A Apple anunciou nesta terça-feira (27) o MacBook Pro M6, de 14 polegadas, e o iMac de 24 polegadas com o mesmo chip M6, e os dois já têm preço oficial na loja brasileira da empresa: o notebook parte de R$ 24.999 e o iMac, de R$ 17.999. Nos Estados Unidos a pré-venda abre nesta quarta (28); no Brasil, a página diz apenas "Confira em breve a disponibilidade".

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Neste artigo
  1. M6 vs M5: mais núcleos, mais IA e Wi-Fi 7 no MacBook Pro de 14"
  2. Ficha técnica do MacBook Pro e do iMac com M6
  3. iMac pula o M5 e ganha até 5 vezes em IA
  4. Preço e disponibilidade: MacBook Pro M6 e iMac M6 no Brasil
  5. Comprar agora ou esperar o evento de 28 de outubro

A novidade interessa principalmente a quem ainda usa Mac com processador Intel ou com o M1, público que a própria Apple aponta como alvo da troca. O MacBook Pro de 14" é o primeiro notebook da marca com o M6, primeiro chip da Apple fabricado em 2 nanômetros, que estreou em agosto no Mac mini. O iMac pulou a geração M5 e vem direto do M4, lançado em outubro de 2024. E um detalhe que muda a expectativa de chegada: os dois produtos já aparecem com certificado da Anatel no rodapé da loja brasileira da Apple.

M6 vs M5: mais núcleos, mais IA e Wi-Fi 7 no MacBook Pro de 14"

O M6 do MacBook Pro tem CPU de 12 núcleos, dois a mais que o M5: são dois supernúcleos, quatro de desempenho e seis de eficiência. A GPU também cresceu de 10 para 12 núcleos, cada um com um acelerador neural próprio, e o Neural Engine passou a ser duplo, com 16 núcleos em cada bloco. A memória unificada começa em 16 GB e vai a 24 GB ou 32 GB, com largura de banda de até 170 GB/s.

Os ganhos divulgados pela Apple, sempre na comparação com o MacBook Pro de 14" com M5, são de até 30% em gráficos e até 25% em tarefas de inteligência artificial no próprio aparelho, como o processamento de prompts de modelos de linguagem. Em testes específicos, a empresa fala em até 1,3 vez mais rapidez no tempo até o primeiro token de um LLM, na renderização com ray tracing no Blender e na compilação de código no Xcode, e até 1,2 vez no Affinity. Contra o MacBook Pro de 13" com M1, os números sobem para até 13 vezes no primeiro token, 11,7 vezes no Blender, 3,3 vezes no Affinity e 2,5 vezes no Xcode. Todos são números da própria Apple, no formato "até", e ainda não há testes independentes. O Notebookcheck resumiu o que a Apple anuncia como uma melhora de "20 a 30% sobre o M5, conforme o aplicativo".

"Com o poderoso chip M6, estamos levando o desempenho a outro nível, com mais velocidade de CPU e gráficos e recursos ainda mais poderosos de IA no aparelho", afirmou Shelly Goldberg, vice-presidente de Engenharia de Hardware da Apple, no comunicado oficial.

A outra mudança concreta está na conexão sem fio. O chip N1, da própria Apple, leva Wi-Fi 7 e Bluetooth 6 ao modelo de entrada, algo que antes ficava restrito às versões com M5 Pro e M5 Max. A bateria de 72,4 Wh rende, segundo a Apple, até 24 horas de streaming de vídeo, e o carregamento rápido chega a 50% em 30 minutos com um carregador de pelo menos 96 W.

Ficha técnica do MacBook Pro e do iMac com M6

Laterais do MacBook Pro de 14 polegadas com M6 mostrando MagSafe, portas USB-C, entrada de fones, leitor SDXC e HDMI
Divulgação/Apple (Imagem: reprodução)

Fora o chip e a rede sem fio, quase nada mudou por fora. O MacBook Pro mantém a tela Liquid Retina XDR, as portas, a webcam e os alto-falantes do modelo anterior, o que o The Verge descreveu como "uma história parecida para 2026". O iMac também conserva o desenho fino e colorido de 2024.

ItemMacBook Pro 14" (M6)iMac 24" (M6)
CPU12 núcleos (2 super, 4 desempenho, 6 eficiência)10 núcleos (2 super, 2 desempenho, 6 eficiência) ou 12 núcleos
GPU12 núcleos, com acelerador neural em cada núcleo10 ou 12 núcleos
Neural EngineDuplo, 16 núcleos cadaDuplo, 16 núcleos cada
Memória16, 24 ou 32 GB (até 170 GB/s)16, 24 ou 32 GB (170 GB/s, contra 120 GB/s do M4)
Armazenamento1 TB a 4 TB256 GB a 2 TB
Tela14,2", 3.024 x 1.964, até 120 Hz, 1.600 nits em HDRRetina 4,5K de 24"
Conexões3 Thunderbolt 4, HDMI, MagSafe 3, leitor SDXC, fone 3,5 mm2 Thunderbolt 4 (10 núcleos) ou 4 (12 núcleos); Ethernet 2,5 Gb na fonte do modelo mais caro
Sem fioWi-Fi 7 e Bluetooth 6 (chip N1)Wi-Fi 7 e Bluetooth 6 (chip N1)
Bateria72,4 Wh, até 24 h de vídeo e 16 h de navegação—
Peso e espessura1,55 kg; 1,55 cm—
CoresPreto-espacial e prateadoVerde, amarelo, laranja, rosa, roxo, azul e prateado
Preço no BrasilA partir de R$ 24.999A partir de R$ 17.999 (10 núcleos) e R$ 19.999 (12 núcleos)

