A Receita Federal abriu um novo leilão de mercadorias apreendidas em São Paulo com dois iPhone 17 Pro de 256 GB entre os 106 lotes: o lote 65 parte de R$ 3.200 e o lote 63, de R$ 3.500. Os valores são o lance mínimo — quase metade do preço do iPhone 17e, o modelo de entrada que a Apple vende hoje por R$ 5.999, e menos de um terço do que o 17 Pro custou no lançamento no Brasil (R$ 11.499 na versão de 256 GB). O edital nº 0800100/000012/2026 reúne 16 lotes com produtos da Apple, incluindo MacBook Air M4, iPad Pro M4, iPad Air M3 e AirPods Pro 2. As propostas podem ser registradas de 2 a 8 de outubro; o pregão eletrônico é em 9 de outubro, às 10h.

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Neste artigo
  1. Os lotes que valem atenção
  2. Como participar
  3. Preço e disponibilidade: o que ninguém conta antes do lance

Como em todo leilão, o lance mínimo é só o ponto de partida: nos leilões anteriores da Receita, os iPhones mais recentes costumam terminar bem acima do valor inicial. Ainda assim, mesmo com disputa, os lotes de Apple tendem a fechar abaixo do varejo — e é isso que faz cada edital viralizar.

Os lotes que valem atenção

LoteProdutoLance mínimo
31MacBook Air M2 de 13", 16 GB/256 GBR$ 2.700
444× AirPods Pro 2R$ 3.000
53 a 56MacBook Air M4 de 13", 16 GB/256 GB (um por lote)R$ 2.700
57MacBook Air M4 de 15", 16 GB/256 GBR$ 3.500
58iPad de 11ª geração, 128 GBR$ 1.600
59iPad Air M3 de 11", 128 GBR$ 3.000
62iPad Pro M4 de 11", 256 GBR$ 4.600
63iPhone 17 Pro, 256 GBR$ 3.500
65iPhone 17 Pro, 256 GBR$ 3.200
66iPad mini de 7ª geração, 128 GBR$ 2.500

Os quatro MacBook Air M4 de 13 polegadas por R$ 2.700 são, na prática, a oferta mais agressiva do edital: a geração atual do notebook, já com chip M5, parte de R$ 15.999 na loja da Apple. O iPad Pro M4 de 11 polegadas por R$ 4.600 e o iPad Air M3 por R$ 3.000 seguem a mesma lógica.

Vale conferir também os lotes sem Apple: o edital de 106 itens costuma trazer eletrônicos de outras marcas, ferramentas, bebidas e até veículos, e a disputa neles tende a ser menor do que pelos iPhones — que atraem lances de todo o país.

Como participar

O processo é todo digital. É preciso ter CPF e certificado digital (e-CPF) e acesso ao Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, o e-CAC, onde ficam o edital completo, a descrição de cada lote e o sistema de propostas. A primeira fase, de registro de propostas, vai das 8h de 2 de outubro às 18h de 8 de outubro; as propostas classificadas seguem para o pregão eletrônico de 9 de outubro, quando os habilitados disputam lance a lance. Alguns lotes são exclusivos para pessoas jurídicas; outros aceitam pessoas físicas — a distinção está no edital, lote a lote.

Preço e disponibilidade: o que ninguém conta antes do lance

Três avisos da própria Receita mudam a conta. Primeiro, as mercadorias vêm de apreensões e podem ter avarias, estar sem garantia, bloqueadas ou acompanhadas de itens de outras marcas; a descrição do lote é a única fonte de informação sobre o estado. Segundo, parte dos produtos não pode ser comprada para revenda — só para uso do arrematante. Terceiro, a Receita não entrega: quem arrematar precisa retirar o lote em São Paulo, no prazo e nas condições do edital, o que exclui na prática quem está longe e não quer arcar com deslocamento ou despachante. Some-se a isso que o iPhone 17 Pro saiu de linha com a chegada do iPhone 18, ou seja, o aparelho arrematado é um modelo do ano passado, ainda que com desempenho de topo. No leilão de julho, a Receita chegou a oferecer o 17 Pro Max com lance inicial de R$ 4.140 — mostramos como foi em Receita Federal leiloa iPhone 17 com lances a partir de R$ 1 mil.