A Xiaomi começou nesta terça-feira (16) a distribuir o beta global do HyperOS 4, a nova versão do seu sistema baseada no Android 17. Na primeira fase, três aparelhos já recebem a build de testes — Xiaomi 17, Xiaomi 17 Ultra e Leica Leitzphone powered by Xiaomi — e outros quatro entram no recrutamento a partir de quinta-feira (17): Xiaomi 17T, 17T Pro, Xiaomi 15 e 15 Ultra, segundo o GSMArena e o Canaltech. A lista vale para as versões Global e EEA (Europa) e não representa o conjunto de aparelhos que receberão a versão estável, que ainda não tem data.

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Neste artigo
  1. Quem recebe e quando
  2. Como se inscrever
  3. O que muda no HyperOS 4

O programa global vem um mês depois do beta chinês, iniciado em agosto com mais de 20 modelos, incluindo Redmi K90, Xiaomi Pad 8 e outros que não foram confirmados no teste internacional. Para o Brasil, onde a Xiaomi vende oficialmente o 17T e o 17T Pro, a novidade prática é a segunda leva: donos desses dois modelos com ROM Global podem tentar entrar no programa a partir de quinta.

Quem recebe e quando

AparelhoSituação no beta global
Xiaomi 17Beta disponível desde 16/9
Xiaomi 17 UltraBeta disponível desde 16/9
Leica Leitzphone powered by XiaomiBeta disponível desde 16/9
Xiaomi 17TRecrutamento a partir de 17/9
Xiaomi 17T ProRecrutamento a partir de 17/9
Xiaomi 15Recrutamento a partir de 17/9
Xiaomi 15 UltraRecrutamento a partir de 17/9
Redmi, Poco e demais XiaomiNão confirmados no beta global (parte está no beta chinês)

Como se inscrever

A inscrição é feita pelo aplicativo Xiaomi Community, na área de testes beta, e só aparece para aparelhos elegíveis com software Global ou EEA — ter um modelo da lista não garante vaga, porque a Xiaomi limita o número de participantes e libera as builds aos poucos. Aprovado, o usuário procura a atualização em Configurações › Sobre o telefone, tocando na versão do HyperOS para forçar a verificação. A fabricante avisa que se trata de software em desenvolvimento, com possíveis problemas de estabilidade: quem depende do celular para trabalhar deve esperar a versão final.

Quem entrar e se arrepender pode sair: o beta permite voltar à versão estável pelo mesmo programa, mas o retorno exige apagar os dados do aparelho — faça backup antes de instalar. Também vale saber que apps de banco e o Google Wallet costumam recusar builds beta por alguns dias até a Xiaomi atualizar a certificação do sistema, o que, para muita gente, é motivo suficiente para esperar.

O que muda no HyperOS 4

A Xiaomi apresentou o sistema em meados de agosto com um visual de "vidro suave" (soft-light glass), sua resposta ao estilo translúcido que a Apple adotou no iOS, além de kernel revisado para reduzir carga do sistema e melhorar o pré-carregamento de memória, animações refeitas e integração do modelo de IA MiMo V2. O efeito de vidro, porém, não estará em todos os aparelhos durante o beta: a empresa o restringe inicialmente a chips Snapdragon 8 Elite ou superior, Dimensity 9500 ou superior e Xring O1 ou superior, com promessa de estender a modelos mais antigos, como o Xiaomi 13 e o Redmi K70, depois do período de testes.

As primeiras builds do beta chinês, ainda em agosto, concentraram-se em estabilidade: correção de travamentos no desbloqueio por digital, do teclado que ficava preso na tela de recentes e de cortes de áudio em vídeos, além de ajustes na Galeria, no app de Clima e nas janelas flutuantes. É razoável esperar que o beta global comece no mesmo ponto — mais correção do que novidade visível — e que os recursos de IA e o novo visual apareçam nas builds seguintes. Os modelos globais do Xiaomi 18 Pro e 18 Pro Max, previstos com o HyperOS 4 já instalado, devem ser os primeiros a sair de fábrica com a versão estável; o que se sabe deles está em Xiaomi 18 Pro e Pro Max globais devem chegar antes com HyperOS 4.