A opção de 512 GB do MacBook Pro de entrada já tinha sumido em março deste ano, segundo o MacRumors, e por isso o modelo continua começando em 1 TB.

iMac pula o M5 e ganha até 5 vezes em IA

Para o iMac, o salto é maior porque a comparação é com o M4. A Apple fala em desempenho de IA no aparelho até 5 vezes maior (até 12 vezes contra o iMac com M1, em testes no LM Studio), gráficos até 2 vezes mais rápidos, Excel até 1,5 vez e Affinity até 2 vezes. Contra o iMac com Intel, a empresa diz que o novo modelo é "até 18 vezes mais rápido". O SSD seria até duas vezes mais rápido que o da geração anterior.

O Wi-Fi 7 e o Bluetooth 6 chegam agora também ao iMac de entrada. A versão de 12 núcleos tem quatro portas Thunderbolt 4 e Ethernet de 2,5 Gb embutida na fonte; na de 10 núcleos, são duas portas, e o Ethernet custa US$ 30 a mais nos EUA. Para Jess Weatherbed, do The Verge, ter pulado o M5 "deve tornar esta atualização mais significativa" que o normal. "O iMac é o melhor computador tudo-em-um do mundo, e hoje ele eleva o nível mais uma vez", disse Goldberg no anúncio do desktop.

iMac de 24 polegadas com chip M6 à frente de modelos nas sete cores da linha
Divulgação/Apple (Imagem: reprodução)

Preço e disponibilidade: MacBook Pro M6 e iMac M6 no Brasil

Nos Estados Unidos, o MacBook Pro de 14" com M6 custa a partir de US$ 1.999, o mesmo valor do modelo com M5. As configurações com 24 GB e 32 GB saem por US$ 2.199 e US$ 2.399. O armazenamento ficou mais caro: subir para 2 TB custa US$ 500 a mais, e para 4 TB, US$ 1.500, contra US$ 1.200 no M5, aumento que o The Verge atribui à escassez atual de memória. O iMac sai por US$ 1.499 (10 núcleos) e US$ 1.699 (12 núcleos). Em Portugal, o iMac parte de 1.830 euros.

Nos Estados Unidos e em Portugal, a pré-venda dos dois começa em 28 de outubro, às 10h10 no horário do Pacífico (14h10 em Brasília), e as entregas começam na sexta-feira, 6 de novembro. O Brasil não aparece com data: a loja da Apple Brasil já mostra os preços, mas informa apenas "Confira em breve a disponibilidade do MacBook Pro de 14 polegadas com M6". Não há confirmação de que o produto chegue aqui no mesmo dia 6.

A barreira regulatória, porém, já foi vencida. O rodapé da loja da Apple Brasil lista o MacBook Pro de 14" com M6 (modelo A3434) com certificado Anatel nº 05428-26-01993, e os dois iMacs, A3589 (duas portas) e A3590 (quatro portas), com os certificados 05426-26-01993 e 05427-26-01993. Na prática, falta só a Apple abrir as vendas.

Em conversão direta, com o dólar a cerca de R$ 5,40 (câmbio aproximado), os US$ 1.999 do MacBook Pro dariam uns R$ 10.800: o preço brasileiro fica perto de 2,3 vezes o americano, diferença que vem principalmente dos impostos. Na escada de preços da loja brasileira, o MacBook Pro de 14" com M5 Pro parte de R$ 30.999, o de M5 Max, de R$ 49.999, e o de 16", de R$ 37.999. O AppleCare custa R$ 2.499 para o MacBook Pro e R$ 949 para o iMac. A página exibe ainda a condição "Menos 10% à vista ou até 12x", sem detalhar se vale para os modelos novos.

Comprar agora ou esperar o evento de 28 de outubro

Quem pensa em comprar o MacBook Pro tem um motivo para esperar alguns dias. O modelo de 16" continua com o M5 ("infelizmente, o MacBook Pro de 16 polegadas continua preso ao antigo M5", escreveu Sam Rutherford, do Engadget), e as versões mais caras devem ganhar novidades em breve. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, repercutido pelo MacRumors, a Apple prepara para quarta-feira (28), em Los Angeles, um evento com MacBooks Pro de novo design e tela OLED sensível ao toque. A Apple não confirmou nada disso, e o histórico de acertos de Gurman é alto, mas não equivale a anúncio. Em junho, o mesmo jornalista disse que o M6 poderia nem ganhar versões Pro e Max, sendo substituído direto pelo M7.

Também faltam os testes independentes, que devem aparecer quando as primeiras unidades chegarem a jornalistas e clientes, a partir de 6 de novembro. Até lá, os ganhos de 20% a 30% sobre o M5 existem só nos números da Apple. Para quem tem um MacBook Pro com M5 comprado no ano passado, a diferença no papel é pequena; para quem vem do M1 ou de um Mac com Intel, o salto é grande, e o preço de entrada nos EUA é o mesmo do modelo anterior. Já quem não tem pressa pode esperar o evento de quarta e os primeiros testes independentes antes de decidir.