A Apple aumentou o preço do MacBook Neo na sua loja educacional, inclusive no Brasil: a versão de 256 GB passou a custar a partir de R$ 7.899 e a de 512 GB com Touch ID, a partir de R$ 9.099, cerca de R$ 600 a mais nas duas configurações. A loja comum não mudou, e o desconto para estudantes e professores no notebook mais barato da Apple caiu pela metade.

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Neste artigo
  1. Quanto custa o MacBook Neo agora, na loja educacional e na comum
  2. Desconto de estudante no MacBook Neo caiu pela metade, no Brasil e nos EUA
  3. Segunda alta de preço do MacBook Neo em 2026, na esteira da crise da memória
  4. Quem pode comprar na loja educacional da Apple no Brasil
  5. MacBook Neo 2 deve chegar no primeiro semestre de 2027

O reajuste é silencioso. A Apple não publicou comunicado, e a mudança foi notada pelo site americano MacRumors nesta quarta-feira (28), que a situa "na última semana". É a segunda alta do Neo em quatro meses, e ela pesa justamente sobre o público para quem o modelo foi pensado: quem compra o primeiro Mac para estudar ou dar aula.

Quanto custa o MacBook Neo agora, na loja educacional e na comum

Os novos valores aparecem na página do MacBook Neo na loja educacional da Apple Brasil, conferida pela reportagem nesta quarta. Na Apple Store Online comum, o mesmo notebook segue em cerca de R$ 8.500 (256 GB) e R$ 9.700 (512 GB com Magic Keyboard com Touch ID), valores arredondados e em vigor desde o reajuste de junho.

ConfiguraçãoLoja educacional no lançamento (março)Loja educacional após junhoLoja educacional hojeLoja comum hoje
256 GBcerca de R$ 6.200cerca de R$ 7.300R$ 7.899cerca de R$ 8.500
512 GB com Touch IDcerca de R$ 7.400cerca de R$ 8.500R$ 9.099cerca de R$ 9.700

Somadas, as duas altas deixaram o Neo de 256 GB cerca de R$ 1.700 mais caro para estudantes do que no lançamento, um aumento de aproximadamente 27%. No modelo de 512 GB, a diferença também gira em torno de R$ 1.700, ou 23%. Na loja comum, o salto desde março foi menor: de R$ 7.299 para cerca de R$ 8.500 (16,4%) e de R$ 8.499 para cerca de R$ 9.700 (14,1%).

A configuração é a mesma de março. O Neo tem tela de 13 polegadas, peso de 1,2 kg, duas portas USB-C, saída para fone de ouvido, alto-falantes estéreo e webcam de 1080p. Roda o macOS completo com o chip A18 Pro, o mesmo de iPhone, e 8 GB de RAM. A Apple estima até 16 horas de bateria e diz que ele é "até 50% mais rápido em tarefas cotidianas" do que um PC com Intel Core Ultra 5, comparação feita pela própria fabricante. As cores continuam prateado, blush, amarelo-cítrico e índigo.

Desconto de estudante no MacBook Neo caiu pela metade, no Brasil e nos EUA

MacBook Neo nas quatro cores: prateado, blush, amarelo-cítrico e índigo
Divulgação/Apple (Imagem: reprodução)

A conta que interessa a quem tem direito ao preço de educação é a distância entre as duas lojas. Até a semana passada, comprar pela loja educacional economizava cerca de R$ 1.200 em qualquer das versões, algo como 14% do preço cheio. Agora a economia é de R$ 600, pouco mais de 7%.

Nos Estados Unidos o movimento foi idêntico. O preço inicial na loja educacional subiu de US$ 599 para US$ 649, enquanto a loja comum segue em US$ 699. Segundo o MacRumors, a Apple "agora oferece a universitários e outros grupos elegíveis um desconto de apenas US$ 50 no notebook, abaixo dos US$ 100" de antes. O site relata aumentos equivalentes em moeda local em outros países.

