Claude?

Na prática, tudo o que Claude aprende em conversas no chat passa a ficar disponível quando você dispara uma tarefa no Cowork em nuvem — e o caminho inverso também acontece. A Anthropic ativa essa memória por padrão nos planos Free, Pro e Max, tanto na web quanto nos apps para desktop e mobile, que já operam oficialmente no Brasil. Por aqui, o plano Pro custa R$ 110 por usuário ao mês e o Team sai por R$ 165 por usuário ao mês, segundo a empresa.

O que muda na memória entre chat e Cowork?

Até agora, chat e Claude Cowork trabalhavam com memórias separadas. Você passava dias conversando sobre um projeto no chat, abria o Cowork para produzir um documento e precisava explicar tudo do zero. A partir deste update, a Anthropic descreve o fim desse muro: há um único sistema de memória compartilhada entre chat e Cowork quando o Cowork roda na nuvem.

Com isso, o histórico de contexto que você construiu em meses de uso de chat passa a ficar disponível imediatamente em Cowork. A Anthropic dá alguns exemplos: se você já explicou quem é seu gestor e como ele gosta dos relatórios, Cowork consegue montar um update sem voltar a pedir esses dados; se você montou a agenda de um evento no chat (cidade, headcount, palestrantes), Cowork puxa tudo isso direto para criar um orçamento ou um documento de logística.

Há uma exceção importante: sessões de Cowork que rodam localmente no seu computador continuam sem usar essa memória compartilhada. E Claude Code permanece totalmente isolado; a Anthropic não fala em integrar a memória desse modo ao sistema unificado.

Como Claude passa a lembrar das coisas em tempo real?

O mecanismo de memória também mudou. Antes, Claude gerava memória a partir de um resumo criado depois que a conversa terminava e, muitas vezes, dependia de você dizer explicitamente "lembre disso". Agora, segundo a Anthropic, os tópicos entram na memória conforme você conversa, em tempo real, sem esperar o fim do chat.

Na prática, mover um prazo ou ajustar uma preferência de estilo já atualiza a memória no meio da sessão. Claude salva esses tópicos automaticamente, mas você continua podendo dar instruções diretas do tipo "lembre que eu uso Python, não Java" para registrar algo específico. Cada projeto também mantém um espaço de memória separado, com um resumo próprio, para evitar vazamento de contexto entre trabalhos diferentes.

Toda memória aparece em uma lista de arquivos na seção Topics, dentro das configurações de Memory. Ali dá para ler, editar ou apagar qualquer entrada. Se você corrige, por exemplo, o nome antigo da sua empresa, a Anthropic afirma que essa alteração passa a valer globalmente nas conversas seguintes.

Quais são os controles de privacidade e como desativar a memória?

A memória vem ligada por padrão nos planos Free, Pro e Max em web, desktop e mobile, mas a Anthropic coloca algumas travas. A empresa afirma que, mesmo com a memória ativa, Claude não salva por padrão informações consideradas sensíveis, como dados de saúde, raça, etnia, crenças religiosas, política ou identidade de gênero. Há uma opção explícita de "include sensitive topics in memory" para quem quiser que esse tipo de dado também entre no histórico.

Tela do Claude exibindo configurações de memória e avisos de tópicos sensíveis
Configurações de memória do Claude destacam o controle de tópicos sensíveis salvos pelo assistente (Imagem: reprodução/zdnet.com)

Quando o usuário autoriza o registro de tópicos sensíveis, Claude exibe avisos sempre que grava algo nessa categoria, para dar chance de revisar ou mudar a configuração. A Anthropic diz ainda que certos dados nunca são salvos, mesmo que o usuário peça: números de documentos governamentais, contas financeiras, histórico criminal, status migratório e qualquer informação que viole a Acceptable Use Policy.

Se você não quer memória nenhuma, o caminho é direto: em Settings > Memory, dá para desligar o "Generate memory from chats". Ao pausar a memória, Claude para de usar e de criar novas memórias, mas mantém o que já foi salvo. Há também a opção de reset, que apaga tudo de forma permanente, incluindo memórias de projetos. Para conversas totalmente fora do radar, existem os chats anônimos (incognito), disponíveis inclusive no plano gratuito, que não entram na memória nem no histórico.

Quem tem acesso à função e qual o impacto para empresas?

A memória compartilhada entre chat e Cowork está liberada para usuários dos planos Free, Pro e Max em web, desktop e mobile, embora Cowork em si não faça parte do plano gratuito. Para ver o recurso no celular, a Anthropic orienta manter os apps atualizados na versão mais recente para Android ou iOS.

Em contas Team e Enterprise, o padrão é outro: memória e memória de tópicos sensíveis nascem desligadas e dependem de habilitação por um administrador, em linha com a política de retenção de dados da organização. Em ambientes com chaves de criptografia gerenciadas pelo cliente em Enterprise, nem a busca em conversas passadas fica disponível, já que o conteúdo permanece criptografado.

Um detalhe menos amigável: a Anthropic não oferece um botão para separar memórias de chat e Cowork dentro da mesma conta. Quem quiser esse isolamento precisa usar contas diferentes, pausar a memória por completo, usar chats anônimos para tópicos específicos ou ficar limpando as memórias manualmente. Para quem usa Claude ao mesmo tempo como assistente pessoal e de trabalho, esse é o ponto frágil do update.

E quem já usava a memória antiga do Claude?

Com a mudança, a Anthropic migrou usuários para a nova experiência de memória. Quem perceber que Claude "esqueceu" algo nessa transição tem um caminho de recuperação com prazo: até 9 de setembro de 2026, é possível ir em Settings > Memory, exportar a memória legada e colar de volta em uma conversa com o assistente, destacando a parte importante que precisa ser reaprendida.

Toda memória segue as mesmas políticas de retenção de dados de chat. Mesmo que um chat expire ou seja apagado, as memórias derivadas dele continuam salvas até que o usuário as remova manualmente ou dê um reset geral. Em contas empresariais, essas memórias entram também em exports de dados e obedecem às regras de retenção definidas pela organização, inclusive no caso de chats anônimos.

No Brasil, onde Claude já opera com planos pagos locais, essa unificação empurra o assistente para a ideia de "perfil único" que acompanha o usuário em pesquisa, escrita e automação, com o mesmo contexto circulando entre chat e Cowork em nuvem.