A loja educacional segue sendo o menor preço oficial do Neo no Brasil. A margem, porém, ficou estreita, e vale comparar com o varejo: o modelo de entrada aparecia por R$ 8.350,80 em uma oferta na Amazon, valor que muda conforme estoque e vendedor. A Apple não disse se os outros Macs da loja educacional, como o MacBook Air, também ficaram mais caros.

Segunda alta de preço do MacBook Neo em 2026, na esteira da crise da memória

O primeiro reajuste veio em 25 de junho, quando a Apple subiu os preços de todos os Macs e iPads, além de Apple TV, HomePod, HomePod mini e Vision Pro. O Neo ficou US$ 100 mais caro nas duas lojas americanas. No Brasil, o MacBook Air de 13 polegadas com M5, 16 GB e 512 GB, que era o Mac mais barato antes do Neo, passou de cerca de R$ 14 mil para R$ 16 mil.

Na época, a empresa culpou a escassez de memória provocada pela expansão dos data centers de inteligência artificial. "Nunca vimos um componente subir de preço tanto e tão rápido", afirmou a Apple em comunicado ao MacRumors. No mesmo texto, disse ter protegido os clientes dos aumentos "até agora", mas que havia chegado "a um ponto em que precisamos começar a aumentar os preços de vários produtos". Tim Cook já havia chamado os reajustes de "inevitáveis". Em setembro, foi a vez do iPhone 17 ficar mais caro.

A Apple não explicou a alta desta semana, e ligar o novo aumento à memória é uma leitura de contexto, não uma declaração da empresa. O mercado, porém, não dá sinal de alívio. A Micron, uma das maiores fabricantes de memória do mundo, espera que a escassez dure até 2027, e Microsoft, Samsung, Lenovo, HP e Dell também repassaram custos aos consumidores neste ano. O verbo "começar" no comunicado de junho já indicava que a rodada não seria a última.

Quem pode comprar na loja educacional da Apple no Brasil

A loja educacional atende estudantes, pais que compram para os filhos, professores e funcionários de instituições de ensino. Segundo a Apple Brasil, pode ser preciso comprovar a elegibilidade com e-mail da instituição ou outro documento, e as regras de verificação variam de país para país.

Nos EUA e no Canadá, a Apple endureceu o controle em maio, quando passou a exigir a verificação pela plataforma UNiDAYS, já usada em países europeus. A medida fechou a brecha que deixava qualquer pessoa comprar com preço de educação sem comprovar vínculo. Não há confirmação de que o mesmo sistema valha nas compras feitas no Brasil.

MacBook Neo da Apple sobre uma mesa
Divulgação/Apple

MacBook Neo 2 deve chegar no primeiro semestre de 2027

O aumento chega a poucos meses de uma troca de geração. De acordo com Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple planeja lançar o MacBook Neo 2 no primeiro semestre de 2027, com chip A19 Pro, 12 GB de RAM e cores novas. É rumor, sem confirmação da empresa, mas Gurman tem histórico sólido de acertos sobre a Apple. O Neo também ficou de fora do evento de 27 de outubro, em que a empresa apresentou o iMac e o MacBook Pro de 14 polegadas com M6.

Na prática, a decisão de compra ficou mais difícil. Os 12 GB atribuídos ao sucessor são 50% a mais que os 8 GB do modelo atual, diferença que conta para quem pretende ficar quatro ou cinco anos com a máquina. O problema é que nada garante preço igual ou menor: com a memória cara e a Apple subindo preços duas vezes em 2026, o Neo 2 pode estrear acima dos R$ 7.899 de hoje na loja educacional. Para quem precisa do notebook já, a versão de 256 GB pela loja educacional continua sendo o Mac mais barato vendido oficialmente no país. A próxima referência de preço deve vir com o anúncio do Neo 2, que pelo calendário de Gurman cai até junho de 2027.